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Apneia do sono pode causar cárie?

Sabe-se que a apneia está relacionada com a ocorrência de paradas respiratórias durante o sono, logo, levando o paciente a ficar de boca aberta para conseguir realizar a respiração. Por sua vez, um dos riscos é tornar o ambiente propício para que as bactérias que se encontram na cavidade oral trabalhem na formação de danos dentários, tal como a cárie.

Entre as dicas, é que você indispensavelmente deve realizar uma boa higiene bucal, utilizando-se de creme dental de qualidade e escovação adequada, posto que assim evitará o aparecimento de substrato que influencie no problema.

Como tratar os distúrbios da apneia do sono

O diagnóstico da apneia é feito por meio de um exame chamado polissonografia, em que os dados vitais do paciente são monitorados enquanto ele dorme. Durante o exame são calculadas as vezes em que a respiração parou, o período de tempo e a quantidade de oxigenação do organismo.

Após a identificação do problema, começa a busca pela causa, que vai influenciar no tratamento. Entre os recursos mais utilizados para tratar da apneia do sono e o ronco está o aparelho intraoral (AIO), que movimenta a mandíbula (e consequentemente a língua) para frente.

Isso impede que a língua obstrua a passagem de ar para os pulmões durante o sono e estica os tecidos da garganta para permitir a passagem de ar. Ao mesmo tempo, o aparelho mantém a boca fechada, pois a estrutura e os músculos da face ficam tensos e firmes, evitando o ronco.

Consequentemente, os malefícios causados por esses distúrbios do sono são evitados. Os aparelhos intraorais são feitos de silicone e aço inoxidável. Não são considerados invasivos (ao contrário da cirurgia) e tem uma fácil adaptação. Por esse motivo, costumam ser os mais indicados para o tratamento da apneia.

Quase não existem restrições para o uso desses aparelhos. No entanto, indivíduos obesos ou com apneia causada pelo sistema nervoso central e casos em que existem problemas na articulação do maxilar devem ser analisados separadamente.

Quadros mais graves podem exigir o uso do CPAP, em que uma máscara é acoplada a um compressor que injeta ar nos pulmões por meio do nariz e da boca. Outros casos também podem exigir uma cirurgia. Por isso, é importante procurar a ajuda de um profissional antes de iniciar qualquer tipo de tratamento.

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Conheça os diferentes tipos de deficiência auditiva

Pode-se definir a deficiência auditiva como a “perda completa ou parcial da capacidade de ouvir de uma ou ambas as orelhas”, segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde. Isso quer dizer que o deficiente auditivo perdeu a capacidade de ouvir sons de 25 dB a 90 dB tão bem quanto uma pessoa com audição em seu estado normal.

Podendo se desenvolver em qualquer época da vida, o problema auditivo pode ser causado por diversos e diferentes fatores. Mas você sabia que apenas 5% dos casos de perda auditiva pode ser melhorada com medicação ou cirurgia? A grande maioria de deficiente auditivo conseguem tratar o problema apenas com aparelhos auditivos.

Leia também: Como lidar com pessoas que possuem perda auditiva?

Embora cada perda auditiva seja única para cada indivíduo, ela pode ser categorizada em diferentes tipos, dependendo da parte do ouvido que é afetada e das consequências auditivas.

A deficiência auditiva neurossensorial é a mais comum no mundo todo e, geralmente, resulta em uma perda de audição lenta e gradual. Nesse tipo de perda auditiva, os minúsculos nervos do ouvido interno (células ciliadas) estão danificados e não conseguem enviar com precisão os sinais auditivos ao cérebro.

O deficiente auditivo com essa condição pode sentir falta de sensibilidade nos ouvidos, falta de interpretação ou clareza do som. A compreensão da fala de outras pessoas fica complicada quando há ruído de fundo e é mais fácil escutar tons baixos do que sons agudos.

As causas da perda auditiva neurossensorial são variadas, entre elas:

● Envelhecimento (presbiacusia);

● Surdez hereditária;

● Surdez congênita;

● Doença de Ménière;

● Doenças autoimunes;

● Infecções, como caxumba, meningite e sarampo;

● Exposição ao ruído intenso;

● Efeito colateral de medicamentos ototóxicos;

● Trauma no ouvido interno;

● Doenças dos vasos sanguíneos;

● Neuroma acústico ou outros tumores no ouvido interno.

Não existe um método clínico ou cirúrgico para reparar as células ciliadas quando elas são danificadas, por isso, a perda auditiva neurossensorial costuma ser permanente. O tratamento pode ser feito com a tecnologia dos aparelhos auditivos ou implantes cocleares, dependendo da gravidade do problema auditivo. Os dispositivos não restauram os nervos, mas conseguem amplificar o som e possibilitar que o indivíduo compreenda os sons e a fala de outras pessoas.

Perda auditiva condutiva

A perda auditiva condutiva é menos comum e ocorre quando há um dano ou obstrução no ouvido externo ou médio que interfere na maneira como o som passa para o ouvido interno. Esse tipo de deficiência auditivapode ser temporária ou permanente, dependendo do que originou a condição. Entre as possíveis causas da perda auditiva condutiva, podemos citar:

● Otite externa (ou orelha de nadador);

● Otite média (infecção no ouvido);

● Malformação congênita da orelha;

● Excesso de cera de ouvido;

● Obstrução causada por objetos no ouvido;

● Sequelas de trauma no ouvido médio;

● Otosclerose;

● Estenose (estreitamento do canal auditivo);

● Ruptura do tímpano que pode ser causada por lesões, infecções no ouvido ou mudanças extremas de pressão de ar;

● Tumores no ouvido médio.

Em geral, a perda auditiva condutiva acontece muito rapidamente e a pessoa sente uma queda no volume dos sons. Como consequência, ela aumenta o volume do rádio e da televisão, mas isso não é o suficiente para ouvir tudo com clareza. No início, ela consegue ouvir sua voz normalmente, mas com o tempo a sensação é que a própria voz está mais alta ou diferente. Em alguns casos, os indivíduos sentem dores em um ou ambos os ouvidos e um odor desagradável no canal auditivo.

O deficiente auditivo que sofre com essa condição pode melhorar a sua capacidade auditiva com o acompanhamento médico adequado. Quando a perda auditiva é causada por infecções, acúmulo de cera ou corpos estranhos, por exemplo, é possível fazer tratamentos, como procedimentos cirúrgicos, antibióticos e extração da cera de ouvido. Depois de tratar a causa da perda auditiva, o médico poderá determinar algum tratamento específico para a perda auditiva.

Quando o problema de audição é causado por outras complicações, como otosclerose, estenose e fatores hereditários, o tratamento é mais complexo e é mais comum ocorrer uma perda auditiva permanente. Nessas situações, os aparelhos auditivos ou implantes cocleares podem ajudar a melhorar a capacidade auditiva do indivíduo.

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Perda auditiva mista

A deficiência auditiva mista é uma combinação da perda auditiva neurossensorial e condutiva. Suas características também combinam os dois tipos de problemas auditivos: incapacidade de transmitir sons para o ouvido interno, além de danos no ouvido interno ou no nervo auditivo.

A perda auditiva mista pode ocorrer quando o ouvido sofre algum trauma ou ao longo do tempo, quando uma perda auditiva é intensificada por outra. Por exemplo, uma pessoa que tem perda auditiva hereditária e que também sofre com uma infecção no ouvido ou um indivíduo com perda auditiva condutiva de longa duração que pode sofrer com presbiacusia à medida que envelhece.

O tratamento para esse tipo de deficiência auditiva depende de qual perda auditiva é dominante em cada indivíduo. Quando a maior parte da perda auditiva é causa por um fator condutivo, é mais comum realizar procedimentos cirúrgicos e outros tratamentos. Mas, quando a perda auditiva neurossensorial é mais grave, os aparelhos auditivos ou implantes cocleares costumam ser o tratamento mais indicado.

Perda auditiva neural 

A perda auditiva neural é rara e resulta de danos ou comprometimento do sistema nervoso central. Geralmente, esse tipo de perda auditiva é permanente e profundo. Como o nervo não consegue enviar as informações sonoras ao cérebro, os aparelhos auditivos e implantes cocleares não são eficazes em quem sofre com esse tipo de deficiência auditiva.

Como você pôde perceber, existem vários tipos de perda auditiva, causados por diversos fatores e, cada um deles precisa de acompanhamento profissional e tratamento específico. Portanto, se você ou algum familiar está apresentando alguma dificuldade auditiva, é recomendável procurar um otorrinolaringologista ou fonoaudiólogo para fazer uma avaliação auditiva completa.

 

Fonte: Direito de Ouvir

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Quais são os sintomas e principais tratamentos da LABIRINTITE?

Tontura, vertigem, perda da noção de espaço e de equilíbrio e sensação de desmaio… Esses são os sintomas mais comuns da labirintite, distúrbio que afeta milhares de pessoas diariamente ao redor mundo.  Esse distúrbio é gerado pela inflamação dos labirintos que estão localizados no sistema vestibular, órgão que fica dentro do ouvido interno e é responsável por gerar e manter o equilíbrio e a orientação espacial do corpo humano.

Além disso, a labirintite atinge pessoas em todas as faixas etárias, e nem sempre possuí cura. Muitos convivem com a doença durante grande parte de sua vida, tendo que aprender a conviver com as crises.

 

 

SINTOMAS E TRATAMENTO

Os sintomas mais comuns são os mesmos para todas as pessoas que sofrem com a labirintite: diminuição da audição, vertigens e tonturas. Por esses motivos, o mais indicado é procurar um médico assim que os sintomas surgirem, já que isso facilitará o diagnóstico e possibilitará que o tratamento comece o mais rápido possível.

Outros Sintomas da Labirintite são:

  • Sensação de pressão dentro do ouvido;
  • Zumbidos no ouvido;
  • Líquido ou secreções saindo do ouvido;
  • Diminuição da audição;
  • Dor de cabeça;
  • Enjoos e vômito;
  • Febre acima de 38º C;
  • Diminuição do equilíbrio e tontura;
  • Queda de cabelo.

 

A intensidade de cada sintoma varia de organismo para organismo, além disso, os gatilhos para as crises de tontura também são diferentes para cada pessoa. Contudo, de modo geral, é recomendado que quem está passando por uma crise de tontura evite movimentos bruscos com a cabeça e busque ficar em repouso em local com pouca luminosidade e livre de barulhos.

 

IMPACTO NO COTIDIANO

Com isso, fica impossível prever quando ou mesmo a frequência com que a labirintite ocorrerá, gerando ainda mais incômodos para quem sofre com esse problema. O impacto no cotidiano é grande. “Já passei por situações constrangedoras quando cai ou quase cai…”, afirma Juliana, que hoje já está mais habituada com as crises. “Consigo levar numa boa porque não é tão frequente, mas quando acontece é incapacitante. A única dica que posso dar para outras pessoas é sentar no escuro e tomar algum remédio”.

Alguns procedimentos caseiros podem amenizar os sintomas, como a ingestão de líquidos (água, chá ou sucos) e de alguns alimentos. Mas, eles não substituem a devida medicação.

Por isso, é importante lembrar que a medicação adequada e o tratamento para labirintite devem ser indicados por um otorrinolaringologista. A automedicação não deve ser feita, já que se trata de um problema que pode afetar diversas estruturas importantes responsáveis pela audição e pelo equilíbrio.

Ao sentir os sintomas, consulte um médico!

 

Fonte: Direito de Ouvir

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