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Rinite gestacional: como tratar?

Sabemos que muitas grávidas preferem não fazer alguns tratamentos, pois têm medo de prejudicar o bebê; no entanto, se esses sintomas têm aparecido com frequência, você pode estar com Rinite Gestacional.

A Rinite Gestacional é um problema comum durante a gestação e atinge de 20 a 40% das grávidas (principalmente nos 2º e 3º trimestres da gravidez). Uma vez diagnosticada, é necessário tratá-la o quanto antes, para evitar os riscos que ela pode trazer a você e ao seu bebê.

O que é a Rinite Gestacional?

De acordo com especialistas da Universidade Federal de São Paulo, a Rinite durante a gestação é diferente da rinite gestacional. A rinite durante a gestação inclui todos os tipos de rinite (não alérgica, medicamentosa, alérgica etc.), e elas estão presentes antes, durantes e depois da gestação.

Já a rinite gestacional é uma obstrução nasal, ocorre no 2º ou 3º trimestre da gestação e dura 6 semanas ou mais. Ela não está presente antes da gravidez. Caso você já tenha rinite antes de engravidar, os sintomas podem piorar durante a gestação. Geralmente, a causa dessa rinite é hormonal e ocorre por causa dos níveis de estrogênio, que aumentam na gravidez.

Riscos da rinite gestacional

Aquelas acometidas pela obstrução do nariz causada pela rinite gestacional acabam inalando menos óxido nítrico (NO). A redução de NO no corpo pode levar a:

  • Hipertensão materna;
  • Retardo do crescimento intrauterino;
  • Pré-eclâmpsia;
  • Menores pontuações na escala de Apgar para o recém-nascido.

Outro problema é o uso de descongestionantes nasais em excesso, o que pode causar uma rinite medicamentosa que não se resolve depois do parto.

Como saber se você tem Rinite Gestacional ou resfriado?

É importante fazer um diagnóstico em um hospital especializado em otorrinolaringologia. Você pode procurar uma clínica caso comece a sentir uma obstrução nasal que já existia antes da gravidez.

O diagnóstico só será positivo caso você tenha piora no padrão ou caso haja algum sintoma que cause impactos consideráveis em sua qualidade de vida.

obstrução nasal da rinite, sendo gestacional ou não, pode causar apneia obstrutiva do sono, ronco e piora na qualidade do sono.

Já o resfriado ou a gripe não contam só com a congestão nasal. Além disso, podem aparecer dores na garganta, no corpo, febres e tosses, e essas doenças duram, no máximo, 10 dias.

Principais formas de tratar essa Rinite durante a gravidez

A nossa primeira dica é evitar consumir medicamentos sem consultar uma clínica especializada antes – é importantíssimo contar com a prescrição médica. Usar qualquer medicamento por conta própria pode causar más-formações no feto – e o risco é maior nos 3 primeiros meses.

Caso o incômodo seja muito grande e você precise de um alívio até a consulta, você pode fazer lavagem nasal com soro fisiológico. Ele pode reduzir os sintomas da Rinite, seja gestacional ou não.

Por mais que alguns remédios sejam liberados para gestantes, é importante usá-los sob orientação médica. Por isso, procure um otorrinolaringologista, ginecologista ou obstetra para te ajudar.

Dicas importantes para melhorar os sintomas

  • Ponto de atenção: jamais use gotas nasais descongestionantes (elas criam uma dependência química e prejudicam o seu bebê);
  • Em caso de sangramento, não deite por completo, porque o sangue pode retornar para o nariz. Em vez disso, eleve a cabeça;
  • Faça exercícios físicos para melhorar o sono e controlar o peso;
  • Use soluções salinas para lavagem nasal, o que pode aliviar temporariamente os sintomas;
  • Mantenha as janelas abertas, para arejar a casa;
  • Evite espanadores, vassouras e tudo o que levanta poeira. Prefira os panos umedecidos;
  • Evite também o contato com animais. Caso você os tenha em casa, não deixe que eles subam em estofados ou camas.

Ficou com alguma dúvida sobre algum dos pontos que falamos aqui? Se você precisa saber mais sobre a Rinite Gestacional e quer uma informação mais detalhada, entre em contato conosco.

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Quais indicativos para um problema no ouvido?

Uma dor anormal dentro da orelha ou um zumbido incômodo podem significar que a saúde do seu ouvido está comprometida. Alguns tipos de infecções no canal auditivo acometem a população brasileira diariamente, a mais comum entre elas é a chamada otite média aguda, que tem como fator principal a inflamação do ouvido médio, diretamente encontrado atrás do tímpano. Costuma ser uma patologia dolorosa e é comumente encontrada em crianças.

Segundo um estudo realizado por professos especialistas em Otorrinolaringologia da faculdade de medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), pelo menos 80% de crianças apresentam ou apresentarão um episódio de otite média aguda durante o período da infância.
Outros tipos de doenças também podem aumentar a chance de infecções devido a contração de determinados vírus e bactérias. Veja a seguir uma lista de possíveis causas de problemas nos ouvidos e como trata-las da maneira correta.

Conheça os diferentes tipos de deficiência auditiva

Ouvido com água:


Alguns profissionais da área da fonoaudiologia tendem a dizer que pelo menos 40% das infecções auditivas que acomete um ser humano pode ser causado devido ao acúmulo de água no canal auditivo.
Uma grande maioria da população já experienciou um momento em que o líquido entra no ouvido, como em piscina ou praias. O que poucas pessoas sabem é que o gesto de chacoalhar a cabeça ou curvar para desobstruir a orelha pode acarretar em um problema ainda pior. Outra maneira comum é o ato de utilizar álcool ou acetona para eliminar a água, mas esse tipo de manuseamento tende a falhar na maioria dos casos.
A melhor maneira de lidar com esse tipo de situação e deitando-se e esperar que o líquido escorra natural do canal auditivo. Caso o incômodo ainda perdure por um período excessivo de dias, o correto é procurar a orientação de um profissional.


Acúmulo de cerume no ouvido:


É normal que em alguma parte da vida você se sinta com a audição diminuída devido ao excesso de cera que pode acumular dentro do sistema auditivo. O errado é pensar que objetos pontiagudos como cotonetes ou chaves podem tirar esse acúmulo de cerume da orelha. Isso pode resultar em uma infecção ou até mesmo na perfuração do tímpano.
O tratamento ideal é procurar o auxílio de um profissional ou especialista e realizar a lavagem no ouvido. Dessa forma, todo o cerume é retirado e o canal auditivo é limpo de maneira higiênica e sem o risco de infecções.


Dor dentro dos ouvidos:


Sentir uma dor no ouvido é normal, principalmente na época do verão e é mais possível notar em crianças. Pode estar relacionado com variados tipos de patologias ou traumas, como a perfuração do tímpano.
Apesar de ser normal, nunca deixe de consultar um especialista caso haja um incômodo doloroso, pode ser sinal de um problema, de alguma patologia que ainda não é de seu conhecimento. Veja por que acontece a dor no ouvido.


Ouvido obstruído:


Algumas pessoas relatam terem a sensação de estar com o ouvido completamente tampado, conhecido mais como “ouvido entupido”. É algo comum e pode acontecer em vários tipos de situações, como em mudanças bruscas de altitude (aviões, prédios, etc).
Dentre as causas da obstrução do ouvido, a mais comum é o acúmulo de cera que se forma no canal auditivo, consequentemente tampando e diminuindo a audição. Como mencionado acima, o ideal é a realização de uma lavagem performada por um especialista da área.


Mau cheiro oriundo do ouvido:


O mau cheiro emanado dos ouvidos pode ter relação especificamente com secreções recorrentes de variadas infecções. Nesse caso, é necessário fazer uma análise e especificar o tipo de secreção, se há a presença de pus ou sangue, e se é sentido algo doloroso juntamente com chiados no ouvido.
Nesse tipo de quadro, é estritamente recomendado uma consulta urgente com um especialista, pois certas patologias infecções levam até a surdez irreversível.


Quais são os fatores de risco para a contração de doenças?


Alguns fatores e situações podem aumentar subitamente as chances de um indivíduo contrair determinadas patologias no canal auditivo. Veja abaixo:


• Ciclos de idade: crianças mais novas com idades entre seis meses até dois anos costumam estarem mais vulneráveis a contração de doenças que afetam os ouvidos. Isso acontece porque nesses períodos a tuba auditiva ainda é muito pequena e o sistema imunológico muito fraco.


• Acumulação dos grandes centros: o hábito frequente de ir a locais com uma quantidade excessiva de pessoas pode ajudar na obtenção de gripes e resfriados.


• Alimentação infantil: pode não parecer, mas bebês e crianças que fazem uso de mamadeiras quando estão deitados, tem maiores chances de contrair inflamações auditivas do que crianças que se alimentam exclusivamente e diretamente pelo leite materno.


• Mudanças climáticas: em épocas como outono e inverno, a incidência de gripes resfriados é ainda maior devido a queda de temperatura. O ideal é não ficar aglomerado em um ambiente repleto de pessoas que possam estar com o vírus. Saiba dos cuidados que devemos ter nessas épocas do ano.


• Poluição do ar: outro ponto em questão é a qualidade do ar em que você está. Ficar exposto a fumaças de cigarros ou ambientes poluídos, podem colaborar para possíveis infecções no canal auditivo.

Quais os sintomas das infecções nos ouvidos?

6 tipos de surdez


Crianças são as maiores afetadas por determinadas infecções no aparelho auditivo devido ao sistema imunológico fraco e pouco desenvolvido. Alguns dos sintomas que são apresentados por elas são:


• Incômodo e choros na hora de dormir;
• Dores aguda e intensas dentro da orelha interna;
• Crianças tem o costume de apertar, empurrar e puxar os ouvidos como uma for de “aliviar” as dores;
• A presença de irritação e choro excessivo;
• Algumas crianças apresentam dificuldades em captar e decodificar sons que foram emitidas a elas por outras pessoas;
• Perda gradativa do equilíbrio;
• Febre com níveis altos;
• Cefaleias;
• Incapacidade de ingerir qualquer tipo de alimento;
• Escorrimentos de secreções pelo ouvido.


Em adultos, os sintomas costumam ser diferentes e em menos proporções, como:


• Dores agudas e intensas dentro da orelha interna;
• Escorrimento de secreções pelo ouvido;
• Dificuldade em captar e decodificar sons emitidos por outras pessoas.


Todos esses fatores citados são um alerta para que os devidos cuidados sejam tomados quando aparecer algum sintoma. Por isso é muito importante passar por um otorrinolaringologista e também fonoaudiólogos. O problema está em não se cuidar.

Fonte: Direito de Ouvir

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Até quando é normal atraso na fala?

Antes de falarmos sobre atraso na fala da criança é importante entender que existe um período crítico no desenvolvimento infantil, em que as áreas do seu cérebro responsáveis pela fala e a linguagem estão em formação. Essa fase vai até mais ou menos os 3 anos de idade e deve coincidir com um período de intensa estimulação comunicativa, com ambientes ricos em sons, imagens e acesso à fala e à linguagem humana no sentindo mais amplo.

É nesse cenário que se torna muito importante a vigilância da audição dos bebês e crianças, seja com a triagem auditiva neonatal – como a feita com o teste da orelhinha, obrigatório em recém nascidos – seja através da observação do comportamento e das reações da criança à medida que ela avança. A falha em estimular o cérebro na hora certa com sons e fala pode prejudicar de maneira definitiva a habilidade linguística da criança no futuro.

O desenvolvimento da linguagem no bebê começa muito antes do aprendizado da fala, na medida em que eles começam a usar o choro, o sorriso e outros gestos como sinais de fome, tristeza, contentamento ou solidão… Por volta dos 6 meses de idade, os bebês já compreendem que a fala dos pais e demais pessoas que os cercam é um canal de comunicação. Mesmo que eles ainda não tenham a capacidade para articular palavras e falar, eles já podem “conversar” do jeito deles, dando atenção a quem fala e respondendo com gestos, resmungos e expressões.

O ritmo da aquisição da fala e linguagem entre as crianças é muito variado, sendo assim importante observar se o passo-a-passo desse caminho segue seu rumo natural. Abaixo, fiz a tradução para o português de um checklist criado pela Associação Americana de Fala, Linguagem e Audição, que pode auxiliar aos pais a saberem se seus filhos seguem os degraus da boa aquisição de linguagem e quando pode haver um atraso na fala preocupante.. Qualquer falha nessa evolução deve ser avaliada por otorrinolaringologistas e fonoaudiólogos.

Critérios para identificar atraso na fala

Até os 3 meses

Reage a sons altos

Acalma-se ou sorri quando ouve a fala

Reconhece sua voz e pára de chorar ao ouvi-la

Pára ou inicia a sucção enquanto mama ao ouvir a voz

Articula sons com a boca

Chora de maneira diferente para necessidades diferentes

Sorri ao ver vocês

Dos 4 aos 6 meses

Segue os sons com os olhos

Reage ás mudanças no seu tom de voz

Da atenção a brinquedos que produzem sons

Presta atenção à música

Balbucia sons diferentes, inclusive começando com p, b, m,  imitando a maneira correta de falar

Dá risadas

Balbucia quando está excitado ou insatisfeito

Produz murmúrios brincando sozinho ou com você

Dos 7 meses a 1 ano

Gosta de brincar de “esconde-achou” e de bater palmas com música

Vira-se para a direção dos sons

Presta atenção quando você fala com ele

Entende palavras comuns “água”, “mamar”, “sapato”

Atende à chamados como “vem cá”

Balbucia sílabas repetidas como “dadada”, “papapa”

Balbucia no intuito de receber atenção

Tenta se comunicar com gestos como levantar os braços

Imita diferentes sons da fala

Fala uma ou duas palavras como “papai”, “mamãe” ou “não” até um ano

1 a 2 anos

Aponta para algumas partes do corpo quando você fala o nome delas

Obedece comandos simples (“chuta a bola”) e entende perguntas simples (“cadê seu sapato?”)

Se diverte com histórias, músicas e rimas simples

Aponta para figuras em livros quando você fala os nomes

Aprende novas palavras regularmente

Fala perguntas simples com uma ou duas palavras

Junta duas palavras como “mais água”

Usa os sons das consoantes no inicio das palavras

2 a 3 anos

Usa frases com duas ou três palavras para se expressar ou perguntar

Pronuncia os sons de k, g, f, t d e n.

Fala de um jeito que pessoas da  família e amigos entendem

Refere-se aos objetos pelos nomes corretos para mostrá-los ou pedi-los

Consegue nomear quase todas as coisas

3 a 4 anos

Ouve quando você chama de outro cômodo

Ouve a TV no mesmo volume que as demais pessoas da casa

Responde perguntas simples como “quem”, “O quê?”. “Onde?”, “Porquê?”

Pode falar sobre suas atividades, na escola ou fora dela

Usa frases com quatro ou mais palavras

Fala com facilidade sem repetir sílabas ou palavras

4 a 5 anos

Presta atenção às pequenas histórias e responde perguntas simples sobre elas

Ouve e entende a maioria das coisas que são ditas em casa e na escola

Usa frases com riqueza de detalhes

Conta histórias até o fim

Comunica-se facilmente com outras crianças e adultos

Pronuncia corretamente a maioria dos sons, com exceção de alguns poucos (l, s, r, v, z, ch)

Faz rimas

Reconhece algumas letras e números

Usa a gramática dos adultos

Via Portal Otorrino


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Saiba reconhecer os transtornos vocais

Nunca negligencie a rouquidão. Embora o problema pareça inofensivo, os transtornos vocais podem indicar tanto inflamações passageiras quanto infecções mais graves, distúrbios e nódulos benignos ou malígnos.

A Academia Brasileira de Laringologia e Voz relata que cerca de 30% da população brasileira não procura tratamentos apropriados mesmo diante de rouquidão persistente, comprometendo as pregas vocais, popularmente conhecidas como cordas vocais.

Alerta aos descuidados

A rouquidão é uma manifestação caracterizada pela falha da voz ou mudança repentina na entonação, causada por males que afetam a região da laringe. As causas mais comuns são inflamações agudas ou crônicas nesse órgão.

Em casos mais graves a rouquidão pode ser provocada por pólipos, lesões, nódulos ou tumores.

Riscos

Entre os fatores que colaboram para a manifestação de doenças na laringe estão o uso do tabaco, uso inadequado da voz, abuso no consumo de álcool, alergias respiratórias, doenças cardíacas, refluxo e até mesmo o clima seco.

Se a rouquidão perseguir por mais de 6 dias, é de extrema importância procurar um otorrinolaringologista.

Cuidados

A rouquidão e transtornos vocais podem ser causadas por gripes, resfriados e laringites. Nesses casos o tratamento é mais simples, geralmente medicamentoso.

O que devo fazer para prevenir a rouquidão?

  • Falar em tons médios;
  • Hidratar bem o organismo (entre seis e oito copos de água por dia);
  • Evitar excessos alimentares antes de usar a voz profissionalmente;
  • Evitar choques térmicos;
  • Poupar a voz durante crises alérgicas, estados gripais, períodos pré-menstruais;
  • Buscar auxílio médico especializado ao observar tosses, pigarros e alterações na voz que perdurem por mais de duas semanas;

+ Como identificar problemas auditivos em crianças?

Diagnóstico

Para confirmação da existência de lesões na laringe, o otorrinolaringologista realiza a videolaringoscopia, exame que identifica a procedência do traumatismo.

Há diversos fatores para a rouquidão, o diagnóstico preciso e ágil previne problemas mais graves. Lembre-se de jamais negligenciar uma alteração vocal, pois uma simples mudança na voz pode ser sinal de possíveis problemas maiores.

Se você perceber que está ficando rouco frequentemente, que sua voz tem falhado e causado incômodo, procure um profissional especializado, o procedimento não é invasivo e dispensa o pós-operatório.

Caso os sintomas de rouquidão persistam, procure imediatamente um otorrinolaringologista.

Fonte: OtorrinoMed

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Fumaça de tabaco: o que isso tem a ver com sua audição?

Não é novidade para a maioria das pessoas que cigarros e produtos originados do tabaco podem conter substâncias capazes de acarretar doenças irreversíveis, como problemas pulmonares e até na audição. Fumantes passivos – que apenas inalam a fumaça deixada por outras pessoas – também estão sujeitos a diversas patologias causadas pelo tabaco.

Os problemas começam quando o cheiro forte da fumaça fica impregnado nos cabelos, roupas e até no ambiente da casa, como paredes e o chão. Esses pequenos microrganismos são capazes de adentrar o sistema respiratório de qualquer pessoa que inale afetando gradativamente o canal respiratório e auditivo. Essas situações são comumente encontradas em crianças e adolescentes que são obrigadas a conviver com fumantes.

Caso você seja fumante, é importante ficar atento as pessoas que estão ao seu redor e que respiram o mesmo ar que você. Esses fatores não são só prejudiciais apenas há quem fuma, mas também quem precisa estar no mesmo ambiente. Veja neste artigo alguns perigos que fumantes passivos estão sujeitos caso inalem diariamente fumaças tóxicas.

Leia também: Zumbido em jovens pode indicar futura perda auditiva

Riscos à audição

Um estudo desenvolvido por especialistas da área na Universidade de Nova York, constatou que adolescentes que estão diariamente inalando fumaças tóxicas de tabaco tem o dobro de chance de sofrer perda auditiva do que uma pessoa que não está exposta. Esse problema ocorre na perda auditiva neurossensorial, mas comumente encontrada em idosos.

Incômodos

Fumantes passivos costumam estar sempre com algumas irritações no organismo, como tosses, alergias, problemas para respirar, cefaleias, irritação nos olhos, garganta seca e náuseas. Esses sintomas são efeitos que podem passar em poucos dias ou se agravarem ainda mais, e geralmente acontecem com fumantes passivos que ficam “fechados” em determinados ambientes, como festas ou algum cômodo da casa.

Problemas no pulmão

O pulmão é o principal órgão do corpo humano que filtra as impurezas coletadas pelo ar. Uma vez que jovens e crianças estão expostas à uma fumaça tóxica, a chance de ocorrer doenças pulmonares aumenta em 50%. Uma das patologias mais comuns são bronquite e asma, que em sua maioria atinge adolescentes e crianças muito novas.

Afeta diretamente o coração

Mesmo com o cigarro apagado, a presença dos organismos do tabaco no ar também é extremamente prejudicial ao sistema vascular. Isso pode acarretar no aumento da pressão sanguínea, acidente vascular cerebral, infarto e outras condições relacionadas aos organismos vasculares.

Maior risco de câncer

Não são só fumantes que podem sofrer de riscos à saúde do pulmão. Crianças e adolescentes expostos ao tabagismo diariamente podem também ter chances de contrair a doença. Isso porque mesmo depois que o cigarro é apagado, a fumaça é instaurada em propriedades como roupas, sapato e cabelos, e devido aproximação, o indivíduo inala aqueles organismos presentes no cigarro normalmente.

Alterações comportamentais

Algumas crianças que convivem diariamente com fumantes podem sofrer alterações comportamentais negativamente, apresentando quadros de irritação e agressividade, além de problemas que dificultam o aprendizado normal da criança.

Fonte: Direito de ouvir

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Voz: você sabe como preservar a sua?

A voz é um importante meio para a comunicação. E a maioria da população negligencia ou desconhece a dimensão dos efeitos negativos que os excessos com a voz podem causar.

Entre os principais sintomas de alerta para problemas vocais, separamos os sintomas listados abaixo, que podem corresponder a diversos problemas:

  1. Rouquidão;
  2. Tosse frequente;
  3. Alterações no timbre da voz;
  4. Pigarro;
  5. Dor ou cansaço para falar.

Leia também: Tosse: tipo, causas e o que fazer

Laringites

A causa mais frente de alteração na voz é a laringite. Ela decorre de uma infecção viral ou bacteriana na laringe e cordas vocais. Muitas vezes está associada a sintomas de gripe e resfriados (dor de cabeça, obstrução nasal, coriza e tosse). A rouquidão nestes casos tem resolução em poucos dias.

Nódulos, cistos, pólipos

Entre as doenças da voz temos alterações benignas como nódulos (calos vocais), pólipos e cistos nas pregas vocais. Os pacientes com algum desses problemas apresentam rouquidão mais prolongada. Podem ocorrer também cansaço ou dor (na garganta) para falar.

Câncer

A doença maligna é o câncer, que pode atingir as pregas vocais ou outras partes da laringe (garganta). Nestes casos a duração da rouquidão é maior. Pode ocorrer ainda dor para falar ou engolir além de surgimento de gânglios (ínguas) no pescoço.

O câncer de laringe é mais frequente em tabagistas. A associação do fumo com a ingestão de bebidas alcoólicas aumenta as chances de ocorrência de um câncer. Leia mais sobre os riscos de fumar no post sobre Tagabismo.

Quando procurar um médico?

Caso a rouquidão seja contínua e dure mais de 30 dias ela deve ser investigada. Ou se você tiver alguma duvida sobre sua qualidade vocal!

Atenção

Apesar de muitas vezes a voz rouca ser considerada “normal”, uma rouquidão sugere um problema nas cordas vocais. Quando estamos sem voz e continuamos a falar a tendência é que ocorra uma piora da qualidade da voz. Ou seja, ficamos cada vez mais roucos. E isso também significa mais inflamação ou lesão nas provas vocais. Em alguns casos essa inflamação provoca uma cicatriz, ou seja, uma rouquidão mais permanente. Por isso fique atento à sua voz e cheque as dicas abaixo para preservar a voz.

Leia também: Qual impacto das bebidas geladas na dor de garganta? 

Algumas dicas para manter uma boa qualidade vocal!

  • Não gritar ou falar alto;
  • Evite falar em tom que não seja o seu;
  • Evite cochichar;
  • Falar pausadamente com boa articulação das palavras;
  • Não fumar;
  • Evite bebidas gasosas ou alimentos que causem dificuldades de digestão;
  • Evite bebidas alcoólicas;
  • Evitar falar excessivamente durante exercícios físicos, quando gripado ou com alguma crise alérgica;
  • Realize pausas para repouso vocal durante o trabalho;
  • Beber bastante agua (temperatura fresca ou ambiente);
  • Não pigarrear excessivamente;
  • Evite ambientes com poeira, mofo ou cheiros fortes.

 

Fonte: MedPrimus

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Tosse: tipos, causas e o que fazer

A tosse decorre de qualquer processo irruptivo e é um reflexo natural do sistema respiratório. A função dela é atuar na defesa do organismo, removendo agentes irritantes e limpando a via respiratória. Ela também serve de alerta para uma eventual infecção ou alergia.

Causas de tosse

As causas são diversas, entre elas, podemos listar as seguintes:

  1. Infecção viral: gripes, resfriados, faringites, laringites
  2. Alergia: alergênico como poeira domiciliar, ácaros, fungos , pelos de animais etc.
  3. Inalação de irritantes: poluição, produtos químicos ou de limpeza, perfumes etc
  4. Ar condicionado ou temperatura fria e seca: o ar frio e seco è irritante  para a via respiratória.
  5. Infecções pulmonares: podem ser agudas como pneumonia ou crônica como tuberculose
  6. Tabagismo.( leia mais)
  7. Sinusite: a tosse óssea ocorre por presença de secreção em seios paranasais que “escorre” pela parte posterior do nariz em direção a garganta.
  8. Refluxo faringo laringeo ou refluxo gastroesofágico
  9. Aspiração de corpo estranho: mais frequente em crianças que, por hábito levam objetos a boca. Pode ocorrer aspiração desse objeto.
  10. Bronquite crônica, asma ou enfisema pulmonar
  11. Tumores

Leia também: Água no ouvido após banho de mar ou piscina: o que fazer?

Tipos de tosse

A tosse pode ser seca ou produtiva. A diferença entre elas é a presença de muco. No tipo produtivo há presença de secreção, que pode ser de pequena a grande quantidade, de clara a mais escura e até com laivos de sangue.

 cor da secreção é um indicativo da causa. Secreção clara ou transparente está associada a alergias ou gripes e resfriados ( leia mais sobre gripes e rinite alérgica). Já a secreção amarelada ou esverdeada sugere infecção. A presença de secreção sanguinolenta está associada a pneumonia, bronquite ou situações mais graves como tuberculose e câncer.

A tosse seca não tem secreção e muitas vezes está associada àquela ” coceira” na garganta.  E quanto mais irritação mais tossimos… e quanto mais tossimos mais irritação..!!

A tosse também é dividida pela sua duração. Uma tosse aguda, habitualmente, é de curta duração. Muitas vezes apresenta outros sintomas como obstrução nasal, dor de garganta, rouquidão e etc.

Já a crônica perdura por  mais de  8 semanas e tem causas diversas.

E o que fazer?

Se a tosse persiste um médico deverá ser consultado. O diagnóstico da causa  é fundamental para guiar o tratamento correto.

Como citado acima as causas  são diversas e podem ocorrer simultaneamente em uma mesma pessoa. O diagnóstico diferencial  é realizado através de exame  e história clínica, exames laboratoriais e de imagem.

Recomendações que podem ajudar:

Hidratação: beber água ajuda na fluidificacao de secreções e hidratação de toda a via área.

  1. Lavagem nasal com soro fisiológico: rinites e sinusites são causas muito frequente de tosse. Manter uma boa respiração nasal sem acúmulo de secreções ajuda a controlar o sintoma.
  2. Evite comer muito antes de deitar.
  3. Evite café, chá preto ou mate, chocolate e alimentos condimentados: eles podem piorar sintomas de refluxo.
  4. Umidificador ou vaporizador nos dias mais secos ajudam a aumentar a umidade do ar.
  5. Mantenha o ambiente ventilado.

Dicas caseiras 

O mel tem ação comprovada em reduzir a tosse. Atua ao diminuir a inflamação a garganta,e , consequentemente a tosse.

O própolis tem propriedades antimicrobianas e, no caso de uma infecção ajuda também. Gengibre e alcaçuz tem propriedades semelhantes.

Os Chas quentes ajudam pela temperatura: o calor do chá costuma trazer alívio da tosse. Porém convém evitar os chas com muita cafeína ( preto e mate).

Em nenhuma hipótese tome  medicamentos ou xaropes  sem consultar um médico. Cada medicamento age de uma forma e é especifico para cada tipo de tosse.

 

Fonte: Medprimus

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A importância do olfato e paladar na sua saúde geral

Olfato e paladar (juntamente com o tato) são sentidos frequentemente menosprezados diante dos seus primos mais importantes: audição e visão. Embora poder enxergar e ouvir nos confira vantagens maiores do que a percepção de odores e sabores, é incorreto os deixarmos esses dois sentidos esquecidos.

Existem dados que mostram com clareza a relação importante entre saúde geral e olfato.  Em grande parte dos casos as alterações do olfato são causadas por problemas mais simples da via aérea, como desvios de septo, pólipo nasal, rinite alérgica ou sinusites. Entretanto, num número menor de vezes, a diminuição do olfato e do paladar pode estar relacionada a doenças neurológicas degenerativas, tumores do sistema nervoso central ou traumatismos cranianos.

Definindo as Alterações do Olfato e Paladar

As alterações do olfato podem ser quantitativas ou qualitativas. As alterações qualitativas referem-se a “quanto” se sente do olfato. Assim, chamamos de anosmia a perda total do olfato. Curiosamente (e bem mais raramente), há as anosmias específicas, que significa a perda da capacidade de sentir um odor específico. Há ainda o quadro de hiposmia, ou perda parcial do olfato, bastante frequente no dia-a-dia em nossos consultórios. E por fim existe a rara hiperosmia (sensibilidade exagerada do olfato), que pode ser causada por inalação de vapores tóxicos ou na enxaqueca.

Já as alterações qualitativas do olfato podem ser a fantosmia, quando a pessoa tem a percepção de um cheiro que não existe.  Já a parosmia refere-se a percepção alterada do olfato. Nesta situação, o odor de uma flor por exemplo, pode ser sentido como cheiro diferente. Na maiorias das vezes, pacientes com fantosmia e parosmia tem a percepção de cheiros desagradáveis. As alterações qualitativas do olfato podem ser causadas por infecções virais, traumatismos cranianos ou estarem relacionadas à sintomas depressivos.

LEIA TAMBÉM: Recomendações para pacientes com rinite alérgica

Já alterações do paladar podem ser classificadas como:

  • Ageusia: Perda completa do paladar, bastante rara.
  • Hipogeusia: Diminuição do paladar
  • Hipergeusia: Hipersensibilidade gustativa
  • Disgeusia: É a mais comum.  Trata-se da alteração do paladar, normalmente com sensação “metálica” ou de “amargor”.

As queixas do paladar são bem menos frequente do que do olfato e podem ser causadas por: Trauma craniano, infecções das vias aéreas, exposição à substâncias tóxicas, secundárias à cirurgias do ouvido ou procedimentos dentários, medicamentos (quadro abaixo), glossodinia (síndrome da ardência bucal).  Mais raramente, alucinações gustativas podem estar relacionadas à quadros esquizofrênicos ou de epilepsia. Uma disgeusia adocicada pode também representar o primeiro sintoma de tumores do pulmão.

Olfato: Marcador de Boa Saúde

Aproximadamente 5% da população apresenta alguma alteração do olfato. Assim como para a audição e a visão, essas alterações aumentam com o envelhecimento. Acima dos 50 anos, um quarto das pessoas têm algum grau de dificuldade com o olfato. Esse aumento pode ser causado pelo envelhecimento, mas também pelo maior tempo submetidos à infecções, traumas, medicamentos e outros agentes tóxicos. Entretanto, embora a presbiosmia (perda do olfato com a idade) seja comum, ela não pode ser considerada inevitável, mas antes um marcador da saúde geral. Paciente que “envelhecem bem” e sem tomar medicações costumam não apresentar alterações do olfato.

Pesquisadores de Chicago, liderados por Robert Wilson, divulgaram num artigo os resultados de de um estudo com 1162 indivíduos, com idade média de 79 anos. Eles foram acompanhados por 4 anos. Neste período, 27,6% dos participantes morreram. Vários fatores foram então analisados e correlacionados. Além de fatores como sexo, idade, doenças psiquiátricas e outros dados, também se analisou a função olfatória como fator de risco. Os pacientes que desempenharam pior na medida do olfato no início do estudo tiveram 36% mais chances de morrer no período analisado.

Além disso é sabido que doenças degenerativas do sistema nervoso podem estar relacionada a diminuição do olfato. No caso da doença de Parkinson e também no Alzheimer, a perda do olfato é uma queixa importante e pode anteceder os demais sintomas em 4-6 anos.

Causas de Perda do Olfato

As condições que levam a piora do olfato com maior frequência são:

  • Trauma craniano: Por secção do nervo olfatório
  • Infecções virais: Por lesão das fibras do nervo olfatório
  • Polipose nasal e sinusite: Por inflamação da mucosa nasal e obstrução do fluxo aéreo
  • Envelhecimento e doenças neurológicas: Como Alzheimer e Parkingson
  • Medicamentos: (quadro ao lado)

Cuidando do Olfato e do Paladar

Embora o olfato e paladar sejam muito importantes para a qualidade de vida e a saúde em geral, sua avaliação clínica não é simples. Enquanto a audição e a visão podem ser mais facilmente avaliadas e quantificadas por exames simples no consultório, métodos de aferição do olfato e do paladar tende a ser complexos e imprecisos.

Além disso, quase não existem tratamentos específicos para as doenças isoladas do olfato e paladar. Assim, o foco deve ser no diagnóstico, identificando e eliminando os fatores causais. Essa busca passa por uma anamnese cuidadosa, com exame clínico e video-endoscópico da cavidade nasal.

 

Fonte: Portal Otorrino

 

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Quem sofre com enxaqueca pode ter mais chance de perda auditiva

A enxaqueca tem algumas características marcantes, que, para quem costuma ter crises, não é nenhuma novidade. estão entre a intensa dor de cabeça, acompanhada a sensibilidade a luz e som, náuseas e problemas de visão, entre outros.

Essa doença atinge creca de 31 milhões de brasileiros e pode abrir portas para outros problemas de saúde, e a perda auditiva, é uma delas.

Diversos estudos demonstram que pessoas que sofrem de enxaqueca podem ter mais chances de desenvolver alguma dificuldade auditiva, do que aqueles que não padecem com as dores de cabeça.

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Enxaqueca e e perda auditiva

E de que forma uma doença neurológica poderia estar associada a sua audição? De diversas formas, é o que responde um estudo publicado no American Journal of Otolaryngology.

Entre as descobertas, os pesquisadores evidenciaram que dois terços dos pacientes com enxaqueca tinham mais anormalidades nos testes eletrofisiológicos auditivos – inclusive entre aqueles com audição normal. É utilizado no teste emissões otoacústicas, que serve para identificar alterações precoces na orelha interna, que futuramente, podem aparecer como perda auditiva.

A sugestão dos pesquisadores é de que a falta de fluxo sangüíneo nas células ciliadas da cóclea causada pela enxaqueca pode prejudicar o funcionamento do sistema auditivo. Com o passar do tempo, isso pode resultar em perda auditiva neurossensorial, o tipo mais comum e que geralmente é tratada com aparelhos auditivos.

Também foi realizado um outro estudo em Taiwan comprovando a ligação entre as duas as duas doenças. Segundo os pesquisadores, a enxaqueca aumenta em ate 50% as chances de uma adquirir perda auditiva neurossensorial súbita (SSHL – sigla em inglês).

Essa condição rara é caracterizada por uma perda de audição rápida e sem explicação em uma ou ambas orelhas,  que ocorre imediatamente ou em alguns dias. Embora seja difícil determinar uma causa da perda auditiva súbita, a associação desse problema auditivo e a enxaqueca fornecem algumas pistas para os cientistas.

Além de que, as pessoas que sofrem com enxaqueca, costumam ter uma maior incidência de zumbido no ouvido, em comparação com a população comum.

O que fazer?

O apontamento desses dados não serve para assustar você, que tem enxaqueca, e sim, para alertá-lo. Se você costuma ter essas crises, é importante intensificar a atenção com a sua saúde auditiva.

Se esse é o seu caso, o mais recomendável é que você faca um acompanhamento neurológico, visando encontrar um tratamento adequado de acordo com a gravidade da enxaqueca.

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Também é importante realizar o teste de audiometria  com freqüência para evitar que a dor de cabeça se torne uma causa da perda auditiva. Com o tratamento adequado é possível identificar problemas auditivos precocemente.

No caso da perda auditiva súbita, é primordial que você busque ajuda médica imediatamente para realizar testes de audição e uma ressonância magnética do cérebro, caso necessário. O tratamento envolve esteróides e, quando a perda é irreversível, os aparelhos auditivos ou implantes cocleares podem ajudar a recuperar parte da audição.

Fonte: Direito de Ouvir 

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Recomendações para pacientes com rinite alérgica

Espirros, coriza e nariz entupido: todo mundo tem, já teve ou ainda vai ter pelo menos um episódio de rinite. Basta pegar uma gripe ou um resfriado passageiro. Mas, para uma parcela da população, ela faz parte da rotina. É só entar em contato com pó, mofo, ácaros, pólen, pelos de animais ou produtos químicos que o organismo reage com tudo, anticorpos são liberados e a mucosa nasal, inflamada, sofre as consequências.

Por se tratar de uma condição crônica e que muitas vezes repele o tratamento receitado, a Academia Americana de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial acaba de atualizar suas diretrizes para o controle da rinite alérgica. Além de nortear a detecção e o plano terapêutico, o guia propõe orientações para adotar em casa e ainda dá uma palavra sobre o papel da acupuntura e da fitoterapia. Segure o espirro e conheça essas 10 recomendações.

  1. A importância do diagnóstico

Um dos desafios que a rinite alérgica impõe é o diagnóstico e como flagrar o que desperta as crises. É fundamental que seu médico possa traçar minuciosamente seu histórico, apurando os gatilhos e a presença de doenças relacionadas. Asmáticos, por exemplo, tendem a ter mais rinite. Se o fator desencadeante não é identificado nas consultas, testes de alergia (exames de sangue ou os que usam a pele) são bem-vindos.

  1. Pets: cada um no seu quadrado

Sabemos que é difícil manter distância dos animais se você tem um deles em casa. Mas o novo guia pede atenção diante dos pets. Isso porque cães e gatos têm alérgenos que são liberados na saliva, na pele e na urina, além de acumular ácaros nos pelos. O ideal é definir um espaço para o bicho, para evitar que os pelos se espalhem pela casa, e lavar as mãos depois dos afagos.

  1. O ar que você respira

O ar-condicionado pode ser um aliado porque serve como filtro contra a poluição que vem da rua. Isso desde que a manutenção do aparelho esteja em dia. O ar mais gelado e seco em si não provoca rinite, mas pode deixar a mucosa nasal sensível. Daí o conselho de programar uma temperatura amena (entre 24 e 25 ºC) e adotar um umidificador.

  1. Extermínio de ácaros

Esses aracnídeos invisíveis a olho nu são responsáveis pela rinite de boa parte dos brasileiros. Gostam de lugares úmidos e quentes e se alimentam de restos de pele que se misturam à poeira. Para acabar com a festa, conservar a casa limpa e os armários secos é fundamental – e, de bônus, se evita outro patrocinador de alergias, o mofo. Na batalha contra o pó entram pano úmido e aspirador com filtros, que retêm melhor a poeira. Produtos contra ácaros também podem ser requisitados.

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  1. A cama pode ser a fonte do problema

Lençóis, cobertores, colchões e travesseiros são um prato cheio para os ácaros. Assim, trocar e lavar a roupa de cama com frequência (pelo menos uma vez por semana) é a primeira regra de ouro. O manual americano propõe o uso de capas impermeáveis e hipoalergênicas em colchões e travesseiros. Manter os quartos ventilados e a cama exposta ao sol também ajuda.

  1. Para tratar sem sedar

Como antialérgicos têm fama de gerar aquela soneira, as novas diretrizes priorizam a prescrição de anti-histamínicos de segunda geração, que não têm o efeito sedativo típico da primeira classe dessas drogas. Essa nova geração tem outras vantagens: age mais rápido, pode ser usada por um período maior e não interfere no apetite.

  1. Remédios da pesada

Há medicações que só devem entrar em cena  em casos mais graves ou durante as crises. E o principal exemplo aqui são os corticoides, potentes anti-inflamatórios. Os especialistas prescrevem por poucos dias, uma vez que o uso prolongado pode causar retenção de líquido, aumento de peso, mal-estar e até osteoporose. Convém reforçar: como os antialérgicos, eles só devem ser empregados sob orientação.

  1.  Educação imunológica

E se treinássemos o sistema imune para ele deixar de hiper-reagir toda vez que o corpo tem contato com ácaros ou pelos de animais? Esse é o princípio da imunoterapia, uma espécie de vacina que injeta baixas doses de alérgenos com o objetivo de neutralizar a resposta das nossas defesas diante desses corpos estranhos. O manual a coloca como opção quando a alergia é refratária a tratamentos convencionais – e as aplicações podem durar de dois a três anos.

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  1. Apoio das agulhas

Pela primeira vez, o consenso da Academia Americana de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial se posiciona quanto ao uso da acupuntura: ela pode, sim, integrar o combate não medicamentoso à rinite alérgica. A aplicação das agulhas em pontos mapeados pela medicina tradicional chinesa poderia ser utilizada sozinha ou como complemento aos remédios. No Brasil, a técnica ainda não é reconhecida para substituir o tratamento padrão, e o que se alega é a carência de mais pesquisas comprovando seus benefícios. No entanto, ela está longe de ser contraindicada pelos especialistas.

  1. O chá não vai resolver 

Se a acupuntura recebeu o aval contra a rinite, o mesmo não se pode dizer da fitoterapia. O guia desencoraja o uso de ervas medicinais como tratamento, independentemente do meio (infusão, cápsula…). Faltam provas sobre sua segurança e eficiência e ainda existe o risco de efeitos colaterais e interações com remédios prescritos no consultório. Veja: não é que o chá da vovó está proibido, mas é importante saber que não será uma xícara quentinha que resolverá de vez uma crise de rinite.

 

Fonte: Saúde

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