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Saiba reconhecer os transtornos vocais

Nunca negligencie a rouquidão. Embora o problema pareça inofensivo, os transtornos vocais podem indicar tanto inflamações passageiras quanto infecções mais graves, distúrbios e nódulos benignos ou malígnos.

A Academia Brasileira de Laringologia e Voz relata que cerca de 30% da população brasileira não procura tratamentos apropriados mesmo diante de rouquidão persistente, comprometendo as pregas vocais, popularmente conhecidas como cordas vocais.

Alerta aos descuidados

A rouquidão é uma manifestação caracterizada pela falha da voz ou mudança repentina na entonação, causada por males que afetam a região da laringe. As causas mais comuns são inflamações agudas ou crônicas nesse órgão.

Em casos mais graves a rouquidão pode ser provocada por pólipos, lesões, nódulos ou tumores.

Riscos

Entre os fatores que colaboram para a manifestação de doenças na laringe estão o uso do tabaco, uso inadequado da voz, abuso no consumo de álcool, alergias respiratórias, doenças cardíacas, refluxo e até mesmo o clima seco.

Se a rouquidão perseguir por mais de 6 dias, é de extrema importância procurar um otorrinolaringologista.

Cuidados

A rouquidão e transtornos vocais podem ser causadas por gripes, resfriados e laringites. Nesses casos o tratamento é mais simples, geralmente medicamentoso.

O que devo fazer para prevenir a rouquidão?

  • Falar em tons médios;
  • Hidratar bem o organismo (entre seis e oito copos de água por dia);
  • Evitar excessos alimentares antes de usar a voz profissionalmente;
  • Evitar choques térmicos;
  • Poupar a voz durante crises alérgicas, estados gripais, períodos pré-menstruais;
  • Buscar auxílio médico especializado ao observar tosses, pigarros e alterações na voz que perdurem por mais de duas semanas;

+ Como identificar problemas auditivos em crianças?

Diagnóstico

Para confirmação da existência de lesões na laringe, o otorrinolaringologista realiza a videolaringoscopia, exame que identifica a procedência do traumatismo.

Há diversos fatores para a rouquidão, o diagnóstico preciso e ágil previne problemas mais graves. Lembre-se de jamais negligenciar uma alteração vocal, pois uma simples mudança na voz pode ser sinal de possíveis problemas maiores.

Se você perceber que está ficando rouco frequentemente, que sua voz tem falhado e causado incômodo, procure um profissional especializado, o procedimento não é invasivo e dispensa o pós-operatório.

Caso os sintomas de rouquidão persistam, procure imediatamente um otorrinolaringologista.

Fonte: OtorrinoMed

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Hastes flexíveis dentro do ouvido pode?

Como você limpa os seus ouvidos? Se você põe hastes flexíveis com algodão – conhecidos popularmente no Brasil como cotonetes, marca registrada da Johnson & Johnson – dentro do canal auditivo, especialistas indicam que você deve parar de fazer isso o quanto antes.

Com o uso de “cotonetes” dentro do ouvido, a cera acumulada é empurrada para dentro do canal auditivo, o que pode ocasionar uma obstrução, chamada de cerume impactado.

“As pessoas têm uma inclinação para limparem os seus ouvidos porque acreditam que a cera seja uma indicação de sujeira. Essa informação errada leva a hábitos de saúde que não são seguros”, Segundo Seth R. Schwartz, médico e responsável pela atualização do manual de boas práticas de cuidados com os ouvidos, da Academia Americana De Cirurgiões de Otorrinolaringologia, Cabeça e Pescoço.

O cerume tem funções importantes para nossos ouvidos: proteger contra danos causados por água, corpos estranhos, infecções ou mesmo algum tipo de trauma. O próprio organismo humano se encarrega de eliminar o que é necessário, seja durante o dia, enquanto você mastiga sua comida, ou na hora do banho.

“Os pacientes costumam pensar que estão prevenindo o acúmulo de cera limpando suas orelhas com hastes flexíveis, clipes de papel, cones auriculares ou qualquer outra coisa inimaginável que as pessoas colocam nos seus ouvidos. O problema com essa iniciativa de eliminar a cera está apenas criando mais problemas, porque a cera é somente empurrada e compactada para dentro do canal do ouvido”, segundo Schwartz.

Essencialmente, qualquer coisa que você colocar no canal do ouvido pode causar danos temporários ou permanentes, como a surdez.  

No caso de acúmulo anormal de cera, você deve procurar um médico, que poderá realizar o procedimento de limpeza com segurança. Segundo a academia americana, esse problema atinge, em média, 1 em cada 10 crianças e 1 em cada 20 adultos.

Não é só a instituição dos Estados Unidos que contesta o uso de hastes flexíveis dentro do canal auditivo. A Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial também diz o seguinte: “Para limpar os ouvidos corretamente é necessário apenas um pano ou lenço de papel. Os médicos advertem: “hastes flexíveis podem machucar o canal auditivo e até causar perdas na audição”.

O Hospital do Servidor Público Estadual do Governo de São Paulo também tem um artigo sobre prevenção de problemas auditivos, no qual indica o uso incorreto de hastes flexíveis como um dos fatores que causa mais problemas. “Seu uso deve ser feito apenas na parte externa. Em nenhuma situação deve ser introduzido no canal”, de acordo com o hospital.

O Hospital Paulista, localizado em São Paulo e especializado em ouvido, nariz e garganta, ressalta que o uso dos hastes flexíveis deve ser feito somente na parte externa, nas dobrinhas da orelha, nunca dentro do “furinho”.

Os especialistas indicam que você pode limpar os ouvidos com toalhas macias.

+ Problema no ouvido pode ser sinal de patologia ou infecção

Mas é tão bom…

A sensação de colocar hastes flexíveis dentro do canal auditivo é gostosa. Isso acontece porque o ouvido é cheio de nervos com fibras sensitivas, que levam esse estímulo para o cérebro.

O estímulo provocado pelas hastes é semelhante ao alívio gerado quando você está com coceira nas costas e consegue coçar. No entanto, é recomendada a limpeza do ouvido com uma toalha ou lenço de papel.

Fonte: Exame


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Por que os jovens gostam de música alta e quais os prejuízos disso?

Aquela música alta que o seu filho ou filha escuta no fone de ouvido não é para te enlouquecer. Embora exista esse bônus, há razões científicas que justificam a preferência pelo som alto.

Lá atrás, quando surgiram os primeiros aparelhos portáteis para ouvir músicas, já era comum a imagem os pais pedindo pra que os filhos diminuíssem o volume. Porém, só recentemente começaram a surgir pesquisas tentando entender a causa de adolescentes gostarem tanto de ouvir música no último volume. Como também os efeitos positivos e negativos por trás disso.

Leia também: Você sabia que o teste auditivo previne danos permanentes?

Um estudo dinamarquês cita que os três principais motivos pelos quais os adolescentes amam música alta são: eles se sentem bem, podem apreciar melhor a música e obter mais energia e disposição.

Os 3 motivos para os jovens preferirem música alta:

Alívio do estresse

Estudos sobre o sáculo, uma minúscula parte do ouvido interno, explicam porque bons sentimentos e energia aparecem ao ouvir música alta. Resumidamente, o volume alto estimula o sáculo, que tem conexões diretas com áreas de prazer no cérebro. Quanto mais alta a música, mais o cérebro libera endorfinas, o “hormônio do prazer”.

Bloqueio do mundo externo

Na adolescência, muitas vezes, passamos pela sensação de ser incompreendido, sem seu lugar no mundo. Nesses casos, a música alta funciona como um escudo capaz de bloquear as coisas ao redor, mantendo o indivíduo em seu próprio espaço por um momento.

Isso acontece porque a música toma conta do cérebro, sobrecarregando os outro sentidos de maneira semelhante ao álcool ou as drogas. É como se a pessoa não pudesse se concentrar em outras coisas ao ouvir música alta.

Por vezes, bloquear o mundo e aproveitar as sensações proporcionadas pela música é um instrumento de defesa ou até mesmo uma experiência necessária quando somos jovens.

É um estimulante

Como a música alta pode ser comparada a outros estímulos como cafeína, exercícios e álcool, ela aumenta a freqüência cardíaca e a freqüência corporal. E isso te deixa mais animado(a) e disposto(a) a gastar sua energia. Mas qual a consequência desse ato a médio/longo prazo?

Prejuízos para audição 

Apesar de causar sensações positivas, ouvir música alta excessivamente pode causar problemas auditivos. E é uma das principais causas da perda auditiva em jovens.

Por possuírem hábitos arriscados para audição, incluindo ouvir música alta nos fones de ouvido e maior freqüência em festas e shows, nesses locais, os níveis de som podem chegar a 120 dB. O limite confortável para audição humana é de até 85 dB.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), essa prática (música alta nos fones de ouvido ou em eventos) pode levar 1,1 bilhão de jovens a perda auditiva nos próximos anos. Na maioria dos casos, a perda auditiva induzida por ruídos pode ser tratada com aparelhos auditivos.

É importante o cuidado para essas questões e os exames de rotina para verificar a qualidade da audição.

 

Fonte: Direito de Ouvir

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