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Como identificar problemas auditivos em crianças?

Nos primeiros anos de vida, a capacidade auditiva é uma parte essencial no desenvolvimento social, emocional e cognitivo das crianças. É por isso que até mesmo os problemas auditivos leves podem impedir que a criança desenvolva a fala e a linguagem adequadamente.

A boa notícia é que os problemas auditivos em crianças podem ser superados se forem detectados cedo. 

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 60% dos casos de perda auditiva em crianças menores de 15 anos podem ser evitados. Portanto, é importante que a audição de bebês e crianças seja examinada precocemente e verificada regularmente.

Problemas auditivos em crianças

Existem vários problemas auditivos que afetam as crianças, sendo que muitos deles resultam em perda auditiva. É o caso da otite média, por exemplo. Uma infecção no ouvido bastante comum em crianças que, se não for tratada, pode causar a deficiência auditiva.

A perda de audição em crianças pode ser apenas temporária, mas também pode ser permanente. A OMS estima que 34 milhões de crianças no mundo possuem deficiência auditiva incapacitante. Além disso, de 3 a 4 mil recém-nascidos já nascem com algum tipo de problema auditivo significativo.

Portanto, é possível perceber que esse é um problema de saúde sério e que precisa de atenção, especialmente dos pais. É importante que eles saibam reconhecer os sinais da perda auditiva o quanto antes. Um diagnóstico precoce é essencial para prevenir e evitar atraso de linguagem e possíveis problemas de aprendizagem e socialização.

+ Problema no ouvido pode ser sinal de patologia ou infecção

Sinais de alerta

Seja uma doença hereditária, uma lesão no ouvido ou otite repetida, é essencial reconhecer os sinais de alerta que indicam um possível problema auditivo.

Em geral, os sintomas podem aparecer em qualquer idade: desde os primeiros meses de vida, até o início da adolescência. Alguns sinais mais comuns de acordo com a faixa etária são:

• De 0 a 3 meses: o bebê não reage ao ruído e à voz, é um recém-nascido muito calmo que não acorda com barulhos em seu quarto.

• De 9 a 12 meses: o bebê grita muito e não redobra as sílabas, por exemplo, ao falar “pa-pa” ou “ma-ma”.

• De 1 ano a 2 anos: a linguagem não se desenvolve e a criança tem dificuldades em pronunciar sílabas. Ela também não responde quando é chamada e é desatenta a tudo que não está em seu campo de visão.

• De 2 a 3 anos: a criança não consegue formar frases, articula mal ao falar e não reage quando alguém conversa com ela.

• Após 4 anos: problemas comportamentais, como agressão, falta de atenção, e medo noturno podem aparecer. Também é comum fazer confusão entre os sons de algumas letras e ter necessidade de aumentar o volume para assistir TV ou ouvir música.

Causas de problemas auditivos em bebês e crianças

Existem muitos fatores que podem causar problemas auditivos em crianças. Em alguns casos, a perda auditiva pode ser congênita, isto é, o bebê já nasce com ela, ou pode ser adquirida como resultado de uma infecção ou trauma.

perda auditiva congênita pode ser causada por:

• Complicações no nascimento, como falta de oxigênio, toxoplasmose ou outra infecção grave;

• Parto prematuro;

• Distúrbio do sistema cerebral ou nervoso;

• Uso de medicamentos ototóxicos durante a gravidez;

• Diabetes materno;

• Fatores genéticos.

perda auditiva adquirida pode ocorrer devido a:

• Perfuração no tímpano;

• Infecção, como meningite, sarampo, caxumba, coqueluche etc;

• Lesão grave na cabeça;

• Exposição a ruído alto;

• Otite média não tratada ou frequente.

Como diagnosticar problemas auditivos em crianças

A capacidade auditiva deve ser verificada algumas dias após o nascimento. Isso é conhecido como triagem auditiva neonatal, um exame rotineiro para todas as crianças que é realizado antes mesmo do recém-nascido sair do hospital.

Ao longo do tempo, também existem outros exames que podem ser aplicados em bebês e crianças para identificar problemas auditivos. Conheça alguns dos principais testes auditivos:

Audiometria de reforço visual

A audiometria de reforço visual (ARV) é indicada para testar a audição de crianças entre 6 meses a 3 anos de idade.

O teste consiste em fazer a criança vincular um som a uma recompensa visual, como um brinquedo. Quando a criança é capaz de associar o som e a recompensa visual, o volume e o tom do som são alterados para determinar a menor intensidade na qual a criança consegue ouvir.

Audiometria condicionada por jogo

Esse tipo de teste é aplicado em crianças entre um ano e meio a cinco anos de idade. Durante o teste, os ruídos são reproduzidos através de fones de ouvido ou alto-falantes e a criança precisa fazer uma tarefa simples ao ouvir o som. Isso pode ser colocar uma bola em um recipiente, completar um quebra-cabeça etc.

Assim como no AVR, a intensidade e a tonalidade do som são alterados para determinar os sons mais baixos que a criança consegue ouvir.

Audiometria tonal

As crianças maiores podem realizar a audiometria de tom puro. O teste serve para avaliar a audição de uma criança em idade escolar.

O procedimento da audiometria tonal em crianças é similar ao realizado em adultos. Durante o teste, são reproduzidos sons em diferentes volumes e frequências. Então, o paciente precisa sinalizar quando ouvir o ruído apertando um botão ou levantando a mão.

Teste de condução óssea

Para realizar esse exame, é preciso colocar um pequeno dispositivo de vibração atrás da orelha. O equipamento envia o som diretamente para o ouvido interno através dos ossos da cabeça. Isso pode ajudar a identificar qual parte do ouvido não está funcionando corretamente caso a criança esteja com problemas auditivos.

Soluções auditivas para crianças

O tratamento para os problemas auditivos em crianças dependem da causa e gravidade, mas pode incluir:

• antibióticos para otite média;

• remoção do objeto estranho ou cera de ouvido;

• terapia de fala;

• cirurgia;

• um implante coclear pode ser considerado para crianças com perda auditiva severa ou profunda.

Além disso, os aparelhos auditivos podem ser usados no tratamento de perda auditiva em crianças. Existem aparelhos auditivos desenvolvidos para crianças de todas as idades e com diferentes graus de perda auditiva.

Fonte: Direito de Ouvir

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Problema no ouvido pode ser sinal de patologia ou infecção

O que é um problema no ouvido?


Uma dor anormal dentro da orelha ou um zumbido incômodo podem significar que a saúde do seu ouvido está comprometida. Alguns tipos de infecções no canal auditivo acometem a população brasileira diariamente, a mais comum entre elas é a chamada otite média aguda, que tem como fator principal a inflamação do ouvido médio, diretamente encontrado atrás do tímpano. Costuma ser uma patologia dolorosa e é comumente encontrada em crianças.

Segundo um estudo realizado por professos especialistas em Otorrinolaringologia da faculdade de medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), pelo menos 80% de crianças apresentam ou apresentarão um episódio de otite média aguda durante o período da infância.
Outros tipos de doenças também podem aumentar a chance de infecções devido a contração de determinados vírus e bactérias. Veja a seguir uma lista de possíveis causas de problemas nos ouvidos e como trata-las da maneira correta.

+ Conheça os diferentes tipos de deficiência auditiva

Ouvido com água:


Alguns profissionais da área da fonoaudiologia tendem a dizer que pelo menos 40% das infecções auditivas que acomete um ser humano pode ser causado devido ao acúmulo de água no canal auditivo.
Uma grande maioria da população já experienciou um momento em que o líquido entra no ouvido, como em piscina ou praias. O que poucas pessoas sabem é que o gesto de chacoalhar a cabeça ou curvar para desobstruir a orelha pode acarretar em um problema ainda pior. Outra maneira comum é o ato de utilizar álcool ou acetona para eliminar a água, mas esse tipo de manuseamento tende a falhar na maioria dos casos.
A melhor maneira de lidar com esse tipo de situação e deitando-se e esperar que o líquido escorra natural do canal auditivo. Caso o incômodo ainda perdure por um período excessivo de dias, o correto é procurar a orientação de um profissional.


Acúmulo de cerume no ouvido:


É normal que em alguma parte da vida você se sinta com a audição diminuída devido ao excesso de cera que pode acumular dentro do sistema auditivo. O errado é pensar que objetos pontiagudos como cotonetes ou chaves podem tirar esse acúmulo de cerume da orelha. Isso pode resultar em uma infecção ou até mesmo na perfuração do tímpano.
O tratamento ideal é procurar o auxílio de um profissional ou especialista e realizar a lavagem no ouvido. Dessa forma, todo o cerume é retirado e o canal auditivo é limpo de maneira higiênica e sem o risco de infecções.


Dor dentro dos ouvidos:


Sentir uma dor no ouvido é normal, principalmente na época do verão e é mais possível notar em crianças. Pode estar relacionado com variados tipos de patologias ou traumas, como a perfuração do tímpano.
Apesar de ser normal, nunca deixe de consultar um especialista caso haja um incômodo doloroso, pode ser sinal de um problema, de alguma patologia que ainda não é de seu conhecimento. Veja por que acontece a dor no ouvido.


Ouvido obstruído:


Algumas pessoas relatam terem a sensação de estar com o ouvido completamente tampado, conhecido mais como “ouvido entupido”. É algo comum e pode acontecer em vários tipos de situações, como em mudanças bruscas de altitude (aviões, prédios, etc).
Dentre as causas da obstrução do ouvido, a mais comum é o acúmulo de cera que se forma no canal auditivo, consequentemente tampando e diminuindo a audição. Como mencionado acima, o ideal é a realização de uma lavagem performada por um especialista da área.


Mau cheiro oriundo do ouvido:


O mau cheiro emanado dos ouvidos pode ter relação especificamente com secreções recorrentes de variadas infecções. Nesse caso, é necessário fazer uma análise e especificar o tipo de secreção, se há a presença de pus ou sangue, e se é sentido algo doloroso juntamente com chiados no ouvido.
Nesse tipo de quadro, é estritamente recomendado uma consulta urgente com um especialista, pois certas patologias infecções levam até a surdez irreversível.


Quais são os fatores de risco para a contração de doenças?


Alguns fatores e situações podem aumentar subitamente as chances de um indivíduo contrair determinadas patologias no canal auditivo. Veja abaixo:


• Ciclos de idade: crianças mais novas com idades entre seis meses até dois anos costumam estarem mais vulneráveis a contração de doenças que afetam os ouvidos. Isso acontece porque nesses períodos a tuba auditiva ainda é muito pequena e o sistema imunológico muito fraco.


• Acumulação dos grandes centros: o hábito frequente de ir a locais com uma quantidade excessiva de pessoas pode ajudar na obtenção de gripes e resfriados.


• Alimentação infantil: pode não parecer, mas bebês e crianças que fazem uso de mamadeiras quando estão deitados, tem maiores chances de contrair inflamações auditivas do que crianças que se alimentam exclusivamente e diretamente pelo leite materno.


• Mudanças climáticas: em épocas como outono e inverno, a incidência de gripes resfriados é ainda maior devido a queda de temperatura. O ideal é não ficar aglomerado em um ambiente repleto de pessoas que possam estar com o vírus. Saiba dos cuidados que devemos ter nessas épocas do ano.


• Poluição do ar: outro ponto em questão é a qualidade do ar em que você está. Ficar exposto a fumaças de cigarros ou ambientes poluídos, podem colaborar para possíveis infecções no canal auditivo.

Quais os sintomas das infecções nos ouvidos?

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Crianças são as maiores afetadas por determinadas infecções no aparelho auditivo devido ao sistema imunológico fraco e pouco desenvolvido. Alguns dos sintomas que são apresentados por elas são:


• Incômodo e choros na hora de dormir;
• Dores aguda e intensas dentro da orelha interna;
• Crianças tem o costume de apertar, empurrar e puxar os ouvidos como uma for de “aliviar” as dores;
• A presença de irritação e choro excessivo;
• Algumas crianças apresentam dificuldades em captar e decodificar sons que foram emitidas a elas por outras pessoas;
• Perda gradativa do equilíbrio;
• Febre com níveis altos;
• Cefaleias;
• Incapacidade de ingerir qualquer tipo de alimento;
• Escorrimentos de secreções pelo ouvido.


Em adultos, os sintomas costumam ser diferentes e em menos proporções, como:


• Dores agudas e intensas dentro da orelha interna;
• Escorrimento de secreções pelo ouvido;
• Dificuldade em captar e decodificar sons emitidos por outras pessoas.


Todos esses fatores citados são um alerta para que os devidos cuidados sejam tomados quando aparecer algum sintoma. Por isso é muito importante passar por um otorrinolaringologista e também fonoaudiólogos. O problema está em não se cuidar.

Fonte: Direito de Ouvir

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9 curiosidades sobre perda auditiva e formas de prevenção

A audição é ameaçada constantemente pela poluição sonora. O barulho do trânsito, o som alto das festas e de aparelhos como o MP3 player prejudicam muito a saúde auditiva e podem causar danos irreversíveis.

Para saber mais sobre a perda auditiva e formas de prevenção, confira nove pontos importantes listados pelo otorrinolaringologista Julio Miranda Gil, membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial (ABORL-CCF):

1) Os traumas auditivos ou perdas auditivas induzidas por níveis de pressão sonora elevados eram considerados doenças ocupacionais, já que costumavam surgir por conta de empregos que envolviam altos ruídos sem o uso de equipamento de proteção adequado pelo trabalhador.

O que se vê hoje em dia é que o problema também é causado pelo barulho causado pelo trânsito e por diversas atividades de lazer, como ouvir música alta e utilizar fones de ouvido, e ainda frequentar discotecas;

2) Os principais fatores envolvidos com a perda auditiva são exposição a ruídos e predisposição individual, sendo que se sabe que pessoas brancas são mais suscetíveis que as negras, principalmente as com olhos azuis;

3) Quem fala alto deve ser submetido a uma audiometria, embora, na maioria dos casos, é apenas um costume individual ou familiar, como deixar o som alto do rádio ou TV;

4) A perda auditiva pode permanecer e tende a ser maior quanto mais tempo a pessoa é exposta a ruídos.

Costuma ser neurossensorial, ou seja, acomete o nervo auditivo, é irreversível e pode ser de leve a moderada, com perda de até 40% da audição;

5) A prevenção começa a partir do conhecimento de que a perda auditiva está relacionada com o volume do barulho e o tempo de exposição.

Então, se a pessoa está em uma discoteca, onde o volume da música e dos ruídos pode chegar a 100dB (decibéis), especialmente próximo às caixas de som, deve ir a uma área externa ou mais calma por cerca de 15 minutos com o intuito de que o sistema auditivo se repare.

Isso vale também para o trânsito, que pode chegar até 105dB. Quem trabalha próximo a pontos de ônibus ou ruas movimentadas, por exemplo, deve fazer uso de abafadores de ouvido.

Aqueles que estão só de passagem podem ficar nesse ambiente por, no máximo, uma hora;

6) Perto de 5% das perdas auditivas são creditadas ao uso de MP3 ou outros aparelhos eletrônicos. A orientação é de que o volume do fone de ouvido seja ajustado em um ambiente silencioso.

Quando a pessoa vai à rua ou a algum lugar com ruído externo, o volume não deve ser aumentado. A mesma dica vale para quando se escuta música dentro do carro.

Se o som do fone de ouvido é percebido por alguém a mais de um metro de distância, é sinal de que está muito alto. Opte sempre pelos aparelhos mais modernos que possuem limitador de volume e, mesmo assim, acerte o volume para 60% do limite, no máximo;

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7) Os limites de tolerância para ruído ou barulho variam de acordo com a intensidade (volume) e o tempo de exposição. Começa a ser lesivo a partir de 85dB.

Pode-se ficar até oito horas a 85dB, quatro horas a 90dB, uma hora a 100dB, 15 minutos a 110dB e sete minutos a 115dB;

8) O diagnóstico de perda auditiva é realizado por meio de consulta médica (com exame físico específico dos ouvidos) e exame audiométrico;

9) Se o paciente tem um trauma auditivo agudo, pode-se apostar em algumas medicações para reverter o quadro. Caso seja crônico, é irreversível.

 

Fonte: gazetaweb.com

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