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Conheça os tipos de surdez

Você sabe de que forma se dá a surdez? A limitação ou perda total da audição acontece devido a incapacidade de ouvir e reagir a ruídos e sons externos. O individuo portador de algum tipo de insuficiência auditiva, tem dificuldades em participar de diálogos rotineiros e também é limitado de se atentar a sons do ambiente em que está cercado. Em alguns casos, a pessoa é incapaz de ouvir qualquer tipo de ruídos e barulhos em sua volta.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 9,8 milhões de brasileiros sofrem de algum tipo de problema no aparelho auditivo, representando 5,2% da população do país. Desses números, 2,6 milhões apresentam algum tipo de surdez e outras 7,2 milhões manifestam outros problemas auditivos.

Um dos ciclos mais naturais da vida humana é o envelhecimento, o mesmo que é atrelado ao surgimento de diversas patologias, uma delas é a dificuldade em ouvir e reagir a sons. Porém, o simples ato de envelhecer não é um parâmetro para se obter problemas auditivos. Elaboramos uma lista de alguns tipos de surdez que podem acometer não só pessoas mais velhas, mas qualquer indivíduo durante qualquer fase da vida.

Surdez durante o envelhecimento

Uma das causas mais conhecidas por pessoas que detém algum tipo de problema auditivo é a fase do envelhecimento. Dentro da fonoaudiologia, essa condição também é chamada de presbiacusia.

Esse tipo de surdez pode ocorrer devido ao deterioramento das células ciliadas, que estão atreladas diretamente com a cóclea – órgão presente na orelha interna – causando uma piora dentro do sistema central do canal auditivo. Além disso, essas células são extremamente importantes para o funcionamento normal do ouvido pois são elas que enviam frequências sonoras que são reconhecidas pelo cérebro.

Entretanto, algumas pessoas podem apresentar sintomas de perda auditiva durante uma fase precoce da vida enquanto outras podem vir a sentir alterações auditivas após os 60 anos de idade.

Limitação auditiva induzida por ruídos

Os ruídos são caracterizados por longas frequências sonoras que podem ser agudas ou não. Quando nos expomos por longos períodos a barulhos de alto níveis de oscilações ruidosas, estamos sujeitos a danificações dentro do nosso sistema auditivo. Esse tipo de problema é encontrado principalmente em pessoas que trabalham em ambientes com sons estrondosos, como funcionários que comandam aeronaves, trabalhadores de construções, sistemas de telemarketing, etc. Veja o que o excesso de ruído pode causar.

Zumbido em jovens pode indicar futura perda auditiva

Esses danos causados por ruídos aparecem de maneira gradativa e vão piorando com o passar do tempo se a devida proteção não for tomada. Atingindo um nível crítico, as chances de perder completamente a audição aumentam em 80% conforme o tipo de exposição.

Medidas cabíveis de proteção devem ser tomadas para que não haja danos irreversíveis dentro do canal do ouvido. Isso se dá por meio de protetores auriculares, tampões quando expostos a locais com alta frequência de ruídos e equipamentos para que não haja riscos de ferimentos à audição.

Surdez congênita

A surdez congênita é aquela que apresenta indícios desde do nascimento do bebê. A criança já nasce com algum nível de perda auditiva derivada de diversos fatores. Atualmente, 4 em cada 1000 crianças nascem com essa patologia.

Essa condição pode ser percebida durante a gravidez e tem como principais causas:

• Condições especificamente genéticas;

• O uso contraindicado de medicamentos durante o período gestacional;

• Contaminações adquiridas durante a gravidez, como rubéola, sífilis, toxoplasmose e herpes;

• Condições após o nascimento da criança que podem afetar diretamente sua audição, como a ausência de oxigenação ao longo do trabalho de parto, a retirada prematura do bebê por conta de complicações e infecções que podem ser adquiridas ainda no hospital.

É de extrema importância que o diagnóstico seja feito o mais rápido possível, para que um tratamento possa ser feito através de aparelhos auditivos ou implantes cocleares.

Infecções 

Assim como a surdez congênita derivada de infecções pode vir a acarretar problemas auditivos na criança de maneira precoce, outros tipos de infecções também podem ser desenvolvidos por pessoas adultas, podendo levar até a completa surdez.

Alguns tipos de patologias infecciosas como as bacterianas, virais e fúngicas tem um papel prejudicial de contaminação na orelha interna, média e externa. Algumas das doenças que podem acarretar na perda total do sistema auditivo são as otites e meningites.

Ao primeiro sinal de alterações no organismo, é necessário um diagnóstico médico com determinada urgência para que a contaminação não atinja outros órgãos podendo até vir a óbito.

Problemas auditivos derivados de perfuração do tímpano

Caracterizado como uma membrana fina da nossa pele, especificamente alocado em nosso canal auditivo, o tímpano é uma das principais partes do nosso corpo. Quando entra em contato com algum ruído externo, o tímpano tem a função de vibrar para que assim haja o processo de identificação das ondas sonoras.

Apesar da relevância dessa parte do ouvido, a camada fina da membrana pode ser danificada facilmente por diversos fatores, são eles:

• Compressão intensa na parte membranosa como socos e algumas vezes até beijos;

• Introdução de equipamentos pontiagudos dentro do ouvido, como cotonetes e chaves;

• Contaminações atreladas ao ouvido médio;

• Ruídos estrondosos e altas frequências constantes de barulhos agudos.

Algumas perfurações podem ser tratadas de maneira espontâneas sem a ajuda de quais intervenções médicas, ao contrário de outras maiores que quase sempre necessitam de algum tipo de assistência cirúrgica.

Como lidar com pessoas que possuem perda auditiva?

Surdez atrelada ao uso de medicamentos

Pouco discutida entre a população atual, a surdez acoplada a algum tipo de interação medicamentosa também é possível. Remédios denominados de ototóxicos podem causar danos ao sistema vestibular e coclear do canal auditivo. Vale ressaltar que o uso desses medicamentos causa problemas a longo prazo ou pelo abuso de suas substâncias.

Separamos em três tópicos os tipos de medicamentos ototóxicos:

• Antibióticos aminoglicosídeos como amicacina e gentamicina;

• Diuréticos de alça como furosemida;

• Salicilatos.

O uso excessivo e contraindicado de medicamentos pode ser prejudicial a sua saúde e causar danos irreversíveis à sua audição. Ao primeiro sinal de dificuldades em reagir a sons externos, procure um especialista para diagnóstico e tratamento adequado.

Fonte: Direito de Ouvir

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Tipos e graus de perda auditiva

A perda auditiva não é a mesma para todos: ela pode ocorrer apenas em um ouvido ou em ambos, pode afetar o ouvido externo ou interno e resultar em diferentes níveis de gravidade. Algumas pessoas podem ter dificuldade em ouvir claramente uma conversa distante, outras precisam aumentar o volume dos dispositivos para entender o que está sendo dito.

Em geral, existem três tipos de perda auditiva: neurossensorial, condutiva e mista. Existem também quatro níveis de gravidade para a deficiência auditiva: leve, moderada, severa e profunda.

Compreender o que significa cada um dos tipos e graus de perda auditiva, bem como suas causas, pode ajudá-lo a entender sua própria deficiência auditiva ou de alguém próximo para direcionar ao melhor tratamento para cada caso. Se você quer entender mais sobre o assunto, basta continuar a leitura deste artigo.

Como identificar problemas auditivos em crianças?

Como o som é medido?

Antes de mais nada, é preciso saber como o som é medido durante um teste de audição ou até mesmo no dia a dia. O volume ou intensidade de um ruído é medido em decibéis (dB). Para você ter uma ideia do que isso significa, aqui estão os níveis médios de decibéis para alguns sons cotidianos:

• Conversa normal: 60 dB

• Metrô: 91 dB

• Volume máximo de alguns dispositivos de MP3: 112 dB

• Show de rock: 120 dB

• Arma de fogo: 140 dB

• Fogos de artifício: 150 dB

Quando você se expõe durante longos períodos a sons mais altos que 85 dB, sua audição fica vulnerável e é comum acontecer perda auditiva temporária e zumbido no ouvido. Um som no nível de 120dB é considerado desconfortável para os ouvidos e 140 dB é um impulso doloroso.

Já a frequência do ruído é medida em Hertz (Hz) e indica se o som é agudo ou grave. Em um teste, a capacidade auditiva é testada em um intervalo de 250 Hz a 8000 H, a faixa mais importante para a comunicação porque engloba todas as frequências da fala.

Graus de perda auditiva

Quando medidos juntos, decibéis e hertz (intensidade e frequência) mostram se há deficiência auditiva e o nível de gravidade do problema auditivo. Podemos identificar diferentes graus de perda auditiva, sendo que cada um é caracterizado por uma quantidade média de perda de decibéis e incapacidade de ouvir alguns sons.

Perda auditiva leve

Na maioria das vezes, os sons mais baixos que os indivíduos com perda auditiva leve são capazes de interpretar variam entre 26 a 40 dB. Para você ter uma noção, 40 dB tem, aproximadamente, a mesma intensidade que um fraco canto de pássaros.

As pessoas que sofrem com este grau de perda auditiva podem ouvir bem durante as conversas cara a cara. No entanto, quando há um grupo de pessoas ou em ambientes ruidosos, pode ser complicado compreender todas as falas.

A perda auditiva leve pode ser tratada com a maioria dos modelos de aparelhos auditivos.

Perda auditiva moderada

Uma pessoa com perda auditiva moderada consegue ouvir sons entre 41 a 70 dB. Este nível de surdez permite que a pessoa ouça apenas sons bem próximos ou fortes o suficiente.

É mais complicado conversar ao telefone ou pessoalmente em ambientes com muito ruído de fundo. Em muitos casos, é comum ter dificuldades para compreender as falas, inclusive em locais silenciosos e quando estiver cara a cara.

Os aparelhos auditivos são altamente recomendados para quem sofre com a perda auditiva moderada.

Problema no ouvido pode ser sinal de patologia ou infecção

Perda auditiva severa

Para quem sofre com perda auditiva severa, os sons mais baixos que podem ser ouvidos são entre 71 a 90 dB. Neste nível, é praticamente impossível acompanhar uma conversa telefônica ou até mesmo para entender as conversas cara a cada em locais silenciosos. A maioria dos indivíduos com perda auditiva severa depende da leitura labial para entender as falas.

Alguns modelos de aparelhos auditivos estão equipados com tecnologia capaz de amplificar os sons para este grau de perda auditiva.

Perda auditiva profunda

As pessoas com perda auditiva profunda só conseguem ouvir sons acima de 91 dB e muitas utilizam a linguagem de sinais para se comunicar. Neste nível de deficiência auditiva, é possível ouvir apenas ruídos ou falas extremamente altas e, ainda assim, há dificuldade para entender o que está sendo dito.

Quem sofre com a perda auditiva severa nem sempre pode ser beneficiado pelo uso de aparelhos auditivos e um implante coclear pode ser a melhor opção.

Tipos de perda auditiva

Conhecer o tipo de perda auditiva é essencial para fornecer o tratamento adequado ao paciente. Basicamente, existem três categorias: perda auditiva neurossensorial, condutiva e mista.

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Perda auditiva neurossensorial

Este é o tipo mais comum de perda auditiva e refere-se a um dano nas células ciliadas do ouvido interno ou até mesmo nos nervos auditivos. As causas para as estruturas ficarem danificadas são diversas, incluindo envelhecimento, exposição a ruídos altos, infecções, doenças hereditárias, problemas na gestação, entre outras situações.

Este tipo de surdez é irreversível e, geralmente, o problema é amenizado com aparelhos auditivos, dependendo do grau de severidade.

Perda auditiva condutiva

A perda auditiva condutiva ou de transmissão ocorre quando há um problema no ouvido externo ou médio que impede que o som passe para o ouvido interno. Isso pode ser causado por um tímpano perfurado, acúmulo de cera de ouvido, infecção no ouvido ou fatores hereditários.

Quando a perda auditiva é temporária, é possível tratar com medicamentos ou cirurgia. Já nos casos de surdez permanente, aparelhos auditivos e implantes cocleares podem ser úteis.

Perda auditiva mista

A perda auditiva mista é uma combinação da perda auditiva neurossensorial e condutiva. Suas características também são um conjunto dos outros tipos de surdez: incapacidade de transmitir sons para o ouvido interno, além de danos nas células ciliadas ou no nervo auditivo.

Fonte: Direito de Ouvir


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Deficiência auditiva e surdez: como haver inclusão na escola?

Existem diversos graus de deficiência auditiva. No Brasil cerca de 6% da população tem algum grau de perda auditiva.

A Deficiência Auditiva 

Consiste na perda parcial ou total da capacidade de detectar sons. Pode ser causada por má-formação, alteração genéticas, lesão na orelha ou na composição do aparelho auditivo. Entre os tipos de deficiência auditiva estão a condutiva, neurossensorial e mista.

Surdez

É considerado surdo todo aquele que tem total ausência da audição, ou seja, que não ouve nada. E é considerado parcialmente surdo todo aquele que a capacidade de ouvir, apesar de deficiente, é funcional com ou sem prótese auditiva. Atualmente, muitos consideram “surdo”aquele que opta pela língua de sinais e percebe o mundo preferencialmente através de experiencias visuais.

A sala de aula é um lugar barulhento. Crianças com qualquer grau de deficiência auditiva podem ter dificuldades para perceber adequadamente os sons quando houver ruído ambiental. Manter a sala de aula silenciosa ou com menor ruído possível ajuda a compreensão auditiva nos alunos com deficiência auditiva.

+ 6 tipos de surdez

Para facilitar o aprendizado, uma criança com deficiência auditiva deve:

  1. Sentar preferencialmente nas fileiras da frente e no centro da sala: é mais fácil de ouvir o professor, acompanhar a aula e evitar distrações com ruído ambiente e conversas dos demais colegas. Permite ainda observar linguagem corporal ( comunicação não verbal) e realizar leitura labial;
  2. Evitar sentar próximo à porta, janelas, ventiladores, ar condicionado, quadra esportiva e etc, para diminuir a interferência do ruídos externos a sala de aula;
  3. Se a criança não estiver de frente  sugerimos que fique com a melhor orelha voltada para o professor. A orelha melhor não pode ficar voltada para a parede!

Os professores podem:

  1. Utilizar  microfones ou sistema Wireless ( FM, Roger, MiniMic) individual para a criança;
  2. Falar pausada e articuladamente as palavras  e de frente para o aluno;
  3. Utilizar material concreto além de recursos visuais para apoio. Lembrar que o aluno com deficiência auditiva utilizará a leitura labial também! Assim, vale evitar uso de  filmes ou vídeos dublados, por exemplo!;
  4. Evitar dar aula de costas ( especialmente ao utilizar o quadro).

+ Conheça os diferentes tipos de deficiência auditiva

Abaixo uma figura esquemática de como funciona o sistema FM. O professor tem um microfone e trasmissor que conecta diretamente no aparelho auditivo do aluno. Isto ajuda a compreensão e aprendizado ao minimizar a interferência do ruído ambiental.

 

 

Fonte: MedPrimus

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Zumbido em jovens pode indicar futura perda auditiva

Pode reparar: atualmente, os fones de ouvido são quase uma extensão do corpo dos jovens. Só que não desgrudar do aparelho cobra consequências. Ainda mais quando o barulho que sai dele é similar ao de uma casa de show – algo recorrente hoje, como evidencia um trabalho da Associação de Pesquisa Interdisciplinar e Divulgação do Zumbido. Entre os 170 estudantes de 12 a 17 anos que participaram da análise, 95% relataram ouvir música com os fones.

Desses, 77% assumiram que deixam o volume alto. Até aí, pouca novidade, certo? Mas, ao serem questionados se já tinham ouvido um zumbido nos últimos 12 meses, 54,7% dos voluntários soltaram um sonoro sim. “O número é alarmante”, diz a otorrinolaringologista Tanit Ganz Sanchez, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e coordenadora da pesquisa.

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De bate-pronto, pode-se concluir que há uma relação direta entre os jovens escutarem música em volumes ensurdecedores e o zunido. O refinamento dos dados revelou, no entanto, que outro fator contribuiria para o problema: uma menor tolerância natural a sons por uma parcela dos adolescentes. Mas calma! Nada de achar que a barulheira está liberada. Ora, não dá para identificar facilmente quais são os indivíduos mais sensíveis ao zunzunzum. Portanto, a exposição a ruídos altíssimos e por longo tempo permanece um dos fatores capazes de causar ou agravar o tinnitus, nome técnico do problema.

Embora faça questão de ressaltar que estamos falando de um sintoma e não de uma doença, o otorrinolaringologista Ricardo Testa, presidente da Sociedade Brasileira de Otologia, diz que esse mal parece mesmo estar mais frequente. “E o hábito de ouvir sons altos com fone de ouvido só piora a situação”, salienta. O motivo é relativamente simples: quando as células ciliadas, localizadas no ouvido interno, recebem vibrações sonoras, elas se alongam e encurtam repetidamente. O bicho pega quando nossa música favorita toca e subimos o som sem pudor. Daí, essas estruturas sofrem lesões temporárias ou definitivas. Com isso, as células vizinhas precisam trabalhar em dobro. Como efeito colateral, surge o zumbido.

+Por que os jovens gostam de ouvir música alta e quais os prejuízos disso?

Por essas e outras, ele é um sinal de que a saúde auditiva não anda 100%. E, de acordo com Tanit, se os jovens continuarem nesse ritmo, há grande probabilidade de simplesmente ficarem surdos lá pelos 30 ou 40 anos. Ainda bem que dá para prevenir esse desfecho. “Recomendamos deixar o volume até a metade do nível máximo. Não mais do que isso”, aconselha a fonoaudióloga Patrícia Cotta Mancini, da Universidade Federal de Minas Gerais.

Desligar o aparelho a cada hora de exposição também ajuda. Escute: ninguém precisa abrir mão da trilha sonora para embalar o dia a dia. Mas é essencial zelar pelos ouvidos. Só assim eles continuarão a postos para apreciar os novos estilos e artistas que vão entrar na moda.

 

Fonte: Saúde

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Você sabia que o teste auditivo previne danos permanentes?

Os danos as células nervosas do aparelho auditivo podem ser causados por coisas simples e cotidianas, principalmente nos tempos de hoje. Como por exemplo, fazendo uso de fones de ouvido para assistir vídeos, músicas e séries favoritas.

Para evitas esses danos, que são irreversíveis, é importante fazer o teste de audição, conhecido também como audiometria. Ele identificará qualquer tipo de distúrbio, avaliando a qualidade de audição do paciente.

Caso seja identificado qualquer tipo de anormalidade durante o teste, o médico especialista avalia o tipo da alteração, medindo também o grau do mesmo. Com esse diagnóstico, haverá uma orientação ao paciente sobre o tratamento adequado, a fim de evitar o seu agravamento.

Leia também: A importância do olfato e paladar na sua saúde geral

É necessária a realização do teste auditivo?

Somente no Brasil, cerca de 10 milhões de pessoas possuem algum tipo de deficiência auditiva, e as causas são diversas, por pessoas de idades distintas. Por esta razão, o acompanhamento é fundamental no primeiro sinal de dificuldade para ouvir.

Quando negligenciado os sintomas e a realização do teste de audição, as complicações podem ser maiores, como a surdez permanente.

Mesmo que não haja um sintoma específico, é fundamental o teste. Você pode inseri-lo na lista de check-up anual. Pois, o exame é capaz de detectar distúrbios silenciosos que se apresentam discretamente até a sua evolução,e, identificados precocemente, serão corrigidos de forma simples com os aparelhos auditivos.

A importância da audiometria 

Como estamos constantemente expostos a poluição sonora, principalmente nas grandes cidades, os cuidados e acompanhamento com o sistema auditivo devem ter relevância.

Buzinas, músicas, os sons no percurso do trabalho, faculdade e casa, motores; ao nosso entendimento, são vistos como parte do cotidiano, porém, causam prejuízos. E ainda, se aliados aos maus hábitos, que adquirimos ao longo dos anos, como: fone de ouvido no volume máximo, conversas em excesso ao telefone, exposição em ambientes com ata freqüência sonora sem a devida proteção, são uma das principais causas da perda auditiva moderna.

Cuidando da sua saúde auditiva, através de medidas simples, como o teste auditivo, você previne e evita danos maiores e garante qualidade de vida.

 

 

Fonte: Direito de Ouvir

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Obesidade e perda auditiva: você sabia que há relação?

Que obesidade é coisa séria todos já sabem. E os benefícios de perder peso são muitos, além de se manter saudável, voltar a usar aquele velho jeans pode ser motivo de muita satisfação. E agora, você tem mais uma razão: é uma forma de ajudar a proteger a sua saúde auditiva.

É isso mesmo. Embora muitas causas da perda auditiva sejam obvias, como envelhecimento e exposição prolongada a sons altos, outros fatores não são tao aparentes, entre eles, o seu peso.

Muitos estudos demonstram que a obesidade pode se tornar uma causa da perda auditiva, apontando que a sua audição está conectada a sua saúde de forma geral e como é importante manter um estilo de vida saudável.

Obesidade e perda auditiva

Você deve estar se perguntando como o seu peso interfere no que você ouve. A resposta não é tao complicada quanto você pode estar imaginando.

Nosso ouvido tem minúscula células ciliadas que detectam o som no ouvido interno e enviam para o cérebro. Mas, para funcionar perfeitamente, o ouvido precisa de um fluxo estável de sangue e de oxigênio.

O problema é que a obesidade causa uma série de problemas de saúde, incluindo os problemas vasculares que prejudicam o fluxo sangüíneo nos ouvidos e afetam diretamente a sua capacidade de ouvir.

Um estudo americano acompanhou cerca de 68 mil mulheres ao longo de 20 anos. O resultado mostrou que aquelas com menor índice corporal e que realizaram mais atividades físicas tiveram 17% a menos de chances de desenvolver perda auditiva. Já aquelas com sinais de obesidade foram até 27% mais propensas a perder a audição. O resultado variou de acordo com a gravidade e de suas preocupações com o peso.

LEIA TAMBÉM: Como se adaptar a perda de audição?

Outras condições relacionadas a obesidade

A questão cardiovascular é apenas uma causa da perda auditiva relacionada a obesidade. Estar acima do peso pode contribuir para o surgimento de outras doenças que prejudicam a audição.

Um exemplo é a diabetes: cerca de 90% dos pacientes com diabetes tipo 2 estão com sobrepeso ou obesidade e possuem o dobro de chances de desenvolver perda auditiva.

Outro exemplo é a doença cardíaca: condição reduz a circulação no corpo, prejudicando o fornecimento de sangue e oxigênio necessários para manter a sua audição saudável.

Corpo saudável, audição saudável 

Se alimentar de forma equilibrada e fazer exercícios regularmente, é a melhor maneira de se manter uma boa saúde. Caminhadas e corridas, exercícios cardiovasculares, manterão a sua audição em perfeito estado.

Vale salientar que é importante que a mudança de habito seja feita com acompanhamento profissional, garantindo assim, o equilíbrio entre as suas necessidades e limitações.

Quaisquer alterações na sua audição, procure o seu profissional de saúde auditiva para que seja feito o monitoramento correto, com a devida assistência.

 

Fonte: Direito de Ouvir

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Quais as causas de Perda Auditiva e como descobri-las?

Descobrir a origem da sua perda auditiva é uma das maiores preocupações dos pacientes que nos procuram. Faz parte da natureza humana querer explicações, especialmente para os males da saúde. Pela lógica, descobrir a origem da queixa poderia nos abrir caminho para “consertar” o que está errado, recuperando a audição.

Esse raciocínio funciona muito bem nos casos de perda auditiva condutiva, quando há algo visível para ser reparado, como o fechamento de uma perfuração do tímpano. Já nos casos de surdez neurossensorial não estamos em condições de tratar de modo curativo a quase totalidade dos casos. Nesses, o uso de aparelhos auditivos ou implantes cocleares é quase sempre indicado. Mesmo assim, descobrir a origem de um quadro de surdez pode fazer diferença no tratamento, bem como saber se a perda pode progredir no futuro.

Recentemente, os exames de imagem (tomografia computadorizada e ressonância magnética) somados à descoberta de muitas mutações genéticas causadoras de surdez, aumentaram muito nossa capacidade de descobrir a causa das perdas auditivas neurossensoriais. Ainda assim, em cerca de metade dos pacientes submetidos à cirurgia do implante coclear na atualidade, não somos capazes de descobrir a causa.

 

LEIA TAMBÉM: Como será o aparelho auditivo no futuro? 

 

Quais são as Causas Possíveis das Perdas Auditivas?

Surdez Condutiva

A perdas de audição são classificadas em tipos (conforme a localização anatômica do dano causador) e em graus (de acordo com a gravidade, ou “tamanho”, da perda). Os quadros de surdez condutiva são causados por problemas na orelha externa ou média e podem ser causados por:

  • Acúmulo de cerumen
  • Otites externas e médias
  • Otosclerose
  • Tumores
  • Perfurações da membrana timpânica
  • Erosão e malformações dos ossículos da audição

     

     

Surdez Neurossensorial

Neste tipo de perda auditiva, o acometimento do aparato auditivo situa-se na orelha interna (cóclea) ou nervo auditivo. Dentre as causas possiveis estão:

  • Surdez genética
  • Tramatismos
  • Auto-imunes
  • Infecções virais
  • Meningites
  • Displasias
  • Presbiacusia (envelhecimento)
  • Exposição ao ruído
  • Ototoxicidade
  • Síndrome de Ménière
  • Tumores

As causas acima descritas representam a quase totalidade dos quadros de surdez existentes. Entretanto, muitas vezes os exames disponíveis não nos permite identificar a origem da perda. É importante que a equipe médica e os pacientes não transformem a busca origem da surdez na sua única preocupação, já que a reabilitação auditiva – com aparelhos auditivos ou implantes cocleares – deve começar o quanto antes, afim de se evitar as diversas consequências decorrentes da surdez não tratada.

 

Fonte: portalotorrino

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Como será o aparelho auditivo no futuro?

Há cerca de 10 anos, audiologistas e otorrinolaringologistas festejavam a chegada da tecnologia digital aos aparelhos auditivos. No já distante ano de 2007, vislumbrou-se que o “aparelho auditivo do futuro”  teria vários canais independentes de frequência, microfones direcionais, filtros abafadores de ruído, conexão à internet… E o futuro chegou com essas e outras possibilidades!

Apesar dos benefícios acima descritos, os usuários de aparelhos auditivos e implantes cocleares continuam vivenciando uma enorme dificuldade: compreender a fala em ambientes com ruído, num mundo cada vez mais barulhento.

Os autores do editorial deste mês da revista The Hearing Journal entendem que poderemos finalmente vencer essa dificuldade, inaugurando uma nova década de avanços para a tecnologia auditiva. Essa expectativa baseia-se nos mais recentes achados em pelo menos 3 linhas de pesquisas: A interação cognitiva, o “beamformer” binaural e o direcionamento visual do foco auditivo.

 

Tecnologia Auditiva Cognitiva

Os aparelhos auditivos com tecnologia digital já são capazes de abafar ou reduzir o ruído ambiente. Entretanto, num ambiente em que hajam várias pessoas falando, pouco pode ser feito atualmente para ajudar o usuário a ouvir exatamente a voz que ele deseja.

Uma das soluções para isso pode ser o uso de aparelhos auditivos controlados cognitivamente através da decodificação da atenção auditiva (em inglês, auditory attention deconding – AAD)

Num artigo de agosto deste ano na Journal of Neural Engeneering os pesquisadores foram capazes de usar sinais captados da atividade cerebral dos ouvintes para separar a voz desejada das demais. Seguindo esse modelo, os aparelhos auditivos do futuro – munidos de sensores cerebrais – serão capazes de distinguir exatamente a voz na qual o usuário está tentando se concentrar,  aplicando a amplificação apenas a ela e descartando as demais.

Segundo a pesquisadora Nima Mesgarani, várias empresas já demonstraram interesse nessa abordagem. Entretanto ela adverte dos desafios que ainda estão pela frente: “Nós precisamos de uma maneira robusta e pouco invasiva de medir os sinais neurais, de algoritmos poderosos o suficiente para analisar os sons do ambiente dependendo da tarefa que ele está envolvido, além de conseguir colocar todas essa capacidade de processamento no dispositivo pequeno.”

LEIA TAMBÉM: 6 MEDIDAS PARA A PREVENÇÃO DA SURDEZ EM CRIANÇAS

 

Tecnologia de Beamformimg Binaural

Beamforming (ou filtragem espacial) é uma técnica de processamento para transmissão ou recepção direcional de sinais. Como exemplo, ela já utilizada em alguns roteadores Wi-Fi (figura). A conjugação entre as antenas permite levar o sinal de internet mais longe em direção a um dispositivo específico.

No caso dos aparelhos auditivos, a filtragem espacial (ou beamforming) pode fazer uso dos vários microfones nos dois aparelhos auditivos, um de cada lado, de maneira ainda mais efetiva. Pelo menos uma empresa de aparelhos auditivos (Phonak) e de implantes cocleares (Advanced Bionics) já fazem uso dessa técnica para aplicação de captação direcionada de som.

A novidade está na possibilidade observada num estudo do  pesquisador Jorge Mejia, do HEARing Cooperative Center, em Melbourne. No artigo sobre aparelhos auditivos controlados pela mente os autores utilizaram um eletrodo originalmente desenvolvido para a indústria de jogos eletrônicos. Com isso, eles foram capazes de captar a atividade cerebral para medir o esforço auditivo em diferentes simulações.

É bem provável que o aparelho auditivo do futuro será capaz de reconhecer o nível de esforço que seu usuário está fazendo para tentar entender a fala. Com essa informação, ele poderá usar a filtragem espacial altamente direcionada quando for o caso. Contrariamente, caso os sensores cerebrais demostrem pouco esforço auditivo, os microfones permaneceriam captando os sons de todas as direções.

 

Aparelhos Guiados pela Visão

A terceira linha de pesquisa parte de um estudo publicado em julho deste ano. Nele, os pesquisadores associaram a filtragem espacial (beamforming) descrita anteriormente a um mecanismo para rastrear o olhar do usuário dos aparelhos.

Segundo essa técnica, 16 microfones (8 de cada um dos aparelhos, lado a lado) formariam um campo altamente direcionado para captação do som. Tendo a informação da direção em que o usuário do aparelhos está olhando, os aparelhos do futuro serão capazes de realizar um “foco auditivo” amparados por uma mira visual.

 

Quarto Desafio: O Preço

Tecnologia de ponta quase sempre significa dólares, muitos dólares… Num país onde boa parte das pessoas não tem acesso às necessidades básicas de saúde, o avanço da tecnologia nos dispositivos médicos eleva enormemente o custo de todo o sistema. Assim, é importante que os governos guiem os centros de pesquisa também para o barateamento das tecnologias já consagradas, sem diminuir a busca por novas soluções. Esse investimento pode levar aparelhos auditivos para um grande número de pessoas que precisam, mas não têm como pagar os altíssimos preços atualmente praticados.

 

Fonte: Portal Otorrino 

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Deficiência Auditiva: Causas, Consequências e Tratamentos

Tecnicamente, a deficiência auditiva pode ser chamada por 3 termos: Surdez, perda auditiva e disacusia. O termo deficiência auditiva (DA) é aqui usado como qualquer alteração ou redução na capacidade natural de ouvir.

A audição é um dos mais frágeis dentre os 5 sentidos humanos mais conhecidos. Devido a essa fragilidade, não é raro aparecer nos consultórios pacientes que perderam a audição num curto período de tempo subitamente. Perdas auditivas assim podem ser resultado de barulhos muito altos ou uso de medicamentos tóxicos para a audição, dentre outras causas. Essas e outras situações podem – de um dia para o outro – transformar alguém que ouve perfeitamente, num deficiente auditivo para sempre.

 

Tipos e Graus de Deficiência Auditiva

deficiência auditiva pode ser classificada em graus, de acordo com a medida dos limiares auditivos. Limiares auditivos são os sons mais baixos que cada pessoa consegue ouvir. Aqueles que têm audição normal, possuem um limiares em torno de 20-25 decibéis em todas as frequências. A medida que esses limiares vão aumentando, a audição piora.  Assim, classificamos o grau de perda segundo a tabela ao lado.

Também podemos classificar a deficiência auditiva em tipos: Condutiva, neurossensorial ou mista.

DA condutiva é causada por um problema mecânico na transmissões das ondas sonoras. Para chegar ao seu destino, as vibrações devem passar através do conduto auditivo externo, tímpano e ossículos da orelha média. O acúmulo de cerúmen e as otites são exemplos de causas de DA do tipo condutivo. A maior parte das deficiências desse tipo pode ser corrigida com algum tratamento.

DA neurossensorial acontece por lesão de estruturas neurais, principalmente as células ciliadas presentes dentro da cóclea. Elas desempenham o papel de receptores das ondas sonoras vibratórias, transformando-as em impulsos elétricos que são enviados pelo nervo auditivo ao cérebro. As perdas auditivas desse tipo podem ter várias causas (tabela abaixo) e quase sempre são irreversíveis.

As DA mistas são uma soma dos dois mecanismos anteriormente descritos.

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Fala e Linguagem

Outra classificação tem a ver com o momento do aparecimento da deficiência auditiva em relação à aquisição da fala e da linguagem. Nela, chamamos de surdez pré-lingual as DA que surgem antes da criança aprender a falar e/ou ler. De forma oposta, a DA que surge após a criança adquirir alguma habilidade linguística oral ou escrita é chamada de pós-lingual. Essa classificação é da maior importância no tratamento e na expectativa de resultado da reabilitação auditiva. Isso acontece pela falta de estímulos sonoros e de fala durante os primeiros anos, impedindo a boa formação das conexões neuronais da via auditiva e do processamento cerebral da fala.

 

Causas de Deficiência Auditiva

Embora não consigamos descobrir a origem da deficiência auditiva em todas as pessoas que buscam tratamento, enumero abaixo suas principais causas conhecidas:

Surdez Condutiva Surdez Neurossensorial
Acúmulo de cerúmen ou corpos estranhos Genética
Otites externas e médias Envelhecimento
Otosclerose Medicamentos tóxicos para o ouvido
Malformações da orelha média e externa Exposição a sons muito altos
Perfurações do tímpano Doença de Ménière
Traumatismos Malformações da orelha interna
Tumores Traumatismos
Alergias Autoimune
Tumores do sistema nervoso central

 

Consequências da Deficiência Auditiva

A consequência mais evidente das perdas de audição é a incapacidade de ouvir os sons ambientes, especialmente a fala. Entretanto, muitos outros prejuízos menos óbvios começam a se instalar na sequência da incapacidade de se engajar em conversas. A medida em que a deficiência auditiva se instala, seus desdobramentos passam a afetar a vida social, familiar, o trabalho, além da saúde mental e física.

Nesse sentido, vale destacar dois dos achados mais recentes, de consequências cognitivas das perdas auditivas, um em idosos e outro em crianças. Nos mais velhos, já está claro que a deficiência auditiva é um dos principais fatores de risco evitáveis para o desenvolvimento de demências como o Alzheimer.

Já nas crianças, inúmeros estudos vêm demonstrando que aquelas com perdas auditivas estão sujeitas a alterações nas funções executivas do cérebro, um conjunto muito importante de mecanismos cerebrais responsáveis pelo planejamento e execução de atividades.

As consequências da perda auditiva são listadas abaixo:

  • Dificuldade de comunicação
  • Vergonha, culpa, raiva
  • Isolamento social
  • Dificuldade de relacionamento
  • Dificuldades acadêmicas
  • Dificuldade familiar
  • Dificuldades no trabalho
  • Alterações do humor
  • Alterações de memória
  • Demências e Alzheimer
  • Baixa auto-estima
  • Pouca autonomia
  • Disfunção sexual

Tratamentos da Deficiência Auditiva

Não existe um tratamento único para a deficiência auditiva. A escolha do método terapêutico depende pelo menos dos seguintes fatores: idade, duração, tipo e grau de perda auditiva, causa da perda.

Um grande número de pessoas com perdas auditivas condutivas pode ser tratada de maneira curativa, através de medicamentos ou cirurgias. Como exemplo, existem as timpanoplastias usadas para corrigir perfurações no tímpano ou a estapedectomia para tratar a surdez decorrente da otosclerose. Os diferentes tipos de otites medias também podem ser bem tratadas. Nessas inflamações, o uso de medicamentos ou de tubos de ventilação pode tratar também a audição.

Já os casos de deficiências auditivas neurossensoriais quase sempre serão tratados com auxílio de dispositivos tecnológicos desenvolvidos para a reabilitação auditiva. São eles:

  • Aparelhos Auditivos
  • Implantes Cocleares
  • Implantes de orelha média
  • Próteses Auditivas Ancoradas ao Osso (surdez unilateral)

Além dos tratamentos mencionados, grande parte dos pacientes podem ter benefício das diferentes técnicas de terapia fonoaudiológica direcionadas a reabilitação e ao treinamento auditivo.

 

Fonte: Portal Otorrino

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6 medidas para a prevenção da surdez em crianças

Um dos pilares mais importantes e conhecidos da medicina – a prevenção – não é menos importante quando se fala da mais comum das deficiências sensoriais – a perda de audição. A pouca atenção e divulgação dos mecanismos de prevenção da surdez tem raízes não só nas falhas da medicina contemporânea, ávida por tratamentos inovadores, mas também nas na natureza humana: Não costumamos dar muita atenção ao que pode acontecer. Assim, acabamos encarando os problemas a medida que eles acontecem, apagando “incêndios”, feito bombeiros…

Se por um lado essa postura curativa pode ser entendida, por outro não deve ser desejada. Sobretudo por nós, profissionais da saúde. Temos como obrigação primeira promover a saúde, antes de precisar tratá-la.

 

Organização Mundial da Saúde

Fonte: Organização Mundial da Saúde, 2016.

 

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Prevenção da Surdez pela Organização Mundial de Saúde

No relatório “Surdez na Infância”, divulgado ano passado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) apresenta estatísticas mundias de causas de surdez na infância e as divide em preveníveis e não-preveníveis.

Os dados fornecem um diagnóstico bastante completo das causas de surdez na infância, permitindo a OMS apresentar 6 importantes recomendações visando a prevenção e o tratamento da surdez.

São elas:

Fortalecer programas e organizações destinadas a:

  1. Vacinação das doenças potencialmente causadoras de surdez (rubéola, caxumba, meningites e sarampo).
  2. Cuidados durante a gestação e o parto, capazes de prevenir a prematuridade, icterícia neonatal, citomegalovirose congênita, baixo peso e hipóxia ao nascer.
  3. Grupos de suporte a famílias e pessoas com perda auditiva.

Criação de programas de triagem e de intervenção

Adoção da triagem auditiva neonatal (teste da orelhinha e/ou BERA) em todos os bebês, com o devido acompanhamento que permitam:

  1. Intervenção apropriada nos bebês com perda auditiva até no máximo 6 meses de idade.
  2. Suporte a conselhamento familiar
  3. Reabilitação com aparelhos auditivos ou implantes cocleares
  4. Terapia fonoaudiológica nas suas diferentes técnicas

Criação de programas de identificação e encaminhamento e de problemas auditivos nas escolas.

Treinamento

  1. Treinar profissionais da atenção primária a saúde sobre os métodos de prevenção e identificação dos problemas auditivos
  2. Capacitar médicos otologistas e fonoaudiólogos para as melhores práticas em reabilitação auditiva

Tornar as tecnologias e tratamentos acessíveis

  1. Aparelhos auditivos e implantes cocleares são desenvolvidos e melhorados em grande velocidade, assim como seus preços. Embora a tecnologia atual seja capaz de mitigar enormemente os enormes prejuízos da surdez, uma enorme parcela da população mundial não tem acesso à elas.
  2. Crianças surdas, usuárias de aparelhos auditivos e implantes cocleares ou não, precisam de terapia fonoaudiológica apropriada, intensiva e específica para cada caso. Infelizmente número de profissionais capacitados está longe do ideal.

Regulação e Fiscalização

  1. Controle do uso indiscriminado de medicações ototóxicas
  2. Conscientização e controle sobre a exposição de sons de volume elevado, especialmente os recreativos, como shows de música e eventos esportivos

Divulgar Informações

  1. Os profissionais de saúde capacitados para lidar com as doenças do ouvido e da audição devem ser promotores de informação na sua região,  nos seus círculos profissionais e sociais, evitando a automedicação e a propagação de práticas tratamentos sem embasamento científico
  2. Médicos, fonoaudiólogos e professores devem alertar crianças e adolescentes sobre o alto risco de exposição a sons elevados, seja em atividades esportivas, shows, salas de aula, com especial atenção ao uso de fones de ouvido.
  3. Ajudar a reduzir o estigma associado à surdez e o uso de aparelhos auditivos e implante coclear

 

Fonte: Portal Otorrino

 

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