Dicas Gerais

Conheça o hábito que pode te ajudar com a rinite

Para quem convive com espirros, coriza e sensação de nariz entupido, dar um banho nas fossas nasais é tão importante quanto escovar os dentes. Achou exagerado? Não é, não. Adotar soluções salinas para higienizar o nariz faz toda a diferença no contra-ataque à rinite alérgica, inflamação da mucosa nasal desencadeada por elementos como ácaro e que chegar a abalar a produtividade no dia a dia.

Segundo João Ferreira de Mello Júnior, professor de otorrinolaringologia da Universidade de São Paulo, é comum que a congestão nasal e outros sintomas atrapalhem até o sono. “Aí, sem dormir direito, a pessoa não consegue se concentrar na escola ou no trabalho”, observa.

O antídoto contra essas chateações é simples, mas exige compromisso na agenda: a lavagem diária. Uma revisão de trabalhos científicos realizada por médicos do Hospital Municipal de Karlsruhe e da Universidade de Colônia, na Alemanha, constatou que a limpeza da cavidade nasal minimiza as manifestações da rinite, aumenta a qualidade de vida e permite diminuir em cerca de 60% a necessidade de remédios mais fortes.

“Ela melhora os mecanismo de defesa do nariz, hidrata a mucosa e torna mais fluida a secreção produzida em excesso em resposta aos agentes alérgenos”, explica Talita Poli Biason, gerente médica da unidade de medicamentos isentos de prescrição do Laboratório Aché. Só que, para colher todos esses benefícios, o recomendado é recorrer ao procedimento pelo menos duas vezes ao dias – e todo santo dia. Isso mesmo quando o nariz está numa boa.

Problema no ouvido pode ser sinal de patologia ou infecção

A solução salina de que tanto falamos tem como ingrediente o cloreto de sódio a 0,9%. É a base do soro fisiológico e de produtos específicos para o nariz, sendo que alguns deles contam com a adição de um conservante. Essa porcentagem na fórmula indica que a solução é isotônica, ou seja, não há possibilidade de ela desidratar a mucosa nasal.

Os produtos são facilmente encontrados em farmácias, mas vale ter em mente que certos indivíduos podem ser sensíveis ao conservante no líquido.

Também é preciso ficar atento para não confundir soluções salinas com medicamentosas, que possuem corticoides, por exemplo. “Esse tipo de tratamento está mais moderno e hoje oferece pouco risco, mas só deve ser usado com orientações médica”, avisa o otorrino Fabrizio Romano, membro da diretoria da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial. Já alguns descongestionantes, à base de substâncias vasoconstritoras, até aliviam a jato, só que podem viciar e não eliminam a rinite.

Agora, pensando em lavagem mesmo, não funcionaria juntar água filtrada e sal por conta própria numa receita caseira? Essa é uma questão que divide opiniões. Poder fazer em casa até pode. Porém, existe o risco de errar a mão na quantidade ou contaminar os ingredientes, o que irritará ainda mais as narinas. “O problema é que as pessoas têm dificuldade para entender medidas, e isso pode comprometer o efeito da solução”, nota Mello.

Outra opção que aparece na farmácia é o irrigador nasal, apetrecho de plástico ou cerâmica cujo formato lembra uma lâmpada de gênio. Essa ferramenta, por assim dizer, envolve um processo mais complexo que a lavagem em si, uma vez que a solução salina chega até os seios da face. “Ela é mais recomendada para quem tem sinusite crônica. Sem indicação médica, pode ser uma técnica agressiva”, explica Talita.

Por falar no especialista, a rinite alérgica pede acompanhamento inclusive para identificar o gatilho das crises e traçar o melhor plano terapêutico. Saiba, no entanto, que o paciente sairá do consultório com uma tarefa diária a cumprir: lavar o nariz.

Via Exame

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Até quando é normal atraso na fala?

Antes de falarmos sobre atraso na fala da criança é importante entender que existe um período crítico no desenvolvimento infantil, em que as áreas do seu cérebro responsáveis pela fala e a linguagem estão em formação. Essa fase vai até mais ou menos os 3 anos de idade e deve coincidir com um período de intensa estimulação comunicativa, com ambientes ricos em sons, imagens e acesso à fala e à linguagem humana no sentindo mais amplo.

É nesse cenário que se torna muito importante a vigilância da audição dos bebês e crianças, seja com a triagem auditiva neonatal – como a feita com o teste da orelhinha, obrigatório em recém nascidos – seja através da observação do comportamento e das reações da criança à medida que ela avança. A falha em estimular o cérebro na hora certa com sons e fala pode prejudicar de maneira definitiva a habilidade linguística da criança no futuro.

O desenvolvimento da linguagem no bebê começa muito antes do aprendizado da fala, na medida em que eles começam a usar o choro, o sorriso e outros gestos como sinais de fome, tristeza, contentamento ou solidão… Por volta dos 6 meses de idade, os bebês já compreendem que a fala dos pais e demais pessoas que os cercam é um canal de comunicação. Mesmo que eles ainda não tenham a capacidade para articular palavras e falar, eles já podem “conversar” do jeito deles, dando atenção a quem fala e respondendo com gestos, resmungos e expressões.

O ritmo da aquisição da fala e linguagem entre as crianças é muito variado, sendo assim importante observar se o passo-a-passo desse caminho segue seu rumo natural. Abaixo, fiz a tradução para o português de um checklist criado pela Associação Americana de Fala, Linguagem e Audição, que pode auxiliar aos pais a saberem se seus filhos seguem os degraus da boa aquisição de linguagem e quando pode haver um atraso na fala preocupante.. Qualquer falha nessa evolução deve ser avaliada por otorrinolaringologistas e fonoaudiólogos.

Critérios para identificar atraso na fala

Até os 3 meses

Reage a sons altos

Acalma-se ou sorri quando ouve a fala

Reconhece sua voz e pára de chorar ao ouvi-la

Pára ou inicia a sucção enquanto mama ao ouvir a voz

Articula sons com a boca

Chora de maneira diferente para necessidades diferentes

Sorri ao ver vocês

Dos 4 aos 6 meses

Segue os sons com os olhos

Reage ás mudanças no seu tom de voz

Da atenção a brinquedos que produzem sons

Presta atenção à música

Balbucia sons diferentes, inclusive começando com p, b, m,  imitando a maneira correta de falar

Dá risadas

Balbucia quando está excitado ou insatisfeito

Produz murmúrios brincando sozinho ou com você

Dos 7 meses a 1 ano

Gosta de brincar de “esconde-achou” e de bater palmas com música

Vira-se para a direção dos sons

Presta atenção quando você fala com ele

Entende palavras comuns “água”, “mamar”, “sapato”

Atende à chamados como “vem cá”

Balbucia sílabas repetidas como “dadada”, “papapa”

Balbucia no intuito de receber atenção

Tenta se comunicar com gestos como levantar os braços

Imita diferentes sons da fala

Fala uma ou duas palavras como “papai”, “mamãe” ou “não” até um ano

1 a 2 anos

Aponta para algumas partes do corpo quando você fala o nome delas

Obedece comandos simples (“chuta a bola”) e entende perguntas simples (“cadê seu sapato?”)

Se diverte com histórias, músicas e rimas simples

Aponta para figuras em livros quando você fala os nomes

Aprende novas palavras regularmente

Fala perguntas simples com uma ou duas palavras

Junta duas palavras como “mais água”

Usa os sons das consoantes no inicio das palavras

2 a 3 anos

Usa frases com duas ou três palavras para se expressar ou perguntar

Pronuncia os sons de k, g, f, t d e n.

Fala de um jeito que pessoas da  família e amigos entendem

Refere-se aos objetos pelos nomes corretos para mostrá-los ou pedi-los

Consegue nomear quase todas as coisas

3 a 4 anos

Ouve quando você chama de outro cômodo

Ouve a TV no mesmo volume que as demais pessoas da casa

Responde perguntas simples como “quem”, “O quê?”. “Onde?”, “Porquê?”

Pode falar sobre suas atividades, na escola ou fora dela

Usa frases com quatro ou mais palavras

Fala com facilidade sem repetir sílabas ou palavras

4 a 5 anos

Presta atenção às pequenas histórias e responde perguntas simples sobre elas

Ouve e entende a maioria das coisas que são ditas em casa e na escola

Usa frases com riqueza de detalhes

Conta histórias até o fim

Comunica-se facilmente com outras crianças e adultos

Pronuncia corretamente a maioria dos sons, com exceção de alguns poucos (l, s, r, v, z, ch)

Faz rimas

Reconhece algumas letras e números

Usa a gramática dos adultos

Via Portal Otorrino


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Já imaginou aprender libras online?

A Língua Brasileira de Sinais (Libras) é o segundo idioma oficial do país. A partir dos movimentos das mãos, expressões faciais e padrões labiais, a linguagem de sinais é uma das principais formas de comunicação utilizadas pelos deficientes auditivos.

A Libras é frequentemente usada em vez do português falado nas comunidades surdas, já que algumas pessoas com perda auditiva usam apenas a linguagem de sinais para se comunicar com familiares ou amigos. Além disso, mesmo aqueles com audição normal ou limitada também podem aprender essa língua.

Felizmente, existem muitas maneiras de aprender a Língua Brasileira de Sinais fora do tradicional método da sala de aula. Os cursos online grátis, tutoriais em vídeo e aplicativos possibilitam uma ampla gama de possibilidades para quem deseja aprender o idioma.

Dentre as vantagens de estudar Libras online, precisamos destacar a possibilidade de que qualquer pessoa pode começar a estudar em sua própria casa e definindo seus próprios horários.

Pensando nisso, reunimos algumas dicas infalíveis para quem quer aprender Libras online e de forma gratuita. Confira!

Cursos de Libras online grátis

Graças à internet, aprender Libras está mais fácil do que nunca! Não é mais necessário fazer cursos presenciais ou procurar sobre o assunto na internet para tentar aprender sozinho. Atualmente, é possível encontrar diversos cursos de Libras online grátis que ensinam o alfabeto, números, frases comuns e muito mais. Conheça os principais deles:

Curso 99 sinais mais usados da Libras – Universidade da Libras

A Universidade da Libras é uma plataforma voltada exclusivamente para o ensino da linguagem de sinais. O “99 sinais mais usados da Libras” é um curso online grátis direcionado, principalmente, às pessoas ouvintes que querem aprender a língua de sinais para se comunicar com deficientes auditivos. O conteúdo é básico e aborda sinais, frases e dicas de gramática.

Curso de Libras – USP

A Universidade de São Paulo (USP) oferece um curso de Libras grátis especialmente para iniciantes. O curso tem 10 videoaulas e outros materiais complementares que podem ser baixados no computador.

Para ter acesso ao curso não há necessidade de se cadastrar. Basta acessar a plataforma Stoa e conferir o conteúdo.

Curso de Libras básico online – Prime Cursos

Outra opção de curso de Libras online e gratuito é o material disponibilizado pela Prime Cursos. Dentre o conteúdo abordado nas aulas podemos destacar: introdução sobre a Língua Brasileira de Sinais, formação de frases, categorias gramaticais, como formar palavras, dentre outros tópicos.

O curso é introdutório e direcionado aos estudantes, profissionais da educação e da assistência social, além de pessoas ouvintes que convivem com deficientes auditivos.

+ Alerta sobre fones de ouvido

Aplicativos para aprender Libras

Para facilitar ainda mais o aprendizado, também existem aplicativos fantásticos para quem quer aprender a Língua Brasileira de Sinais. Assim, é possível estudar e ter acesso ao idioma na palma da mão. Aqui estão alguns dos melhores:

Librazuca

Librazuca é um aplicativo desenvolvido para facilitar a comunicação entre deficientes auditivos e ouvintes. Pelo app, é possível acessar conteúdos teóricos, como alfabeto, números e gramática. O Librazuca também possui dois tipos de dicionários: um em ordem alfabética e outro com configuração de mão.

Outra funcionalidade é a realidade aumentada. Com isso, ao posicionar a câmera do celular em alguma imagem pré-determinada, aparece uma animação 3D que demonstra o seu significado em Libras.

Enquanto aprende, o usuário também pode usar alguns jogos e desafios que ajudam na fixação do conteúdo.

Hand Talk

Hand Talk é ótimo para quem quer aprender Libras online. A plataforma é liderada pelo Hugo, um simpático intérprete virtual que ajuda a guiar o usuário. O aplicativo pode ser usado como um tradutor de bolso, onde é possível traduzir texto e voz para a língua de sinais.

Além disso, existe uma plataforma educativa chamada Hugo Ensina. Nela, o usuário pode acessar vários vídeos que ensinam as principais expressões e sinais em Libras para crianças e adultos.

Dicas para aprender Libras

Além dos aplicativos e cursos online, existem outras ações importantes para aprender a Língua Brasileira de Sinais. A seguir, selecionamos algumas dicas infalíveis para ajudar no aprendizado de deficientes auditivos ou não.

1. Assista e imite intérpretes

A prática é essencial para fixar o conteúdo ensinado nos cursos de Libras. Por isso, assistir outras pessoas (principalmente intérpretes de linguagem de sinais) é uma boa estratégia. Além disso, vale a pena imitar os principais movimentos.

2. Peça ajuda de amigos e familiares com deficiência auditiva

Essa dica é excelente para quem não sofre com problemas auditivos mas que deseja melhorar a comunicação com as pessoas surdas. Então, se você já conhece amigos ou familiares com deficiência auditiva, peça para que eles lhe ensinem alguns sinais ou ajudem a treinar o que você aprendeu nos cursos online.

Pode parecer clichê, mas a prática sempre leva à perfeição. Então, treine!

Outras dicas para aprender Libras

Além do método de aprendizado, você precisa se preocupar com alguns pontos para usar a língua de sinais com êxito. São eles:

• As expressões faciais são fundamentais: elas determinam o tom da conversa, além de trazer um toque pessoal à linguagem de sinais. Portanto, não tenha medo de usar as expressões faciais como os professores e intérpretes de Libras.

• Leve a Libras para sua vida: as situações reais com outras pessoas que utilizam a linguagem de sinais contribuem para aprender mais rapidamente.

• Qualificações adicionais para se profissionalizar: caso queira ser um intérprete, por exemplo, é preciso buscar outras qualificações adicionais. Os cursos e aplicativos que citamos acima apresentam o básico da Libras. Portanto, eles são recomendados para iniciantes.

Para concluir, aprender a Língua Brasileira de Sinais pode ser uma experiência divertida e que ajuda a se comunicar com mais pessoas da comunidade surda. Nesse sentido, os aplicativos e cursos online de Libras grátis são as melhores opções para quem quer aprender o idioma. Além de gratuitas, essas plataformas de aprendizagem são flexíveis e cada aluno pode estudar em seu próprio tempo.

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Via Direito de Ouvir

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Tudo o que você precisa saber sobre a sinusite

Sinusite é uma resposta inflamatória da mucosa de revestimento das cavidades paranasais (seios da face), que se estende às fossas nasais.  Hoje, o termo correto seria “Rinossinusite”, pois a rinite pode manifestar-se isoladamente, mas a sinusite quase sempre é acompanhada de rinite.

Existem quatro pares de cavidades paranasais: maxilar, etmoidal, frontal e esfenoidal. Essas cavidades participam na ressonância vocal, auxiliam na filtração, aquecimento e umidificação do ar, amortecem choques contra a cabeça, reduzem o peso do crânio, secretam muco e contribuem para o desenvolvimento da face.

A cavidade nasal é divida ao meio pelo septo nasal e lateralmente estão localizados 3 cornetos de cada lado, inferior, médio e superior. Todas as cavidades aéreas da face  são comunicadas com o nariz, através dos óstios de drenagem e ventilação que ficam nos meatos médios e recessos da cavidade  nasal.

+ Ronco em crianças

Ela pode ter diversas causas ou está relacionada a algo específico?

Quaisquer alterações estruturais ou inflamatórias que venham obstruir esses óstios de drenagem, irão produzir uma pressão negativa no interior do seio ocluído, provocando  acúmulo de líquido, que irá se infectar causando a sinusite.

Como alguém identifica que está com sinusite? 

A rinossinusite pode ser aguda ou crônica.

Os sintomas da sinusite aguda são: tosse, dor de cabeça, dor e pressão na face, obstrução nasal com deglutição de secreção e diminuição do olfato. Eventualmente poderá ocorrer febre, mau hálito, dor de dente e  ouvido.

Após 3 meses  sem tratamento e persistirem os sintomas, ela passa a ser considerada crônica.

As principais causas das rinossinusites são de origem viral (gripes e resfriados) que acometem a população no inverno. Esses vírus destroem os cílios da mucosa nasal, dificultando a autolimpeza dessas cavidades, acarretando infecções secundárias por bactérias ou fungos.

O diagnóstico é feito através de um exame, a vídeo-endoscopia nasal, que irá nos mostrar se há secreção descendo pelos meatos médios, recessos frontais ou esfeno-etmoidais, confirmando a suspeita de rinossinusite. Nesse exame, também é possível avaliar alterações estruturais intranasais que bloqueiam a drenagem dessas secreções como desvios septais, cornetos médios pneumatizados, paradoxais ou globosos, processos unciformes curvos ou bolhosos e pólipos. O diagnóstico por imagem através da Tomografia Computadorizada também é muito valioso e muitas vezes imprescindível.

+ Infecção de ouvido em bebês

Quais são os tratamentos disponíveis atualmente?

O tratamento a princípio é clínico com uso de antibióticos, corticóides (oral / nasal), e como terapia coadjuvante irrigação nasal com soluções salinas que aumentam o batimento dos cílios reduzindo a inflamação da mucosa.

Após o tratamento clínico, não debelar a rinossinusite, é solicitada uma Tomografia Computadorizada dos seios da face, para confirmar as alterações estruturais intra-nasais já observadas no exame endoscópico e alterações estruturais  intra-sinusais, células de Haller, osteomas, espessamento mucoso e das paredes ósseas, nível líquido e  se há secreções aeradas (bactérias anaeróbicas, que vivem sem oxigênio), focos radiopacos no interior dos seios (fúngos) e saber quais seios estão comprometidos.

Na sinusite crônica deve-se procurar as causas responsáveis por essa cronicidade. Deve-se investigar não só a terapêutica utilizada, mas os fatores anatômicos e funcionais da drenagem, e também eventuais doenças básicas, como alergia, AIDS, etc…

Com os resultados dos exames endoscópico e de imagem, chega-se a uma conduta, que poderá ser um novo tratamento clínico ou uma SINUSOPLASTIA VÍDEO-ENDOSCÓPICA em consultório  ou uma “ CIRURGIA VÍDEO-ENDOSCÓPICA NASOSSINUSAL”   em hospital.

Sinusoplastia Vídeo-Endoscópica, sob anestesia local, consiste em introduções de balões insufláveis nos óstios para fazer uma dilatação desses e restabelecer suas funções, embora este procedimento seja indicado em casos muito específicos apenas.

Cirurgia  Vídeo- Endoscópica Nasossinusal, sob anestesia geral, consiste em resolver as alterações anatômicas estruturais previamente diagnosticadas, como desvio de septo, hipertrofia dos cornetos médios, processos uncinados, que prejudicam a saída da secreção e ampliar o diâmetro  desses óstios (ostioplastias).

Há como evitar?

Além de adotar um estilo de vida saudável, vale evitar mudanças bruscas de temperatura, manter as narinas limpas e umidificadas com a ajuda de soro fisiológico, tratar rinite, resfriado ou gripe assim que os sintomas aparecerem, procurar um otorrinolaringologista e evitar sempre a automedicação.

Fonte: Dr. Eduardo Otorrino

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Conheça os alimentos que interferem nas crises de labirintite

De repente parece que os pés perdem o apoio e o mundo gira, deixando o corpo desorientado no espaço. Não raro a tontura é acompanhada de um zumbido chato, surdez, náuseas, vômito, suor frio e palpitações. Para quem tem labirintite, como chamamos os distúrbios que acometem o labirinto, uma estrutura dentro da orelha, esses sintomas são familiares.

A história complica um pouco na hora de apontar suas causas. Afinal, a lista é extensa: de doenças vasculares a disfunções hormonais, mais de 300 encrencas podem afetar o labirinto. “Na maioria das vezes os problemas ali são a campainha de alerta, e não o incêndio”, avisa Arnaldo Guilherme, otorrinolaringologista da Universidade Federal de São Paulo. Sendo assim, além de investigar o motivo do fogaréu, faz-se necessário controlá-lo para livrar o órgão de enrascadas. E, para isso, é bom ficar de olho em um fator pouco comentado: a alimentação.

Nesse quesito, um dos principais inimigos do ouvido interno é o açúcar, escondido não só em guloseimas como chocolate, sorvete e bolachas recheadas como também em pães, tortas, bolos e massas feitos com farinha refinada. “Quando o indivíduo tem alterações na maneira de processar os carboidratos, ingerir muito açúcar pode interferir nas estruturas do labirinto, fazendo com que ele mande mensagens erradas ao cérebro”, conta o otorrino Ítalo Medeiros, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Para saborear uma sobremesa sem riscos, o jeito é apostar no consumo de frutas como banana, abacaxi, maçã e pera. “Quem quiser um prato mais elaborado pode levá-las ao forno com um pouco de canela”, sugere a nutricionista Roseli Rossi, da clínica Equilíbrio Nutricional, na capital paulista. E, no momento de se entregar às massas, o ideal é optar pelas integrais, já que suas fibras promovem uma absorção mais lenta da glicose.

O sal não fica atrás quando se fala nos perturbadores do labirinto, já que está relacionado ao aumento da pressão nos vasos. “Isso dificulta a irrigação e a chegada de nutrientes à parte interna da orelha”, explica Guilherme. O primeiro passo para brecar esse engarrafamento é trocar o condimento por temperos naturais, como alecrim, cebolinha, sálvia e salsinha. Depois, é preciso aprender a dizer não aos alimentos ricos no ingrediente, entre os quais estão os salgadinhos, empanados, sopas prontas e lanches de fast food, e dar preferência a opções mais saudáveis, como biscoitos com pouco sal e sanduíches cheios de vegetais.

A lista de itens que merecem atenção no cardápio de quem tem episódios de vertigem não para na dupla sal e açúcar. Segundo Rita de Cássia Guimarães, otoneurologista da Universidade Federal do Paraná, é fundamental evitar o consumo de alimentos que estimulem demais o labirinto, como a cafeína presente no café e nos refrigerantes, especialmente naqueles à base de cola, e ateína encontrada nos chás de plantas e ervas, sem contar o chimarrão.

Na turma dos excitantes labirínticos, é impossível deixar de mencionar as bebidas alcoólicas. “Elas podem causar uma intoxicação aguda e, assim, favorecer o aumento na densidade dos líquidos labirínticos. O resultado disso são vertigens agudas e intensas, vômitos e problemas na coordenação motora e nos reflexos”, explica Rita.

+ O que é vertigem postural paroxística benigna e como identificar?

Dicas para prevenir as crises

Vale deixar claro que os cuidados para se safar dos surtos de labirintite não ficam restritos à avaliação cautelosa daquilo que vai à mesa. Cultivar outros hábitos saudáveis é igualmente importante no combate às tonturas. Entre eles, os especialistas destacam aquele que é quase um mantra: comer a cada três horas. “O labirinto precisa de um aporte constante de glicose e oxigênio para exercer suas funções. Ficar de jejum, portanto, não é uma boa ideia”, comenta a nutricionista Roseli Rossi.

Outra indicação clássica que não deve ser ignorada por quem tem o problema é hidratar-se com aproximadamente 2 litros de água por dia. “Ela é essencial para todas as reações biológicas que ocorrem no corpo”, diz a nutricionista funcional e personal diet Luciana Harfenist, do Rio de Janeiro.

Para completar, procure ficar longe do tabaco. O vício, como você já deve estar cansado de ouvir, só tende a lesionar o organismo. E para quem sempre vê o mundo girar a história é ainda pior: “Por causa da nicotina e de uma série de outras substâncias, o cigarro mostra-se tóxico para o labirinto”, conta a otoneurologista Rita Guimarães. Enfim, zelar por esse órgão não só torna os episódios de vertigem menos frequentes como também garante uma saúde de ferro.

Fonte: Saúde

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Os impactos da perda de audição em crianças

A perda da audição é sempre muito significativa durante toda a vida de uma pessoa, e principalmente para as crianças, já que a audição é um dos principais focos para o desenvolvimento de uma maneira geral.

É a partir do desenvolvimento da audição que a criança aprende a falar e principalmente se conecta com o mundo externo, sendo então por este motivo fundamental para que consiga se desenvolver da maneira mais saudável.

Observar os casos de problemas auditivos e até de surdez ainda na infância é muito importante e essencial para que o tratamento seja bem feito e a cura seja alcançada, a depender do quadro.

A partir dessas informações, vamos trazer tudo sobre o impacto que os problemas auditivos podem trazer para a criança e como direcionar para o tratamento mais indicado, visando a solução do quadro.

Impacto da perda da audição para a criança

Como já foi dito, a audição é o principal meio pelo qual a criança aprende a se expressar, já que ela entende quais são os comandos e também pode exercitar o seu conhecimento através da fala.

Os problemas auditivos são as principais causas pelas quais as crianças demoram mais a falar ou são pouco sociáveis, e por este motivo é sempre bom estar atento a todos os sinais que elas apresentam como dificuldade de audição.

Para além disso é também por meio da audição que se evitam importantes acidentes ou avisos, e quando esta se encontra danificada, as chances de acontecimentos ruins são muito maiores, o que eleva o grau de atenção.

Por isso é sempre importante você ficar atento a todos os sinais que as crianças podem dar e que são determinantes para o tratamento correto e indicado a depender da gravidade da perda auditiva.

Causas possíveis

A perda da audição ainda na infância pode ter muitas causas, e cada uma dessas causas e suas consequências, também vai ter um tratamento diferenciado, tendo em vista que cada perda auditiva demanda um tratamento em especial.

Uma das causas pode ser a ocorrência de doenças ainda na gravidez, e esse diagnóstico pode ser feito mais facilmente, já que não se demanda muito ou também não precisa de uma investigação mais detalhada.

Além disso é possível que geneticamente a criança esteja exposta a esse tipo de problema, e que vai se agravando com o tempo, sendo necessária uma intervenção profissional para a solução do quadro.

Outras causas encontradas são os desgastes do sistema auditivo, exposição à ruídos e também acidentes com objetos pontiagudos, que podem perfurar o ouvido causando até casos como surdez.

+ Infecção de ouvido em bebês

Diagnóstico

A melhor maneira de tratar melhor a perda da audiçãoainda na infância é buscar atendimento especializado, já que ele pode indicar quais são as melhores formas de intervir no caso em si.

Ao desconfiar de qualquer deficiência ou problema auditivo é recomendado que você vá imediatamente ao médico especialista para que seja feita uma avaliação geral, retornando inclusive os métodos para o tratamento.

Alguns casos são mais simples que outros, e isso vai ter um impacto no tratamento indicado, mas somente será possível quando você tiver finalmente um atestado profissional para a causa da perda da audição e os encaminhamentos a partir de então.

Além disso, é interessante que se faça uma visita regular a um especialista, que possa ajudar e principalmente que possa também acompanhar a evolução do sistema auditivo da criança, cuidando para que essa avaliação seja o mais saudável possível.

Tratamentos

Os tratamentos são os mais variados, pois vai depender diretamente do quadro observado, e também das causas que levaram à perda da audição e que vão demandar diferentes maneiras de se trabalhar.

O uso de aparelhos auditivos podem ser ideais até para início do tratamento, para que a criança não interrompa o seu desenvolvimento enquanto seu quadro é avaliado e o tratamento é devidamente feito.

Em casos irreversíveis ou que não possuem evolução aparente o uso dos aparelhos auditivos podem acompanhar a criança até o seu crescimento e durante toda a sua vida, sendo um tratamento mais amplo.

Outros casos podem envolver cirurgias mais diretas e até estímulos ao nervo auditivo, que é necessário quando o caso pode ser revertido, e a criança pode voltar a ouvir sem a ajuda de aparelhos auditivos.

Como prevenir

A prevenção dos casos de surdez ainda na infância envolvem cuidados desde a gravidez até de fato quando a criança já está crescida e tem a sua independência, sendo períodos que devem ser muito bem observados.

Evite contato com pessoas doentes durante a gravidez, ou ambientes contaminados, para que não adquira principalmente a rubéola que pode ocasionar a perda da audição da criança ainda na gestação.

É recomendado também que se observe atentamente o uso de cotonetes e o risco de materiais pontiagudos serem inseridos no ouvido, o que pode ocasionar sérias lesões no nervo auditivo e até causar surdez.

Por fim, evite expor a criança a ambientes com som muito alto o que pode gerar uma perda progressiva da audição, e pode chegar em um ponto muito grave, não tendo mais nenhum tratamento para reverter.

Buscando ajuda especializada

Existem várias formas de se pensar em como fazer o tratamento mais indicado e principalmente em qual tipo de profissional direcionar o seu filho, para que a situação possa ser resolvida da melhor forma, com o cuidado que é necessário.

A Otocenter oferece os mais capacitados profissionais e também as melhores formas de tratamento, priorizando sempre o bem estar do paciente e seus familiares, além do acompanhamento correto do problema auditivo observado.

Um tratamento com a equipe que é disponibilizada é certeza dos melhores panoramas no cuidado e manejo de todas as situações, com equipamentos e métodos modernos de avaliação e prescrição de tratamento.

As crianças precisam da audição para se desenvolver no mundo, adquirir a fala e poderem socializar, e cuidar da melhor forma pode garantir tudo isso a ele, desde que tenha um acompanhamento profissional especializado.

Fonte: Direito de ouvir

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Infecção de ouvido em bebês

Uma das situações mais incômodas para as crianças é a dor de ouvido. Nos menores de 1 ano, então, que não conseguem falar para comunicar o que estão sentindo, a situação é pior ainda. A boa notícia é que, embora ainda sejam altas, as taxas de bebês com otite sofreram uma queda significativa em 20 anos nos Estados Unidos. Um estudo da Academia Americana de Pediatria (AAP), publicado na revista médica Pediatrics, diz que, a ocorrência da inflamação até 1 ano de idade vem caindo.


Embora os casos tenham sofrido uma redução, alguns estudos afirmam que é normal os bebês terem otite pelo menos uma vez até completarem 1 ano de vida. A frequência acontece por conta da maior abertura e permeabilidade da tuba auditiva, o conduto que liga a parte de trás do nariz com o ouvido médio. Além disso, há outros fatores comuns que fazem com que crianças dessa faixa etária tenham mais pré-disposição: pior controle de rinites e a entrada na creche depois do fim da licença-maternidade das mães, quando a criança está apenas com 4 ou 5 meses.

Os motivos que explicariam a queda nos casos


Segundo os cientistas que notificaram a queda de casos de otite, há três fatores que podem explicar a mudança das estatísticas: menor exposição à fumaça de cigarro, maior tempo de amamentação e mais acesso às vacinas. Crianças que convivem com adultos tabagistas, independentemente do fato deles fumarem ou não na presença delas, apresentam componentes do cigarro identificáveis na corrente sanguínea e na urina. O tabagismo passivo leva a vários problemas de saúde, mas, no caso da otite, a causa é a alteração que essas substâncias geram na mucosa do nariz e ouvido médio, alterando a capacidade de limpeza natural e de transporte do muco do nariz para a garganta.

Já a amamentação colabora porque aumenta a imunidade, com anticorpos que são passados para a criança nessa fase inicial do desenvolvimento. Por sua vez, a vacinação contra o pneumococo, principal responsável pela otite média aguda, pode aumentar a capacidade de combate a essa bactéria. A redução da estatística observada pela vacina foi abaixo do que se esperava, mas é um fator a mais para melhorar o controle.

+ Como identificar problemas auditivos em crianças?

Como identificar e tratar a otite


Justamente pelo fato de os bebês de até 1 ano ainda não conseguirem falar, perceber que seu filho está sofrendo com otite é um desafio. Os sintomas são muito parecidos com os de outras infecções virais: febre e irritabilidade. Às vezes, o bebê para de comer. Vale lembrar que o fato de você mexer na orelha do seu filho e ele não protestar não é suficiente para descartar a infecção do ouvido. A dor da otite média aguda normalmente não piora com a manipulação da orelha.

Por conta disso, o único jeito de se certificar de que a criança está ou não sofrendo com esse problema é consultar um médico especialista, que realizará o diagnóstico adequado. Em bebês menos de 6 meses, o tratamento costuma ser feito com antibióticos porque há maior risco de complicações. Acima dessa idade, é possível observar os sintomas por até 48 horas, quando a febre está abaixo de 39 ºC e  a dor é controlável com analgésicos comuns. Nos casos mais severos, é preciso usar antibióticos.

Fonte: Revista Crescer

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Saiba reconhecer os transtornos vocais

Nunca negligencie a rouquidão. Embora o problema pareça inofensivo, os transtornos vocais podem indicar tanto inflamações passageiras quanto infecções mais graves, distúrbios e nódulos benignos ou malígnos.

A Academia Brasileira de Laringologia e Voz relata que cerca de 30% da população brasileira não procura tratamentos apropriados mesmo diante de rouquidão persistente, comprometendo as pregas vocais, popularmente conhecidas como cordas vocais.

Alerta aos descuidados

A rouquidão é uma manifestação caracterizada pela falha da voz ou mudança repentina na entonação, causada por males que afetam a região da laringe. As causas mais comuns são inflamações agudas ou crônicas nesse órgão.

Em casos mais graves a rouquidão pode ser provocada por pólipos, lesões, nódulos ou tumores.

Riscos

Entre os fatores que colaboram para a manifestação de doenças na laringe estão o uso do tabaco, uso inadequado da voz, abuso no consumo de álcool, alergias respiratórias, doenças cardíacas, refluxo e até mesmo o clima seco.

Se a rouquidão perseguir por mais de 6 dias, é de extrema importância procurar um otorrinolaringologista.

Cuidados

A rouquidão e transtornos vocais podem ser causadas por gripes, resfriados e laringites. Nesses casos o tratamento é mais simples, geralmente medicamentoso.

O que devo fazer para prevenir a rouquidão?

  • Falar em tons médios;
  • Hidratar bem o organismo (entre seis e oito copos de água por dia);
  • Evitar excessos alimentares antes de usar a voz profissionalmente;
  • Evitar choques térmicos;
  • Poupar a voz durante crises alérgicas, estados gripais, períodos pré-menstruais;
  • Buscar auxílio médico especializado ao observar tosses, pigarros e alterações na voz que perdurem por mais de duas semanas;

+ Como identificar problemas auditivos em crianças?

Diagnóstico

Para confirmação da existência de lesões na laringe, o otorrinolaringologista realiza a videolaringoscopia, exame que identifica a procedência do traumatismo.

Há diversos fatores para a rouquidão, o diagnóstico preciso e ágil previne problemas mais graves. Lembre-se de jamais negligenciar uma alteração vocal, pois uma simples mudança na voz pode ser sinal de possíveis problemas maiores.

Se você perceber que está ficando rouco frequentemente, que sua voz tem falhado e causado incômodo, procure um profissional especializado, o procedimento não é invasivo e dispensa o pós-operatório.

Caso os sintomas de rouquidão persistam, procure imediatamente um otorrinolaringologista.

Fonte: OtorrinoMed

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Como identificar problemas auditivos em crianças?

Nos primeiros anos de vida, a capacidade auditiva é uma parte essencial no desenvolvimento social, emocional e cognitivo das crianças. É por isso que até mesmo os problemas auditivos leves podem impedir que a criança desenvolva a fala e a linguagem adequadamente.

A boa notícia é que os problemas auditivos em crianças podem ser superados se forem detectados cedo. 

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 60% dos casos de perda auditiva em crianças menores de 15 anos podem ser evitados. Portanto, é importante que a audição de bebês e crianças seja examinada precocemente e verificada regularmente.

Problemas auditivos em crianças

Existem vários problemas auditivos que afetam as crianças, sendo que muitos deles resultam em perda auditiva. É o caso da otite média, por exemplo. Uma infecção no ouvido bastante comum em crianças que, se não for tratada, pode causar a deficiência auditiva.

A perda de audição em crianças pode ser apenas temporária, mas também pode ser permanente. A OMS estima que 34 milhões de crianças no mundo possuem deficiência auditiva incapacitante. Além disso, de 3 a 4 mil recém-nascidos já nascem com algum tipo de problema auditivo significativo.

Portanto, é possível perceber que esse é um problema de saúde sério e que precisa de atenção, especialmente dos pais. É importante que eles saibam reconhecer os sinais da perda auditiva o quanto antes. Um diagnóstico precoce é essencial para prevenir e evitar atraso de linguagem e possíveis problemas de aprendizagem e socialização.

+ Problema no ouvido pode ser sinal de patologia ou infecção

Sinais de alerta

Seja uma doença hereditária, uma lesão no ouvido ou otite repetida, é essencial reconhecer os sinais de alerta que indicam um possível problema auditivo.

Em geral, os sintomas podem aparecer em qualquer idade: desde os primeiros meses de vida, até o início da adolescência. Alguns sinais mais comuns de acordo com a faixa etária são:

• De 0 a 3 meses: o bebê não reage ao ruído e à voz, é um recém-nascido muito calmo que não acorda com barulhos em seu quarto.

• De 9 a 12 meses: o bebê grita muito e não redobra as sílabas, por exemplo, ao falar “pa-pa” ou “ma-ma”.

• De 1 ano a 2 anos: a linguagem não se desenvolve e a criança tem dificuldades em pronunciar sílabas. Ela também não responde quando é chamada e é desatenta a tudo que não está em seu campo de visão.

• De 2 a 3 anos: a criança não consegue formar frases, articula mal ao falar e não reage quando alguém conversa com ela.

• Após 4 anos: problemas comportamentais, como agressão, falta de atenção, e medo noturno podem aparecer. Também é comum fazer confusão entre os sons de algumas letras e ter necessidade de aumentar o volume para assistir TV ou ouvir música.

Causas de problemas auditivos em bebês e crianças

Existem muitos fatores que podem causar problemas auditivos em crianças. Em alguns casos, a perda auditiva pode ser congênita, isto é, o bebê já nasce com ela, ou pode ser adquirida como resultado de uma infecção ou trauma.

perda auditiva congênita pode ser causada por:

• Complicações no nascimento, como falta de oxigênio, toxoplasmose ou outra infecção grave;

• Parto prematuro;

• Distúrbio do sistema cerebral ou nervoso;

• Uso de medicamentos ototóxicos durante a gravidez;

• Diabetes materno;

• Fatores genéticos.

perda auditiva adquirida pode ocorrer devido a:

• Perfuração no tímpano;

• Infecção, como meningite, sarampo, caxumba, coqueluche etc;

• Lesão grave na cabeça;

• Exposição a ruído alto;

• Otite média não tratada ou frequente.

Como diagnosticar problemas auditivos em crianças

A capacidade auditiva deve ser verificada algumas dias após o nascimento. Isso é conhecido como triagem auditiva neonatal, um exame rotineiro para todas as crianças que é realizado antes mesmo do recém-nascido sair do hospital.

Ao longo do tempo, também existem outros exames que podem ser aplicados em bebês e crianças para identificar problemas auditivos. Conheça alguns dos principais testes auditivos:

Audiometria de reforço visual

A audiometria de reforço visual (ARV) é indicada para testar a audição de crianças entre 6 meses a 3 anos de idade.

O teste consiste em fazer a criança vincular um som a uma recompensa visual, como um brinquedo. Quando a criança é capaz de associar o som e a recompensa visual, o volume e o tom do som são alterados para determinar a menor intensidade na qual a criança consegue ouvir.

Audiometria condicionada por jogo

Esse tipo de teste é aplicado em crianças entre um ano e meio a cinco anos de idade. Durante o teste, os ruídos são reproduzidos através de fones de ouvido ou alto-falantes e a criança precisa fazer uma tarefa simples ao ouvir o som. Isso pode ser colocar uma bola em um recipiente, completar um quebra-cabeça etc.

Assim como no AVR, a intensidade e a tonalidade do som são alterados para determinar os sons mais baixos que a criança consegue ouvir.

Audiometria tonal

As crianças maiores podem realizar a audiometria de tom puro. O teste serve para avaliar a audição de uma criança em idade escolar.

O procedimento da audiometria tonal em crianças é similar ao realizado em adultos. Durante o teste, são reproduzidos sons em diferentes volumes e frequências. Então, o paciente precisa sinalizar quando ouvir o ruído apertando um botão ou levantando a mão.

Teste de condução óssea

Para realizar esse exame, é preciso colocar um pequeno dispositivo de vibração atrás da orelha. O equipamento envia o som diretamente para o ouvido interno através dos ossos da cabeça. Isso pode ajudar a identificar qual parte do ouvido não está funcionando corretamente caso a criança esteja com problemas auditivos.

Soluções auditivas para crianças

O tratamento para os problemas auditivos em crianças dependem da causa e gravidade, mas pode incluir:

• antibióticos para otite média;

• remoção do objeto estranho ou cera de ouvido;

• terapia de fala;

• cirurgia;

• um implante coclear pode ser considerado para crianças com perda auditiva severa ou profunda.

Além disso, os aparelhos auditivos podem ser usados no tratamento de perda auditiva em crianças. Existem aparelhos auditivos desenvolvidos para crianças de todas as idades e com diferentes graus de perda auditiva.

Fonte: Direito de Ouvir

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As complicações de respirar pela boca

Respirar pela boca é um ato muito comum. E diz-se que esse padrão respiratório é errado porque nosso organismo não é adaptado fisicamente para isso.
O nosso nariz é o primeiro órgão do sistema respiratório e tem a função de proteger nossas vias aéreas inferiores. Além de filtrar impurezas, ele aquece e umidifica o ar antes de chegar aos pulmões. Isso não acontece quando respiramos pela boca, o que pode gerar diversas complicações de saúde.

Respirar pela boca gera problemas respiratórios e ósseos
Como naturalmente não deveríamos respirar pela boca, para que seja possível essa passagem de ar, o paciente acaba muitas vezes alterando a posição da língua, deixa a cabeça pender mais para frente e o lábio inferior vai ficando mais frouxo.

Essas adaptações para conseguir respirar pela boca podem facilmente causar alterações na face e nos dentes. Isso é devido à influência que a língua, que é um órgão muscular, tem de expandir os ossos da face, com isso contribuindo para o bom crescimento dos ossos e dentes. O rosto pode se estreitar e se alongar, o céu da boca fica mais alto, a saliva se acumula e a mordida (oclusão dentária) fica desalinhada. O paladar e a mastigação também podem se modificar, até interferindo na boa alimentação do paciente, bem como sua voz e fonética.

Além disso, como o ar da boca não é filtrado como o que entra pelo nariz, o paciente fica mais suscetível a absorver impurezas e, por consequência, apresentar mais quadros de gripes, sinusites, faringites, rinites, crises de asma e inflamações da garganta e ouvido.
Respiradores bucais, como são chamados, ainda podem acabar roncando mais e desenvolvendo apneia do sono, condição que causa uma pausa na respiração de mais de 10 segundos. O rendimento físico do paciente também costuma ser menor.

+ Problema no ouvido pode ser sinal de patologia ou infecção

Ajuda médica é imprescindível
Somente um médico da área de otorrinolaringologia pode diagnosticar a causa da respiração bucal, que pode estar relacionada ao nariz entupido ou a uma obstrução na garganta, e indicar um tratamento eficaz.
Os motivos mais frequentes do nariz tampado impedindo a respiração são: a rinite crônica alérgica, o desvio de septo (que pode precisar de correção cirúrgica) e, principalmente em crianças, a vegetação adenóide, aumento exagerado de uma amígdala que fica logo atrás da cavidade nasal.

Já na garganta, também mais frequente em crianças, a causa mais comum de obstrução é o aumento das amígdalas palatinas, que podem ser grandes ao ponto de uma encostar na outra no meio da garganta.
Quanto mais precoce for o tratamento, menor a chance de a pessoa ter um crescimento anormal da face e de criar o costume de respirar pela boca, cujo tratamento vai exigir sessões de fonoterapia.

Fonte: Dr.Consulta

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