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Conheça os tipos de surdez

Você sabe de que forma se dá a surdez? A limitação ou perda total da audição acontece devido a incapacidade de ouvir e reagir a ruídos e sons externos. O individuo portador de algum tipo de insuficiência auditiva, tem dificuldades em participar de diálogos rotineiros e também é limitado de se atentar a sons do ambiente em que está cercado. Em alguns casos, a pessoa é incapaz de ouvir qualquer tipo de ruídos e barulhos em sua volta.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 9,8 milhões de brasileiros sofrem de algum tipo de problema no aparelho auditivo, representando 5,2% da população do país. Desses números, 2,6 milhões apresentam algum tipo de surdez e outras 7,2 milhões manifestam outros problemas auditivos.

Um dos ciclos mais naturais da vida humana é o envelhecimento, o mesmo que é atrelado ao surgimento de diversas patologias, uma delas é a dificuldade em ouvir e reagir a sons. Porém, o simples ato de envelhecer não é um parâmetro para se obter problemas auditivos. Elaboramos uma lista de alguns tipos de surdez que podem acometer não só pessoas mais velhas, mas qualquer indivíduo durante qualquer fase da vida.

Surdez durante o envelhecimento

Uma das causas mais conhecidas por pessoas que detém algum tipo de problema auditivo é a fase do envelhecimento. Dentro da fonoaudiologia, essa condição também é chamada de presbiacusia.

Esse tipo de surdez pode ocorrer devido ao deterioramento das células ciliadas, que estão atreladas diretamente com a cóclea – órgão presente na orelha interna – causando uma piora dentro do sistema central do canal auditivo. Além disso, essas células são extremamente importantes para o funcionamento normal do ouvido pois são elas que enviam frequências sonoras que são reconhecidas pelo cérebro.

Entretanto, algumas pessoas podem apresentar sintomas de perda auditiva durante uma fase precoce da vida enquanto outras podem vir a sentir alterações auditivas após os 60 anos de idade.

Limitação auditiva induzida por ruídos

Os ruídos são caracterizados por longas frequências sonoras que podem ser agudas ou não. Quando nos expomos por longos períodos a barulhos de alto níveis de oscilações ruidosas, estamos sujeitos a danificações dentro do nosso sistema auditivo. Esse tipo de problema é encontrado principalmente em pessoas que trabalham em ambientes com sons estrondosos, como funcionários que comandam aeronaves, trabalhadores de construções, sistemas de telemarketing, etc. Veja o que o excesso de ruído pode causar.

Zumbido em jovens pode indicar futura perda auditiva

Esses danos causados por ruídos aparecem de maneira gradativa e vão piorando com o passar do tempo se a devida proteção não for tomada. Atingindo um nível crítico, as chances de perder completamente a audição aumentam em 80% conforme o tipo de exposição.

Medidas cabíveis de proteção devem ser tomadas para que não haja danos irreversíveis dentro do canal do ouvido. Isso se dá por meio de protetores auriculares, tampões quando expostos a locais com alta frequência de ruídos e equipamentos para que não haja riscos de ferimentos à audição.

Surdez congênita

A surdez congênita é aquela que apresenta indícios desde do nascimento do bebê. A criança já nasce com algum nível de perda auditiva derivada de diversos fatores. Atualmente, 4 em cada 1000 crianças nascem com essa patologia.

Essa condição pode ser percebida durante a gravidez e tem como principais causas:

• Condições especificamente genéticas;

• O uso contraindicado de medicamentos durante o período gestacional;

• Contaminações adquiridas durante a gravidez, como rubéola, sífilis, toxoplasmose e herpes;

• Condições após o nascimento da criança que podem afetar diretamente sua audição, como a ausência de oxigenação ao longo do trabalho de parto, a retirada prematura do bebê por conta de complicações e infecções que podem ser adquiridas ainda no hospital.

É de extrema importância que o diagnóstico seja feito o mais rápido possível, para que um tratamento possa ser feito através de aparelhos auditivos ou implantes cocleares.

Infecções 

Assim como a surdez congênita derivada de infecções pode vir a acarretar problemas auditivos na criança de maneira precoce, outros tipos de infecções também podem ser desenvolvidos por pessoas adultas, podendo levar até a completa surdez.

Alguns tipos de patologias infecciosas como as bacterianas, virais e fúngicas tem um papel prejudicial de contaminação na orelha interna, média e externa. Algumas das doenças que podem acarretar na perda total do sistema auditivo são as otites e meningites.

Ao primeiro sinal de alterações no organismo, é necessário um diagnóstico médico com determinada urgência para que a contaminação não atinja outros órgãos podendo até vir a óbito.

Problemas auditivos derivados de perfuração do tímpano

Caracterizado como uma membrana fina da nossa pele, especificamente alocado em nosso canal auditivo, o tímpano é uma das principais partes do nosso corpo. Quando entra em contato com algum ruído externo, o tímpano tem a função de vibrar para que assim haja o processo de identificação das ondas sonoras.

Apesar da relevância dessa parte do ouvido, a camada fina da membrana pode ser danificada facilmente por diversos fatores, são eles:

• Compressão intensa na parte membranosa como socos e algumas vezes até beijos;

• Introdução de equipamentos pontiagudos dentro do ouvido, como cotonetes e chaves;

• Contaminações atreladas ao ouvido médio;

• Ruídos estrondosos e altas frequências constantes de barulhos agudos.

Algumas perfurações podem ser tratadas de maneira espontâneas sem a ajuda de quais intervenções médicas, ao contrário de outras maiores que quase sempre necessitam de algum tipo de assistência cirúrgica.

Como lidar com pessoas que possuem perda auditiva?

Surdez atrelada ao uso de medicamentos

Pouco discutida entre a população atual, a surdez acoplada a algum tipo de interação medicamentosa também é possível. Remédios denominados de ototóxicos podem causar danos ao sistema vestibular e coclear do canal auditivo. Vale ressaltar que o uso desses medicamentos causa problemas a longo prazo ou pelo abuso de suas substâncias.

Separamos em três tópicos os tipos de medicamentos ototóxicos:

• Antibióticos aminoglicosídeos como amicacina e gentamicina;

• Diuréticos de alça como furosemida;

• Salicilatos.

O uso excessivo e contraindicado de medicamentos pode ser prejudicial a sua saúde e causar danos irreversíveis à sua audição. Ao primeiro sinal de dificuldades em reagir a sons externos, procure um especialista para diagnóstico e tratamento adequado.

Fonte: Direito de Ouvir

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Tipos e graus de perda auditiva

A perda auditiva não é a mesma para todos: ela pode ocorrer apenas em um ouvido ou em ambos, pode afetar o ouvido externo ou interno e resultar em diferentes níveis de gravidade. Algumas pessoas podem ter dificuldade em ouvir claramente uma conversa distante, outras precisam aumentar o volume dos dispositivos para entender o que está sendo dito.

Em geral, existem três tipos de perda auditiva: neurossensorial, condutiva e mista. Existem também quatro níveis de gravidade para a deficiência auditiva: leve, moderada, severa e profunda.

Compreender o que significa cada um dos tipos e graus de perda auditiva, bem como suas causas, pode ajudá-lo a entender sua própria deficiência auditiva ou de alguém próximo para direcionar ao melhor tratamento para cada caso. Se você quer entender mais sobre o assunto, basta continuar a leitura deste artigo.

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Como o som é medido?

Antes de mais nada, é preciso saber como o som é medido durante um teste de audição ou até mesmo no dia a dia. O volume ou intensidade de um ruído é medido em decibéis (dB). Para você ter uma ideia do que isso significa, aqui estão os níveis médios de decibéis para alguns sons cotidianos:

• Conversa normal: 60 dB

• Metrô: 91 dB

• Volume máximo de alguns dispositivos de MP3: 112 dB

• Show de rock: 120 dB

• Arma de fogo: 140 dB

• Fogos de artifício: 150 dB

Quando você se expõe durante longos períodos a sons mais altos que 85 dB, sua audição fica vulnerável e é comum acontecer perda auditiva temporária e zumbido no ouvido. Um som no nível de 120dB é considerado desconfortável para os ouvidos e 140 dB é um impulso doloroso.

Já a frequência do ruído é medida em Hertz (Hz) e indica se o som é agudo ou grave. Em um teste, a capacidade auditiva é testada em um intervalo de 250 Hz a 8000 H, a faixa mais importante para a comunicação porque engloba todas as frequências da fala.

Graus de perda auditiva

Quando medidos juntos, decibéis e hertz (intensidade e frequência) mostram se há deficiência auditiva e o nível de gravidade do problema auditivo. Podemos identificar diferentes graus de perda auditiva, sendo que cada um é caracterizado por uma quantidade média de perda de decibéis e incapacidade de ouvir alguns sons.

Perda auditiva leve

Na maioria das vezes, os sons mais baixos que os indivíduos com perda auditiva leve são capazes de interpretar variam entre 26 a 40 dB. Para você ter uma noção, 40 dB tem, aproximadamente, a mesma intensidade que um fraco canto de pássaros.

As pessoas que sofrem com este grau de perda auditiva podem ouvir bem durante as conversas cara a cara. No entanto, quando há um grupo de pessoas ou em ambientes ruidosos, pode ser complicado compreender todas as falas.

A perda auditiva leve pode ser tratada com a maioria dos modelos de aparelhos auditivos.

Perda auditiva moderada

Uma pessoa com perda auditiva moderada consegue ouvir sons entre 41 a 70 dB. Este nível de surdez permite que a pessoa ouça apenas sons bem próximos ou fortes o suficiente.

É mais complicado conversar ao telefone ou pessoalmente em ambientes com muito ruído de fundo. Em muitos casos, é comum ter dificuldades para compreender as falas, inclusive em locais silenciosos e quando estiver cara a cara.

Os aparelhos auditivos são altamente recomendados para quem sofre com a perda auditiva moderada.

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Perda auditiva severa

Para quem sofre com perda auditiva severa, os sons mais baixos que podem ser ouvidos são entre 71 a 90 dB. Neste nível, é praticamente impossível acompanhar uma conversa telefônica ou até mesmo para entender as conversas cara a cada em locais silenciosos. A maioria dos indivíduos com perda auditiva severa depende da leitura labial para entender as falas.

Alguns modelos de aparelhos auditivos estão equipados com tecnologia capaz de amplificar os sons para este grau de perda auditiva.

Perda auditiva profunda

As pessoas com perda auditiva profunda só conseguem ouvir sons acima de 91 dB e muitas utilizam a linguagem de sinais para se comunicar. Neste nível de deficiência auditiva, é possível ouvir apenas ruídos ou falas extremamente altas e, ainda assim, há dificuldade para entender o que está sendo dito.

Quem sofre com a perda auditiva severa nem sempre pode ser beneficiado pelo uso de aparelhos auditivos e um implante coclear pode ser a melhor opção.

Tipos de perda auditiva

Conhecer o tipo de perda auditiva é essencial para fornecer o tratamento adequado ao paciente. Basicamente, existem três categorias: perda auditiva neurossensorial, condutiva e mista.

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Perda auditiva neurossensorial

Este é o tipo mais comum de perda auditiva e refere-se a um dano nas células ciliadas do ouvido interno ou até mesmo nos nervos auditivos. As causas para as estruturas ficarem danificadas são diversas, incluindo envelhecimento, exposição a ruídos altos, infecções, doenças hereditárias, problemas na gestação, entre outras situações.

Este tipo de surdez é irreversível e, geralmente, o problema é amenizado com aparelhos auditivos, dependendo do grau de severidade.

Perda auditiva condutiva

A perda auditiva condutiva ou de transmissão ocorre quando há um problema no ouvido externo ou médio que impede que o som passe para o ouvido interno. Isso pode ser causado por um tímpano perfurado, acúmulo de cera de ouvido, infecção no ouvido ou fatores hereditários.

Quando a perda auditiva é temporária, é possível tratar com medicamentos ou cirurgia. Já nos casos de surdez permanente, aparelhos auditivos e implantes cocleares podem ser úteis.

Perda auditiva mista

A perda auditiva mista é uma combinação da perda auditiva neurossensorial e condutiva. Suas características também são um conjunto dos outros tipos de surdez: incapacidade de transmitir sons para o ouvido interno, além de danos nas células ciliadas ou no nervo auditivo.

Fonte: Direito de Ouvir


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