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Seu filho ronca?

Saiba até quando o ronco é normal

 

Isso mesmo, o ronco não é um sintoma que acomete apenas os adultos. Crianças também podem apresentar problemas na respiração que acabam causando ronco. Se seu filho ronca, ele precisa ser avaliado por um especialista para identificar a causa. Vários fatores podem ocasionar o ronco e o principal é a obstrução nasal, mais conhecida simplesmente como nariz entupido.

 

Geralmente, ela ocorre nos quadros de rinites, sinusites ou resfriados. Neste caso, é normal que isso ocorra e, como o tratamento depende da causa, é preciso tratar com medicamentos a doença que causou o problema. O aumento das amígdalas e das glândulas adenoides, órgãos que fazem parte do sistema imunológico, também pode causar a dificuldade de respiração durante a noite e, consequentemente, o ronco.

 

O ronco não pode ser visto como apenas um barulho na hora de dormir. O problema pode indicar apneia do sono, quando a respiração é interrompida e retomada várias vezes, devido à obstrução respiratória. Ou seja, se esse e outros problemas não forem curados, a qualidade do sono fica comprometida e pode gerar danos à saúde.

 

Crianças sem tratamento adequado podem apresentar alteração do ciclo de sono, sonolência diurna, agitação, déficit de atenção, hiperatividade, alteração de rendimento escolar e irritabilidade. Além disso, a obstrução nasal faz com que a criança respire pela boca. Isso promove uma grande mudança no padrão de crescimento facial e dentário, alterações de mordida, de posicionamento lingual e até de dicção das palavras.

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Cirurgia para parar de roncar? Sim!

Mais de 70% dos brasileiros sofrem de doenças relacionadas ao sono, como distúrbios, insônia, apneia e roncos, de acordo com a Associação Brasileira de Sono. Uma das principais doenças é a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS), considerada um problema de saúde pública devido à sua elevada prevalência e pela diversidade de danos crônicos na saúde dos indivíduos.

Cirurgia ortognática

A cirurgia ortognática tem como principal objetivo reduzir a resistência das vias aéreas superiores, através da ampliação dos diâmetros das narinas e dos canais do nariz, além de eliminar os defeitos anatômicos que impedem a entrada e saída do ar livremente.

Amigdalectomia

Consiste na retirada das amígdalas (localizadas em ambos os lados da garganta) e das adenoides (tecidos linfoides na parte posterior do nariz), quando elas aumentam de tamanho e dificultam a passagem de ar. Normalmente, é a cirurgia que ajuda a parar de roncar mais indicada para crianças, bem como para pacientes que sofrem constantemente com infecções de garganta, nariz e ouvido.

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Ronco em crianças

Problemas durante o sono da criança podem causar sérios problemas. Os sintomas mais comuns são o ronco e apneia. O que difere dos adultos é que, nas crianças, eles podem estar sendo causados pelo aumento de um tecido atrás do nariz, chamado de adenoide, ou então pelo aumento das amígdalas, estruturas que ficam atrás da língua, nas laterais da garganta.

Tanto as amígdalas quanto a adenoide, quando aumentadas, podem acumular bactérias e causar infecções recorrentes de nariz, ouvido e garganta, além de obstruir a passagem de ar. A adenoide pode também atrapalhar a função da tuba auditiva (Trompa de Eustáquio), que é responsável por levar ar ao ouvido.

Quando a adenoide obstrui a passagem de ar pelo nariz, a criança é forçada a respirar predominantemente pela boca, o que leva a inúmeras alterações da musculatura e crescimento facial, necessitando de uso de aparelhos ortodônticos e fonoterapia para correção no futuro. Além disso, pode levar a apneia do sono, causando déficit de atenção, déficit de crescimento, sonolência, surdez, hiperatividade e baixo rendimento escolar.

A tuba auditiva tem a função de levar ar aos ouvidos. Percebemos seu funcionamento quando estamos descendo a serra e nosso ouvido “tampa”. Temos então que engolir ou bocejar, fazendo a tuba abrir para a audição voltar ao normal. Quando a adenoide atrapalha esse mecanismo, podem ocorrer problemas de audição. Inicialmente a pressão negativa nos ouvidos causa uma surdez temporária e a remoção da adenoide resolve o problema.

Porém, se isso não for realizado a tempo, podemos evoluir com produção de muco dentro do ouvido e perda mais severa da audição. Nesta fase, já é necessário, além da retirada da adenoide, fazer um furo no tímpano, aspirar o líquido e colocar um tubo para manter a ventilação adequada. Este tubo cai sozinho em 6 a 18 meses.

Caso isso não seja feito, podemos ter uma alteração do desenvolvimento do ouvido e infecções crônicas, sendo necessária uma cirurgia bem mais complexa no futuro.

A remoção das amígdalas e adenoides é um procedimento rápido e seguro, melhora a qualidade de vida e evita problemas sérios no futuro. Mas será que deveríamos operar todas as crianças?

Obviamente que não. Essas estruturas têm uma função de defesa do organismo, porém não tão importante, visto que, após sua remoção, o organismo consegue suprir totalmente a produção de anticorpos antes feitas por elas. Por isso, se estiverem acarretando problemas, devem sim ser removidas, conforme indicação médica.

Fonte: Dr Eduardo Otorrinolaringologia

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Ronco e o risco de Acidente Vascular Cerebral: existe alguma relação?

Num pequeno artigo recém-publicado na revista Laryngoscope, pesquisadores canadenses fazem uma pergunta: Os pacientes que roncam devem fazer um exame para investigar obstrução das suas carótidas?

A pergunta é baseada na análise da literatura científica crescente em torno dos distúrbios respiratórios do sono (como o ronco) e seus riscos vasculares. Um estudo de 2014 publicado na mesma revista já tinha encontrado uma maior obstrução (causada por espessamento da camada interna das artérias carótidas) nos pacientes que roncam, mesmo naqueles que não têm a doença da apneia do sono. Esses dados se juntam a outras pesquisas com o mesmo achado.

Num outro estudo muito interessante realizado em coelhos, os autores descobriram que a vibração no nível do pescoço é capaz de desencadear uma disfunção no endotélio das artérias carótidas, sugerindo que esse pode ser o mecanismo causador da estenose desses vasos nos pacientes que roncam.

 

Obstrução das Carótidas e o Acidente Vascular Cerebral

Há muito a obstrução das carótidas é reconhecida como um fator de risco bem estabelecido para acidentes vasculares cerebrais e também está relacionada ao risco aumentado de infarto agudo do miocárdio. Mesmo na ausência de outros fatores de risco, como história familiar, hipertensão arterial ou tabagismo, a obstrução parcial das carótidas está relacionado a um risco aumentado de AVC.

LEIA TAMBÉM: QUAIS AS CAUSAS DE PERDA AUDITIVA E COMO DESCOBRI-LAS?

Unindo esses pontos, parece bastante razoável a preocupação dos autores sobre a saúde vascular dos pacientes que aparecem em nossos consultórios com queixa de ronco. A resposta a pergunta proposta no título do artigo não poderia ser outra.

Os autores concluem que os dados científicos disponíveis já são suficientes para se recomendar a investigação de obstruções carotídeas nos indivíduos que ronco importante, mesmo nos que não têm a doença da apneia do sono.

Descobrindo o Ronco e a Obstrução das Carótidas

Captura de tela do aplicativo SnoreLab

Muitas pessoas não sabem que roncam. Para os que dormem acompanhados, quase sempre o ronco pode ser percebido pela pessoa que está perto. Casos mais sérios e de ronco muito alto, não é raro que o ronco seja ouvido de outros cômodos da casa.

Me lembro de uma paciente que me contou que seu vizinho do apartamento de baixo frequentemente batia no teto do seu quarto durante a madrugada incomodado com o seu ronco!

Já para aqueles que moram ou dormem sozinhos – e roncam num volume mais baixo – nem sempre é fácil saber que estão roncando a noite. Para esses, uma dica prática é o uso de aplicativos que gravam e monitoram o ronco durante a noite. Alguns deles, como o SnoreLab (imagem) fornecem informações como tempo e gravidade do ronco.

Quanto às artérias carótidas, o exame realizado para investigar obstruções é o Doppler, uma espécie de ultrassom capaz de avaliar a espessura das paredes das artérias e o fluxo sanguíneo no seu interior. É um exame bastante solicitado por cardiologistas e neurologistas para avaliar o risco de eventos vasculares. O Doppler não usa radiação, não oferecendo nenhum risco aqueles que o realizam.

Se você ronca com frequência a noite, não deixe de relatar isso ao seu médico!

 

Fonte: Portal Otorrino

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