Blog

Hastes flexíveis dentro do ouvido pode?

Como você limpa os seus ouvidos? Se você põe hastes flexíveis com algodão – conhecidos popularmente no Brasil como cotonetes, marca registrada da Johnson & Johnson – dentro do canal auditivo, especialistas indicam que você deve parar de fazer isso o quanto antes.

Com o uso de “cotonetes” dentro do ouvido, a cera acumulada é empurrada para dentro do canal auditivo, o que pode ocasionar uma obstrução, chamada de cerume impactado.

“As pessoas têm uma inclinação para limparem os seus ouvidos porque acreditam que a cera seja uma indicação de sujeira. Essa informação errada leva a hábitos de saúde que não são seguros”, Segundo Seth R. Schwartz, médico e responsável pela atualização do manual de boas práticas de cuidados com os ouvidos, da Academia Americana De Cirurgiões de Otorrinolaringologia, Cabeça e Pescoço.

O cerume tem funções importantes para nossos ouvidos: proteger contra danos causados por água, corpos estranhos, infecções ou mesmo algum tipo de trauma. O próprio organismo humano se encarrega de eliminar o que é necessário, seja durante o dia, enquanto você mastiga sua comida, ou na hora do banho.

“Os pacientes costumam pensar que estão prevenindo o acúmulo de cera limpando suas orelhas com hastes flexíveis, clipes de papel, cones auriculares ou qualquer outra coisa inimaginável que as pessoas colocam nos seus ouvidos. O problema com essa iniciativa de eliminar a cera está apenas criando mais problemas, porque a cera é somente empurrada e compactada para dentro do canal do ouvido”, segundo Schwartz.

Essencialmente, qualquer coisa que você colocar no canal do ouvido pode causar danos temporários ou permanentes, como a surdez.  

No caso de acúmulo anormal de cera, você deve procurar um médico, que poderá realizar o procedimento de limpeza com segurança. Segundo a academia americana, esse problema atinge, em média, 1 em cada 10 crianças e 1 em cada 20 adultos.

Não é só a instituição dos Estados Unidos que contesta o uso de hastes flexíveis dentro do canal auditivo. A Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial também diz o seguinte: “Para limpar os ouvidos corretamente é necessário apenas um pano ou lenço de papel. Os médicos advertem: “hastes flexíveis podem machucar o canal auditivo e até causar perdas na audição”.

O Hospital do Servidor Público Estadual do Governo de São Paulo também tem um artigo sobre prevenção de problemas auditivos, no qual indica o uso incorreto de hastes flexíveis como um dos fatores que causa mais problemas. “Seu uso deve ser feito apenas na parte externa. Em nenhuma situação deve ser introduzido no canal”, de acordo com o hospital.

O Hospital Paulista, localizado em São Paulo e especializado em ouvido, nariz e garganta, ressalta que o uso dos hastes flexíveis deve ser feito somente na parte externa, nas dobrinhas da orelha, nunca dentro do “furinho”.

Os especialistas indicam que você pode limpar os ouvidos com toalhas macias.

+ Problema no ouvido pode ser sinal de patologia ou infecção

Mas é tão bom…

A sensação de colocar hastes flexíveis dentro do canal auditivo é gostosa. Isso acontece porque o ouvido é cheio de nervos com fibras sensitivas, que levam esse estímulo para o cérebro.

O estímulo provocado pelas hastes é semelhante ao alívio gerado quando você está com coceira nas costas e consegue coçar. No entanto, é recomendada a limpeza do ouvido com uma toalha ou lenço de papel.

Fonte: Exame


Leia mais...

O que é Vertigem Postural Paroxística Benigna e como identificar?

A vertigem postural paroxística benigna (VPPB) é uma desordem comum da orelha interna que resulta na estimulação anormal dos canais semicirculares, na maioria das vezes do canal posterior. A posição da cabeça e a direção do nistagmo indicam o canal acometido. Para que ocorra o nistagmo característico da VPPB é necessário que haja a migração de otólitos do utrículo para o canal semicircular enquanto a cabeça se encontra na posição do canal.

Os canais mais acometidos são os posteriores (devido à gravidade), seguido pelos laterais. O acometimento dos canais anteriores é raro. Aproximadamente 17 % dos casos de vertigem correspondem a VPPB, sendo mais comum entre mulheres de 40 a 60 anos.

+ Como lidar com pessoas que possuem perda auditiva?

Dentre as causas pode-se destacar: osteoporose/osteopenia, migrânea (possivelmente por conta de vasoespasmo), trauma cefálico, infecções de orelha média/interna, neurite, doença de Mèniére, pós-cirurgia, dentre outras.

Sinais e sintomas

Episódio curtos de vertigem (com duração menor que 1 minuto), associados a um tipo característico de nistagmo, que ocorre com a movimentação da cabeça, como por exemplo, abaixar para amarra o sapato, estender roupa no varal ou virar na cama. As crises de tontura podem estar associadas a náusea, vômitos e sensação de desequilíbrio.

Fisiopatologia

  • Canalitíase – otólitos nos canais semicirculares
  • Cupulolitíase – otólitos aderidos a cúpula

Diagnostico e tratamento

A história clínica é de grande importância para a suspeição do diagnostico, seguida do exame clínico otorrinolaringológico, dando especial ênfase a otoscopia, a fim de detectar alterações na orelha média.

As seguintes manobras irão confirmar ou não o diagnóstico.

  • Dix-Halpike: coloca-se o paciente sentado na maca e a cabeça deve ser girada no plano do canal, após, pede-se para o paciente deitar e observa- se o movimento ocular;
  • Manobra de Dix- Halpike testando o canal semicircular posterior esquerdo;
  • Epley : na presença de nistagmo, faz-se o mesmo movimento contra-lateral e após o paciente senta, olhando para frente;
  • Head –roll : com o paciente deitado na maca , com a cabeça no plano do canal lateral ( aproximadamente 30 º em relação ao plano horizontal)vira-s a cabeça para o lado acometido e depois par ao contra-lateral ;
  • Lempert/barbecue manuever: gira-se o paciente no eixo do corpo..

Interpretação

VPPB canal semicircular posterior

  • nistagmo rotatório ipsilateral ao lado pendente da cabeça;
  • nistagmo vertical para cima contra-lateral

VPPB canais laterais

  •  nistagmo geotrópico – canalitíase
  • nistagmo ageotrópico: cupulolitíase

Fonte: PebMed

Leia mais...

Problema no ouvido pode ser sinal de patologia ou infecção

O que é um problema no ouvido?


Uma dor anormal dentro da orelha ou um zumbido incômodo podem significar que a saúde do seu ouvido está comprometida. Alguns tipos de infecções no canal auditivo acometem a população brasileira diariamente, a mais comum entre elas é a chamada otite média aguda, que tem como fator principal a inflamação do ouvido médio, diretamente encontrado atrás do tímpano. Costuma ser uma patologia dolorosa e é comumente encontrada em crianças.

Segundo um estudo realizado por professos especialistas em Otorrinolaringologia da faculdade de medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), pelo menos 80% de crianças apresentam ou apresentarão um episódio de otite média aguda durante o período da infância.
Outros tipos de doenças também podem aumentar a chance de infecções devido a contração de determinados vírus e bactérias. Veja a seguir uma lista de possíveis causas de problemas nos ouvidos e como trata-las da maneira correta.

+ Conheça os diferentes tipos de deficiência auditiva

Ouvido com água:


Alguns profissionais da área da fonoaudiologia tendem a dizer que pelo menos 40% das infecções auditivas que acomete um ser humano pode ser causado devido ao acúmulo de água no canal auditivo.
Uma grande maioria da população já experienciou um momento em que o líquido entra no ouvido, como em piscina ou praias. O que poucas pessoas sabem é que o gesto de chacoalhar a cabeça ou curvar para desobstruir a orelha pode acarretar em um problema ainda pior. Outra maneira comum é o ato de utilizar álcool ou acetona para eliminar a água, mas esse tipo de manuseamento tende a falhar na maioria dos casos.
A melhor maneira de lidar com esse tipo de situação e deitando-se e esperar que o líquido escorra natural do canal auditivo. Caso o incômodo ainda perdure por um período excessivo de dias, o correto é procurar a orientação de um profissional.


Acúmulo de cerume no ouvido:


É normal que em alguma parte da vida você se sinta com a audição diminuída devido ao excesso de cera que pode acumular dentro do sistema auditivo. O errado é pensar que objetos pontiagudos como cotonetes ou chaves podem tirar esse acúmulo de cerume da orelha. Isso pode resultar em uma infecção ou até mesmo na perfuração do tímpano.
O tratamento ideal é procurar o auxílio de um profissional ou especialista e realizar a lavagem no ouvido. Dessa forma, todo o cerume é retirado e o canal auditivo é limpo de maneira higiênica e sem o risco de infecções.


Dor dentro dos ouvidos:


Sentir uma dor no ouvido é normal, principalmente na época do verão e é mais possível notar em crianças. Pode estar relacionado com variados tipos de patologias ou traumas, como a perfuração do tímpano.
Apesar de ser normal, nunca deixe de consultar um especialista caso haja um incômodo doloroso, pode ser sinal de um problema, de alguma patologia que ainda não é de seu conhecimento. Veja por que acontece a dor no ouvido.


Ouvido obstruído:


Algumas pessoas relatam terem a sensação de estar com o ouvido completamente tampado, conhecido mais como “ouvido entupido”. É algo comum e pode acontecer em vários tipos de situações, como em mudanças bruscas de altitude (aviões, prédios, etc).
Dentre as causas da obstrução do ouvido, a mais comum é o acúmulo de cera que se forma no canal auditivo, consequentemente tampando e diminuindo a audição. Como mencionado acima, o ideal é a realização de uma lavagem performada por um especialista da área.


Mau cheiro oriundo do ouvido:


O mau cheiro emanado dos ouvidos pode ter relação especificamente com secreções recorrentes de variadas infecções. Nesse caso, é necessário fazer uma análise e especificar o tipo de secreção, se há a presença de pus ou sangue, e se é sentido algo doloroso juntamente com chiados no ouvido.
Nesse tipo de quadro, é estritamente recomendado uma consulta urgente com um especialista, pois certas patologias infecções levam até a surdez irreversível.


Quais são os fatores de risco para a contração de doenças?


Alguns fatores e situações podem aumentar subitamente as chances de um indivíduo contrair determinadas patologias no canal auditivo. Veja abaixo:


• Ciclos de idade: crianças mais novas com idades entre seis meses até dois anos costumam estarem mais vulneráveis a contração de doenças que afetam os ouvidos. Isso acontece porque nesses períodos a tuba auditiva ainda é muito pequena e o sistema imunológico muito fraco.


• Acumulação dos grandes centros: o hábito frequente de ir a locais com uma quantidade excessiva de pessoas pode ajudar na obtenção de gripes e resfriados.


• Alimentação infantil: pode não parecer, mas bebês e crianças que fazem uso de mamadeiras quando estão deitados, tem maiores chances de contrair inflamações auditivas do que crianças que se alimentam exclusivamente e diretamente pelo leite materno.


• Mudanças climáticas: em épocas como outono e inverno, a incidência de gripes resfriados é ainda maior devido a queda de temperatura. O ideal é não ficar aglomerado em um ambiente repleto de pessoas que possam estar com o vírus. Saiba dos cuidados que devemos ter nessas épocas do ano.


• Poluição do ar: outro ponto em questão é a qualidade do ar em que você está. Ficar exposto a fumaças de cigarros ou ambientes poluídos, podem colaborar para possíveis infecções no canal auditivo.

Quais os sintomas das infecções nos ouvidos?

+ 6 tipos de surdez


Crianças são as maiores afetadas por determinadas infecções no aparelho auditivo devido ao sistema imunológico fraco e pouco desenvolvido. Alguns dos sintomas que são apresentados por elas são:


• Incômodo e choros na hora de dormir;
• Dores aguda e intensas dentro da orelha interna;
• Crianças tem o costume de apertar, empurrar e puxar os ouvidos como uma for de “aliviar” as dores;
• A presença de irritação e choro excessivo;
• Algumas crianças apresentam dificuldades em captar e decodificar sons que foram emitidas a elas por outras pessoas;
• Perda gradativa do equilíbrio;
• Febre com níveis altos;
• Cefaleias;
• Incapacidade de ingerir qualquer tipo de alimento;
• Escorrimentos de secreções pelo ouvido.


Em adultos, os sintomas costumam ser diferentes e em menos proporções, como:


• Dores agudas e intensas dentro da orelha interna;
• Escorrimento de secreções pelo ouvido;
• Dificuldade em captar e decodificar sons emitidos por outras pessoas.


Todos esses fatores citados são um alerta para que os devidos cuidados sejam tomados quando aparecer algum sintoma. Por isso é muito importante passar por um otorrinolaringologista e também fonoaudiólogos. O problema está em não se cuidar.

Fonte: Direito de Ouvir

Leia mais...

Deficiência auditiva e surdez: como haver inclusão na escola?

Existem diversos graus de deficiência auditiva. No Brasil cerca de 6% da população tem algum grau de perda auditiva.

A Deficiência Auditiva 

Consiste na perda parcial ou total da capacidade de detectar sons. Pode ser causada por má-formação, alteração genéticas, lesão na orelha ou na composição do aparelho auditivo. Entre os tipos de deficiência auditiva estão a condutiva, neurossensorial e mista.

Surdez

É considerado surdo todo aquele que tem total ausência da audição, ou seja, que não ouve nada. E é considerado parcialmente surdo todo aquele que a capacidade de ouvir, apesar de deficiente, é funcional com ou sem prótese auditiva. Atualmente, muitos consideram “surdo”aquele que opta pela língua de sinais e percebe o mundo preferencialmente através de experiencias visuais.

A sala de aula é um lugar barulhento. Crianças com qualquer grau de deficiência auditiva podem ter dificuldades para perceber adequadamente os sons quando houver ruído ambiental. Manter a sala de aula silenciosa ou com menor ruído possível ajuda a compreensão auditiva nos alunos com deficiência auditiva.

+ 6 tipos de surdez

Para facilitar o aprendizado, uma criança com deficiência auditiva deve:

  1. Sentar preferencialmente nas fileiras da frente e no centro da sala: é mais fácil de ouvir o professor, acompanhar a aula e evitar distrações com ruído ambiente e conversas dos demais colegas. Permite ainda observar linguagem corporal ( comunicação não verbal) e realizar leitura labial;
  2. Evitar sentar próximo à porta, janelas, ventiladores, ar condicionado, quadra esportiva e etc, para diminuir a interferência do ruídos externos a sala de aula;
  3. Se a criança não estiver de frente  sugerimos que fique com a melhor orelha voltada para o professor. A orelha melhor não pode ficar voltada para a parede!

Os professores podem:

  1. Utilizar  microfones ou sistema Wireless ( FM, Roger, MiniMic) individual para a criança;
  2. Falar pausada e articuladamente as palavras  e de frente para o aluno;
  3. Utilizar material concreto além de recursos visuais para apoio. Lembrar que o aluno com deficiência auditiva utilizará a leitura labial também! Assim, vale evitar uso de  filmes ou vídeos dublados, por exemplo!;
  4. Evitar dar aula de costas ( especialmente ao utilizar o quadro).

+ Conheça os diferentes tipos de deficiência auditiva

Abaixo uma figura esquemática de como funciona o sistema FM. O professor tem um microfone e trasmissor que conecta diretamente no aparelho auditivo do aluno. Isto ajuda a compreensão e aprendizado ao minimizar a interferência do ruído ambiental.

 

 

Fonte: MedPrimus

Leia mais...

Conheça os diferentes tipos de deficiência auditiva

Pode-se definir a deficiência auditiva como a “perda completa ou parcial da capacidade de ouvir de uma ou ambas as orelhas”, segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde. Isso quer dizer que o deficiente auditivo perdeu a capacidade de ouvir sons de 25 dB a 90 dB tão bem quanto uma pessoa com audição em seu estado normal.

Podendo se desenvolver em qualquer época da vida, o problema auditivo pode ser causado por diversos e diferentes fatores. Mas você sabia que apenas 5% dos casos de perda auditiva pode ser melhorada com medicação ou cirurgia? A grande maioria de deficiente auditivo conseguem tratar o problema apenas com aparelhos auditivos.

Leia também: Como lidar com pessoas que possuem perda auditiva?

Embora cada perda auditiva seja única para cada indivíduo, ela pode ser categorizada em diferentes tipos, dependendo da parte do ouvido que é afetada e das consequências auditivas.

A deficiência auditiva neurossensorial é a mais comum no mundo todo e, geralmente, resulta em uma perda de audição lenta e gradual. Nesse tipo de perda auditiva, os minúsculos nervos do ouvido interno (células ciliadas) estão danificados e não conseguem enviar com precisão os sinais auditivos ao cérebro.

O deficiente auditivo com essa condição pode sentir falta de sensibilidade nos ouvidos, falta de interpretação ou clareza do som. A compreensão da fala de outras pessoas fica complicada quando há ruído de fundo e é mais fácil escutar tons baixos do que sons agudos.

As causas da perda auditiva neurossensorial são variadas, entre elas:

● Envelhecimento (presbiacusia);

● Surdez hereditária;

● Surdez congênita;

● Doença de Ménière;

● Doenças autoimunes;

● Infecções, como caxumba, meningite e sarampo;

● Exposição ao ruído intenso;

● Efeito colateral de medicamentos ototóxicos;

● Trauma no ouvido interno;

● Doenças dos vasos sanguíneos;

● Neuroma acústico ou outros tumores no ouvido interno.

Não existe um método clínico ou cirúrgico para reparar as células ciliadas quando elas são danificadas, por isso, a perda auditiva neurossensorial costuma ser permanente. O tratamento pode ser feito com a tecnologia dos aparelhos auditivos ou implantes cocleares, dependendo da gravidade do problema auditivo. Os dispositivos não restauram os nervos, mas conseguem amplificar o som e possibilitar que o indivíduo compreenda os sons e a fala de outras pessoas.

Perda auditiva condutiva

A perda auditiva condutiva é menos comum e ocorre quando há um dano ou obstrução no ouvido externo ou médio que interfere na maneira como o som passa para o ouvido interno. Esse tipo de deficiência auditivapode ser temporária ou permanente, dependendo do que originou a condição. Entre as possíveis causas da perda auditiva condutiva, podemos citar:

● Otite externa (ou orelha de nadador);

● Otite média (infecção no ouvido);

● Malformação congênita da orelha;

● Excesso de cera de ouvido;

● Obstrução causada por objetos no ouvido;

● Sequelas de trauma no ouvido médio;

● Otosclerose;

● Estenose (estreitamento do canal auditivo);

● Ruptura do tímpano que pode ser causada por lesões, infecções no ouvido ou mudanças extremas de pressão de ar;

● Tumores no ouvido médio.

Em geral, a perda auditiva condutiva acontece muito rapidamente e a pessoa sente uma queda no volume dos sons. Como consequência, ela aumenta o volume do rádio e da televisão, mas isso não é o suficiente para ouvir tudo com clareza. No início, ela consegue ouvir sua voz normalmente, mas com o tempo a sensação é que a própria voz está mais alta ou diferente. Em alguns casos, os indivíduos sentem dores em um ou ambos os ouvidos e um odor desagradável no canal auditivo.

O deficiente auditivo que sofre com essa condição pode melhorar a sua capacidade auditiva com o acompanhamento médico adequado. Quando a perda auditiva é causada por infecções, acúmulo de cera ou corpos estranhos, por exemplo, é possível fazer tratamentos, como procedimentos cirúrgicos, antibióticos e extração da cera de ouvido. Depois de tratar a causa da perda auditiva, o médico poderá determinar algum tratamento específico para a perda auditiva.

Quando o problema de audição é causado por outras complicações, como otosclerose, estenose e fatores hereditários, o tratamento é mais complexo e é mais comum ocorrer uma perda auditiva permanente. Nessas situações, os aparelhos auditivos ou implantes cocleares podem ajudar a melhorar a capacidade auditiva do indivíduo.

Leia também: Por que os jovens gostam de ouvir música alta e quais os prejuízos disso?

Perda auditiva mista

A deficiência auditiva mista é uma combinação da perda auditiva neurossensorial e condutiva. Suas características também combinam os dois tipos de problemas auditivos: incapacidade de transmitir sons para o ouvido interno, além de danos no ouvido interno ou no nervo auditivo.

A perda auditiva mista pode ocorrer quando o ouvido sofre algum trauma ou ao longo do tempo, quando uma perda auditiva é intensificada por outra. Por exemplo, uma pessoa que tem perda auditiva hereditária e que também sofre com uma infecção no ouvido ou um indivíduo com perda auditiva condutiva de longa duração que pode sofrer com presbiacusia à medida que envelhece.

O tratamento para esse tipo de deficiência auditiva depende de qual perda auditiva é dominante em cada indivíduo. Quando a maior parte da perda auditiva é causa por um fator condutivo, é mais comum realizar procedimentos cirúrgicos e outros tratamentos. Mas, quando a perda auditiva neurossensorial é mais grave, os aparelhos auditivos ou implantes cocleares costumam ser o tratamento mais indicado.

Perda auditiva neural 

A perda auditiva neural é rara e resulta de danos ou comprometimento do sistema nervoso central. Geralmente, esse tipo de perda auditiva é permanente e profundo. Como o nervo não consegue enviar as informações sonoras ao cérebro, os aparelhos auditivos e implantes cocleares não são eficazes em quem sofre com esse tipo de deficiência auditiva.

Como você pôde perceber, existem vários tipos de perda auditiva, causados por diversos fatores e, cada um deles precisa de acompanhamento profissional e tratamento específico. Portanto, se você ou algum familiar está apresentando alguma dificuldade auditiva, é recomendável procurar um otorrinolaringologista ou fonoaudiólogo para fazer uma avaliação auditiva completa.

 

Fonte: Direito de Ouvir

Leia mais...

Como lidar com pessoas que possuem perda auditiva?

Com a chegada da idade, a qualidade de vida tende a ter um declínio. Um dos problemas que podem chegar com o envelhecimento é a perda auditiva. Pessoas que começam a sentir os primeiros sintomas dessa perda – como a dificuldade em ouvir sons – tendem a se isolar de interações sociais, pois podem se sentir desconfortáveis. Se o suporte da família também não for positivo, o indivíduo tende a se sentir excluído e cada vez mais isolado.

Sabemos que as pessoas que estão em volta de alguém que detém a perda auditiva tem um papel muito importante para que nada mude nas comunicações. É necessário o apoio incondicional desses familiares para que a outra pessoa não se isole ou se sinta excluída por não conseguir escutar mais com tanta facilidade. Confira algumas dicas de como lidar com alguém nestas condições:

Leia também: Água no ouvido após banho de mar ou piscina

1) Proponha uma consulta a um profissional

Primeiramente, é importante ressaltar a relevância de um especialista na área para ajudar a pessoa com perda auditiva. É ele que vai diagnosticar o tratamento e identificar o melhor tipo de aparelho. Proponha à pessoa uma visita a um otorrinolaringologista ou fonoaudiólogo, sempre o motivando positivamente.

Tenha conhecimento sobre os sintomas do paciente antes de chegar ao consultório, fale abertamente sobre como é a comunicação com o mesmo, assim será fácil chegar em um diagnóstico concreto e um bom tratamento.

Comunique ao profissional caso o idoso tenha tido uma vida exposta a ruídos, períodos longos em ondas sonoras intensas, isso vai ajudar para que o especialista também ofereça um tratamento mais especializado para o paciente.

2) Tenha cautela ao se comunicar com alguém que tem perda auditiva

Com a devida avaliação médica realizada e o tratamento em andamento, é necessário mudanças em algumas situações rotineiras que antes faziam parte da comunicação dentro de casa.

Acredite, falar alto – ou gritar – não é nem de longe algo eficiente para que a pessoa te escute. O ideal é olhar diretamente para o rosto do idoso e falar pausadamente, para que o mesmo absorva todas as informações que você está querendo transmitir. O hábito de gritar não afeta positivamente a comunicação, mas sim prejudica o diálogo.

É melhor que os contatos sejam feitos em ambientes sem ruídos ou superlotações, além de distrações visuais. É interessante também o uso de gestos com os braços para que a pessoa compreenda melhor a mensagem que está sendo passada.

Leia também: Por que os jovens gostam de música alta e quais os prejuízos disso?

3) Paciência é a chave para uma boa comunicação

Lembre-se que a pessoa com perda auditiva não tem culpa de estar nesta posição, ou seja, é necessário que tenha compreensão e principalmente paciência. Não se irrite se precisar repetir as mesmas frases algumas vezes ou fazer uso de repetição de palavras, é preciso se colocar no lugar do outro.

Tente não dizer frases muito longas e cansativas, a pessoa pode não entender algo no meio da conversa e acabar sem compreender o restante do diálogo. Mostre-se prestativo e empático, jamais deixe o indivíduo se sentir excluído ou se isolar. A perda auditiva é um problema comum e que pode ser tratado. Veja como a perda auditiva pode causar isolamento.

Com o devido tratamento em dia, a utilização correta de aparelhos auditivos e um ambiente cercado de pessoas positivas, o idoso vai conseguir se sentir acolhido e aceito. O envelhecimento é algo natural e devemos tratar todas as pessoas como gostaríamos de ser tratados, seja no presente ou no futuro.

Fonte: Direito de Ouvir

Leia mais...

Água no ouvido após banho de mar ou piscina: o que fazer?

Depois de tomar um banho de mar, piscina ou uma simples chuveirada, quem nunca teve aquela sensação chata e irritante de água no ouvido acumulada, causando dor? Há quem dê uns pulinhos, umas batidinhas na cabeça, um assopro.

Alguns preferem prender a respiração, outros esquentam uma toalha com ferro e a encostam na orelha.

O incômodo, o abafamento e a dor podem ser ainda maiores se a água for doce – de rio ou lagoa. Isso porque é onde se proliferam as bactérias Pseudomonas sp, um dos micro-organismos causadores da otite. Mais de 70% das infecções são por exposição à água, que empurra a cera pelo canal auditivo. Se a água estiver contaminada, pior ainda, pois ela tira a proteção natural que é a membrana do tímpano.

Leia também: Você sabia que o teste auditivo previne danos permanentes?

Outras formas para tirar água no ouvido, como usar vinagre ou álcool, devem ser evitadas pois além de não serem formas seguras de retirar a água, aumentam o risco de infecção no ouvido.

Como prevenção, é indicada ida a um médico antes de uma temporada na praia ou na piscina. Ele pode sugerir o uso de protetores, dependendo de cada caso. E não se deve esperar muito para marcar a consulta, pois o que começa com uma simples umidade pode terminar em infecção. Isso ocorre porque a cera deixa o pH do ouvido ácido, e a água o torna mais alcalino, criando um ambiente favorável à entrada de bactérias.

Como tirar água do ouvido do bebê

A melhor forma para tirar água do ouvido de bebê é apenas secar o ouvido com a toalha, porém, caso o bebê continue com desconforto deve-se levá-lo ao pediatra para evitar agravar a dor no ouvido ou permitir o desenvolvimento de uma infecção.

Para evitar que a água entre no ouvido do bebê uma boa dica é, durante o banho, colocar um pedacinho de algodão na orelha de forma a tapar o ouvido e passar um creme hidratante sobre o algodão, pois a gordura presente no creme não permite que a água entre com facilidade.

 

Fonte: Bem estar (G1)

Leia mais...

Por que os jovens gostam de música alta e quais os prejuízos disso?

Aquela música alta que o seu filho ou filha escuta no fone de ouvido não é para te enlouquecer. Embora exista esse bônus, há razões científicas que justificam a preferência pelo som alto.

Lá atrás, quando surgiram os primeiros aparelhos portáteis para ouvir músicas, já era comum a imagem os pais pedindo pra que os filhos diminuíssem o volume. Porém, só recentemente começaram a surgir pesquisas tentando entender a causa de adolescentes gostarem tanto de ouvir música no último volume. Como também os efeitos positivos e negativos por trás disso.

Leia também: Você sabia que o teste auditivo previne danos permanentes?

Um estudo dinamarquês cita que os três principais motivos pelos quais os adolescentes amam música alta são: eles se sentem bem, podem apreciar melhor a música e obter mais energia e disposição.

Os 3 motivos para os jovens preferirem música alta:

Alívio do estresse

Estudos sobre o sáculo, uma minúscula parte do ouvido interno, explicam porque bons sentimentos e energia aparecem ao ouvir música alta. Resumidamente, o volume alto estimula o sáculo, que tem conexões diretas com áreas de prazer no cérebro. Quanto mais alta a música, mais o cérebro libera endorfinas, o “hormônio do prazer”.

Bloqueio do mundo externo

Na adolescência, muitas vezes, passamos pela sensação de ser incompreendido, sem seu lugar no mundo. Nesses casos, a música alta funciona como um escudo capaz de bloquear as coisas ao redor, mantendo o indivíduo em seu próprio espaço por um momento.

Isso acontece porque a música toma conta do cérebro, sobrecarregando os outro sentidos de maneira semelhante ao álcool ou as drogas. É como se a pessoa não pudesse se concentrar em outras coisas ao ouvir música alta.

Por vezes, bloquear o mundo e aproveitar as sensações proporcionadas pela música é um instrumento de defesa ou até mesmo uma experiência necessária quando somos jovens.

É um estimulante

Como a música alta pode ser comparada a outros estímulos como cafeína, exercícios e álcool, ela aumenta a freqüência cardíaca e a freqüência corporal. E isso te deixa mais animado(a) e disposto(a) a gastar sua energia. Mas qual a consequência desse ato a médio/longo prazo?

Prejuízos para audição 

Apesar de causar sensações positivas, ouvir música alta excessivamente pode causar problemas auditivos. E é uma das principais causas da perda auditiva em jovens.

Por possuírem hábitos arriscados para audição, incluindo ouvir música alta nos fones de ouvido e maior freqüência em festas e shows, nesses locais, os níveis de som podem chegar a 120 dB. O limite confortável para audição humana é de até 85 dB.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), essa prática (música alta nos fones de ouvido ou em eventos) pode levar 1,1 bilhão de jovens a perda auditiva nos próximos anos. Na maioria dos casos, a perda auditiva induzida por ruídos pode ser tratada com aparelhos auditivos.

É importante o cuidado para essas questões e os exames de rotina para verificar a qualidade da audição.

 

Fonte: Direito de Ouvir

Leia mais...

Obesidade e perda auditiva: você sabia que há relação?

Que obesidade é coisa séria todos já sabem. E os benefícios de perder peso são muitos, além de se manter saudável, voltar a usar aquele velho jeans pode ser motivo de muita satisfação. E agora, você tem mais uma razão: é uma forma de ajudar a proteger a sua saúde auditiva.

É isso mesmo. Embora muitas causas da perda auditiva sejam obvias, como envelhecimento e exposição prolongada a sons altos, outros fatores não são tao aparentes, entre eles, o seu peso.

Muitos estudos demonstram que a obesidade pode se tornar uma causa da perda auditiva, apontando que a sua audição está conectada a sua saúde de forma geral e como é importante manter um estilo de vida saudável.

Obesidade e perda auditiva

Você deve estar se perguntando como o seu peso interfere no que você ouve. A resposta não é tao complicada quanto você pode estar imaginando.

Nosso ouvido tem minúscula células ciliadas que detectam o som no ouvido interno e enviam para o cérebro. Mas, para funcionar perfeitamente, o ouvido precisa de um fluxo estável de sangue e de oxigênio.

O problema é que a obesidade causa uma série de problemas de saúde, incluindo os problemas vasculares que prejudicam o fluxo sangüíneo nos ouvidos e afetam diretamente a sua capacidade de ouvir.

Um estudo americano acompanhou cerca de 68 mil mulheres ao longo de 20 anos. O resultado mostrou que aquelas com menor índice corporal e que realizaram mais atividades físicas tiveram 17% a menos de chances de desenvolver perda auditiva. Já aquelas com sinais de obesidade foram até 27% mais propensas a perder a audição. O resultado variou de acordo com a gravidade e de suas preocupações com o peso.

LEIA TAMBÉM: Como se adaptar a perda de audição?

Outras condições relacionadas a obesidade

A questão cardiovascular é apenas uma causa da perda auditiva relacionada a obesidade. Estar acima do peso pode contribuir para o surgimento de outras doenças que prejudicam a audição.

Um exemplo é a diabetes: cerca de 90% dos pacientes com diabetes tipo 2 estão com sobrepeso ou obesidade e possuem o dobro de chances de desenvolver perda auditiva.

Outro exemplo é a doença cardíaca: condição reduz a circulação no corpo, prejudicando o fornecimento de sangue e oxigênio necessários para manter a sua audição saudável.

Corpo saudável, audição saudável 

Se alimentar de forma equilibrada e fazer exercícios regularmente, é a melhor maneira de se manter uma boa saúde. Caminhadas e corridas, exercícios cardiovasculares, manterão a sua audição em perfeito estado.

Vale salientar que é importante que a mudança de habito seja feita com acompanhamento profissional, garantindo assim, o equilíbrio entre as suas necessidades e limitações.

Quaisquer alterações na sua audição, procure o seu profissional de saúde auditiva para que seja feito o monitoramento correto, com a devida assistência.

 

Fonte: Direito de Ouvir

Leia mais...

A importância do olfato e paladar na sua saúde geral

Olfato e paladar (juntamente com o tato) são sentidos frequentemente menosprezados diante dos seus primos mais importantes: audição e visão. Embora poder enxergar e ouvir nos confira vantagens maiores do que a percepção de odores e sabores, é incorreto os deixarmos esses dois sentidos esquecidos.

Existem dados que mostram com clareza a relação importante entre saúde geral e olfato.  Em grande parte dos casos as alterações do olfato são causadas por problemas mais simples da via aérea, como desvios de septo, pólipo nasal, rinite alérgica ou sinusites. Entretanto, num número menor de vezes, a diminuição do olfato e do paladar pode estar relacionada a doenças neurológicas degenerativas, tumores do sistema nervoso central ou traumatismos cranianos.

Definindo as Alterações do Olfato e Paladar

As alterações do olfato podem ser quantitativas ou qualitativas. As alterações qualitativas referem-se a “quanto” se sente do olfato. Assim, chamamos de anosmia a perda total do olfato. Curiosamente (e bem mais raramente), há as anosmias específicas, que significa a perda da capacidade de sentir um odor específico. Há ainda o quadro de hiposmia, ou perda parcial do olfato, bastante frequente no dia-a-dia em nossos consultórios. E por fim existe a rara hiperosmia (sensibilidade exagerada do olfato), que pode ser causada por inalação de vapores tóxicos ou na enxaqueca.

Já as alterações qualitativas do olfato podem ser a fantosmia, quando a pessoa tem a percepção de um cheiro que não existe.  Já a parosmia refere-se a percepção alterada do olfato. Nesta situação, o odor de uma flor por exemplo, pode ser sentido como cheiro diferente. Na maiorias das vezes, pacientes com fantosmia e parosmia tem a percepção de cheiros desagradáveis. As alterações qualitativas do olfato podem ser causadas por infecções virais, traumatismos cranianos ou estarem relacionadas à sintomas depressivos.

LEIA TAMBÉM: Recomendações para pacientes com rinite alérgica

Já alterações do paladar podem ser classificadas como:

  • Ageusia: Perda completa do paladar, bastante rara.
  • Hipogeusia: Diminuição do paladar
  • Hipergeusia: Hipersensibilidade gustativa
  • Disgeusia: É a mais comum.  Trata-se da alteração do paladar, normalmente com sensação “metálica” ou de “amargor”.

As queixas do paladar são bem menos frequente do que do olfato e podem ser causadas por: Trauma craniano, infecções das vias aéreas, exposição à substâncias tóxicas, secundárias à cirurgias do ouvido ou procedimentos dentários, medicamentos (quadro abaixo), glossodinia (síndrome da ardência bucal).  Mais raramente, alucinações gustativas podem estar relacionadas à quadros esquizofrênicos ou de epilepsia. Uma disgeusia adocicada pode também representar o primeiro sintoma de tumores do pulmão.

Olfato: Marcador de Boa Saúde

Aproximadamente 5% da população apresenta alguma alteração do olfato. Assim como para a audição e a visão, essas alterações aumentam com o envelhecimento. Acima dos 50 anos, um quarto das pessoas têm algum grau de dificuldade com o olfato. Esse aumento pode ser causado pelo envelhecimento, mas também pelo maior tempo submetidos à infecções, traumas, medicamentos e outros agentes tóxicos. Entretanto, embora a presbiosmia (perda do olfato com a idade) seja comum, ela não pode ser considerada inevitável, mas antes um marcador da saúde geral. Paciente que “envelhecem bem” e sem tomar medicações costumam não apresentar alterações do olfato.

Pesquisadores de Chicago, liderados por Robert Wilson, divulgaram num artigo os resultados de de um estudo com 1162 indivíduos, com idade média de 79 anos. Eles foram acompanhados por 4 anos. Neste período, 27,6% dos participantes morreram. Vários fatores foram então analisados e correlacionados. Além de fatores como sexo, idade, doenças psiquiátricas e outros dados, também se analisou a função olfatória como fator de risco. Os pacientes que desempenharam pior na medida do olfato no início do estudo tiveram 36% mais chances de morrer no período analisado.

Além disso é sabido que doenças degenerativas do sistema nervoso podem estar relacionada a diminuição do olfato. No caso da doença de Parkinson e também no Alzheimer, a perda do olfato é uma queixa importante e pode anteceder os demais sintomas em 4-6 anos.

Causas de Perda do Olfato

As condições que levam a piora do olfato com maior frequência são:

  • Trauma craniano: Por secção do nervo olfatório
  • Infecções virais: Por lesão das fibras do nervo olfatório
  • Polipose nasal e sinusite: Por inflamação da mucosa nasal e obstrução do fluxo aéreo
  • Envelhecimento e doenças neurológicas: Como Alzheimer e Parkingson
  • Medicamentos: (quadro ao lado)

Cuidando do Olfato e do Paladar

Embora o olfato e paladar sejam muito importantes para a qualidade de vida e a saúde em geral, sua avaliação clínica não é simples. Enquanto a audição e a visão podem ser mais facilmente avaliadas e quantificadas por exames simples no consultório, métodos de aferição do olfato e do paladar tende a ser complexos e imprecisos.

Além disso, quase não existem tratamentos específicos para as doenças isoladas do olfato e paladar. Assim, o foco deve ser no diagnóstico, identificando e eliminando os fatores causais. Essa busca passa por uma anamnese cuidadosa, com exame clínico e video-endoscópico da cavidade nasal.

 

Fonte: Portal Otorrino

 

Leia mais...