Dicas Gerais

Tudo o que você precisa saber sobre a sinusite

Sinusite é uma resposta inflamatória da mucosa de revestimento das cavidades paranasais (seios da face), que se estende às fossas nasais.  Hoje, o termo correto seria “Rinossinusite”, pois a rinite pode manifestar-se isoladamente, mas a sinusite quase sempre é acompanhada de rinite.

Existem quatro pares de cavidades paranasais: maxilar, etmoidal, frontal e esfenoidal. Essas cavidades participam na ressonância vocal, auxiliam na filtração, aquecimento e umidificação do ar, amortecem choques contra a cabeça, reduzem o peso do crânio, secretam muco e contribuem para o desenvolvimento da face.

A cavidade nasal é divida ao meio pelo septo nasal e lateralmente estão localizados 3 cornetos de cada lado, inferior, médio e superior. Todas as cavidades aéreas da face  são comunicadas com o nariz, através dos óstios de drenagem e ventilação que ficam nos meatos médios e recessos da cavidade  nasal.

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Ela pode ter diversas causas ou está relacionada a algo específico?

Quaisquer alterações estruturais ou inflamatórias que venham obstruir esses óstios de drenagem, irão produzir uma pressão negativa no interior do seio ocluído, provocando  acúmulo de líquido, que irá se infectar causando a sinusite.

Como alguém identifica que está com sinusite? 

A rinossinusite pode ser aguda ou crônica.

Os sintomas da sinusite aguda são: tosse, dor de cabeça, dor e pressão na face, obstrução nasal com deglutição de secreção e diminuição do olfato. Eventualmente poderá ocorrer febre, mau hálito, dor de dente e  ouvido.

Após 3 meses  sem tratamento e persistirem os sintomas, ela passa a ser considerada crônica.

As principais causas das rinossinusites são de origem viral (gripes e resfriados) que acometem a população no inverno. Esses vírus destroem os cílios da mucosa nasal, dificultando a autolimpeza dessas cavidades, acarretando infecções secundárias por bactérias ou fungos.

O diagnóstico é feito através de um exame, a vídeo-endoscopia nasal, que irá nos mostrar se há secreção descendo pelos meatos médios, recessos frontais ou esfeno-etmoidais, confirmando a suspeita de rinossinusite. Nesse exame, também é possível avaliar alterações estruturais intranasais que bloqueiam a drenagem dessas secreções como desvios septais, cornetos médios pneumatizados, paradoxais ou globosos, processos unciformes curvos ou bolhosos e pólipos. O diagnóstico por imagem através da Tomografia Computadorizada também é muito valioso e muitas vezes imprescindível.

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Quais são os tratamentos disponíveis atualmente?

O tratamento a princípio é clínico com uso de antibióticos, corticóides (oral / nasal), e como terapia coadjuvante irrigação nasal com soluções salinas que aumentam o batimento dos cílios reduzindo a inflamação da mucosa.

Após o tratamento clínico, não debelar a rinossinusite, é solicitada uma Tomografia Computadorizada dos seios da face, para confirmar as alterações estruturais intra-nasais já observadas no exame endoscópico e alterações estruturais  intra-sinusais, células de Haller, osteomas, espessamento mucoso e das paredes ósseas, nível líquido e  se há secreções aeradas (bactérias anaeróbicas, que vivem sem oxigênio), focos radiopacos no interior dos seios (fúngos) e saber quais seios estão comprometidos.

Na sinusite crônica deve-se procurar as causas responsáveis por essa cronicidade. Deve-se investigar não só a terapêutica utilizada, mas os fatores anatômicos e funcionais da drenagem, e também eventuais doenças básicas, como alergia, AIDS, etc…

Com os resultados dos exames endoscópico e de imagem, chega-se a uma conduta, que poderá ser um novo tratamento clínico ou uma SINUSOPLASTIA VÍDEO-ENDOSCÓPICA em consultório  ou uma “ CIRURGIA VÍDEO-ENDOSCÓPICA NASOSSINUSAL”   em hospital.

Sinusoplastia Vídeo-Endoscópica, sob anestesia local, consiste em introduções de balões insufláveis nos óstios para fazer uma dilatação desses e restabelecer suas funções, embora este procedimento seja indicado em casos muito específicos apenas.

Cirurgia  Vídeo- Endoscópica Nasossinusal, sob anestesia geral, consiste em resolver as alterações anatômicas estruturais previamente diagnosticadas, como desvio de septo, hipertrofia dos cornetos médios, processos uncinados, que prejudicam a saída da secreção e ampliar o diâmetro  desses óstios (ostioplastias).

Há como evitar?

Além de adotar um estilo de vida saudável, vale evitar mudanças bruscas de temperatura, manter as narinas limpas e umidificadas com a ajuda de soro fisiológico, tratar rinite, resfriado ou gripe assim que os sintomas aparecerem, procurar um otorrinolaringologista e evitar sempre a automedicação.

Fonte: Dr. Eduardo Otorrino

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Conheça os alimentos que interferem nas crises de labirintite

De repente parece que os pés perdem o apoio e o mundo gira, deixando o corpo desorientado no espaço. Não raro a tontura é acompanhada de um zumbido chato, surdez, náuseas, vômito, suor frio e palpitações. Para quem tem labirintite, como chamamos os distúrbios que acometem o labirinto, uma estrutura dentro da orelha, esses sintomas são familiares.

A história complica um pouco na hora de apontar suas causas. Afinal, a lista é extensa: de doenças vasculares a disfunções hormonais, mais de 300 encrencas podem afetar o labirinto. “Na maioria das vezes os problemas ali são a campainha de alerta, e não o incêndio”, avisa Arnaldo Guilherme, otorrinolaringologista da Universidade Federal de São Paulo. Sendo assim, além de investigar o motivo do fogaréu, faz-se necessário controlá-lo para livrar o órgão de enrascadas. E, para isso, é bom ficar de olho em um fator pouco comentado: a alimentação.

Nesse quesito, um dos principais inimigos do ouvido interno é o açúcar, escondido não só em guloseimas como chocolate, sorvete e bolachas recheadas como também em pães, tortas, bolos e massas feitos com farinha refinada. “Quando o indivíduo tem alterações na maneira de processar os carboidratos, ingerir muito açúcar pode interferir nas estruturas do labirinto, fazendo com que ele mande mensagens erradas ao cérebro”, conta o otorrino Ítalo Medeiros, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Para saborear uma sobremesa sem riscos, o jeito é apostar no consumo de frutas como banana, abacaxi, maçã e pera. “Quem quiser um prato mais elaborado pode levá-las ao forno com um pouco de canela”, sugere a nutricionista Roseli Rossi, da clínica Equilíbrio Nutricional, na capital paulista. E, no momento de se entregar às massas, o ideal é optar pelas integrais, já que suas fibras promovem uma absorção mais lenta da glicose.

O sal não fica atrás quando se fala nos perturbadores do labirinto, já que está relacionado ao aumento da pressão nos vasos. “Isso dificulta a irrigação e a chegada de nutrientes à parte interna da orelha”, explica Guilherme. O primeiro passo para brecar esse engarrafamento é trocar o condimento por temperos naturais, como alecrim, cebolinha, sálvia e salsinha. Depois, é preciso aprender a dizer não aos alimentos ricos no ingrediente, entre os quais estão os salgadinhos, empanados, sopas prontas e lanches de fast food, e dar preferência a opções mais saudáveis, como biscoitos com pouco sal e sanduíches cheios de vegetais.

A lista de itens que merecem atenção no cardápio de quem tem episódios de vertigem não para na dupla sal e açúcar. Segundo Rita de Cássia Guimarães, otoneurologista da Universidade Federal do Paraná, é fundamental evitar o consumo de alimentos que estimulem demais o labirinto, como a cafeína presente no café e nos refrigerantes, especialmente naqueles à base de cola, e ateína encontrada nos chás de plantas e ervas, sem contar o chimarrão.

Na turma dos excitantes labirínticos, é impossível deixar de mencionar as bebidas alcoólicas. “Elas podem causar uma intoxicação aguda e, assim, favorecer o aumento na densidade dos líquidos labirínticos. O resultado disso são vertigens agudas e intensas, vômitos e problemas na coordenação motora e nos reflexos”, explica Rita.

+ O que é vertigem postural paroxística benigna e como identificar?

Dicas para prevenir as crises

Vale deixar claro que os cuidados para se safar dos surtos de labirintite não ficam restritos à avaliação cautelosa daquilo que vai à mesa. Cultivar outros hábitos saudáveis é igualmente importante no combate às tonturas. Entre eles, os especialistas destacam aquele que é quase um mantra: comer a cada três horas. “O labirinto precisa de um aporte constante de glicose e oxigênio para exercer suas funções. Ficar de jejum, portanto, não é uma boa ideia”, comenta a nutricionista Roseli Rossi.

Outra indicação clássica que não deve ser ignorada por quem tem o problema é hidratar-se com aproximadamente 2 litros de água por dia. “Ela é essencial para todas as reações biológicas que ocorrem no corpo”, diz a nutricionista funcional e personal diet Luciana Harfenist, do Rio de Janeiro.

Para completar, procure ficar longe do tabaco. O vício, como você já deve estar cansado de ouvir, só tende a lesionar o organismo. E para quem sempre vê o mundo girar a história é ainda pior: “Por causa da nicotina e de uma série de outras substâncias, o cigarro mostra-se tóxico para o labirinto”, conta a otoneurologista Rita Guimarães. Enfim, zelar por esse órgão não só torna os episódios de vertigem menos frequentes como também garante uma saúde de ferro.

Fonte: Saúde

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Os impactos da perda de audição em crianças

A perda da audição é sempre muito significativa durante toda a vida de uma pessoa, e principalmente para as crianças, já que a audição é um dos principais focos para o desenvolvimento de uma maneira geral.

É a partir do desenvolvimento da audição que a criança aprende a falar e principalmente se conecta com o mundo externo, sendo então por este motivo fundamental para que consiga se desenvolver da maneira mais saudável.

Observar os casos de problemas auditivos e até de surdez ainda na infância é muito importante e essencial para que o tratamento seja bem feito e a cura seja alcançada, a depender do quadro.

A partir dessas informações, vamos trazer tudo sobre o impacto que os problemas auditivos podem trazer para a criança e como direcionar para o tratamento mais indicado, visando a solução do quadro.

Impacto da perda da audição para a criança

Como já foi dito, a audição é o principal meio pelo qual a criança aprende a se expressar, já que ela entende quais são os comandos e também pode exercitar o seu conhecimento através da fala.

Os problemas auditivos são as principais causas pelas quais as crianças demoram mais a falar ou são pouco sociáveis, e por este motivo é sempre bom estar atento a todos os sinais que elas apresentam como dificuldade de audição.

Para além disso é também por meio da audição que se evitam importantes acidentes ou avisos, e quando esta se encontra danificada, as chances de acontecimentos ruins são muito maiores, o que eleva o grau de atenção.

Por isso é sempre importante você ficar atento a todos os sinais que as crianças podem dar e que são determinantes para o tratamento correto e indicado a depender da gravidade da perda auditiva.

Causas possíveis

A perda da audição ainda na infância pode ter muitas causas, e cada uma dessas causas e suas consequências, também vai ter um tratamento diferenciado, tendo em vista que cada perda auditiva demanda um tratamento em especial.

Uma das causas pode ser a ocorrência de doenças ainda na gravidez, e esse diagnóstico pode ser feito mais facilmente, já que não se demanda muito ou também não precisa de uma investigação mais detalhada.

Além disso é possível que geneticamente a criança esteja exposta a esse tipo de problema, e que vai se agravando com o tempo, sendo necessária uma intervenção profissional para a solução do quadro.

Outras causas encontradas são os desgastes do sistema auditivo, exposição à ruídos e também acidentes com objetos pontiagudos, que podem perfurar o ouvido causando até casos como surdez.

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Diagnóstico

A melhor maneira de tratar melhor a perda da audiçãoainda na infância é buscar atendimento especializado, já que ele pode indicar quais são as melhores formas de intervir no caso em si.

Ao desconfiar de qualquer deficiência ou problema auditivo é recomendado que você vá imediatamente ao médico especialista para que seja feita uma avaliação geral, retornando inclusive os métodos para o tratamento.

Alguns casos são mais simples que outros, e isso vai ter um impacto no tratamento indicado, mas somente será possível quando você tiver finalmente um atestado profissional para a causa da perda da audição e os encaminhamentos a partir de então.

Além disso, é interessante que se faça uma visita regular a um especialista, que possa ajudar e principalmente que possa também acompanhar a evolução do sistema auditivo da criança, cuidando para que essa avaliação seja o mais saudável possível.

Tratamentos

Os tratamentos são os mais variados, pois vai depender diretamente do quadro observado, e também das causas que levaram à perda da audição e que vão demandar diferentes maneiras de se trabalhar.

O uso de aparelhos auditivos podem ser ideais até para início do tratamento, para que a criança não interrompa o seu desenvolvimento enquanto seu quadro é avaliado e o tratamento é devidamente feito.

Em casos irreversíveis ou que não possuem evolução aparente o uso dos aparelhos auditivos podem acompanhar a criança até o seu crescimento e durante toda a sua vida, sendo um tratamento mais amplo.

Outros casos podem envolver cirurgias mais diretas e até estímulos ao nervo auditivo, que é necessário quando o caso pode ser revertido, e a criança pode voltar a ouvir sem a ajuda de aparelhos auditivos.

Como prevenir

A prevenção dos casos de surdez ainda na infância envolvem cuidados desde a gravidez até de fato quando a criança já está crescida e tem a sua independência, sendo períodos que devem ser muito bem observados.

Evite contato com pessoas doentes durante a gravidez, ou ambientes contaminados, para que não adquira principalmente a rubéola que pode ocasionar a perda da audição da criança ainda na gestação.

É recomendado também que se observe atentamente o uso de cotonetes e o risco de materiais pontiagudos serem inseridos no ouvido, o que pode ocasionar sérias lesões no nervo auditivo e até causar surdez.

Por fim, evite expor a criança a ambientes com som muito alto o que pode gerar uma perda progressiva da audição, e pode chegar em um ponto muito grave, não tendo mais nenhum tratamento para reverter.

Buscando ajuda especializada

Existem várias formas de se pensar em como fazer o tratamento mais indicado e principalmente em qual tipo de profissional direcionar o seu filho, para que a situação possa ser resolvida da melhor forma, com o cuidado que é necessário.

A Otocenter oferece os mais capacitados profissionais e também as melhores formas de tratamento, priorizando sempre o bem estar do paciente e seus familiares, além do acompanhamento correto do problema auditivo observado.

Um tratamento com a equipe que é disponibilizada é certeza dos melhores panoramas no cuidado e manejo de todas as situações, com equipamentos e métodos modernos de avaliação e prescrição de tratamento.

As crianças precisam da audição para se desenvolver no mundo, adquirir a fala e poderem socializar, e cuidar da melhor forma pode garantir tudo isso a ele, desde que tenha um acompanhamento profissional especializado.

Fonte: Direito de ouvir

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Infecção de ouvido em bebês

Uma das situações mais incômodas para as crianças é a dor de ouvido. Nos menores de 1 ano, então, que não conseguem falar para comunicar o que estão sentindo, a situação é pior ainda. A boa notícia é que, embora ainda sejam altas, as taxas de bebês com otite sofreram uma queda significativa em 20 anos nos Estados Unidos. Um estudo da Academia Americana de Pediatria (AAP), publicado na revista médica Pediatrics, diz que, a ocorrência da inflamação até 1 ano de idade vem caindo.


Embora os casos tenham sofrido uma redução, alguns estudos afirmam que é normal os bebês terem otite pelo menos uma vez até completarem 1 ano de vida. A frequência acontece por conta da maior abertura e permeabilidade da tuba auditiva, o conduto que liga a parte de trás do nariz com o ouvido médio. Além disso, há outros fatores comuns que fazem com que crianças dessa faixa etária tenham mais pré-disposição: pior controle de rinites e a entrada na creche depois do fim da licença-maternidade das mães, quando a criança está apenas com 4 ou 5 meses.

Os motivos que explicariam a queda nos casos


Segundo os cientistas que notificaram a queda de casos de otite, há três fatores que podem explicar a mudança das estatísticas: menor exposição à fumaça de cigarro, maior tempo de amamentação e mais acesso às vacinas. Crianças que convivem com adultos tabagistas, independentemente do fato deles fumarem ou não na presença delas, apresentam componentes do cigarro identificáveis na corrente sanguínea e na urina. O tabagismo passivo leva a vários problemas de saúde, mas, no caso da otite, a causa é a alteração que essas substâncias geram na mucosa do nariz e ouvido médio, alterando a capacidade de limpeza natural e de transporte do muco do nariz para a garganta.

Já a amamentação colabora porque aumenta a imunidade, com anticorpos que são passados para a criança nessa fase inicial do desenvolvimento. Por sua vez, a vacinação contra o pneumococo, principal responsável pela otite média aguda, pode aumentar a capacidade de combate a essa bactéria. A redução da estatística observada pela vacina foi abaixo do que se esperava, mas é um fator a mais para melhorar o controle.

+ Como identificar problemas auditivos em crianças?

Como identificar e tratar a otite


Justamente pelo fato de os bebês de até 1 ano ainda não conseguirem falar, perceber que seu filho está sofrendo com otite é um desafio. Os sintomas são muito parecidos com os de outras infecções virais: febre e irritabilidade. Às vezes, o bebê para de comer. Vale lembrar que o fato de você mexer na orelha do seu filho e ele não protestar não é suficiente para descartar a infecção do ouvido. A dor da otite média aguda normalmente não piora com a manipulação da orelha.

Por conta disso, o único jeito de se certificar de que a criança está ou não sofrendo com esse problema é consultar um médico especialista, que realizará o diagnóstico adequado. Em bebês menos de 6 meses, o tratamento costuma ser feito com antibióticos porque há maior risco de complicações. Acima dessa idade, é possível observar os sintomas por até 48 horas, quando a febre está abaixo de 39 ºC e  a dor é controlável com analgésicos comuns. Nos casos mais severos, é preciso usar antibióticos.

Fonte: Revista Crescer

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Saiba reconhecer os transtornos vocais

Nunca negligencie a rouquidão. Embora o problema pareça inofensivo, os transtornos vocais podem indicar tanto inflamações passageiras quanto infecções mais graves, distúrbios e nódulos benignos ou malígnos.

A Academia Brasileira de Laringologia e Voz relata que cerca de 30% da população brasileira não procura tratamentos apropriados mesmo diante de rouquidão persistente, comprometendo as pregas vocais, popularmente conhecidas como cordas vocais.

Alerta aos descuidados

A rouquidão é uma manifestação caracterizada pela falha da voz ou mudança repentina na entonação, causada por males que afetam a região da laringe. As causas mais comuns são inflamações agudas ou crônicas nesse órgão.

Em casos mais graves a rouquidão pode ser provocada por pólipos, lesões, nódulos ou tumores.

Riscos

Entre os fatores que colaboram para a manifestação de doenças na laringe estão o uso do tabaco, uso inadequado da voz, abuso no consumo de álcool, alergias respiratórias, doenças cardíacas, refluxo e até mesmo o clima seco.

Se a rouquidão perseguir por mais de 6 dias, é de extrema importância procurar um otorrinolaringologista.

Cuidados

A rouquidão e transtornos vocais podem ser causadas por gripes, resfriados e laringites. Nesses casos o tratamento é mais simples, geralmente medicamentoso.

O que devo fazer para prevenir a rouquidão?

  • Falar em tons médios;
  • Hidratar bem o organismo (entre seis e oito copos de água por dia);
  • Evitar excessos alimentares antes de usar a voz profissionalmente;
  • Evitar choques térmicos;
  • Poupar a voz durante crises alérgicas, estados gripais, períodos pré-menstruais;
  • Buscar auxílio médico especializado ao observar tosses, pigarros e alterações na voz que perdurem por mais de duas semanas;

+ Como identificar problemas auditivos em crianças?

Diagnóstico

Para confirmação da existência de lesões na laringe, o otorrinolaringologista realiza a videolaringoscopia, exame que identifica a procedência do traumatismo.

Há diversos fatores para a rouquidão, o diagnóstico preciso e ágil previne problemas mais graves. Lembre-se de jamais negligenciar uma alteração vocal, pois uma simples mudança na voz pode ser sinal de possíveis problemas maiores.

Se você perceber que está ficando rouco frequentemente, que sua voz tem falhado e causado incômodo, procure um profissional especializado, o procedimento não é invasivo e dispensa o pós-operatório.

Caso os sintomas de rouquidão persistam, procure imediatamente um otorrinolaringologista.

Fonte: OtorrinoMed

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Como identificar problemas auditivos em crianças?

Nos primeiros anos de vida, a capacidade auditiva é uma parte essencial no desenvolvimento social, emocional e cognitivo das crianças. É por isso que até mesmo os problemas auditivos leves podem impedir que a criança desenvolva a fala e a linguagem adequadamente.

A boa notícia é que os problemas auditivos em crianças podem ser superados se forem detectados cedo. 

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 60% dos casos de perda auditiva em crianças menores de 15 anos podem ser evitados. Portanto, é importante que a audição de bebês e crianças seja examinada precocemente e verificada regularmente.

Problemas auditivos em crianças

Existem vários problemas auditivos que afetam as crianças, sendo que muitos deles resultam em perda auditiva. É o caso da otite média, por exemplo. Uma infecção no ouvido bastante comum em crianças que, se não for tratada, pode causar a deficiência auditiva.

A perda de audição em crianças pode ser apenas temporária, mas também pode ser permanente. A OMS estima que 34 milhões de crianças no mundo possuem deficiência auditiva incapacitante. Além disso, de 3 a 4 mil recém-nascidos já nascem com algum tipo de problema auditivo significativo.

Portanto, é possível perceber que esse é um problema de saúde sério e que precisa de atenção, especialmente dos pais. É importante que eles saibam reconhecer os sinais da perda auditiva o quanto antes. Um diagnóstico precoce é essencial para prevenir e evitar atraso de linguagem e possíveis problemas de aprendizagem e socialização.

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Sinais de alerta

Seja uma doença hereditária, uma lesão no ouvido ou otite repetida, é essencial reconhecer os sinais de alerta que indicam um possível problema auditivo.

Em geral, os sintomas podem aparecer em qualquer idade: desde os primeiros meses de vida, até o início da adolescência. Alguns sinais mais comuns de acordo com a faixa etária são:

• De 0 a 3 meses: o bebê não reage ao ruído e à voz, é um recém-nascido muito calmo que não acorda com barulhos em seu quarto.

• De 9 a 12 meses: o bebê grita muito e não redobra as sílabas, por exemplo, ao falar “pa-pa” ou “ma-ma”.

• De 1 ano a 2 anos: a linguagem não se desenvolve e a criança tem dificuldades em pronunciar sílabas. Ela também não responde quando é chamada e é desatenta a tudo que não está em seu campo de visão.

• De 2 a 3 anos: a criança não consegue formar frases, articula mal ao falar e não reage quando alguém conversa com ela.

• Após 4 anos: problemas comportamentais, como agressão, falta de atenção, e medo noturno podem aparecer. Também é comum fazer confusão entre os sons de algumas letras e ter necessidade de aumentar o volume para assistir TV ou ouvir música.

Causas de problemas auditivos em bebês e crianças

Existem muitos fatores que podem causar problemas auditivos em crianças. Em alguns casos, a perda auditiva pode ser congênita, isto é, o bebê já nasce com ela, ou pode ser adquirida como resultado de uma infecção ou trauma.

perda auditiva congênita pode ser causada por:

• Complicações no nascimento, como falta de oxigênio, toxoplasmose ou outra infecção grave;

• Parto prematuro;

• Distúrbio do sistema cerebral ou nervoso;

• Uso de medicamentos ototóxicos durante a gravidez;

• Diabetes materno;

• Fatores genéticos.

perda auditiva adquirida pode ocorrer devido a:

• Perfuração no tímpano;

• Infecção, como meningite, sarampo, caxumba, coqueluche etc;

• Lesão grave na cabeça;

• Exposição a ruído alto;

• Otite média não tratada ou frequente.

Como diagnosticar problemas auditivos em crianças

A capacidade auditiva deve ser verificada algumas dias após o nascimento. Isso é conhecido como triagem auditiva neonatal, um exame rotineiro para todas as crianças que é realizado antes mesmo do recém-nascido sair do hospital.

Ao longo do tempo, também existem outros exames que podem ser aplicados em bebês e crianças para identificar problemas auditivos. Conheça alguns dos principais testes auditivos:

Audiometria de reforço visual

A audiometria de reforço visual (ARV) é indicada para testar a audição de crianças entre 6 meses a 3 anos de idade.

O teste consiste em fazer a criança vincular um som a uma recompensa visual, como um brinquedo. Quando a criança é capaz de associar o som e a recompensa visual, o volume e o tom do som são alterados para determinar a menor intensidade na qual a criança consegue ouvir.

Audiometria condicionada por jogo

Esse tipo de teste é aplicado em crianças entre um ano e meio a cinco anos de idade. Durante o teste, os ruídos são reproduzidos através de fones de ouvido ou alto-falantes e a criança precisa fazer uma tarefa simples ao ouvir o som. Isso pode ser colocar uma bola em um recipiente, completar um quebra-cabeça etc.

Assim como no AVR, a intensidade e a tonalidade do som são alterados para determinar os sons mais baixos que a criança consegue ouvir.

Audiometria tonal

As crianças maiores podem realizar a audiometria de tom puro. O teste serve para avaliar a audição de uma criança em idade escolar.

O procedimento da audiometria tonal em crianças é similar ao realizado em adultos. Durante o teste, são reproduzidos sons em diferentes volumes e frequências. Então, o paciente precisa sinalizar quando ouvir o ruído apertando um botão ou levantando a mão.

Teste de condução óssea

Para realizar esse exame, é preciso colocar um pequeno dispositivo de vibração atrás da orelha. O equipamento envia o som diretamente para o ouvido interno através dos ossos da cabeça. Isso pode ajudar a identificar qual parte do ouvido não está funcionando corretamente caso a criança esteja com problemas auditivos.

Soluções auditivas para crianças

O tratamento para os problemas auditivos em crianças dependem da causa e gravidade, mas pode incluir:

• antibióticos para otite média;

• remoção do objeto estranho ou cera de ouvido;

• terapia de fala;

• cirurgia;

• um implante coclear pode ser considerado para crianças com perda auditiva severa ou profunda.

Além disso, os aparelhos auditivos podem ser usados no tratamento de perda auditiva em crianças. Existem aparelhos auditivos desenvolvidos para crianças de todas as idades e com diferentes graus de perda auditiva.

Fonte: Direito de Ouvir

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As complicações de respirar pela boca

Respirar pela boca é um ato muito comum. E diz-se que esse padrão respiratório é errado porque nosso organismo não é adaptado fisicamente para isso.
O nosso nariz é o primeiro órgão do sistema respiratório e tem a função de proteger nossas vias aéreas inferiores. Além de filtrar impurezas, ele aquece e umidifica o ar antes de chegar aos pulmões. Isso não acontece quando respiramos pela boca, o que pode gerar diversas complicações de saúde.

Respirar pela boca gera problemas respiratórios e ósseos
Como naturalmente não deveríamos respirar pela boca, para que seja possível essa passagem de ar, o paciente acaba muitas vezes alterando a posição da língua, deixa a cabeça pender mais para frente e o lábio inferior vai ficando mais frouxo.

Essas adaptações para conseguir respirar pela boca podem facilmente causar alterações na face e nos dentes. Isso é devido à influência que a língua, que é um órgão muscular, tem de expandir os ossos da face, com isso contribuindo para o bom crescimento dos ossos e dentes. O rosto pode se estreitar e se alongar, o céu da boca fica mais alto, a saliva se acumula e a mordida (oclusão dentária) fica desalinhada. O paladar e a mastigação também podem se modificar, até interferindo na boa alimentação do paciente, bem como sua voz e fonética.

Além disso, como o ar da boca não é filtrado como o que entra pelo nariz, o paciente fica mais suscetível a absorver impurezas e, por consequência, apresentar mais quadros de gripes, sinusites, faringites, rinites, crises de asma e inflamações da garganta e ouvido.
Respiradores bucais, como são chamados, ainda podem acabar roncando mais e desenvolvendo apneia do sono, condição que causa uma pausa na respiração de mais de 10 segundos. O rendimento físico do paciente também costuma ser menor.

+ Problema no ouvido pode ser sinal de patologia ou infecção

Ajuda médica é imprescindível
Somente um médico da área de otorrinolaringologia pode diagnosticar a causa da respiração bucal, que pode estar relacionada ao nariz entupido ou a uma obstrução na garganta, e indicar um tratamento eficaz.
Os motivos mais frequentes do nariz tampado impedindo a respiração são: a rinite crônica alérgica, o desvio de septo (que pode precisar de correção cirúrgica) e, principalmente em crianças, a vegetação adenóide, aumento exagerado de uma amígdala que fica logo atrás da cavidade nasal.

Já na garganta, também mais frequente em crianças, a causa mais comum de obstrução é o aumento das amígdalas palatinas, que podem ser grandes ao ponto de uma encostar na outra no meio da garganta.
Quanto mais precoce for o tratamento, menor a chance de a pessoa ter um crescimento anormal da face e de criar o costume de respirar pela boca, cujo tratamento vai exigir sessões de fonoterapia.

Fonte: Dr.Consulta

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Deficiência auditiva e surdez: como haver inclusão na escola?

Existem diversos graus de deficiência auditiva. No Brasil cerca de 6% da população tem algum grau de perda auditiva.

A Deficiência Auditiva 

Consiste na perda parcial ou total da capacidade de detectar sons. Pode ser causada por má-formação, alteração genéticas, lesão na orelha ou na composição do aparelho auditivo. Entre os tipos de deficiência auditiva estão a condutiva, neurossensorial e mista.

Surdez

É considerado surdo todo aquele que tem total ausência da audição, ou seja, que não ouve nada. E é considerado parcialmente surdo todo aquele que a capacidade de ouvir, apesar de deficiente, é funcional com ou sem prótese auditiva. Atualmente, muitos consideram “surdo”aquele que opta pela língua de sinais e percebe o mundo preferencialmente através de experiencias visuais.

A sala de aula é um lugar barulhento. Crianças com qualquer grau de deficiência auditiva podem ter dificuldades para perceber adequadamente os sons quando houver ruído ambiental. Manter a sala de aula silenciosa ou com menor ruído possível ajuda a compreensão auditiva nos alunos com deficiência auditiva.

+ 6 tipos de surdez

Para facilitar o aprendizado, uma criança com deficiência auditiva deve:

  1. Sentar preferencialmente nas fileiras da frente e no centro da sala: é mais fácil de ouvir o professor, acompanhar a aula e evitar distrações com ruído ambiente e conversas dos demais colegas. Permite ainda observar linguagem corporal ( comunicação não verbal) e realizar leitura labial;
  2. Evitar sentar próximo à porta, janelas, ventiladores, ar condicionado, quadra esportiva e etc, para diminuir a interferência do ruídos externos a sala de aula;
  3. Se a criança não estiver de frente  sugerimos que fique com a melhor orelha voltada para o professor. A orelha melhor não pode ficar voltada para a parede!

Os professores podem:

  1. Utilizar  microfones ou sistema Wireless ( FM, Roger, MiniMic) individual para a criança;
  2. Falar pausada e articuladamente as palavras  e de frente para o aluno;
  3. Utilizar material concreto além de recursos visuais para apoio. Lembrar que o aluno com deficiência auditiva utilizará a leitura labial também! Assim, vale evitar uso de  filmes ou vídeos dublados, por exemplo!;
  4. Evitar dar aula de costas ( especialmente ao utilizar o quadro).

+ Conheça os diferentes tipos de deficiência auditiva

Abaixo uma figura esquemática de como funciona o sistema FM. O professor tem um microfone e trasmissor que conecta diretamente no aparelho auditivo do aluno. Isto ajuda a compreensão e aprendizado ao minimizar a interferência do ruído ambiental.

 

 

Fonte: MedPrimus

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6 tipos de surdez

Você sabe de que forma se dá a surdez? A limitação ou perda total da audição acontece devido a incapacidade de ouvir e reagir a ruídos e sons externos. O individuo portador de algum tipo de insuficiência auditiva, tem dificuldades em participar de diálogos rotineiros e também é limitado de se atentar a sons do ambiente em que está cercado. Em alguns casos, a pessoa é incapaz de ouvir qualquer tipo de ruídos e barulhos em sua volta.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 9,8 milhões de brasileiros sofrem de algum tipo de problema no aparelho auditivo, representando 5,2% da população do país. Desses números, 2,6 milhões apresentam algum tipo de surdez e outras 7,2 milhões manifestam outros problemas auditivos.

Um dos ciclos mais naturais da vida humana é o envelhecimento, o mesmo que é atrelado ao surgimento de diversas patologias, uma delas é a dificuldade em ouvir e reagir a sons. Porém, o simples ato de envelhecer não é um parâmetro para se obter problemas auditivos. Elaboramos uma lista de alguns tipos de surdez que podem acometer não só pessoas mais velhas, mas qualquer indivíduo durante qualquer fase da vida.

Surdez durante o envelhecimento

Uma das causas mais conhecidas por pessoas que detém algum tipo de problema auditivo é a fase do envelhecimento. Dentro da fonoaudiologia, essa condição também é chamada de presbiacusia.

Esse tipo de surdez pode ocorrer devido ao deterioramento das células ciliadas, que estão atreladas diretamente com a cóclea – órgão presente na orelha interna – causando uma piora dentro do sistema central do canal auditivo. Além disso, essas células são extremamente importantes para o funcionamento normal do ouvido pois são elas que enviam frequências sonoras que são reconhecidas pelo cérebro.

Entretanto, algumas pessoas podem apresentar sintomas de perda auditiva durante uma fase precoce da vida enquanto outras podem vir a sentir alterações auditivas após os 60 anos de idade.

Limitação auditiva induzida por ruídos

Os ruídos são caracterizados por longas frequências sonoras que podem ser agudas ou não. Quando nos expomos por longos períodos a barulhos de alto níveis de oscilações ruidosas, estamos sujeitos a danificações dentro do nosso sistema auditivo. Esse tipo de problema é encontrado principalmente em pessoas que trabalham em ambientes com sons estrondosos, como funcionários que comandam aeronaves, trabalhadores de construções, sistemas de telemarketing, etc. Veja o que o excesso de ruído pode causar.

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Esses danos causados por ruídos aparecem de maneira gradativa e vão piorando com o passar do tempo se a devida proteção não for tomada. Atingindo um nível crítico, as chances de perder completamente a audição aumentam em 80% conforme o tipo de exposição.

Medidas cabíveis de proteção devem ser tomadas para que não haja danos irreversíveis dentro do canal do ouvido. Isso se dá por meio de protetores auriculares, tampões quando expostos a locais com alta frequência de ruídos e equipamentos para que não haja riscos de ferimentos à audição.

Surdez congênita

A surdez congênita é aquela que apresenta indícios desde do nascimento do bebê. A criança já nasce com algum nível de perda auditiva derivada de diversos fatores. Atualmente, 4 em cada 1000 crianças nascem com essa patologia.

Essa condição pode ser percebida durante a gravidez e tem como principais causas:

• Condições especificamente genéticas;

• O uso contraindicado de medicamentos durante o período gestacional;

• Contaminações adquiridas durante a gravidez, como rubéola, sífilis, toxoplasmose e herpes;

• Condições após o nascimento da criança que podem afetar diretamente sua audição, como a ausência de oxigenação ao longo do trabalho de parto, a retirada prematura do bebê por conta de complicações e infecções que podem ser adquiridas ainda no hospital.

É de extrema importância que o diagnóstico seja feito o mais rápido possível, para que um tratamento possa ser feito através de aparelhos auditivos ou implantes cocleares.

Infecções 

Assim como a surdez congênita derivada de infecções pode vir a acarretar problemas auditivos na criança de maneira precoce, outros tipos de infecções também podem ser desenvolvidos por pessoas adultas, podendo levar até a completa surdez.

Alguns tipos de patologias infecciosas como as bacterianas, virais e fúngicas tem um papel prejudicial de contaminação na orelha interna, média e externa. Algumas das doenças que podem acarretar na perda total do sistema auditivo são as otites e meningites.

Ao primeiro sinal de alterações no organismo, é necessário um diagnóstico médico com determinada urgência para que a contaminação não atinja outros órgãos podendo até vir a óbito.

Problemas auditivos derivados de perfuração do tímpano

Caracterizado como uma membrana fina da nossa pele, especificamente alocado em nosso canal auditivo, o tímpano é uma das principais partes do nosso corpo. Quando entra em contato com algum ruído externo, o tímpano tem a função de vibrar para que assim haja o processo de identificação das ondas sonoras.

Apesar da relevância dessa parte do ouvido, a camada fina da membrana pode ser danificada facilmente por diversos fatores, são eles:

• Compressão intensa na parte membranosa como socos e algumas vezes até beijos;

• Introdução de equipamentos pontiagudos dentro do ouvido, como cotonetes e chaves;

• Contaminações atreladas ao ouvido médio;

• Ruídos estrondosos e altas frequências constantes de barulhos agudos.

Algumas perfurações podem ser tratadas de maneira espontâneas sem a ajuda de quais intervenções médicas, ao contrário de outras maiores que quase sempre necessitam de algum tipo de assistência cirúrgica.

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Surdez atrelada ao uso de medicamentos

Pouco discutida entre a população atual, a surdez acoplada a algum tipo de interação medicamentosa também é possível. Remédios denominados de ototóxicos podem causar danos ao sistema vestibular e coclear do canal auditivo. Vale ressaltar que o uso desses medicamentos causa problemas a longo prazo ou pelo abuso de suas substâncias.

Separamos em três tópicos os tipos de medicamentos ototóxicos:

• Antibióticos aminoglicosídeos como amicacina e gentamicina;

• Diuréticos de alça como furosemida;

• Salicilatos.

O uso excessivo e contraindicado de medicamentos pode ser prejudicial a sua saúde e causar danos irreversíveis à sua audição. Ao primeiro sinal de dificuldades em reagir a sons externos, procure um especialista para diagnóstico e tratamento adequado.

 

Fonte: Direito de Ouvir

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Zumbido em jovens pode indicar futura perda auditiva

Pode reparar: atualmente, os fones de ouvido são quase uma extensão do corpo dos jovens. Só que não desgrudar do aparelho cobra consequências. Ainda mais quando o barulho que sai dele é similar ao de uma casa de show – algo recorrente hoje, como evidencia um trabalho da Associação de Pesquisa Interdisciplinar e Divulgação do Zumbido. Entre os 170 estudantes de 12 a 17 anos que participaram da análise, 95% relataram ouvir música com os fones.

Desses, 77% assumiram que deixam o volume alto. Até aí, pouca novidade, certo? Mas, ao serem questionados se já tinham ouvido um zumbido nos últimos 12 meses, 54,7% dos voluntários soltaram um sonoro sim. “O número é alarmante”, diz a otorrinolaringologista Tanit Ganz Sanchez, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e coordenadora da pesquisa.

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De bate-pronto, pode-se concluir que há uma relação direta entre os jovens escutarem música em volumes ensurdecedores e o zunido. O refinamento dos dados revelou, no entanto, que outro fator contribuiria para o problema: uma menor tolerância natural a sons por uma parcela dos adolescentes. Mas calma! Nada de achar que a barulheira está liberada. Ora, não dá para identificar facilmente quais são os indivíduos mais sensíveis ao zunzunzum. Portanto, a exposição a ruídos altíssimos e por longo tempo permanece um dos fatores capazes de causar ou agravar o tinnitus, nome técnico do problema.

Embora faça questão de ressaltar que estamos falando de um sintoma e não de uma doença, o otorrinolaringologista Ricardo Testa, presidente da Sociedade Brasileira de Otologia, diz que esse mal parece mesmo estar mais frequente. “E o hábito de ouvir sons altos com fone de ouvido só piora a situação”, salienta. O motivo é relativamente simples: quando as células ciliadas, localizadas no ouvido interno, recebem vibrações sonoras, elas se alongam e encurtam repetidamente. O bicho pega quando nossa música favorita toca e subimos o som sem pudor. Daí, essas estruturas sofrem lesões temporárias ou definitivas. Com isso, as células vizinhas precisam trabalhar em dobro. Como efeito colateral, surge o zumbido.

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Por essas e outras, ele é um sinal de que a saúde auditiva não anda 100%. E, de acordo com Tanit, se os jovens continuarem nesse ritmo, há grande probabilidade de simplesmente ficarem surdos lá pelos 30 ou 40 anos. Ainda bem que dá para prevenir esse desfecho. “Recomendamos deixar o volume até a metade do nível máximo. Não mais do que isso”, aconselha a fonoaudióloga Patrícia Cotta Mancini, da Universidade Federal de Minas Gerais.

Desligar o aparelho a cada hora de exposição também ajuda. Escute: ninguém precisa abrir mão da trilha sonora para embalar o dia a dia. Mas é essencial zelar pelos ouvidos. Só assim eles continuarão a postos para apreciar os novos estilos e artistas que vão entrar na moda.

 

Fonte: Saúde

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