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Tipos e graus de perda auditiva

A perda auditiva não é a mesma para todos: ela pode ocorrer apenas em um ouvido ou em ambos, pode afetar o ouvido externo ou interno e resultar em diferentes níveis de gravidade. Algumas pessoas podem ter dificuldade em ouvir claramente uma conversa distante, outras precisam aumentar o volume dos dispositivos para entender o que está sendo dito.

Em geral, existem três tipos de perda auditiva: neurossensorial, condutiva e mista. Existem também quatro níveis de gravidade para a deficiência auditiva: leve, moderada, severa e profunda.

Compreender o que significa cada um dos tipos e graus de perda auditiva, bem como suas causas, pode ajudá-lo a entender sua própria deficiência auditiva ou de alguém próximo para direcionar ao melhor tratamento para cada caso. Se você quer entender mais sobre o assunto, basta continuar a leitura deste artigo.

Como identificar problemas auditivos em crianças?

Como o som é medido?

Antes de mais nada, é preciso saber como o som é medido durante um teste de audição ou até mesmo no dia a dia. O volume ou intensidade de um ruído é medido em decibéis (dB). Para você ter uma ideia do que isso significa, aqui estão os níveis médios de decibéis para alguns sons cotidianos:

• Conversa normal: 60 dB

• Metrô: 91 dB

• Volume máximo de alguns dispositivos de MP3: 112 dB

• Show de rock: 120 dB

• Arma de fogo: 140 dB

• Fogos de artifício: 150 dB

Quando você se expõe durante longos períodos a sons mais altos que 85 dB, sua audição fica vulnerável e é comum acontecer perda auditiva temporária e zumbido no ouvido. Um som no nível de 120dB é considerado desconfortável para os ouvidos e 140 dB é um impulso doloroso.

Já a frequência do ruído é medida em Hertz (Hz) e indica se o som é agudo ou grave. Em um teste, a capacidade auditiva é testada em um intervalo de 250 Hz a 8000 H, a faixa mais importante para a comunicação porque engloba todas as frequências da fala.

Graus de perda auditiva

Quando medidos juntos, decibéis e hertz (intensidade e frequência) mostram se há deficiência auditiva e o nível de gravidade do problema auditivo. Podemos identificar diferentes graus de perda auditiva, sendo que cada um é caracterizado por uma quantidade média de perda de decibéis e incapacidade de ouvir alguns sons.

Perda auditiva leve

Na maioria das vezes, os sons mais baixos que os indivíduos com perda auditiva leve são capazes de interpretar variam entre 26 a 40 dB. Para você ter uma noção, 40 dB tem, aproximadamente, a mesma intensidade que um fraco canto de pássaros.

As pessoas que sofrem com este grau de perda auditiva podem ouvir bem durante as conversas cara a cara. No entanto, quando há um grupo de pessoas ou em ambientes ruidosos, pode ser complicado compreender todas as falas.

A perda auditiva leve pode ser tratada com a maioria dos modelos de aparelhos auditivos.

Perda auditiva moderada

Uma pessoa com perda auditiva moderada consegue ouvir sons entre 41 a 70 dB. Este nível de surdez permite que a pessoa ouça apenas sons bem próximos ou fortes o suficiente.

É mais complicado conversar ao telefone ou pessoalmente em ambientes com muito ruído de fundo. Em muitos casos, é comum ter dificuldades para compreender as falas, inclusive em locais silenciosos e quando estiver cara a cara.

Os aparelhos auditivos são altamente recomendados para quem sofre com a perda auditiva moderada.

Problema no ouvido pode ser sinal de patologia ou infecção

Perda auditiva severa

Para quem sofre com perda auditiva severa, os sons mais baixos que podem ser ouvidos são entre 71 a 90 dB. Neste nível, é praticamente impossível acompanhar uma conversa telefônica ou até mesmo para entender as conversas cara a cada em locais silenciosos. A maioria dos indivíduos com perda auditiva severa depende da leitura labial para entender as falas.

Alguns modelos de aparelhos auditivos estão equipados com tecnologia capaz de amplificar os sons para este grau de perda auditiva.

Perda auditiva profunda

As pessoas com perda auditiva profunda só conseguem ouvir sons acima de 91 dB e muitas utilizam a linguagem de sinais para se comunicar. Neste nível de deficiência auditiva, é possível ouvir apenas ruídos ou falas extremamente altas e, ainda assim, há dificuldade para entender o que está sendo dito.

Quem sofre com a perda auditiva severa nem sempre pode ser beneficiado pelo uso de aparelhos auditivos e um implante coclear pode ser a melhor opção.

Tipos de perda auditiva

Conhecer o tipo de perda auditiva é essencial para fornecer o tratamento adequado ao paciente. Basicamente, existem três categorias: perda auditiva neurossensorial, condutiva e mista.

+Por que os jovens gostam de ouvir música alta e quais os prejuízos disso?

Perda auditiva neurossensorial

Este é o tipo mais comum de perda auditiva e refere-se a um dano nas células ciliadas do ouvido interno ou até mesmo nos nervos auditivos. As causas para as estruturas ficarem danificadas são diversas, incluindo envelhecimento, exposição a ruídos altos, infecções, doenças hereditárias, problemas na gestação, entre outras situações.

Este tipo de surdez é irreversível e, geralmente, o problema é amenizado com aparelhos auditivos, dependendo do grau de severidade.

Perda auditiva condutiva

A perda auditiva condutiva ou de transmissão ocorre quando há um problema no ouvido externo ou médio que impede que o som passe para o ouvido interno. Isso pode ser causado por um tímpano perfurado, acúmulo de cera de ouvido, infecção no ouvido ou fatores hereditários.

Quando a perda auditiva é temporária, é possível tratar com medicamentos ou cirurgia. Já nos casos de surdez permanente, aparelhos auditivos e implantes cocleares podem ser úteis.

Perda auditiva mista

A perda auditiva mista é uma combinação da perda auditiva neurossensorial e condutiva. Suas características também são um conjunto dos outros tipos de surdez: incapacidade de transmitir sons para o ouvido interno, além de danos nas células ciliadas ou no nervo auditivo.

Fonte: Direito de Ouvir


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Infecção de ouvido em bebês

Uma das situações mais incômodas para as crianças é a dor de ouvido. Nos menores de 1 ano, então, que não conseguem falar para comunicar o que estão sentindo, a situação é pior ainda. A boa notícia é que, embora ainda sejam altas, as taxas de bebês com otite sofreram uma queda significativa em 20 anos nos Estados Unidos. Um estudo da Academia Americana de Pediatria (AAP), publicado na revista médica Pediatrics, diz que, a ocorrência da inflamação até 1 ano de idade vem caindo.


Embora os casos tenham sofrido uma redução, alguns estudos afirmam que é normal os bebês terem otite pelo menos uma vez até completarem 1 ano de vida. A frequência acontece por conta da maior abertura e permeabilidade da tuba auditiva, o conduto que liga a parte de trás do nariz com o ouvido médio. Além disso, há outros fatores comuns que fazem com que crianças dessa faixa etária tenham mais pré-disposição: pior controle de rinites e a entrada na creche depois do fim da licença-maternidade das mães, quando a criança está apenas com 4 ou 5 meses.

Os motivos que explicariam a queda nos casos


Segundo os cientistas que notificaram a queda de casos de otite, há três fatores que podem explicar a mudança das estatísticas: menor exposição à fumaça de cigarro, maior tempo de amamentação e mais acesso às vacinas. Crianças que convivem com adultos tabagistas, independentemente do fato deles fumarem ou não na presença delas, apresentam componentes do cigarro identificáveis na corrente sanguínea e na urina. O tabagismo passivo leva a vários problemas de saúde, mas, no caso da otite, a causa é a alteração que essas substâncias geram na mucosa do nariz e ouvido médio, alterando a capacidade de limpeza natural e de transporte do muco do nariz para a garganta.

Já a amamentação colabora porque aumenta a imunidade, com anticorpos que são passados para a criança nessa fase inicial do desenvolvimento. Por sua vez, a vacinação contra o pneumococo, principal responsável pela otite média aguda, pode aumentar a capacidade de combate a essa bactéria. A redução da estatística observada pela vacina foi abaixo do que se esperava, mas é um fator a mais para melhorar o controle.

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Como identificar e tratar a otite


Justamente pelo fato de os bebês de até 1 ano ainda não conseguirem falar, perceber que seu filho está sofrendo com otite é um desafio. Os sintomas são muito parecidos com os de outras infecções virais: febre e irritabilidade. Às vezes, o bebê para de comer. Vale lembrar que o fato de você mexer na orelha do seu filho e ele não protestar não é suficiente para descartar a infecção do ouvido. A dor da otite média aguda normalmente não piora com a manipulação da orelha.

Por conta disso, o único jeito de se certificar de que a criança está ou não sofrendo com esse problema é consultar um médico especialista, que realizará o diagnóstico adequado. Em bebês menos de 6 meses, o tratamento costuma ser feito com antibióticos porque há maior risco de complicações. Acima dessa idade, é possível observar os sintomas por até 48 horas, quando a febre está abaixo de 39 ºC e  a dor é controlável com analgésicos comuns. Nos casos mais severos, é preciso usar antibióticos.

Fonte: Revista Crescer

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Saiba reconhecer os transtornos vocais

Nunca negligencie a rouquidão. Embora o problema pareça inofensivo, os transtornos vocais podem indicar tanto inflamações passageiras quanto infecções mais graves, distúrbios e nódulos benignos ou malígnos.

A Academia Brasileira de Laringologia e Voz relata que cerca de 30% da população brasileira não procura tratamentos apropriados mesmo diante de rouquidão persistente, comprometendo as pregas vocais, popularmente conhecidas como cordas vocais.

Alerta aos descuidados

A rouquidão é uma manifestação caracterizada pela falha da voz ou mudança repentina na entonação, causada por males que afetam a região da laringe. As causas mais comuns são inflamações agudas ou crônicas nesse órgão.

Em casos mais graves a rouquidão pode ser provocada por pólipos, lesões, nódulos ou tumores.

Riscos

Entre os fatores que colaboram para a manifestação de doenças na laringe estão o uso do tabaco, uso inadequado da voz, abuso no consumo de álcool, alergias respiratórias, doenças cardíacas, refluxo e até mesmo o clima seco.

Se a rouquidão perseguir por mais de 6 dias, é de extrema importância procurar um otorrinolaringologista.

Cuidados

A rouquidão e transtornos vocais podem ser causadas por gripes, resfriados e laringites. Nesses casos o tratamento é mais simples, geralmente medicamentoso.

O que devo fazer para prevenir a rouquidão?

  • Falar em tons médios;
  • Hidratar bem o organismo (entre seis e oito copos de água por dia);
  • Evitar excessos alimentares antes de usar a voz profissionalmente;
  • Evitar choques térmicos;
  • Poupar a voz durante crises alérgicas, estados gripais, períodos pré-menstruais;
  • Buscar auxílio médico especializado ao observar tosses, pigarros e alterações na voz que perdurem por mais de duas semanas;

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Diagnóstico

Para confirmação da existência de lesões na laringe, o otorrinolaringologista realiza a videolaringoscopia, exame que identifica a procedência do traumatismo.

Há diversos fatores para a rouquidão, o diagnóstico preciso e ágil previne problemas mais graves. Lembre-se de jamais negligenciar uma alteração vocal, pois uma simples mudança na voz pode ser sinal de possíveis problemas maiores.

Se você perceber que está ficando rouco frequentemente, que sua voz tem falhado e causado incômodo, procure um profissional especializado, o procedimento não é invasivo e dispensa o pós-operatório.

Caso os sintomas de rouquidão persistam, procure imediatamente um otorrinolaringologista.

Fonte: OtorrinoMed

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Hastes flexíveis dentro do ouvido pode?

Como você limpa os seus ouvidos? Se você põe hastes flexíveis com algodão – conhecidos popularmente no Brasil como cotonetes, marca registrada da Johnson & Johnson – dentro do canal auditivo, especialistas indicam que você deve parar de fazer isso o quanto antes.

Com o uso de “cotonetes” dentro do ouvido, a cera acumulada é empurrada para dentro do canal auditivo, o que pode ocasionar uma obstrução, chamada de cerume impactado.

“As pessoas têm uma inclinação para limparem os seus ouvidos porque acreditam que a cera seja uma indicação de sujeira. Essa informação errada leva a hábitos de saúde que não são seguros”, Segundo Seth R. Schwartz, médico e responsável pela atualização do manual de boas práticas de cuidados com os ouvidos, da Academia Americana De Cirurgiões de Otorrinolaringologia, Cabeça e Pescoço.

O cerume tem funções importantes para nossos ouvidos: proteger contra danos causados por água, corpos estranhos, infecções ou mesmo algum tipo de trauma. O próprio organismo humano se encarrega de eliminar o que é necessário, seja durante o dia, enquanto você mastiga sua comida, ou na hora do banho.

“Os pacientes costumam pensar que estão prevenindo o acúmulo de cera limpando suas orelhas com hastes flexíveis, clipes de papel, cones auriculares ou qualquer outra coisa inimaginável que as pessoas colocam nos seus ouvidos. O problema com essa iniciativa de eliminar a cera está apenas criando mais problemas, porque a cera é somente empurrada e compactada para dentro do canal do ouvido”, segundo Schwartz.

Essencialmente, qualquer coisa que você colocar no canal do ouvido pode causar danos temporários ou permanentes, como a surdez.  

No caso de acúmulo anormal de cera, você deve procurar um médico, que poderá realizar o procedimento de limpeza com segurança. Segundo a academia americana, esse problema atinge, em média, 1 em cada 10 crianças e 1 em cada 20 adultos.

Não é só a instituição dos Estados Unidos que contesta o uso de hastes flexíveis dentro do canal auditivo. A Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial também diz o seguinte: “Para limpar os ouvidos corretamente é necessário apenas um pano ou lenço de papel. Os médicos advertem: “hastes flexíveis podem machucar o canal auditivo e até causar perdas na audição”.

O Hospital do Servidor Público Estadual do Governo de São Paulo também tem um artigo sobre prevenção de problemas auditivos, no qual indica o uso incorreto de hastes flexíveis como um dos fatores que causa mais problemas. “Seu uso deve ser feito apenas na parte externa. Em nenhuma situação deve ser introduzido no canal”, de acordo com o hospital.

O Hospital Paulista, localizado em São Paulo e especializado em ouvido, nariz e garganta, ressalta que o uso dos hastes flexíveis deve ser feito somente na parte externa, nas dobrinhas da orelha, nunca dentro do “furinho”.

Os especialistas indicam que você pode limpar os ouvidos com toalhas macias.

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Mas é tão bom…

A sensação de colocar hastes flexíveis dentro do canal auditivo é gostosa. Isso acontece porque o ouvido é cheio de nervos com fibras sensitivas, que levam esse estímulo para o cérebro.

O estímulo provocado pelas hastes é semelhante ao alívio gerado quando você está com coceira nas costas e consegue coçar. No entanto, é recomendada a limpeza do ouvido com uma toalha ou lenço de papel.

Fonte: Exame


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Como identificar problemas auditivos em crianças?

Nos primeiros anos de vida, a capacidade auditiva é uma parte essencial no desenvolvimento social, emocional e cognitivo das crianças. É por isso que até mesmo os problemas auditivos leves podem impedir que a criança desenvolva a fala e a linguagem adequadamente.

A boa notícia é que os problemas auditivos em crianças podem ser superados se forem detectados cedo. 

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 60% dos casos de perda auditiva em crianças menores de 15 anos podem ser evitados. Portanto, é importante que a audição de bebês e crianças seja examinada precocemente e verificada regularmente.

Problemas auditivos em crianças

Existem vários problemas auditivos que afetam as crianças, sendo que muitos deles resultam em perda auditiva. É o caso da otite média, por exemplo. Uma infecção no ouvido bastante comum em crianças que, se não for tratada, pode causar a deficiência auditiva.

A perda de audição em crianças pode ser apenas temporária, mas também pode ser permanente. A OMS estima que 34 milhões de crianças no mundo possuem deficiência auditiva incapacitante. Além disso, de 3 a 4 mil recém-nascidos já nascem com algum tipo de problema auditivo significativo.

Portanto, é possível perceber que esse é um problema de saúde sério e que precisa de atenção, especialmente dos pais. É importante que eles saibam reconhecer os sinais da perda auditiva o quanto antes. Um diagnóstico precoce é essencial para prevenir e evitar atraso de linguagem e possíveis problemas de aprendizagem e socialização.

+ Problema no ouvido pode ser sinal de patologia ou infecção

Sinais de alerta

Seja uma doença hereditária, uma lesão no ouvido ou otite repetida, é essencial reconhecer os sinais de alerta que indicam um possível problema auditivo.

Em geral, os sintomas podem aparecer em qualquer idade: desde os primeiros meses de vida, até o início da adolescência. Alguns sinais mais comuns de acordo com a faixa etária são:

• De 0 a 3 meses: o bebê não reage ao ruído e à voz, é um recém-nascido muito calmo que não acorda com barulhos em seu quarto.

• De 9 a 12 meses: o bebê grita muito e não redobra as sílabas, por exemplo, ao falar “pa-pa” ou “ma-ma”.

• De 1 ano a 2 anos: a linguagem não se desenvolve e a criança tem dificuldades em pronunciar sílabas. Ela também não responde quando é chamada e é desatenta a tudo que não está em seu campo de visão.

• De 2 a 3 anos: a criança não consegue formar frases, articula mal ao falar e não reage quando alguém conversa com ela.

• Após 4 anos: problemas comportamentais, como agressão, falta de atenção, e medo noturno podem aparecer. Também é comum fazer confusão entre os sons de algumas letras e ter necessidade de aumentar o volume para assistir TV ou ouvir música.

Causas de problemas auditivos em bebês e crianças

Existem muitos fatores que podem causar problemas auditivos em crianças. Em alguns casos, a perda auditiva pode ser congênita, isto é, o bebê já nasce com ela, ou pode ser adquirida como resultado de uma infecção ou trauma.

perda auditiva congênita pode ser causada por:

• Complicações no nascimento, como falta de oxigênio, toxoplasmose ou outra infecção grave;

• Parto prematuro;

• Distúrbio do sistema cerebral ou nervoso;

• Uso de medicamentos ototóxicos durante a gravidez;

• Diabetes materno;

• Fatores genéticos.

perda auditiva adquirida pode ocorrer devido a:

• Perfuração no tímpano;

• Infecção, como meningite, sarampo, caxumba, coqueluche etc;

• Lesão grave na cabeça;

• Exposição a ruído alto;

• Otite média não tratada ou frequente.

Como diagnosticar problemas auditivos em crianças

A capacidade auditiva deve ser verificada algumas dias após o nascimento. Isso é conhecido como triagem auditiva neonatal, um exame rotineiro para todas as crianças que é realizado antes mesmo do recém-nascido sair do hospital.

Ao longo do tempo, também existem outros exames que podem ser aplicados em bebês e crianças para identificar problemas auditivos. Conheça alguns dos principais testes auditivos:

Audiometria de reforço visual

A audiometria de reforço visual (ARV) é indicada para testar a audição de crianças entre 6 meses a 3 anos de idade.

O teste consiste em fazer a criança vincular um som a uma recompensa visual, como um brinquedo. Quando a criança é capaz de associar o som e a recompensa visual, o volume e o tom do som são alterados para determinar a menor intensidade na qual a criança consegue ouvir.

Audiometria condicionada por jogo

Esse tipo de teste é aplicado em crianças entre um ano e meio a cinco anos de idade. Durante o teste, os ruídos são reproduzidos através de fones de ouvido ou alto-falantes e a criança precisa fazer uma tarefa simples ao ouvir o som. Isso pode ser colocar uma bola em um recipiente, completar um quebra-cabeça etc.

Assim como no AVR, a intensidade e a tonalidade do som são alterados para determinar os sons mais baixos que a criança consegue ouvir.

Audiometria tonal

As crianças maiores podem realizar a audiometria de tom puro. O teste serve para avaliar a audição de uma criança em idade escolar.

O procedimento da audiometria tonal em crianças é similar ao realizado em adultos. Durante o teste, são reproduzidos sons em diferentes volumes e frequências. Então, o paciente precisa sinalizar quando ouvir o ruído apertando um botão ou levantando a mão.

Teste de condução óssea

Para realizar esse exame, é preciso colocar um pequeno dispositivo de vibração atrás da orelha. O equipamento envia o som diretamente para o ouvido interno através dos ossos da cabeça. Isso pode ajudar a identificar qual parte do ouvido não está funcionando corretamente caso a criança esteja com problemas auditivos.

Soluções auditivas para crianças

O tratamento para os problemas auditivos em crianças dependem da causa e gravidade, mas pode incluir:

• antibióticos para otite média;

• remoção do objeto estranho ou cera de ouvido;

• terapia de fala;

• cirurgia;

• um implante coclear pode ser considerado para crianças com perda auditiva severa ou profunda.

Além disso, os aparelhos auditivos podem ser usados no tratamento de perda auditiva em crianças. Existem aparelhos auditivos desenvolvidos para crianças de todas as idades e com diferentes graus de perda auditiva.

Fonte: Direito de Ouvir

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As complicações de respirar pela boca

Respirar pela boca é um ato muito comum. E diz-se que esse padrão respiratório é errado porque nosso organismo não é adaptado fisicamente para isso.
O nosso nariz é o primeiro órgão do sistema respiratório e tem a função de proteger nossas vias aéreas inferiores. Além de filtrar impurezas, ele aquece e umidifica o ar antes de chegar aos pulmões. Isso não acontece quando respiramos pela boca, o que pode gerar diversas complicações de saúde.

Respirar pela boca gera problemas respiratórios e ósseos
Como naturalmente não deveríamos respirar pela boca, para que seja possível essa passagem de ar, o paciente acaba muitas vezes alterando a posição da língua, deixa a cabeça pender mais para frente e o lábio inferior vai ficando mais frouxo.

Essas adaptações para conseguir respirar pela boca podem facilmente causar alterações na face e nos dentes. Isso é devido à influência que a língua, que é um órgão muscular, tem de expandir os ossos da face, com isso contribuindo para o bom crescimento dos ossos e dentes. O rosto pode se estreitar e se alongar, o céu da boca fica mais alto, a saliva se acumula e a mordida (oclusão dentária) fica desalinhada. O paladar e a mastigação também podem se modificar, até interferindo na boa alimentação do paciente, bem como sua voz e fonética.

Além disso, como o ar da boca não é filtrado como o que entra pelo nariz, o paciente fica mais suscetível a absorver impurezas e, por consequência, apresentar mais quadros de gripes, sinusites, faringites, rinites, crises de asma e inflamações da garganta e ouvido.
Respiradores bucais, como são chamados, ainda podem acabar roncando mais e desenvolvendo apneia do sono, condição que causa uma pausa na respiração de mais de 10 segundos. O rendimento físico do paciente também costuma ser menor.

+ Problema no ouvido pode ser sinal de patologia ou infecção

Ajuda médica é imprescindível
Somente um médico da área de otorrinolaringologia pode diagnosticar a causa da respiração bucal, que pode estar relacionada ao nariz entupido ou a uma obstrução na garganta, e indicar um tratamento eficaz.
Os motivos mais frequentes do nariz tampado impedindo a respiração são: a rinite crônica alérgica, o desvio de septo (que pode precisar de correção cirúrgica) e, principalmente em crianças, a vegetação adenóide, aumento exagerado de uma amígdala que fica logo atrás da cavidade nasal.

Já na garganta, também mais frequente em crianças, a causa mais comum de obstrução é o aumento das amígdalas palatinas, que podem ser grandes ao ponto de uma encostar na outra no meio da garganta.
Quanto mais precoce for o tratamento, menor a chance de a pessoa ter um crescimento anormal da face e de criar o costume de respirar pela boca, cujo tratamento vai exigir sessões de fonoterapia.

Fonte: Dr.Consulta

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O que é Vertigem Postural Paroxística Benigna e como identificar?

A vertigem postural paroxística benigna (VPPB) é uma desordem comum da orelha interna que resulta na estimulação anormal dos canais semicirculares, na maioria das vezes do canal posterior. A posição da cabeça e a direção do nistagmo indicam o canal acometido. Para que ocorra o nistagmo característico da VPPB é necessário que haja a migração de otólitos do utrículo para o canal semicircular enquanto a cabeça se encontra na posição do canal.

Os canais mais acometidos são os posteriores (devido à gravidade), seguido pelos laterais. O acometimento dos canais anteriores é raro. Aproximadamente 17 % dos casos de vertigem correspondem a VPPB, sendo mais comum entre mulheres de 40 a 60 anos.

+ Como lidar com pessoas que possuem perda auditiva?

Dentre as causas pode-se destacar: osteoporose/osteopenia, migrânea (possivelmente por conta de vasoespasmo), trauma cefálico, infecções de orelha média/interna, neurite, doença de Mèniére, pós-cirurgia, dentre outras.

Sinais e sintomas

Episódio curtos de vertigem (com duração menor que 1 minuto), associados a um tipo característico de nistagmo, que ocorre com a movimentação da cabeça, como por exemplo, abaixar para amarra o sapato, estender roupa no varal ou virar na cama. As crises de tontura podem estar associadas a náusea, vômitos e sensação de desequilíbrio.

Fisiopatologia

  • Canalitíase – otólitos nos canais semicirculares
  • Cupulolitíase – otólitos aderidos a cúpula

Diagnostico e tratamento

A história clínica é de grande importância para a suspeição do diagnostico, seguida do exame clínico otorrinolaringológico, dando especial ênfase a otoscopia, a fim de detectar alterações na orelha média.

As seguintes manobras irão confirmar ou não o diagnóstico.

  • Dix-Halpike: coloca-se o paciente sentado na maca e a cabeça deve ser girada no plano do canal, após, pede-se para o paciente deitar e observa- se o movimento ocular;
  • Manobra de Dix- Halpike testando o canal semicircular posterior esquerdo;
  • Epley : na presença de nistagmo, faz-se o mesmo movimento contra-lateral e após o paciente senta, olhando para frente;
  • Head –roll : com o paciente deitado na maca , com a cabeça no plano do canal lateral ( aproximadamente 30 º em relação ao plano horizontal)vira-s a cabeça para o lado acometido e depois par ao contra-lateral ;
  • Lempert/barbecue manuever: gira-se o paciente no eixo do corpo..

Interpretação

VPPB canal semicircular posterior

  • nistagmo rotatório ipsilateral ao lado pendente da cabeça;
  • nistagmo vertical para cima contra-lateral

VPPB canais laterais

  •  nistagmo geotrópico – canalitíase
  • nistagmo ageotrópico: cupulolitíase

Fonte: PebMed

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Fumaça de tabaco: o que isso tem a ver com sua audição?

Não é novidade para a maioria das pessoas que cigarros e produtos originados do tabaco podem conter substâncias capazes de acarretar doenças irreversíveis, como problemas pulmonares e até na audição. Fumantes passivos – que apenas inalam a fumaça deixada por outras pessoas – também estão sujeitos a diversas patologias causadas pelo tabaco.

Os problemas começam quando o cheiro forte da fumaça fica impregnado nos cabelos, roupas e até no ambiente da casa, como paredes e o chão. Esses pequenos microrganismos são capazes de adentrar o sistema respiratório de qualquer pessoa que inale afetando gradativamente o canal respiratório e auditivo. Essas situações são comumente encontradas em crianças e adolescentes que são obrigadas a conviver com fumantes.

Caso você seja fumante, é importante ficar atento as pessoas que estão ao seu redor e que respiram o mesmo ar que você. Esses fatores não são só prejudiciais apenas há quem fuma, mas também quem precisa estar no mesmo ambiente. Veja neste artigo alguns perigos que fumantes passivos estão sujeitos caso inalem diariamente fumaças tóxicas.

Leia também: Zumbido em jovens pode indicar futura perda auditiva

Riscos à audição

Um estudo desenvolvido por especialistas da área na Universidade de Nova York, constatou que adolescentes que estão diariamente inalando fumaças tóxicas de tabaco tem o dobro de chance de sofrer perda auditiva do que uma pessoa que não está exposta. Esse problema ocorre na perda auditiva neurossensorial, mas comumente encontrada em idosos.

Incômodos

Fumantes passivos costumam estar sempre com algumas irritações no organismo, como tosses, alergias, problemas para respirar, cefaleias, irritação nos olhos, garganta seca e náuseas. Esses sintomas são efeitos que podem passar em poucos dias ou se agravarem ainda mais, e geralmente acontecem com fumantes passivos que ficam “fechados” em determinados ambientes, como festas ou algum cômodo da casa.

Problemas no pulmão

O pulmão é o principal órgão do corpo humano que filtra as impurezas coletadas pelo ar. Uma vez que jovens e crianças estão expostas à uma fumaça tóxica, a chance de ocorrer doenças pulmonares aumenta em 50%. Uma das patologias mais comuns são bronquite e asma, que em sua maioria atinge adolescentes e crianças muito novas.

Afeta diretamente o coração

Mesmo com o cigarro apagado, a presença dos organismos do tabaco no ar também é extremamente prejudicial ao sistema vascular. Isso pode acarretar no aumento da pressão sanguínea, acidente vascular cerebral, infarto e outras condições relacionadas aos organismos vasculares.

Maior risco de câncer

Não são só fumantes que podem sofrer de riscos à saúde do pulmão. Crianças e adolescentes expostos ao tabagismo diariamente podem também ter chances de contrair a doença. Isso porque mesmo depois que o cigarro é apagado, a fumaça é instaurada em propriedades como roupas, sapato e cabelos, e devido aproximação, o indivíduo inala aqueles organismos presentes no cigarro normalmente.

Alterações comportamentais

Algumas crianças que convivem diariamente com fumantes podem sofrer alterações comportamentais negativamente, apresentando quadros de irritação e agressividade, além de problemas que dificultam o aprendizado normal da criança.

Fonte: Direito de ouvir

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25 de Abril é dia da Conscientização dos ruídos no ouvido

Poucas pessoas sabem, mas em 25 de Abril é comemorado o Dia Internacional da Conscientização dos Ruídos que estamos expostos todos os dias. Nessa data são feitas campanhas para que as pessoas se conscientizem sobre a importância de um tratamento adequado para audição, isso porque nem sempre o indivíduo com perda auditiva tem coragem para procurar ajuda e acaba vivendo um incômodo profundo diariamente.

Dia Internacional da Conscientização sobre Ruídos começou nos Estados Unidos em 1996. Um dos motivos para estabelecer a data foi para que a população tivesse mais acesso a informações relacionadas a saúde do ouvido e a perda da audição.

Esses pequenos ruídos que estão presentes na nossa rotina, sejam no ambiente de trabalho ou familiar, tem grande força para uma perda gradativa da audição, causando deficiência auditiva ou a perda total dela. Além disso, doenças como o Tinnitus, zumbido incômodo presente no canal auditivo, também são causados por exposição severa a ruídos intensos.

O ruído

Médicos especialistas na saúde auditiva afirmaram através de pesquisas que a exposição à ruídos intensos também estão relacionados a problemas como ansiedade, depressão, estresse, incômodo diário e outras condições que podem alterar diretamente o sistema nervoso central.

Essas ondas sonoras tem um efeito gradativo no corpo humano, podendo ocorrer uma perda auditiva lenta até não ouvir mais nada. Rotineiramente isso pode afetar pessoas que estão expostas a ondas de ruídos durante horas ou pouco tempo, como shows e trabalhos que exijam mexer com máquinas de barulho intenso. Nesses casos, é importante frisar a necessidade de protetores de ouvido para que não ocorra nenhuma perda gradativa da audição.

+ Problema no ouvido pode ser sinal de patologia ou infecção

Efeitos da exposição a ruídos

• Pode acontecer uma perda total ou temporária da audição, dependendo do nível da doença;

• Dificuldade em compreender diálogos das pessoas ao redor, causando isolamento que pode acarretar em doenças ligadas ao psicológico humano;

• Zumbidos constantes no ouvido, mais conhecido como Tinnitus;

• Insônia e estresse também estão relacionados a convivência com ruídos;

• Patologias que afetam a parte psíquica da pessoa como depressão, ansiedade e outros transtornos psicológicos;

• Tonturas e dores de cabeça também são sintomas recorrentes da perda gradativa da audição derivada de ruídos.

• Outro problema comum é observado nas alterações gástricas das vítimas de ruídos, além de doenças como hipertensão.

+ Zumbido em jovens pode indicar futura perda auditiva

Alguns hábitos diários também são extremamente importantes para a prevenção de uma possível perda gradativa da audição. Manter o volume da TV baixo ou no modo moderado, não utilizar fones de ouvido com os ruídos acima do recomendado (geralmente isso fica especificado no próprio celular), em casa de shows e eventos de muito barulho, procurar se manter longe de caixas de som e se possível levar com você um protetor de ouvido, procurar se afastar de lugares que contenham fogos de artifício e em comemorações não ficar por muito tempo exposto à esses tipos de ruídos que também se enquadram em barulhos como buzinas, tiros e equipamentos de volume intenso.

Fonte: Direito de ouvir

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Por que campanha da vacina contra gripe vem antes do inverno?

No lançamento da campanha de vacinação contra a gripe de 2019, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, sentenciou: “As vacinas vão garantir a saúde no inverno para aqueles que necessitam e evitar que a infecção pelo vírus influenza se transforme em pneumonia, tristeza e óbito”. Mas por que as doses são oferecidas tanto tempo antes da estação mais fria do ano chegar?

São vários motivos. O primeiro: a meta é imunizar 58,6 milhões de pessoas dos grupos prioritários. E isso é muita gente. Com um prazo estendido, é possível que todo esse pessoal – crianças, gestantes, idosos, indivíduos com certas doenças crônicas, professores… – vá aos postos de saúde.

Porém, há mais razões que explicam o início da campanha nacional de 2019 ter acontecido no dia 10 de abril (ela vai até o 31 de maio, enquanto o inverno começa no 12 de junho). Por exemplo: esse ano, já somamos 255 casos confirmados de gripe – muitos pelo vírus H1N1 –, a maioria na região Norte.

Isso inclusive fez com que o estado do Amazonas antecipasse a campanha. Ou seja, o vírus está circulando no país. Mais importante do que isso, a vacina contra a gripe demora de duas a três semanas para fazer efeito. Por quê?

O imunizante contém resquícios inativados de diferentes subtipos do vírus influenza – não há qualquer risco de eles provocarem gripe, diga-se de passagem. E o nosso organismo precisa de um tempo para, uma vez em contato com essas partículas, produzir anticorpos que nos protegerão contra gripe.

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Logo, se a campanha começasse perto do inverno, bastante gente tomaria a injeção, mas não estaria devidamente protegida nos primeiros dias dessa estação.

Por que há mais casos de gripe no inverno?

O frio faz as pessoas se aglomerarem em locais fechados e sem ventilação. E o vírus da gripe adora esses ambientes!

Ora, uma pessoa infectada, ao espirrar ou tossir dentro de um local desses, transmite com facilidade esse inimigo da saúde para quem está ao redor.

E, sem janelas abertas, o vírus influenza demora mais para ir embora. Ele ficará nas maçanetas, mesas, toalhas ou onde for – só esperando você passar a mão ali e colocá-la na boca para invadir seu corpo.

Daí porque uma das medidas preventivas mais eficazes é higienizar as mãos com frequência, principalmente em épocas com maior número de casos.

Fonte: Saúde


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