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Por que os descongestionantes nasais viciam?

Você é daqueles que sempre recorre ao descongestionante nasal para aliviar o nariz entupido?

Esse hábito é extremamente nocivo à saúde respiratória pois contribui para o desenvolvimento de uma rinite medicamentosa causada pelo próprio remédio. Um eterno ciclo vicioso que traz muitas consequências ruins.

O que são os descongestionantes?

Estas gotinhas à base de oximetazolina, xilometazolina e nafazolina são substâncias vasoconstrictoras, que contraem os vasos sanguíneos da mucosa dentro do nariz, abrindo espaço para o fluxo de ar. Apresentam um início de ação muito rápido, o que pode parecer bastante tentador para a pessoa que está com dificuldade para respirar pelo nariz.

Estudos cínicos demonstram que uma pessoa pode desenvolver dependência em poucos dias, 7 dias já podem ser suficientes para gerar algum grau de efeito rebote. Depois que termina o efeito do medicamento os vasos sanguíneos dentro do nariz dilatam novamente e o nariz congestiona. É um ciclo que nunca termina.

Como o vício acontece?

Na prática, ao combater o entupimento nasal, o uso excessivo do produto acaba criando uma irritação nasal que leva a novos casos de entupimento, forçando você a usar mais e mais o descongestionante.

O que fazer para evitar o vício em descongestionantes nasais?

O uso dos descongestionantes nasais é indicado por no máximo 5 dias seguidos, sendo 1 a 2 gotas, de 4 a 6 vezes ao dia. Lembrando que a dosagem máxima é de 24 gotas ao dia. Extrapolar as indicações de dose ou tempo pode gerar círculos viciosos.

O problema é que ao usar o descongestionante nasal em excesso, acaba-se desenvolvendo a rinite medicamentosa, devido ao efeito rebote.

Para se curar desse vício, é necessário que a pessoa:

  1. Pare de usar o descongestionante nasal ou, se não conseguir, tente reduzir a quantidade de vezes que aplica o produto ao longo do dia;
  2. Quando sentir necessidade de lavar o nariz, use soro fisiológico ou outro medicamento que não cause dependência;
  3. Identifique a origem do problema e reduza a congestão nasal;
  4. Faça inalações com água fervida e uma pitada de sal;
  5. Em caso de dúvidas, consulte um médico otorrinolaringologista.
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Rinite pode virar sinusite?

Rinite e Sinusite são problemas que causam muitas dúvidas no que diz respeito a sua definição, sintomas e opções de tratamentos, por serem de certa forma, parecidos. Mas, além de entender a diferença entre esses dois problemas, será que uma Rinite não tratada pode levar a uma Sinusite? Continue lendo este post para saber mais!

O que é a Rinite?

A rinite é uma reação imunológica de nosso organismo quando ele entra em contato com partículas estranhas trazidas pelo ar e que penetram, principalmente, pelo nariz. Essas partículas, denominadas alérgenos, podem causar reações indesejadas em alguns indivíduos, que são os alérgicos. Trata-se de inflamações que atacam, principalmente, as mucosas das paredes internas do nariz.

Rinite pode virar Sinusite?

Caso a rinite não seja tratada adequadamente, ela pode evoluir para um quadro de sinusite. Isso pode ocorrer porque a inflamação no nariz provocada pela rinite passa a ser uma porta de entrada para as bactérias, que são as maiores causadoras da sinusite. Há também o risco de a rinite provocar otite e conjuntivite em função do acúmulo de secreções nas vias aéreas.

Quais são os sintomas da Rinite?

A rinite costuma provocar sintomas variados entre um indivíduo e outro. No entanto, alguns são mais comuns:

  • coriza;
  • espirros constantes;
  • olhos avermelhados e lacrimejantes;
  • congestão nasal;
  • ardências nos olhos, no nariz e na boca;
  • olheiras;
  • cansaço;
  • dor de cabeça.
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Sangramento nasal: o que pode ser?

A epistaxe, caracterizada pelo sangramento nasal, é uma manifestação relativamente comum e que atinge pessoas de qualquer idade. A estimativa é de que mais da metade da população adulta já tenha passado por pelo menos um episódio de hemorragia ao longo da vida, o que pode estar associado a diferentes fatores.

Embora cause um grande desconforto, o sangramento nasal não costuma representar gravidade e muitas vezes pode ser resolvido de maneira simples, sem a necessidade de intervenção médica. Este geralmente é um problema autolimitado, em que o sangramento cessa sozinho após um tempo, mas existem casos em que pode ser necessária a realização de um procedimento.

Tipos de sangramento nasal

A hemorragia nasal pode ser classificada de acordo com o local de origem do sangramento. Os dois tipos de epistaxe, portanto, são:

  • Hemorragia nasal anterior: este é o tipo de sangramento mais comum (90% dos casos) e é originado na parte anterior do nariz;
  • Hemorragia nasal posterior: trata-se de uma manifestação menos comum e potencialmente mais severa, uma vez que envolve vasos sanguíneos maiores localizados na região posterior do nariz.

Leia também: Rinite Gestacional: como tratar?

Causas da hemorragia nasal

O nariz sangra quando há rompimento dos vasos sanguíneos ou irritação do seu revestimento interno, duas situações que podem ocorrer por diversos motivos. As causas mais comuns de sangramento nasal são o ressecamento associado ao tempo seco e traumas como assoar ou cutucar o nariz com muita força. Alergias, desvio de septo, sinusite, uso frequente de sprays nasais ou drogas aspiráveis também podem levar à hemorragia.

Existem, ainda, alguns fatores menos comuns que podem causar sangramento do nariz. São eles:

  • Distúrbios hemorrágicos;
  • Tumores no nariz ou na região dos seios paranasais;
  • Infecções nasais;
  • Presença de objetos estranhos no nariz.

Quais sintomas acompanham o sangramento no nariz?

O sangramento nasal pode ser acompanhado de sintomas como:

  • Mal estar;
  • Tosse ou vômito com sangue;
  • Dificuldades respiratórias.

Mas, o que fazer quando isso acontecer?

Separamos algumas dicas:
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🔸 Manter a calma! A maioria dos casos são resolvidos de maneira simples.
🔸 Manter a cabeça para frente! Não colocá-la pra trás, para não engolir o sangue.
🔸 Fazer uma pinça com os dedos para estancar o sangramento.
🔸 Colocar uma compressa com gelo na região.

Mesmo que o sangramento seja controlado em casa, o ideal é procurar um otorrinolaringologista depois para identificar as causas do problema e evitar casos recorrentes.

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Todo desvio de septo precisa ser corrigido?

O septo nasal é a parte do nariz que divide as fossas nasais em cavidade nasal direita e esquerda, sendo composta por cartilagem e osso. Quando o septo fica torto para um dos lados e faz com que o nariz fique entupido, significa um desvio de septo. A função do nariz é purificar, aquecer e umidificar o ar inspirado, bem como servir de câmara de ressonância para o som e possibilitar o olfato. Quando o nariz está entupido há aumento de perda de energia com a respiração, com prejuízo evidente para a saúde.

Quando o desvio de septo necessita de cirurgia?

Muitas pessoas, além do desvio do septo nasal, apresentam aumento do volume dos cornetos (conchas nasais) devido a rinite (alérgica ou não), que piora ainda mais o entupimento nasal. Em casos em que o desvio dificulta respiração e a qualidade de vida do paciente, a cirurgia é a melhor opção. A Septoplastia frequentemente é associada a diminuição do volume dos cornetos, este procedimento também é feito por via endoscópica e denomina-se Turbinectomia ou Turbinoplastia.

Caso o desvio do septo nasal esteja associado a deformidade do dorso ou ponta nasal, pode ser necessário corrigir simultaneamente a aparência externa para melhorar o funcionamento nasal, constituindo-se assim na cirurgia denominada Rinosseptoplastia.

Como é a cirurgia?

A Septoplastia é feita por dentro do nariz (por via endoscópica nasal) por meio de fibra ótica com o auxílio de vídeo, não sendo realizado incisões externas. A cirurgia demora cerca de 30 a 60 minutos, dependendo da complexidade do desvio.Uma tala de silicone é deixada no nariz por uma semana, quando então é retirada no consultório. Não se faz necessário o uso de tamponamento nasal, porém, excepcionalmente pode ser necessário.

Se você suspeita de um desvio no septo que atrapalha sua qualidade na respiração, entre em contato com Otocenter Recife e marque uma consulta.

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otorrinopediatra: qual a sua importância?

O otorrinopediatra é o profissional indispensável durante a infância e adolescência (momento em que as doenças de ouvido, nariz e garganta são bastante comuns). Descobrir o que acontece com as crianças nem sempre é fácil. E, diferente do que muitos pensam, a criança não é um “adulto pequeno”. Os pequenos possuem um funcionamento corporal peculiar em relação aos mais velhos.

Por que é importante levar a criança ao otorrino?

Esse é o profissional indicado para identificar, por exemplo, malformações congênitas, que exigem o cuidado adequado e precoce para proporcionar aos pequenos bem-estar e melhor qualidade de vida.

As infecções que afetam as crianças, principalmente durante o período escolar, e problemas como distúrbios de deglutição e perda auditiva também são tratados pelo especialista.

O otorrino para criança é de fundamental importância por atuar justamente na cura de doenças que podem comprometer o desenvolvimento do paciente, especialmente aquelas relacionadas à fala e à audição, que precisam de uma intervenção precoce.

Determinadas infecções, quando não são devidamente tratadas, podem voltar a aparecer por causa da resistência bacteriana, o que vai resultar em incômodo e exigir tratamento mais complexo ou até mesmo a cirurgia.

Além disso, doenças no ouvido, na garganta ou no nariz prejudicam a interação social e o aprendizado das crianças na escola. Em alguns casos, elas são a causa da dislexia. Logo, se não detectadas e tratadas o quanto antes, podem afetar a autoestima e a saúde mental.

5 motivos para levar o seu filho ao otorrinopediatra:

  1. Alteração da voz ou da fala: rouquidão, atrasos da fala ou alteração na pronúncia de fonemas. Podendo ocorrer por atraso na aquisição da linguagem.
  2.  Obstrução nasal, respiração bucal e roncos: crianças que têm nariz trancado respiram pela boca, na maioria das vezes, por um motivo de obstrução na via aérea superior (como o aumento da adenoide e das amígdalas).
  3. Alergia e Infecções de repetição: crianças alérgicas ou que têm otites, faringites e sinusites de repetição têm maior suscetibilidade de complicações na infância.
  4. Suspeita de perda auditiva: quando a criança pede para repetir o que lhe foi falado ou quando repete errado aquilo que lhe falaram.
  5. Massas cervicais: aumento de volume no pescoço por linfonodos (ínguas), nódulos ou cistos devem ser sempre avaliados.

Com a prevenção, cuidado e o diagnóstico correto do otorrinopediatra, é possível garantir o desenvolvimento saudável e qualidade de vida para os pequenos.

Já realizou o seu Check-up Otorrino? Entre em contato com a equipe Otocenter Recife para cuidar da sua saúde.

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Assoar o nariz faz mal?

Assoar o nariz é uma prática tão comum que quase ninguém se dá ao trabalho de questionar se é ou não prejudicial à saúde. Todavia, a ação carrega mais perigos do que, provavelmente, muitos imaginariam. Quando as vias nasais estão congestionadas fica mais difícil respirar e por isso mesmo a tendência instintiva é de eliminar tudo o que estiver causando a incômoda obstrução.

 

No entanto, muitas pessoas empregam muita força para se livrar das secreções que se acumulam nas narinas quando estão gripadas ou com alguma alergia e acabam comprometendo a integridade do local, o que pode ser um problema.

 

Além de piorar o quadro da alergia ou gripe, já que a força prejudica a mucosa nasal e os seios da face, também pode causar problemas em outras partes do corpo. Embora seja raro de acontecer, assoar o nariz com muita força aumenta-se a pressão nos vasos sanguíneos, podendo levar a sangramentos, descolamento de retina, e até mesmo um derrame.

 

Por isso, é necessário fazer isso de forma suave e controlada. Há também outras formas de expulsar a secreção, como a limpeza nasal com soro fisiológico, fazer uso e medicamentos expectorantes, que vão facilitar a saída da secreção sem muito esforço.

 

Entre em contato para agendar uma consulta! A Otocenter está de volta com os atendimentos presenciais para você não deixar a saúde de lado.

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Seu nariz não está deixando você trabalhar?

14502870_1821923568094393_5530612536841236876_nNariz escorrendo, entupido e crises de espirro não combinam com o ambiente de trabalho e comprometem significativamente a produtividade de qualquer um!

Seja por rinite, sinusite ou apenas um resfriado, o tratamento adequado alivia, abrevia e evita a recorrência desses sintomas tão incômodos e constrangedores. Procure um otorrino!

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Cirurgia de desvio de septo em Recife

– Todo mundo que tem desvio de septo deve operar?
Não. Devem operar apenas aqueles pacientes que têm queixas de obstrução nasal significativa com impacto em sua qualidade de vida. Existem basicamente duas indicações para cirurgia de correção de desvio septo: obstrução nasal significativo e sinusites de repetição.

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– Quanto tempo deverei ficar internado?
O paciente que se submete a cirurgia de desvio de septo costuma receber alta no mesmo dia da operação, ao final do dia. Por vezes, para maior conforto do paciente, a alta é dada no dia seguinte ao da cirurgia pela manhã.

– Como é o pós-operatório desta cirurgia?
INCHAÇO: Apenas ocorrem inchaços nas cirurgias estéticas nasais (rinoplastia). As cirurgias funcionais (para melhorar a respiração) praticamente não causam edema, nem hematomas. DOR: Não é uma cirurgia dolorosa no pós-operatório. Mesmo assim a dor ainda pode ser controlada com o uso de analgésicos, caso seja necessário.
INCÔMODO: O que mais incomoda após a cirurgia é que o nariz entope bastante. No primeiro após a cirurgia é preciso lavar o nariz com soro várias vezes ao dia.

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Estou gripado faz mais de 1 mês…

12834927_10201678610363180_5793383_nTenho sinusite crônica, e de vez em quando ela ataca… Estou gripado faz mais de 1 mês… Fico resfriado de quinze em quinze dias…

Quantas vezes nós otorrinolaringologistas não nos deparamos com este tipo de afirmações dos pacientes em nossos consultórios ou em pronto-socorros? Isto demonstra que a maioria dos pacientes faz uma grande confusão conceitual entre o que é rinite, sinusite, gripe, resfriado, etc. o que acaba levando a tratamentos inadequados e atraso na procura de ajuda médica especializada. Pensando nisto este texto tem a finalidade de explicar em uma linguagem accessível as principais diferenças entre estas doenças e quando o paciente deve procurar assistência.

Resfriado comum: Os resfriados são causados por vírus. Eles correspondem a maior parte das infecções respiratórias e em sua grande maioria são auto-limitados, ou seja, resolvem espontaneamente em um período de 5-7 dias. Não costumam provocar sintomas muito intensos, sendo que os mais comuns são obstrução nasal, espirros, coceira no nariz e secreção nasal clara (tipo água), mas que pode ficar amarelada no final do quadro. A febre não é comum, e quando presente normalmente é baixa.

Gripe: As gripes também são infecções respiratórias causadas por vírus, mas normalmente apresentam sintomas mais intensos que os resfriados. Por exemplo, dor de cabeça, dor no corpo, febre mais alta e sintomas gastrointestinais (dor de barriga, enjôos e diarréia). Também não costumam durar mais do que 10 dias, e se os sintomas persistirem além deste período devemos suspeitar de alguma complicação, como sinusites, pneumonias, etc.

Resumindo, as gripes e resfriados são quadros virais e auto-limitados, portanto o tratamento é voltado principalmente para a diminuição dos sintomas e para diminuir a chance de complicações. Quando os sintomas persistirem mais do que 7-10 dias deve ser procurada assistência médica especializada.

Sinusite: As sinusites ou rinossinusites são inflamações das cavidades paranasais, que são espaços dentro dos ossos da cabeça, recobertos por mucosa. Tradicionalmente chamamos de sinusite os quadros provocados por bactérias. A grande maioria dos casos de sinusite aguda aparece após um quadro viral (gripe ou resfriado). Ou seja, quando os sintomas do resfriado deveriam estar desaparecendo, o paciente começa a apresentar dor de cabeça, nariz entupido, secreção nasal normalmente esverdeada ou amarelada e tosse. A sinusite pode provocar febre, mas isto não é muito comum. Por se tratar de uma infecção bacteriana, a sinusite deve ser tratada por médicos, na maioria das vezes com o uso de antibióticos, entre outras medicações. Quando os sintomas da sinusite duram mais do que três meses, nós a classificamos como sinusite crônica. Com estas informações fica fácil perceber que aqueles pacientes que tem crises eventuais de dor de cabeça e nariz entupido, que duram 2-3 dias e melhoram apenas com descongestionantes ou sintomáticos na verdade não tem sinusite.

Rinite: Iremos chamar de rinites aquelas inflamações do nariz e das cavidades paranasais causadas por alergia. Ou seja, elas não são decorrentes de agentes infecciosos (vírus ou bactérias) por isso não apresentam febre, mal-estar, dor no corpo, etc. a não ser que estejam associadas a outra doença. Existem inúmeras substâncias que podem provocar quadros alérgicose, especialmente rinite. As principais são os ácaros (animal microscópico que vive na poeira doméstica, especialmente em colchões e travesseiros), fungos (mofo), pólen, pêlo de cão ou gato e barata. As rinites são doenças crônicas (ou seja, o paciente a tem por anos) que podem se manifestar em crises. Classicamente o paciente apresenta nariz entupido, espirros, coceira no nariz e secreção nasal clara constantemente ou com muita freqüência. Na maioria dos casos o paciente consegue identificar o que causa as crises (exposição a pó, cheiros fortes, mudança de tempo, etc.). Não existe cura para a rinite, portanto o tratamento deve ser realizado a longo prazo e envolve além de medicações a higiene ambiental, ou seja, evitar o contato do paciente com as substâncias que desencadeiam sua alergia.

Fonte: Academia Brasileira de Rinologia

 

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