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Alerta sobre os fones de ouvido

Smartphones, tablets e outras tecnologias são cada vez mais indispensáveis em nosso dia a dia. E, junto com eles, vêm os fones de ouvido. Seja para ouvir música, assistir vídeos ou para se comunicar, é bem provável que você sempre tenha um par de fones e um dispositivo eletrônico para conectá-lo sempre à mão. Acertamos?

Infelizmente, esses aparelhos que ajudam a tornar a vida mais simples, podem causar algum problema auditivo se você não for cuidadoso. Os mais comuns são zumbido no ouvido e perda auditiva induzida por ruído.

Isso pode parecer apenas um alerta de um fonoaudiólogo para assustar você. Contudo, o risco para sua saúde auditiva é real. De acordo com as previsões da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de metade dos jovens entre 12 e 35 anos, isto é, 1,1 bilhão de pessoas em todo o mundo correm o risco de sofrer de perda auditiva. O principal motivo é a exposição prolongada e excessiva aos sons altos, incluindo o barulho dos fones de ouvido.

Como os fones de ouvido podem causar um problema auditivo?

Os ruídos altos, em geral, são extremamente prejudiciais aos ouvidos. Ao usar fones de ouvido em volume alto, o risco é ainda maior. Isso porque os fones ficam bem próximos ao ouvido. Tal proximidade tem o efeito de aumentar o som equivalente a 9 dB!

Não é difícil entender como o som alto prejudica a audição. Quando as ondas sonoras chegam aos nossos ouvidos, elas fazem com que o tímpano vibre. Essa vibração é transmitida ao ouvido interno até atingir a cóclea. A cóclea contém milhares de pequenos “pelos”, que são as chamadas células ciliadas. Quando as vibrações sonoras atingem a cóclea, essas células se movem.

Sons mais altos provocam vibrações mais fortes, fazendo com que as células ciliadas se movam mais. Quando você ouve sons muito altos por muito tempo, as células ciliadas perdem sua sensibilidade à vibração.

Em alguns casos, as células podem se curvar muito por conta do barulho alto. É isso que causa a sensação de perda auditiva temporária e, depois de algum tempo, as células ciliadas se recuperam do ruído intenso e voltam a se mover.

Entretanto, nos casos mais comuns, as células ciliadas nunca se recuperam. Elas podem estar muito danificadas para continuar funcionando normalmente. Isso leva a perda auditiva permanente. Este tipo de problema auditivo induzido por ruído é quase impossível de se recuperar.

+ Os impactos da perda de audição em crianças

Tempo de uso e volume dos fones

O volume do som nos fones de ouvido e o tempo que você o escuta tem forte influência na ocorrência de um problema auditivo. Fonoaudiólogos e demais especialistas em audição alertam que todo ruído a partir de 85 dB pode causar danos nos ouvidos.

Para você ter uma noção, são necessárias 8 horas de exposição a 80 dB para deteriorar a audição, apenas 1 hora a 89 dB e alguns minutos para 100 dB. E não pense que é muito difícil atingir essa intensidade de som com os fones de ouvido. A maioria dos dispositivos de música atuais pode produzir sons de até 120 dB, o que equivale a um nível de som em um show de rock.

Sabemos que a maioria das pessoas não tem um medidor de nível de som para analisar a intensidade do que está tocando em seus fones de ouvido. Mas não é difícil perceber quando o volume é excessivo. Se as pessoas que estão ao seu redor podem ouvir o que está tocando em seus fones, você definitivamente precisa diminuir o volume.

Se, ao retirar os fones, você ouve um zumbido em seus ouvidos ou sente que o mundo ao redor soa um pouco abafado, é um sinal claro de que o volume está excessivamente alto. Mesmo que a audição volte rapidamente ao normal, você pode estar causando danos permanentes em seus ouvidos.

Como prevenir problemas auditivos

Evitar problemas auditivos causados por fone de ouvido não é difícil. É necessário apenas quebrar alguns hábitos que são prejudiciais. Então, para não estragar seus ouvidos e garantir que ouvir música continua sendo um prazer, aqui estão algumas dicas para usar seus fones de ouvido de forma consciente:

Abaixe o volume

Pode parecer óbvio, mas a perda auditiva induzida por ruído é causada principalmente pela exposição a ruídos muito altos. Portanto, limitar o volume do que você escuta no fone de ouvido é uma mudança simples e que pode proteger sua audição.

A maioria dos smartphones, por exemplo, alerta quando o volume dos fones é prejudicial aos ouvidos. Então, não ignore o aviso ou mantenha o volume em até 60% do nível máximo.

Limite o tempo de exposição

Além de diminuir o volume, você também pode limitar o tempo que utiliza os fones de ouvido para proteger sua audição. Uma boa maneira de ter o controle de tempo e volume é usando a regra 60-60: não escute mais do que 60% do volume máximo por mais de 60 minutos.

Além disso, faça pausas de uma hora a cada duas horas de escuta. Assim, você garante que sua orelha está descansando dos ruídos por um bom tempo.

Use fones com bloqueio de ruído

Muitas vezes, colocamos os fones no volume máximo para abafar outros sons. Contudo, há uma maneira de fazer isso sem prejudicar a audição. Existem modelos de fones de ouvido com bloqueio de ruído. Tais dispositivos abafam o som externo, permitindo que você aproveite sua música com um volume mais baixo e sem se distrair com outros barulhos.

Use modelos externos

Fonoaudiólogos e audiologistas frequentemente recomendam o uso de fones de ouvido over-the-ear. Eles são aqueles fones maiores que ficam sobre a abertura da orelha, em vez de modelos que são colocados diretamente no ouvido. Os fones de ouvido externo aumentam a distância entre o tímpanos e o alto-faltante, diminuindo a chance de perda auditiva induzida por ruído.

Infelizmente, se os seus ouvidos já estiveram danificados por causa dos ruídos dos fones de ouvido, sua audição pode nunca se curar completamente. Entretanto, isso não significa que você nunca vai ouvir bem novamente. Um fonoaudiólogo pode indicar um aparelho auditivo para recuperar sua capacidade auditiva.

Na Otocenter Recife, os profissionais são especializados em encontrar o aparelho auditivo perfeito para suas necessidades e estilo de vida. Para saber mais, conheça nossas soluções auditivas.

Fonte: Direito de Ouvir

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Fumaça de tabaco: o que isso tem a ver com sua audição?

Não é novidade para a maioria das pessoas que cigarros e produtos originados do tabaco podem conter substâncias capazes de acarretar doenças irreversíveis, como problemas pulmonares e até na audição. Fumantes passivos – que apenas inalam a fumaça deixada por outras pessoas – também estão sujeitos a diversas patologias causadas pelo tabaco.

Os problemas começam quando o cheiro forte da fumaça fica impregnado nos cabelos, roupas e até no ambiente da casa, como paredes e o chão. Esses pequenos microrganismos são capazes de adentrar o sistema respiratório de qualquer pessoa que inale afetando gradativamente o canal respiratório e auditivo. Essas situações são comumente encontradas em crianças e adolescentes que são obrigadas a conviver com fumantes.

Caso você seja fumante, é importante ficar atento as pessoas que estão ao seu redor e que respiram o mesmo ar que você. Esses fatores não são só prejudiciais apenas há quem fuma, mas também quem precisa estar no mesmo ambiente. Veja neste artigo alguns perigos que fumantes passivos estão sujeitos caso inalem diariamente fumaças tóxicas.

Leia também: Zumbido em jovens pode indicar futura perda auditiva

Riscos à audição

Um estudo desenvolvido por especialistas da área na Universidade de Nova York, constatou que adolescentes que estão diariamente inalando fumaças tóxicas de tabaco tem o dobro de chance de sofrer perda auditiva do que uma pessoa que não está exposta. Esse problema ocorre na perda auditiva neurossensorial, mas comumente encontrada em idosos.

Incômodos

Fumantes passivos costumam estar sempre com algumas irritações no organismo, como tosses, alergias, problemas para respirar, cefaleias, irritação nos olhos, garganta seca e náuseas. Esses sintomas são efeitos que podem passar em poucos dias ou se agravarem ainda mais, e geralmente acontecem com fumantes passivos que ficam “fechados” em determinados ambientes, como festas ou algum cômodo da casa.

Problemas no pulmão

O pulmão é o principal órgão do corpo humano que filtra as impurezas coletadas pelo ar. Uma vez que jovens e crianças estão expostas à uma fumaça tóxica, a chance de ocorrer doenças pulmonares aumenta em 50%. Uma das patologias mais comuns são bronquite e asma, que em sua maioria atinge adolescentes e crianças muito novas.

Afeta diretamente o coração

Mesmo com o cigarro apagado, a presença dos organismos do tabaco no ar também é extremamente prejudicial ao sistema vascular. Isso pode acarretar no aumento da pressão sanguínea, acidente vascular cerebral, infarto e outras condições relacionadas aos organismos vasculares.

Maior risco de câncer

Não são só fumantes que podem sofrer de riscos à saúde do pulmão. Crianças e adolescentes expostos ao tabagismo diariamente podem também ter chances de contrair a doença. Isso porque mesmo depois que o cigarro é apagado, a fumaça é instaurada em propriedades como roupas, sapato e cabelos, e devido aproximação, o indivíduo inala aqueles organismos presentes no cigarro normalmente.

Alterações comportamentais

Algumas crianças que convivem diariamente com fumantes podem sofrer alterações comportamentais negativamente, apresentando quadros de irritação e agressividade, além de problemas que dificultam o aprendizado normal da criança.

Fonte: Direito de ouvir

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Voz: você sabe como preservar a sua?

A voz é um importante meio para a comunicação. E a maioria da população negligencia ou desconhece a dimensão dos efeitos negativos que os excessos com a voz podem causar.

Entre os principais sintomas de alerta para problemas vocais, separamos os sintomas listados abaixo, que podem corresponder a diversos problemas:

  1. Rouquidão;
  2. Tosse frequente;
  3. Alterações no timbre da voz;
  4. Pigarro;
  5. Dor ou cansaço para falar.

Leia também: Tosse: tipo, causas e o que fazer

Laringites

A causa mais frente de alteração na voz é a laringite. Ela decorre de uma infecção viral ou bacteriana na laringe e cordas vocais. Muitas vezes está associada a sintomas de gripe e resfriados (dor de cabeça, obstrução nasal, coriza e tosse). A rouquidão nestes casos tem resolução em poucos dias.

Nódulos, cistos, pólipos

Entre as doenças da voz temos alterações benignas como nódulos (calos vocais), pólipos e cistos nas pregas vocais. Os pacientes com algum desses problemas apresentam rouquidão mais prolongada. Podem ocorrer também cansaço ou dor (na garganta) para falar.

Câncer

A doença maligna é o câncer, que pode atingir as pregas vocais ou outras partes da laringe (garganta). Nestes casos a duração da rouquidão é maior. Pode ocorrer ainda dor para falar ou engolir além de surgimento de gânglios (ínguas) no pescoço.

O câncer de laringe é mais frequente em tabagistas. A associação do fumo com a ingestão de bebidas alcoólicas aumenta as chances de ocorrência de um câncer. Leia mais sobre os riscos de fumar no post sobre Tagabismo.

Quando procurar um médico?

Caso a rouquidão seja contínua e dure mais de 30 dias ela deve ser investigada. Ou se você tiver alguma duvida sobre sua qualidade vocal!

Atenção

Apesar de muitas vezes a voz rouca ser considerada “normal”, uma rouquidão sugere um problema nas cordas vocais. Quando estamos sem voz e continuamos a falar a tendência é que ocorra uma piora da qualidade da voz. Ou seja, ficamos cada vez mais roucos. E isso também significa mais inflamação ou lesão nas provas vocais. Em alguns casos essa inflamação provoca uma cicatriz, ou seja, uma rouquidão mais permanente. Por isso fique atento à sua voz e cheque as dicas abaixo para preservar a voz.

Leia também: Qual impacto das bebidas geladas na dor de garganta? 

Algumas dicas para manter uma boa qualidade vocal!

  • Não gritar ou falar alto;
  • Evite falar em tom que não seja o seu;
  • Evite cochichar;
  • Falar pausadamente com boa articulação das palavras;
  • Não fumar;
  • Evite bebidas gasosas ou alimentos que causem dificuldades de digestão;
  • Evite bebidas alcoólicas;
  • Evitar falar excessivamente durante exercícios físicos, quando gripado ou com alguma crise alérgica;
  • Realize pausas para repouso vocal durante o trabalho;
  • Beber bastante agua (temperatura fresca ou ambiente);
  • Não pigarrear excessivamente;
  • Evite ambientes com poeira, mofo ou cheiros fortes.

 

Fonte: MedPrimus

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Por que os jovens gostam de música alta e quais os prejuízos disso?

Aquela música alta que o seu filho ou filha escuta no fone de ouvido não é para te enlouquecer. Embora exista esse bônus, há razões científicas que justificam a preferência pelo som alto.

Lá atrás, quando surgiram os primeiros aparelhos portáteis para ouvir músicas, já era comum a imagem os pais pedindo pra que os filhos diminuíssem o volume. Porém, só recentemente começaram a surgir pesquisas tentando entender a causa de adolescentes gostarem tanto de ouvir música no último volume. Como também os efeitos positivos e negativos por trás disso.

Leia também: Você sabia que o teste auditivo previne danos permanentes?

Um estudo dinamarquês cita que os três principais motivos pelos quais os adolescentes amam música alta são: eles se sentem bem, podem apreciar melhor a música e obter mais energia e disposição.

Os 3 motivos para os jovens preferirem música alta:

Alívio do estresse

Estudos sobre o sáculo, uma minúscula parte do ouvido interno, explicam porque bons sentimentos e energia aparecem ao ouvir música alta. Resumidamente, o volume alto estimula o sáculo, que tem conexões diretas com áreas de prazer no cérebro. Quanto mais alta a música, mais o cérebro libera endorfinas, o “hormônio do prazer”.

Bloqueio do mundo externo

Na adolescência, muitas vezes, passamos pela sensação de ser incompreendido, sem seu lugar no mundo. Nesses casos, a música alta funciona como um escudo capaz de bloquear as coisas ao redor, mantendo o indivíduo em seu próprio espaço por um momento.

Isso acontece porque a música toma conta do cérebro, sobrecarregando os outro sentidos de maneira semelhante ao álcool ou as drogas. É como se a pessoa não pudesse se concentrar em outras coisas ao ouvir música alta.

Por vezes, bloquear o mundo e aproveitar as sensações proporcionadas pela música é um instrumento de defesa ou até mesmo uma experiência necessária quando somos jovens.

É um estimulante

Como a música alta pode ser comparada a outros estímulos como cafeína, exercícios e álcool, ela aumenta a freqüência cardíaca e a freqüência corporal. E isso te deixa mais animado(a) e disposto(a) a gastar sua energia. Mas qual a consequência desse ato a médio/longo prazo?

Prejuízos para audição 

Apesar de causar sensações positivas, ouvir música alta excessivamente pode causar problemas auditivos. E é uma das principais causas da perda auditiva em jovens.

Por possuírem hábitos arriscados para audição, incluindo ouvir música alta nos fones de ouvido e maior freqüência em festas e shows, nesses locais, os níveis de som podem chegar a 120 dB. O limite confortável para audição humana é de até 85 dB.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), essa prática (música alta nos fones de ouvido ou em eventos) pode levar 1,1 bilhão de jovens a perda auditiva nos próximos anos. Na maioria dos casos, a perda auditiva induzida por ruídos pode ser tratada com aparelhos auditivos.

É importante o cuidado para essas questões e os exames de rotina para verificar a qualidade da audição.

 

Fonte: Direito de Ouvir

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Você sabia que o teste auditivo previne danos permanentes?

Os danos as células nervosas do aparelho auditivo podem ser causados por coisas simples e cotidianas, principalmente nos tempos de hoje. Como por exemplo, fazendo uso de fones de ouvido para assistir vídeos, músicas e séries favoritas.

Para evitas esses danos, que são irreversíveis, é importante fazer o teste de audição, conhecido também como audiometria. Ele identificará qualquer tipo de distúrbio, avaliando a qualidade de audição do paciente.

Caso seja identificado qualquer tipo de anormalidade durante o teste, o médico especialista avalia o tipo da alteração, medindo também o grau do mesmo. Com esse diagnóstico, haverá uma orientação ao paciente sobre o tratamento adequado, a fim de evitar o seu agravamento.

Leia também: A importância do olfato e paladar na sua saúde geral

É necessária a realização do teste auditivo?

Somente no Brasil, cerca de 10 milhões de pessoas possuem algum tipo de deficiência auditiva, e as causas são diversas, por pessoas de idades distintas. Por esta razão, o acompanhamento é fundamental no primeiro sinal de dificuldade para ouvir.

Quando negligenciado os sintomas e a realização do teste de audição, as complicações podem ser maiores, como a surdez permanente.

Mesmo que não haja um sintoma específico, é fundamental o teste. Você pode inseri-lo na lista de check-up anual. Pois, o exame é capaz de detectar distúrbios silenciosos que se apresentam discretamente até a sua evolução,e, identificados precocemente, serão corrigidos de forma simples com os aparelhos auditivos.

A importância da audiometria 

Como estamos constantemente expostos a poluição sonora, principalmente nas grandes cidades, os cuidados e acompanhamento com o sistema auditivo devem ter relevância.

Buzinas, músicas, os sons no percurso do trabalho, faculdade e casa, motores; ao nosso entendimento, são vistos como parte do cotidiano, porém, causam prejuízos. E ainda, se aliados aos maus hábitos, que adquirimos ao longo dos anos, como: fone de ouvido no volume máximo, conversas em excesso ao telefone, exposição em ambientes com ata freqüência sonora sem a devida proteção, são uma das principais causas da perda auditiva moderna.

Cuidando da sua saúde auditiva, através de medidas simples, como o teste auditivo, você previne e evita danos maiores e garante qualidade de vida.

 

 

Fonte: Direito de Ouvir

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Obesidade e perda auditiva: você sabia que há relação?

Que obesidade é coisa séria todos já sabem. E os benefícios de perder peso são muitos, além de se manter saudável, voltar a usar aquele velho jeans pode ser motivo de muita satisfação. E agora, você tem mais uma razão: é uma forma de ajudar a proteger a sua saúde auditiva.

É isso mesmo. Embora muitas causas da perda auditiva sejam obvias, como envelhecimento e exposição prolongada a sons altos, outros fatores não são tao aparentes, entre eles, o seu peso.

Muitos estudos demonstram que a obesidade pode se tornar uma causa da perda auditiva, apontando que a sua audição está conectada a sua saúde de forma geral e como é importante manter um estilo de vida saudável.

Obesidade e perda auditiva

Você deve estar se perguntando como o seu peso interfere no que você ouve. A resposta não é tao complicada quanto você pode estar imaginando.

Nosso ouvido tem minúscula células ciliadas que detectam o som no ouvido interno e enviam para o cérebro. Mas, para funcionar perfeitamente, o ouvido precisa de um fluxo estável de sangue e de oxigênio.

O problema é que a obesidade causa uma série de problemas de saúde, incluindo os problemas vasculares que prejudicam o fluxo sangüíneo nos ouvidos e afetam diretamente a sua capacidade de ouvir.

Um estudo americano acompanhou cerca de 68 mil mulheres ao longo de 20 anos. O resultado mostrou que aquelas com menor índice corporal e que realizaram mais atividades físicas tiveram 17% a menos de chances de desenvolver perda auditiva. Já aquelas com sinais de obesidade foram até 27% mais propensas a perder a audição. O resultado variou de acordo com a gravidade e de suas preocupações com o peso.

LEIA TAMBÉM: Como se adaptar a perda de audição?

Outras condições relacionadas a obesidade

A questão cardiovascular é apenas uma causa da perda auditiva relacionada a obesidade. Estar acima do peso pode contribuir para o surgimento de outras doenças que prejudicam a audição.

Um exemplo é a diabetes: cerca de 90% dos pacientes com diabetes tipo 2 estão com sobrepeso ou obesidade e possuem o dobro de chances de desenvolver perda auditiva.

Outro exemplo é a doença cardíaca: condição reduz a circulação no corpo, prejudicando o fornecimento de sangue e oxigênio necessários para manter a sua audição saudável.

Corpo saudável, audição saudável 

Se alimentar de forma equilibrada e fazer exercícios regularmente, é a melhor maneira de se manter uma boa saúde. Caminhadas e corridas, exercícios cardiovasculares, manterão a sua audição em perfeito estado.

Vale salientar que é importante que a mudança de habito seja feita com acompanhamento profissional, garantindo assim, o equilíbrio entre as suas necessidades e limitações.

Quaisquer alterações na sua audição, procure o seu profissional de saúde auditiva para que seja feito o monitoramento correto, com a devida assistência.

 

Fonte: Direito de Ouvir

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Quem sofre com enxaqueca pode ter mais chance de perda auditiva

A enxaqueca tem algumas características marcantes, que, para quem costuma ter crises, não é nenhuma novidade. estão entre a intensa dor de cabeça, acompanhada a sensibilidade a luz e som, náuseas e problemas de visão, entre outros.

Essa doença atinge creca de 31 milhões de brasileiros e pode abrir portas para outros problemas de saúde, e a perda auditiva, é uma delas.

Diversos estudos demonstram que pessoas que sofrem de enxaqueca podem ter mais chances de desenvolver alguma dificuldade auditiva, do que aqueles que não padecem com as dores de cabeça.

LEIA TAMBÉM: Como será o aparelho auditivo no futuro?

Enxaqueca e e perda auditiva

E de que forma uma doença neurológica poderia estar associada a sua audição? De diversas formas, é o que responde um estudo publicado no American Journal of Otolaryngology.

Entre as descobertas, os pesquisadores evidenciaram que dois terços dos pacientes com enxaqueca tinham mais anormalidades nos testes eletrofisiológicos auditivos – inclusive entre aqueles com audição normal. É utilizado no teste emissões otoacústicas, que serve para identificar alterações precoces na orelha interna, que futuramente, podem aparecer como perda auditiva.

A sugestão dos pesquisadores é de que a falta de fluxo sangüíneo nas células ciliadas da cóclea causada pela enxaqueca pode prejudicar o funcionamento do sistema auditivo. Com o passar do tempo, isso pode resultar em perda auditiva neurossensorial, o tipo mais comum e que geralmente é tratada com aparelhos auditivos.

Também foi realizado um outro estudo em Taiwan comprovando a ligação entre as duas as duas doenças. Segundo os pesquisadores, a enxaqueca aumenta em ate 50% as chances de uma adquirir perda auditiva neurossensorial súbita (SSHL – sigla em inglês).

Essa condição rara é caracterizada por uma perda de audição rápida e sem explicação em uma ou ambas orelhas,  que ocorre imediatamente ou em alguns dias. Embora seja difícil determinar uma causa da perda auditiva súbita, a associação desse problema auditivo e a enxaqueca fornecem algumas pistas para os cientistas.

Além de que, as pessoas que sofrem com enxaqueca, costumam ter uma maior incidência de zumbido no ouvido, em comparação com a população comum.

O que fazer?

O apontamento desses dados não serve para assustar você, que tem enxaqueca, e sim, para alertá-lo. Se você costuma ter essas crises, é importante intensificar a atenção com a sua saúde auditiva.

Se esse é o seu caso, o mais recomendável é que você faca um acompanhamento neurológico, visando encontrar um tratamento adequado de acordo com a gravidade da enxaqueca.

LEIA TAMBÉM: 9 curiosidades sobre a perda auditiva e formas de prevenção 

Também é importante realizar o teste de audiometria  com freqüência para evitar que a dor de cabeça se torne uma causa da perda auditiva. Com o tratamento adequado é possível identificar problemas auditivos precocemente.

No caso da perda auditiva súbita, é primordial que você busque ajuda médica imediatamente para realizar testes de audição e uma ressonância magnética do cérebro, caso necessário. O tratamento envolve esteróides e, quando a perda é irreversível, os aparelhos auditivos ou implantes cocleares podem ajudar a recuperar parte da audição.

Fonte: Direito de Ouvir 

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Conheça as principais causas do ouvido entupido

A sensação do ouvido entupido costuma incomodar bastante e pode ter diversas causas, desde as mais simples, como por exemplo, a mudança de altitude, seja na decolagem de um avião ou descida de uma serra, como outras causas que precisam de orientação médica.

O excesso de cera no canal auditivo é também um dos fatores que pode trazer esse incômodo. A entrada de água e uso de hastes flexíveis podem empurrar a cera para o fundo do conduto, causando assim, o entupimento e dores no ouvido. Nesses casos, é importante buscar um especialista para que o cerume seja removido.

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Outro caso comum de entupimento, é na prática de natação ou mesmo no banho, e o ideal, é que não seja tomada nenhuma medida caseira para o problema, visto que, pode-se agravar a situação. O acúmulo de água pode gerar infecção no ouvido, que são o caso das otites. A procura do otorrinolaringologista é fundamental para saber se houve algum dano.

A disfunção na trompa de Eustáquio também tem como sintoma o ouvido entupido. Problema que atinge, aproximadamente 30% da população, causando obstruções recorrentes, como também otite, meningite e até mesmo perda auditiva. A trompa de Eustáquio faz comunicação entre o nariz com o ouvido e tem a função de ventilar e drenar o ouvido médio. Quando está obstruída, o ar não passa, provocando sintomas como autofonia, sensação de ouvido tapado e zumbido. Geralmente, a solução é cirúrgica.

LEIA TAMBÉM: Disfunção da trompa de Eustáquio: o que é e como tratar?

Seja qual for a causa do entupimento do ouvido, vale ressaltar que é contraindicado o uso de remédios sem orientação médica, visto que, sem entendimento da causa do problema, podem haver implicações por conta de uso inadequado. Assim como a introdução de outros objetos ou hastes flexíveis também não é recomendado, pois podem haver danos irreversíveis a membrana timpânica, provocando perda auditiva. Ao menor sinal de ouvido entupido, procure um especialista.

 

Fonte: Direito de ouvir

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A automedicação e os seus perigos!

Dor de cabeça, dor de estômago, dor nas costas. Gases, má digestão, queimação. Resfriado, coriza, febre. O pulso ainda pulsa. E a vida segue.

Todo mundo tem uma farmácia particular de remédios sem tarja (ou de plantas medicinais) para lidar com esses contratempos de saúde. Se a população fosse ao pronto-socorro ao primeiro sinal de azia, os hospitais estariam ­sobrecarregados de pacientes com sintomas leves que provavelmente serão curados sozinhos. O comprimido acelera a recuperação ou ajuda a atenuar o desconforto até o ciclo chegar ao fim.

Mas a automedicação começa a se tornar um problema sério quando vira rotina. Ou então, que ninguém nos ouça, se tiver remédio tarjado nesse balaio. Não só porque sintomas recorrentes podem indicar algo mais sério, mas porque todo medicamento tem potencial de delinquência quando corre solto nas suas veias. Hora de saber mais sobre a vida secreta das drogas autoprescritas mais populares do Brasil.

 

Tylenol

PRINCÍPIO ATIVO: Paracetamol

EFEITOS DESEJADOS: O remédio diminui o envio de mensagens aos receptores de dor e atua na regulação da temperatura do corpo, baixando a febre. Quando o paracetamol é metabolizado pelo fígado, uma pequena parte se transforma em uma substância tóxica, a NAPQI, que na maioria dos casos é rapidamente eliminada.

EFEITOS INDESEJADOS: Para adultos, a partir de 4 gramas por dia ou 1 g de uma vez só, o fígado pode não dar conta de toda a NAPQI produzida. Nesse caso, aumenta o risco de lesões irreversíveis e falência do órgão. As crianças são ainda mais vulneráveis.

Parte das overdoses de paracetamol é intencional, mas existe um grande número de pessoas que passa da medida sem perceber. Ou porque acha que a droga é 100% segura — e nenhuma é — ou por desconhecer que muitos outros remédios para dor, coriza, febre, alergia e inflamação contêm o princípio ativo.

Digamos que você tome um Tylenol para febre (750 mg de paracetamol) e um Resfenol (400 mg) para coriza, congestão nasal e outros desconfortos do resfriado. É 1,55 grama por dose, o que já traz riscos para o fígado, já que o órgão metaboliza melhor até 1 grama de cada vez.

Bom, essa dosagem quatro vezes ao dia dá 6,2 gramas, enquanto o ideal para não sobrecarregar o fígado é de 4 gramas para baixo. Se você ainda por cima mandar aquele remedinho para relaxar a musculatura depois de um dia tenso no trabalho, a conta aumenta. Um comprimido de Torsilax, o décimo medicamento mais vendido no Brasil em 2015 e o segundo em faturamento, coloca 300 mg de paracetamol a mais na sua corrente sanguínea. Se suas noites forem frequentemente banhadas a três doses de álcool, o fígado, que a essa altura estará tomando uma lavada das NAPQIs, vai pedir para sair. Tomar paracetamol para curar ressaca, então, é apagar fogo com gasolina.

Em 2011  e 2014 , o FDA alertou os médicos para que deixem de prescrever drogas que contenham mais de 325 mg de paracetamol em combinação com outras substâncias. É uma tentativa de desestimular o consumo casado, de mais de um remédio com o mesmo princípio ativo, que pode levar a uma overdose acidental.

 

 

Neosaldina

PRINCÍPIOS ATIVOS: Dipirona, mucato de isometepteno e cafeína.

EFEITOS DESEJADOS: A dipirona diminui a dor e a febre, o isometepteno e a cafeína reduzem o calibre dos vasos sanguíneos do cérebro, enfraquecendo a dor.

EFEITOS INDESEJADOS: Não precisa nem exagerar no consumo para se expor a dois efeitos colaterais raros, mas potencialmente fatais da dipirona. Um é a diminuição da quantidade de células do sangue, como glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. Outro, especialmente em asmáticos, é o choque anafilático, reação alérgica grave que pode acontecer mesmo em quem está acostumado a usar a medicação. Esses riscos levaram muitos países129 a proibir a dipirona, como os EUA e a Austrália.

Outro problema com os remédios contra dor de cabeça é que eles podem diminuir a capacidade do corpo de liberar endorfinas, nossos analgésicos interiores. O uso exagerado cria resistência, quando é preciso uma dose maior para surtir efeito, e mascara outros distúrbios, que se tornam crônicos. Por exemplo, se o incômodo vem de uma sinusite mal curada, o comprimido alivia o sintoma, mas não resolve a causa. A ­inflamação na face vai ficando cada vez mais difícil de tratar. E a dor só piora.

 

Dorflex

PRINCÍPIOS ATIVOS: Dipirona, citrato de orfenadrina e cafeína.

EFEITOS DESEJADOS: A dipirona e a cafeína reduzem a dor e a orfenadrina inibe os comandos de contração involuntária dos músculos, produzindo relaxamento.

EFEITOS INDESEJADOS: Além dos problemas da dipirona, a superdosagem de orfenadrina é potencialmente tóxica. A ingestão de 2 g a 3 g dessa substância pode levar à morte. Os efeitos colaterais do Dorflex vão de boca seca e alterações nos batimentos do coração até alucinações, tremor, agitação e, em doses altas, delírio e coma.

 

 

Aspirina

PRINCÍPIO ATIVO: Ácido acetilsalicílico.

EFEITOS DESEJADOS: A aspirina é três em um. Em baixas dosagens, até 1 g, funciona contra dor e estágios leves de febre. Acima dessa quantidade, inibe processos inflamatórios, principalmente as artrites.

EFEITOS INDESEJADOS: A overdose costuma acontecer de forma acidental, principalmente com idosos, que usam doses maiores do remédio, e crianças pequenas. Oito comprimidos são suficientes para aumentar o risco de excesso de acidez no sangue e baixa acentuada de glicose, causando choque cardiovascular e insuficiência respiratória — distúrbios que podem levar à morte. Por causar queda nos níveis de açúcar, qualquer dosagem de aspirina pode causar hipoglicemia em diabéticos que tomam medicamentos para controlar a doença.

A aspirina e outros anti-inflamatórios também não devem ser usados antes de procedimentos cirúrgicos, mesmo os mais simples, como arrancar um dente ou uma unha encravada. Quando existe um corte na pele, as plaquetas se juntam e formam tampões para não deixar o sangue escapar. A aspirina inibe essa agregação e deixa a porta aberta para hemorragias.

Usar o remédio junto com outro anti-inflamatório ou álcool também é mau negócio: aumenta as chances de úlcera e sangramentos estomacais e intestinais severos.

 

Neosoro

PRINCÍPIO ATIVO: Cloridrato de nafazolina.

EFEITOS DESEJADOS: Desentupidor de nariz não é tudo igual. Alguns são soluções estéreis, sem químicos nem conservantes, apenas com água e 0,9% ou 3% de sal (cloreto de sódio). Outros têm também o cloreto de benzalcônio. E os mais vendidos carregam um terceiro ingrediente na fórmula, a nafazolina, que é um remédio. A água com sal hidrata a mucosa e dissolve o muco, desgrudando a meleca para que ela saia dali. O benzalcônio é um conservante com ação germicida. E a nafazolina é um químico que contrai os vasos sanguíneos, diminuindo o inchaço das mucosas e facilitando a passagem do ar.

EFEITOS INDESEJADOS: Os sprays de água e cloreto de sódio não têm contraindicação a não ser para quem é sensível aos componentes ou para hipertensos que usam as formulações com concentração maior de sal, de 3%. O benzalcônio pode causar alergia. A nafazolina tende a induzir tolerância, efeito rebote e dependência psicológica. É que, poucas horas depois da aplicação, o edema volta e é preciso repetir a dose. Com o tempo, o corpo acostuma e pede uma quantidade maior para entregar o mesmo efeito. Aí acontece a rinite medicamentosa, causada pela droga. Você nunca sara e ainda passa a acreditar que só vai conseguir respirar com a medicação. Provavelmente, a essa altura já estará devorando nafazolina pelo nariz, o que pode aumentar a pressão sanguínea e trazer problemas para o coração.

 

 

A automedicação e a autoprescrição, de qualquer forma, alimentam uma cultura enganosa, que acredita no poder supremo dos comprimidos — uma crença ruim, já que nos faz usar remédios de forma errada e em momentos em que eles são desnecessários.

 

Fonte: Superinteressante

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