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Por que tenho pigarro?

Você já deve ter sentido aquela sensação desagradável de que há alguma coisa presa na garganta, certo? Esse pigarro raramente representa um perigo para a saúde, e muitos vezes as pessoas nem investigam a causa ou suspeitam ser algo mais grave, mas se o sintoma for frequente é preciso procurar um especialista.

A grande maioria dos pacientes limpa a garganta na tentativa de eliminar o pigarro de forma espontânea, sem perceber os perigos que podem estar escondidos neste hábito tão comum. Por isso, ficar atento à frequência com que você elimina o pigarro é essencial para diagnosticar uma possível complicação e realizar o tratamento mais adequado para seu caso.

O que ele pode indicar?

Em períodos de pouca umidade e temperaturas baixas, é comum que nosso organismo tenha maior concentração de células da defesa na via respiratória, causando irritação no local, que por sua vez irá resultar no pigarro. O sintoma é muito comum em quadros de gripes e resfriados, desaparecendo assim que essas complicações são curadas.

Mas nem sempre o problema é tão simples assim, uma vez que pode ser um sinal de alerta para complicações mais graves, principalmente se o sintoma for contínuo. Saiba o que ele pode indicar!

Refluxo faringo-laríngeo

Considerada uma das principais causas do pigarro, o refluxo faringo-laríngeo é ocasionado pelo retorno de ácidos do estômago para a garganta, criando a sensação de que algo está preso na região. Além do pigarro, o refluxo faringo-laríngeo causa outros sintomas otorrinolaringológicos, como tosse seca e rouquidão.

O tratamento para o problema deve ser realizado com base em orientações dietéticas, modificando o horário e tipo de alimentação do paciente para diminuir a produção de ácidos estomacais.

Rinossinusite aguda

A rinossinusite aguda pode ser desencadeada por infecções virais que ocorrem durante gripes, resfriados ou crises alérgicas. Como consequência da infecção na garganta, o organismo reage produzindo muco em excesso, que irá resultar no pigarro.

O diagnóstico da rinossinusite é realizado clinicamente através de avaliação médica e exame físico. O tratamento é realizado a base de medicamentos, como anti-inflamatórios e descongestionantes nasais.

Câncer de laringe

O câncer de laringe é um dos mais comuns entre os que atingem a região da cabeça e pescoço, ocorrendo, predominantemente, em homens acima de 40 anos de idade. O pigarro pode ser um dos sintomas iniciais de câncer de laringe, que pode ser acompanhado de outros sinais, como dor de garganta, alterações na voz e disfagia.

O diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de que o tratamento seja efetivo no combate ao câncer. Por isso, se você notar a presença dos sintomas acima, é importante buscar ajuda médica o quanto antes.

Laringite crônica

A laringite crônica é uma condição inflamatória que atinge a laringe e persiste por mais de 3 semanas. Muitas vezes causada por irritação prolongada das cordas vocais, a condição tem como principais sintomas o pigarro, dor de garganta, tosse e rouquidão.

O tratamento depende da causa do problema, mas, geralmente, consiste em descansar a voz e evitar exposição a agentes que possam afetar as cordas vocais, como cigarro, poluição e fumaça.

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Dores de garganta: remédios de “alívio imediato” podem ser um perigo

Quando você sente uma dor de garganta, logo recorre a remédios de alívio imediato? Sabia que isso pode ser perigoso? Continue a leitura deste post para entender mais e abandonar hábitos que prejudicam a sua saúde!

Por que medicamentos de alívio imediato são perigosos?

Se você já procura uma pílula ou xarope assim que sente algum desconforto, cuidado. Quando usados de forma contínua, remédios podem ter seus efeitos anulados e até causar outros problemas. O uso de anti-inflamatórios para dores na garganta, por exemplo, pode irritar a mucosa do intestino, causando náuseas, úlceras, vômito e diarreia.

Seguem alguns dos outros perigos da automedicação e do autodiagnóstico:

1. Mascarar sintomas

Um dos grandes riscos da automedicação é esconder sintomas de uma condição mais séria. Geralmente, uma dor contínua e sem causa aparente indica alguma questão a ser estudada.

Mas, se você apenas trata o problema de forma paliativa — tira a dor momentaneamente —, pode perder tempo precioso e deixar de fazer um diagnóstico correto e inicial de uma doença.

2. Atrasar o tratamento efetivo

Como sabemos, quanto mais cedo descobrimos e tratamos um problema, melhores os prognósticos. A ação oposta, portanto, costuma causar os efeitos opostos. Em casos específicos, isso pode ser fatal.

Cuidado para não perder tempo. Sua saúde e sua vida devem estar primeiro lugar!

3. Causar intoxicação

Todos os remédios (incluindo aqueles de plantas) têm efeitos colaterais e, quando ingeridos em excesso, podem intoxicar o paciente. Há aqueles que podem até mesmo causar dependência.

Portanto, atenção à bula e às suas condições. A melhor coisa é estar atento aos sinais do seu corpo, cuidar da alimentação e praticar atividades físicas. Na dúvida, procure sempre um médico.

Pastilhas anestésicas e balas de menta também devem ser evitados?

Sim! Pastilhas anestésicas e balas de menta podem até causar sensação de alívio imediato para a garganta, mas o seu efeito é apenas momentâneo! Em muitos casos, podem irritar ainda mais a garganta pois mascaram os sintomas, sem tratar efetivamente o problema.⠀

Por isso, é tão importante o acompanhamento do médico otorrinolaringologista para investigação e diagnóstico correto. Não abra mão dos exames de rotina e check-ups. Doenças costumam ser mais caras — e estressantes — do que a prevenção. Clique aqui para agendar uma consulta na Otocenter.

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Rinite não tratada pode causar ronco, apneia, asma e halitose

O nariz é a região das vias respiratórias superiores mais suscetível a infecções. Quando isso acontece, logo vem a congestão nasal e a coriza. Esses sintomas estão na lista das queixas mais comuns nos consultórios médicos, mas além de um simples resfriado, eles também podem sinalizar a presença de outra doença, a rinite.

Definida como um processo inflamatório ou infeccioso da mucosa que reveste o nariz, ela pode ser aguda ou crônica, ou seja, ter curta ou longa duração. As principais causas da enfermidade são as infecções virais e alergias. A do tipo não alérgica tem início frequente após os 20 anos, especialmente entre as mulheres, e acomete cerca de 1/3 da população mundial. Já a rinite alérgica, a estimativa é a de que sua prevalência varie de 9% a 42% dos indivíduos.

Rinite e Halitose

Rinite, sinusite e outras inflamações nas vias aéreas também podem piorar o hálito porque estimulam o acúmulo de muco, a respiração bucal (boca seca é um convite ao bafo) e a formação de cáseos amigdalianos, que são bolinhas esbranquiçadas nas amídalas, compostas por pele descamada, restos de alimentos e proteínas da saliva.

Como tratar?

Independente do tipo de rinite, a lavagem nasal com soro fisiológico é considerada a base do tratamento —isso porque a prática é capaz de remover vírus, bactérias, secreções e agentes desencadeadores de reações alérgicas. Além disso, os médicos têm à sua disposição medicamentos como antialérgicos sistêmicos, corticoides tópicos ou sistêmicos. Em alguns casos, a imunoterapia poderá ser uma coadjuvante: a estratégia consiste em expor o paciente a pequenas quantidades de alérgenos de forma a induzir sua tolerância. Nos casos em que o paciente não responde a esses tratamentos e se observa o aumento de carnes esponjosas nasais (cornetos nasais), exame de imagem (tomografia computadorizada) poderá ajudar o médico a decidir sobre a necessidade de cirurgia.

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Até quando é normal atraso na fala?

Antes de falarmos sobre atraso na fala da criança é importante entender que existe um período crítico no desenvolvimento infantil, em que as áreas do seu cérebro responsáveis pela fala e a linguagem estão em formação. Essa fase vai até mais ou menos os 3 anos de idade e deve coincidir com um período de intensa estimulação comunicativa, com ambientes ricos em sons, imagens e acesso à fala e à linguagem humana no sentindo mais amplo.

É nesse cenário que se torna muito importante a vigilância da audição dos bebês e crianças, seja com a triagem auditiva neonatal – como a feita com o teste da orelhinha, obrigatório em recém nascidos – seja através da observação do comportamento e das reações da criança à medida que ela avança. A falha em estimular o cérebro na hora certa com sons e fala pode prejudicar de maneira definitiva a habilidade linguística da criança no futuro.

O desenvolvimento da linguagem no bebê começa muito antes do aprendizado da fala, na medida em que eles começam a usar o choro, o sorriso e outros gestos como sinais de fome, tristeza, contentamento ou solidão… Por volta dos 6 meses de idade, os bebês já compreendem que a fala dos pais e demais pessoas que os cercam é um canal de comunicação. Mesmo que eles ainda não tenham a capacidade para articular palavras e falar, eles já podem “conversar” do jeito deles, dando atenção a quem fala e respondendo com gestos, resmungos e expressões.

O ritmo da aquisição da fala e linguagem entre as crianças é muito variado, sendo assim importante observar se o passo-a-passo desse caminho segue seu rumo natural. Abaixo, fiz a tradução para o português de um checklist criado pela Associação Americana de Fala, Linguagem e Audição, que pode auxiliar aos pais a saberem se seus filhos seguem os degraus da boa aquisição de linguagem e quando pode haver um atraso na fala preocupante.. Qualquer falha nessa evolução deve ser avaliada por otorrinolaringologistas e fonoaudiólogos.

Critérios para identificar atraso na fala

Até os 3 meses

Reage a sons altos

Acalma-se ou sorri quando ouve a fala

Reconhece sua voz e pára de chorar ao ouvi-la

Pára ou inicia a sucção enquanto mama ao ouvir a voz

Articula sons com a boca

Chora de maneira diferente para necessidades diferentes

Sorri ao ver vocês

Dos 4 aos 6 meses

Segue os sons com os olhos

Reage ás mudanças no seu tom de voz

Da atenção a brinquedos que produzem sons

Presta atenção à música

Balbucia sons diferentes, inclusive começando com p, b, m,  imitando a maneira correta de falar

Dá risadas

Balbucia quando está excitado ou insatisfeito

Produz murmúrios brincando sozinho ou com você

Dos 7 meses a 1 ano

Gosta de brincar de “esconde-achou” e de bater palmas com música

Vira-se para a direção dos sons

Presta atenção quando você fala com ele

Entende palavras comuns “água”, “mamar”, “sapato”

Atende à chamados como “vem cá”

Balbucia sílabas repetidas como “dadada”, “papapa”

Balbucia no intuito de receber atenção

Tenta se comunicar com gestos como levantar os braços

Imita diferentes sons da fala

Fala uma ou duas palavras como “papai”, “mamãe” ou “não” até um ano

1 a 2 anos

Aponta para algumas partes do corpo quando você fala o nome delas

Obedece comandos simples (“chuta a bola”) e entende perguntas simples (“cadê seu sapato?”)

Se diverte com histórias, músicas e rimas simples

Aponta para figuras em livros quando você fala os nomes

Aprende novas palavras regularmente

Fala perguntas simples com uma ou duas palavras

Junta duas palavras como “mais água”

Usa os sons das consoantes no inicio das palavras

2 a 3 anos

Usa frases com duas ou três palavras para se expressar ou perguntar

Pronuncia os sons de k, g, f, t d e n.

Fala de um jeito que pessoas da  família e amigos entendem

Refere-se aos objetos pelos nomes corretos para mostrá-los ou pedi-los

Consegue nomear quase todas as coisas

3 a 4 anos

Ouve quando você chama de outro cômodo

Ouve a TV no mesmo volume que as demais pessoas da casa

Responde perguntas simples como “quem”, “O quê?”. “Onde?”, “Porquê?”

Pode falar sobre suas atividades, na escola ou fora dela

Usa frases com quatro ou mais palavras

Fala com facilidade sem repetir sílabas ou palavras

4 a 5 anos

Presta atenção às pequenas histórias e responde perguntas simples sobre elas

Ouve e entende a maioria das coisas que são ditas em casa e na escola

Usa frases com riqueza de detalhes

Conta histórias até o fim

Comunica-se facilmente com outras crianças e adultos

Pronuncia corretamente a maioria dos sons, com exceção de alguns poucos (l, s, r, v, z, ch)

Faz rimas

Reconhece algumas letras e números

Usa a gramática dos adultos

Via Portal Otorrino


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Ronco em crianças

 

Problemas durante o sono da criança podem causar sérios problemas. Os sintomas mais comuns são o ronco e apneia. O que difere dos adultos é que, nas crianças, eles podem estar sendo causados pelo aumento de um tecido atrás do nariz, chamado de adenoide, ou então pelo aumento das amígdalas, estruturas que ficam atrás da língua, nas laterais da garganta.

Tanto as amígdalas quanto a adenoide, quando aumentadas, podem acumular bactérias e causar infecções recorrentes de nariz, ouvido e garganta, além de obstruir a passagem de ar. A adenoide pode também atrapalhar a função da tuba auditiva (Trompa de Eustáquio), que é responsável por levar ar ao ouvido.

Quando a adenoide obstrui a passagem de ar pelo nariz, a criança é forçada a respirar predominantemente pela boca, o que leva a inúmeras alterações da musculatura e crescimento facial, necessitando de uso de aparelhos ortodônticos e fonoterapia para correção no futuro. Além disso, pode levar a apneia do sono, causando déficit de atenção, déficit de crescimento, sonolência, surdez, hiperatividade e baixo rendimento escolar.

A tuba auditiva tem a função de levar ar aos ouvidos. Percebemos seu funcionamento quando estamos descendo a serra e nosso ouvido “tampa”. Temos então que engolir ou bocejar, fazendo a tuba abrir para a audição voltar ao normal. Quando a adenoide atrapalha esse mecanismo, podem ocorrer problemas de audição. Inicialmente a pressão negativa nos ouvidos causa uma surdez temporária e a remoção da adenoide resolve o problema.

Porém, se isso não for realizado a tempo, podemos evoluir com produção de muco dentro do ouvido e perda mais severa da audição. Nesta fase, já é necessário, além da retirada da adenoide, fazer um furo no tímpano, aspirar o líquido e colocar um tubo para manter a ventilação adequada. Este tubo cai sozinho em 6 a 18 meses.

 

Caso isso não seja feito, podemos ter uma alteração do desenvolvimento do ouvido e infecções crônicas, sendo necessária uma cirurgia bem mais complexa no futuro.

A remoção das amígdalas e adenoides é um procedimento rápido e seguro, melhora a qualidade de vida e evita problemas sérios no futuro. Mas será que deveríamos operar todas as crianças?

Obviamente que não. Essas estruturas têm uma função de defesa do organismo, porém não tão importante, visto que, após sua remoção, o organismo consegue suprir totalmente a produção de anticorpos antes feitas por elas. Por isso, se estiverem acarretando problemas, devem sim ser removidas, conforme indicação médica.

Fonte: Dr Eduardo Otorrinolaringologia

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O que é Vertigem Postural Paroxística Benigna e como identificar?

A vertigem postural paroxística benigna (VPPB) é uma desordem comum da orelha interna que resulta na estimulação anormal dos canais semicirculares, na maioria das vezes do canal posterior. A posição da cabeça e a direção do nistagmo indicam o canal acometido. Para que ocorra o nistagmo característico da VPPB é necessário que haja a migração de otólitos do utrículo para o canal semicircular enquanto a cabeça se encontra na posição do canal.

Os canais mais acometidos são os posteriores (devido à gravidade), seguido pelos laterais. O acometimento dos canais anteriores é raro. Aproximadamente 17 % dos casos de vertigem correspondem a VPPB, sendo mais comum entre mulheres de 40 a 60 anos.

+ Como lidar com pessoas que possuem perda auditiva?

Dentre as causas pode-se destacar: osteoporose/osteopenia, migrânea (possivelmente por conta de vasoespasmo), trauma cefálico, infecções de orelha média/interna, neurite, doença de Mèniére, pós-cirurgia, dentre outras.

Sinais e sintomas

Episódio curtos de vertigem (com duração menor que 1 minuto), associados a um tipo característico de nistagmo, que ocorre com a movimentação da cabeça, como por exemplo, abaixar para amarra o sapato, estender roupa no varal ou virar na cama. As crises de tontura podem estar associadas a náusea, vômitos e sensação de desequilíbrio.

Fisiopatologia

  • Canalitíase – otólitos nos canais semicirculares
  • Cupulolitíase – otólitos aderidos a cúpula

Diagnostico e tratamento

A história clínica é de grande importância para a suspeição do diagnostico, seguida do exame clínico otorrinolaringológico, dando especial ênfase a otoscopia, a fim de detectar alterações na orelha média.

As seguintes manobras irão confirmar ou não o diagnóstico.

  • Dix-Halpike: coloca-se o paciente sentado na maca e a cabeça deve ser girada no plano do canal, após, pede-se para o paciente deitar e observa- se o movimento ocular;
  • Manobra de Dix- Halpike testando o canal semicircular posterior esquerdo;
  • Epley : na presença de nistagmo, faz-se o mesmo movimento contra-lateral e após o paciente senta, olhando para frente;
  • Head –roll : com o paciente deitado na maca , com a cabeça no plano do canal lateral ( aproximadamente 30 º em relação ao plano horizontal)vira-s a cabeça para o lado acometido e depois par ao contra-lateral ;
  • Lempert/barbecue manuever: gira-se o paciente no eixo do corpo..

Interpretação

VPPB canal semicircular posterior

  • nistagmo rotatório ipsilateral ao lado pendente da cabeça;
  • nistagmo vertical para cima contra-lateral

VPPB canais laterais

  •  nistagmo geotrópico – canalitíase
  • nistagmo ageotrópico: cupulolitíase

Fonte: PebMed

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Fumaça de tabaco: o que isso tem a ver com sua audição?

Não é novidade para a maioria das pessoas que cigarros e produtos originados do tabaco podem conter substâncias capazes de acarretar doenças irreversíveis, como problemas pulmonares e até na audição. Fumantes passivos – que apenas inalam a fumaça deixada por outras pessoas – também estão sujeitos a diversas patologias causadas pelo tabaco.

Os problemas começam quando o cheiro forte da fumaça fica impregnado nos cabelos, roupas e até no ambiente da casa, como paredes e o chão. Esses pequenos microrganismos são capazes de adentrar o sistema respiratório de qualquer pessoa que inale afetando gradativamente o canal respiratório e auditivo. Essas situações são comumente encontradas em crianças e adolescentes que são obrigadas a conviver com fumantes.

Caso você seja fumante, é importante ficar atento as pessoas que estão ao seu redor e que respiram o mesmo ar que você. Esses fatores não são só prejudiciais apenas há quem fuma, mas também quem precisa estar no mesmo ambiente. Veja neste artigo alguns perigos que fumantes passivos estão sujeitos caso inalem diariamente fumaças tóxicas.

Leia também: Zumbido em jovens pode indicar futura perda auditiva

Riscos à audição

Um estudo desenvolvido por especialistas da área na Universidade de Nova York, constatou que adolescentes que estão diariamente inalando fumaças tóxicas de tabaco tem o dobro de chance de sofrer perda auditiva do que uma pessoa que não está exposta. Esse problema ocorre na perda auditiva neurossensorial, mas comumente encontrada em idosos.

Incômodos

Fumantes passivos costumam estar sempre com algumas irritações no organismo, como tosses, alergias, problemas para respirar, cefaleias, irritação nos olhos, garganta seca e náuseas. Esses sintomas são efeitos que podem passar em poucos dias ou se agravarem ainda mais, e geralmente acontecem com fumantes passivos que ficam “fechados” em determinados ambientes, como festas ou algum cômodo da casa.

Problemas no pulmão

O pulmão é o principal órgão do corpo humano que filtra as impurezas coletadas pelo ar. Uma vez que jovens e crianças estão expostas à uma fumaça tóxica, a chance de ocorrer doenças pulmonares aumenta em 50%. Uma das patologias mais comuns são bronquite e asma, que em sua maioria atinge adolescentes e crianças muito novas.

Afeta diretamente o coração

Mesmo com o cigarro apagado, a presença dos organismos do tabaco no ar também é extremamente prejudicial ao sistema vascular. Isso pode acarretar no aumento da pressão sanguínea, acidente vascular cerebral, infarto e outras condições relacionadas aos organismos vasculares.

Maior risco de câncer

Não são só fumantes que podem sofrer de riscos à saúde do pulmão. Crianças e adolescentes expostos ao tabagismo diariamente podem também ter chances de contrair a doença. Isso porque mesmo depois que o cigarro é apagado, a fumaça é instaurada em propriedades como roupas, sapato e cabelos, e devido aproximação, o indivíduo inala aqueles organismos presentes no cigarro normalmente.

Alterações comportamentais

Algumas crianças que convivem diariamente com fumantes podem sofrer alterações comportamentais negativamente, apresentando quadros de irritação e agressividade, além de problemas que dificultam o aprendizado normal da criança.

Fonte: Direito de ouvir

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Por que campanha da vacina contra gripe vem antes do inverno?

No lançamento da campanha de vacinação contra a gripe de 2019, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, sentenciou: “As vacinas vão garantir a saúde no inverno para aqueles que necessitam e evitar que a infecção pelo vírus influenza se transforme em pneumonia, tristeza e óbito”. Mas por que as doses são oferecidas tanto tempo antes da estação mais fria do ano chegar?

São vários motivos. O primeiro: a meta é imunizar 58,6 milhões de pessoas dos grupos prioritários. E isso é muita gente. Com um prazo estendido, é possível que todo esse pessoal – crianças, gestantes, idosos, indivíduos com certas doenças crônicas, professores… – vá aos postos de saúde.

Porém, há mais razões que explicam o início da campanha nacional de 2019 ter acontecido no dia 10 de abril (ela vai até o 31 de maio, enquanto o inverno começa no 12 de junho). Por exemplo: esse ano, já somamos 255 casos confirmados de gripe – muitos pelo vírus H1N1 –, a maioria na região Norte.

Isso inclusive fez com que o estado do Amazonas antecipasse a campanha. Ou seja, o vírus está circulando no país. Mais importante do que isso, a vacina contra a gripe demora de duas a três semanas para fazer efeito. Por quê?

O imunizante contém resquícios inativados de diferentes subtipos do vírus influenza – não há qualquer risco de eles provocarem gripe, diga-se de passagem. E o nosso organismo precisa de um tempo para, uma vez em contato com essas partículas, produzir anticorpos que nos protegerão contra gripe.

+ Tosse: tipos, causas e o que fazer

Logo, se a campanha começasse perto do inverno, bastante gente tomaria a injeção, mas não estaria devidamente protegida nos primeiros dias dessa estação.

Por que há mais casos de gripe no inverno?

O frio faz as pessoas se aglomerarem em locais fechados e sem ventilação. E o vírus da gripe adora esses ambientes!

Ora, uma pessoa infectada, ao espirrar ou tossir dentro de um local desses, transmite com facilidade esse inimigo da saúde para quem está ao redor.

E, sem janelas abertas, o vírus influenza demora mais para ir embora. Ele ficará nas maçanetas, mesas, toalhas ou onde for – só esperando você passar a mão ali e colocá-la na boca para invadir seu corpo.

Daí porque uma das medidas preventivas mais eficazes é higienizar as mãos com frequência, principalmente em épocas com maior número de casos.

Fonte: Saúde

 

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Zumbido em jovens pode indicar futura perda auditiva

Pode reparar: atualmente, os fones de ouvido são quase uma extensão do corpo dos jovens. Só que não desgrudar do aparelho cobra consequências. Ainda mais quando o barulho que sai dele é similar ao de uma casa de show – algo recorrente hoje, como evidencia um trabalho da Associação de Pesquisa Interdisciplinar e Divulgação do Zumbido. Entre os 170 estudantes de 12 a 17 anos que participaram da análise, 95% relataram ouvir música com os fones.

Desses, 77% assumiram que deixam o volume alto. Até aí, pouca novidade, certo? Mas, ao serem questionados se já tinham ouvido um zumbido nos últimos 12 meses, 54,7% dos voluntários soltaram um sonoro sim. “O número é alarmante”, diz a otorrinolaringologista Tanit Ganz Sanchez, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e coordenadora da pesquisa.

+ Zumbido afeta 28 milhões de brasileiros

De bate-pronto, pode-se concluir que há uma relação direta entre os jovens escutarem música em volumes ensurdecedores e o zunido. O refinamento dos dados revelou, no entanto, que outro fator contribuiria para o problema: uma menor tolerância natural a sons por uma parcela dos adolescentes. Mas calma! Nada de achar que a barulheira está liberada. Ora, não dá para identificar facilmente quais são os indivíduos mais sensíveis ao zunzunzum. Portanto, a exposição a ruídos altíssimos e por longo tempo permanece um dos fatores capazes de causar ou agravar o tinnitus, nome técnico do problema.

Embora faça questão de ressaltar que estamos falando de um sintoma e não de uma doença, o otorrinolaringologista Ricardo Testa, presidente da Sociedade Brasileira de Otologia, diz que esse mal parece mesmo estar mais frequente. “E o hábito de ouvir sons altos com fone de ouvido só piora a situação”, salienta. O motivo é relativamente simples: quando as células ciliadas, localizadas no ouvido interno, recebem vibrações sonoras, elas se alongam e encurtam repetidamente. O bicho pega quando nossa música favorita toca e subimos o som sem pudor. Daí, essas estruturas sofrem lesões temporárias ou definitivas. Com isso, as células vizinhas precisam trabalhar em dobro. Como efeito colateral, surge o zumbido.

+Por que os jovens gostam de ouvir música alta e quais os prejuízos disso?

Por essas e outras, ele é um sinal de que a saúde auditiva não anda 100%. E, de acordo com Tanit, se os jovens continuarem nesse ritmo, há grande probabilidade de simplesmente ficarem surdos lá pelos 30 ou 40 anos. Ainda bem que dá para prevenir esse desfecho. “Recomendamos deixar o volume até a metade do nível máximo. Não mais do que isso”, aconselha a fonoaudióloga Patrícia Cotta Mancini, da Universidade Federal de Minas Gerais.

Desligar o aparelho a cada hora de exposição também ajuda. Escute: ninguém precisa abrir mão da trilha sonora para embalar o dia a dia. Mas é essencial zelar pelos ouvidos. Só assim eles continuarão a postos para apreciar os novos estilos e artistas que vão entrar na moda.

 

Fonte: Saúde

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Por que os jovens gostam de música alta e quais os prejuízos disso?

Aquela música alta que o seu filho ou filha escuta no fone de ouvido não é para te enlouquecer. Embora exista esse bônus, há razões científicas que justificam a preferência pelo som alto.

Lá atrás, quando surgiram os primeiros aparelhos portáteis para ouvir músicas, já era comum a imagem os pais pedindo pra que os filhos diminuíssem o volume. Porém, só recentemente começaram a surgir pesquisas tentando entender a causa de adolescentes gostarem tanto de ouvir música no último volume. Como também os efeitos positivos e negativos por trás disso.

Leia também: Você sabia que o teste auditivo previne danos permanentes?

Um estudo dinamarquês cita que os três principais motivos pelos quais os adolescentes amam música alta são: eles se sentem bem, podem apreciar melhor a música e obter mais energia e disposição.

Os 3 motivos para os jovens preferirem música alta:

Alívio do estresse

Estudos sobre o sáculo, uma minúscula parte do ouvido interno, explicam porque bons sentimentos e energia aparecem ao ouvir música alta. Resumidamente, o volume alto estimula o sáculo, que tem conexões diretas com áreas de prazer no cérebro. Quanto mais alta a música, mais o cérebro libera endorfinas, o “hormônio do prazer”.

Bloqueio do mundo externo

Na adolescência, muitas vezes, passamos pela sensação de ser incompreendido, sem seu lugar no mundo. Nesses casos, a música alta funciona como um escudo capaz de bloquear as coisas ao redor, mantendo o indivíduo em seu próprio espaço por um momento.

Isso acontece porque a música toma conta do cérebro, sobrecarregando os outro sentidos de maneira semelhante ao álcool ou as drogas. É como se a pessoa não pudesse se concentrar em outras coisas ao ouvir música alta.

Por vezes, bloquear o mundo e aproveitar as sensações proporcionadas pela música é um instrumento de defesa ou até mesmo uma experiência necessária quando somos jovens.

É um estimulante

Como a música alta pode ser comparada a outros estímulos como cafeína, exercícios e álcool, ela aumenta a freqüência cardíaca e a freqüência corporal. E isso te deixa mais animado(a) e disposto(a) a gastar sua energia. Mas qual a consequência desse ato a médio/longo prazo?

Prejuízos para audição 

Apesar de causar sensações positivas, ouvir música alta excessivamente pode causar problemas auditivos. E é uma das principais causas da perda auditiva em jovens.

Por possuírem hábitos arriscados para audição, incluindo ouvir música alta nos fones de ouvido e maior freqüência em festas e shows, nesses locais, os níveis de som podem chegar a 120 dB. O limite confortável para audição humana é de até 85 dB.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), essa prática (música alta nos fones de ouvido ou em eventos) pode levar 1,1 bilhão de jovens a perda auditiva nos próximos anos. Na maioria dos casos, a perda auditiva induzida por ruídos pode ser tratada com aparelhos auditivos.

É importante o cuidado para essas questões e os exames de rotina para verificar a qualidade da audição.

 

Fonte: Direito de Ouvir

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