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Por que os jovens gostam de música alta e quais os prejuízos disso?

Aquela música alta que o seu filho ou filha escuta no fone de ouvido não é para te enlouquecer. Embora exista esse bônus, há razões científicas que justificam a preferência pelo som alto.

Lá atrás, quando surgiram os primeiros aparelhos portáteis para ouvir músicas, já era comum a imagem os pais pedindo pra que os filhos diminuíssem o volume. Porém, só recentemente começaram a surgir pesquisas tentando entender a causa de adolescentes gostarem tanto de ouvir música no último volume. Como também os efeitos positivos e negativos por trás disso.

Leia também: Você sabia que o teste auditivo previne danos permanentes?

Um estudo dinamarquês cita que os três principais motivos pelos quais os adolescentes amam música alta são: eles se sentem bem, podem apreciar melhor a música e obter mais energia e disposição.

Os 3 motivos para os jovens preferirem música alta:

Alívio do estresse

Estudos sobre o sáculo, uma minúscula parte do ouvido interno, explicam porque bons sentimentos e energia aparecem ao ouvir música alta. Resumidamente, o volume alto estimula o sáculo, que tem conexões diretas com áreas de prazer no cérebro. Quanto mais alta a música, mais o cérebro libera endorfinas, o “hormônio do prazer”.

Bloqueio do mundo externo

Na adolescência, muitas vezes, passamos pela sensação de ser incompreendido, sem seu lugar no mundo. Nesses casos, a música alta funciona como um escudo capaz de bloquear as coisas ao redor, mantendo o indivíduo em seu próprio espaço por um momento.

Isso acontece porque a música toma conta do cérebro, sobrecarregando os outro sentidos de maneira semelhante ao álcool ou as drogas. É como se a pessoa não pudesse se concentrar em outras coisas ao ouvir música alta.

Por vezes, bloquear o mundo e aproveitar as sensações proporcionadas pela música é um instrumento de defesa ou até mesmo uma experiência necessária quando somos jovens.

É um estimulante

Como a música alta pode ser comparada a outros estímulos como cafeína, exercícios e álcool, ela aumenta a freqüência cardíaca e a freqüência corporal. E isso te deixa mais animado(a) e disposto(a) a gastar sua energia. Mas qual a consequência desse ato a médio/longo prazo?

Prejuízos para audição 

Apesar de causar sensações positivas, ouvir música alta excessivamente pode causar problemas auditivos. E é uma das principais causas da perda auditiva em jovens.

Por possuírem hábitos arriscados para audição, incluindo ouvir música alta nos fones de ouvido e maior freqüência em festas e shows, nesses locais, os níveis de som podem chegar a 120 dB. O limite confortável para audição humana é de até 85 dB.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), essa prática (música alta nos fones de ouvido ou em eventos) pode levar 1,1 bilhão de jovens a perda auditiva nos próximos anos. Na maioria dos casos, a perda auditiva induzida por ruídos pode ser tratada com aparelhos auditivos.

É importante o cuidado para essas questões e os exames de rotina para verificar a qualidade da audição.

 

Fonte: Direito de Ouvir

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Qual impacto das bebidas geladas na dor de garganta?

Grande parte da população é ou já foi acometida pela dor de garganta, e existem algumas origens prováveis para tal. Os principais motivos para a ocorrência de doenças na garganta são gripes e resfriados, faringites e amigdalites provocadas por infecções virais ou bacterianas, e abuso vocal, ou seja: falar muito alto e tossir muito, forçando a garganta e provocando sua inflamação.
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E as áreas mais atingidas são as amígdalas palatinas, a própria garganta e as cordas vocais. Além da dor, muitas vezes há a dificuldade para engolir, rouquidão e falta de ar.

Muitas vezes, o quadro de dor de garganta é acompanhado de febre, mal-estar, dificuldades para engolir e respirar. Nestes casos, um médico deve ser buscado para diagnóstico adequado e início do tratamento.

Qual o impacto das bebidas geladas na dor de garganta?

Uma dúvida muito frequente nos pacientes é: quem está com dor de garganta pode tomar sorvete ou tomar bebidas geladas? Quando a dor já está instalada, o consumo de bebidas geladas e sorvete podem piorar o quadro, mas não que isso seja o fator desencadeante.

Leia também: Recomendações para pacientes com rinite alérgica 

Pode-se explicar a situação pelo mecanismo inflamatório presente: os vasos sanguíneos tendem a estar dilatados nestas situações, para aumentar a chegada de sangue e células que estão envolvidas no combate da infecção.

Os alimentos gelados causam um mecanismo contrário, de constrição (ou contração) dos vasos, e assim, retardam a chegada de sangue e nutrientes, “atrapalhando” as defesas naturais do organismo.

Por este motivo, pode-se ter a sensação de piora do quadro após o consumo de tais alimentos. Porém, ao contrário do que muita gente acredita, bebidas geladas não causam dor de garganta. Mas elas podem, sim, contribuir para o aumento da dor caso já exista algum problema no órgão.

Para evitar problemas no órgão, recomenda-se ingerir bastante água para hidratar o local, não forçar a voz e não respirar pela boca – pois isso pode ressecar a garganta e facilitar a entrada de vírus e bactérias. Bebidas geladas devem ser evitadas por quem já apresenta dor de garganta ou tem predisposição para o problema.

 

Fonte: Veja 

Imagem: Chata de Galocha

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Você sabia que o teste auditivo previne danos permanentes?

Os danos as células nervosas do aparelho auditivo podem ser causados por coisas simples e cotidianas, principalmente nos tempos de hoje. Como por exemplo, fazendo uso de fones de ouvido para assistir vídeos, músicas e séries favoritas.

Para evitas esses danos, que são irreversíveis, é importante fazer o teste de audição, conhecido também como audiometria. Ele identificará qualquer tipo de distúrbio, avaliando a qualidade de audição do paciente.

Caso seja identificado qualquer tipo de anormalidade durante o teste, o médico especialista avalia o tipo da alteração, medindo também o grau do mesmo. Com esse diagnóstico, haverá uma orientação ao paciente sobre o tratamento adequado, a fim de evitar o seu agravamento.

Leia também: A importância do olfato e paladar na sua saúde geral

É necessária a realização do teste auditivo?

Somente no Brasil, cerca de 10 milhões de pessoas possuem algum tipo de deficiência auditiva, e as causas são diversas, por pessoas de idades distintas. Por esta razão, o acompanhamento é fundamental no primeiro sinal de dificuldade para ouvir.

Quando negligenciado os sintomas e a realização do teste de audição, as complicações podem ser maiores, como a surdez permanente.

Mesmo que não haja um sintoma específico, é fundamental o teste. Você pode inseri-lo na lista de check-up anual. Pois, o exame é capaz de detectar distúrbios silenciosos que se apresentam discretamente até a sua evolução,e, identificados precocemente, serão corrigidos de forma simples com os aparelhos auditivos.

A importância da audiometria 

Como estamos constantemente expostos a poluição sonora, principalmente nas grandes cidades, os cuidados e acompanhamento com o sistema auditivo devem ter relevância.

Buzinas, músicas, os sons no percurso do trabalho, faculdade e casa, motores; ao nosso entendimento, são vistos como parte do cotidiano, porém, causam prejuízos. E ainda, se aliados aos maus hábitos, que adquirimos ao longo dos anos, como: fone de ouvido no volume máximo, conversas em excesso ao telefone, exposição em ambientes com ata freqüência sonora sem a devida proteção, são uma das principais causas da perda auditiva moderna.

Cuidando da sua saúde auditiva, através de medidas simples, como o teste auditivo, você previne e evita danos maiores e garante qualidade de vida.

 

 

Fonte: Direito de Ouvir

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A importância do olfato e paladar na sua saúde geral

Olfato e paladar (juntamente com o tato) são sentidos frequentemente menosprezados diante dos seus primos mais importantes: audição e visão. Embora poder enxergar e ouvir nos confira vantagens maiores do que a percepção de odores e sabores, é incorreto os deixarmos esses dois sentidos esquecidos.

Existem dados que mostram com clareza a relação importante entre saúde geral e olfato.  Em grande parte dos casos as alterações do olfato são causadas por problemas mais simples da via aérea, como desvios de septo, pólipo nasal, rinite alérgica ou sinusites. Entretanto, num número menor de vezes, a diminuição do olfato e do paladar pode estar relacionada a doenças neurológicas degenerativas, tumores do sistema nervoso central ou traumatismos cranianos.

Definindo as Alterações do Olfato e Paladar

As alterações do olfato podem ser quantitativas ou qualitativas. As alterações qualitativas referem-se a “quanto” se sente do olfato. Assim, chamamos de anosmia a perda total do olfato. Curiosamente (e bem mais raramente), há as anosmias específicas, que significa a perda da capacidade de sentir um odor específico. Há ainda o quadro de hiposmia, ou perda parcial do olfato, bastante frequente no dia-a-dia em nossos consultórios. E por fim existe a rara hiperosmia (sensibilidade exagerada do olfato), que pode ser causada por inalação de vapores tóxicos ou na enxaqueca.

Já as alterações qualitativas do olfato podem ser a fantosmia, quando a pessoa tem a percepção de um cheiro que não existe.  Já a parosmia refere-se a percepção alterada do olfato. Nesta situação, o odor de uma flor por exemplo, pode ser sentido como cheiro diferente. Na maiorias das vezes, pacientes com fantosmia e parosmia tem a percepção de cheiros desagradáveis. As alterações qualitativas do olfato podem ser causadas por infecções virais, traumatismos cranianos ou estarem relacionadas à sintomas depressivos.

LEIA TAMBÉM: Recomendações para pacientes com rinite alérgica

Já alterações do paladar podem ser classificadas como:

  • Ageusia: Perda completa do paladar, bastante rara.
  • Hipogeusia: Diminuição do paladar
  • Hipergeusia: Hipersensibilidade gustativa
  • Disgeusia: É a mais comum.  Trata-se da alteração do paladar, normalmente com sensação “metálica” ou de “amargor”.

As queixas do paladar são bem menos frequente do que do olfato e podem ser causadas por: Trauma craniano, infecções das vias aéreas, exposição à substâncias tóxicas, secundárias à cirurgias do ouvido ou procedimentos dentários, medicamentos (quadro abaixo), glossodinia (síndrome da ardência bucal).  Mais raramente, alucinações gustativas podem estar relacionadas à quadros esquizofrênicos ou de epilepsia. Uma disgeusia adocicada pode também representar o primeiro sintoma de tumores do pulmão.

Olfato: Marcador de Boa Saúde

Aproximadamente 5% da população apresenta alguma alteração do olfato. Assim como para a audição e a visão, essas alterações aumentam com o envelhecimento. Acima dos 50 anos, um quarto das pessoas têm algum grau de dificuldade com o olfato. Esse aumento pode ser causado pelo envelhecimento, mas também pelo maior tempo submetidos à infecções, traumas, medicamentos e outros agentes tóxicos. Entretanto, embora a presbiosmia (perda do olfato com a idade) seja comum, ela não pode ser considerada inevitável, mas antes um marcador da saúde geral. Paciente que “envelhecem bem” e sem tomar medicações costumam não apresentar alterações do olfato.

Pesquisadores de Chicago, liderados por Robert Wilson, divulgaram num artigo os resultados de de um estudo com 1162 indivíduos, com idade média de 79 anos. Eles foram acompanhados por 4 anos. Neste período, 27,6% dos participantes morreram. Vários fatores foram então analisados e correlacionados. Além de fatores como sexo, idade, doenças psiquiátricas e outros dados, também se analisou a função olfatória como fator de risco. Os pacientes que desempenharam pior na medida do olfato no início do estudo tiveram 36% mais chances de morrer no período analisado.

Além disso é sabido que doenças degenerativas do sistema nervoso podem estar relacionada a diminuição do olfato. No caso da doença de Parkinson e também no Alzheimer, a perda do olfato é uma queixa importante e pode anteceder os demais sintomas em 4-6 anos.

Causas de Perda do Olfato

As condições que levam a piora do olfato com maior frequência são:

  • Trauma craniano: Por secção do nervo olfatório
  • Infecções virais: Por lesão das fibras do nervo olfatório
  • Polipose nasal e sinusite: Por inflamação da mucosa nasal e obstrução do fluxo aéreo
  • Envelhecimento e doenças neurológicas: Como Alzheimer e Parkingson
  • Medicamentos: (quadro ao lado)

Cuidando do Olfato e do Paladar

Embora o olfato e paladar sejam muito importantes para a qualidade de vida e a saúde em geral, sua avaliação clínica não é simples. Enquanto a audição e a visão podem ser mais facilmente avaliadas e quantificadas por exames simples no consultório, métodos de aferição do olfato e do paladar tende a ser complexos e imprecisos.

Além disso, quase não existem tratamentos específicos para as doenças isoladas do olfato e paladar. Assim, o foco deve ser no diagnóstico, identificando e eliminando os fatores causais. Essa busca passa por uma anamnese cuidadosa, com exame clínico e video-endoscópico da cavidade nasal.

 

Fonte: Portal Otorrino

 

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Como se adaptar a perda de audição?

Apesar do avanço tecnológico, a perda de audição ainda traz um estigma. E se for necessária a utilização de aparelhos auditivos, a receptividade costuma ser negativa. As pessoas sentem que estão ficando velhas ou que a sua vida vai mudar drasticamente.

Se por acaso você está passando por isso, é importante que saiba que não precisa sofrer em silencio. Pois, é possível se adaptar a perda auditiva e ter uma vida normal. Separamos cinco dicas que podem ser úteis caso esteja passando por essa fase.

Seja realista com a sua perda auditiva 

Através do reconhecimento e aceitação da sua dificuldade auditiva, dá-se o primeiro passo para que você se adapte a ela. Se sentir envergonhado ou se recusar a aceitar os sintomas da perda de audição te levam a sentimentos ligados a perda e escassez, que te leva ao negativismo. A aceitação te prepara para reagir e procurar a ajuda necessária para se adaptar a sua nova realidade.

LEIA TAMBÉM: Quais são as causas da perda auditiva e como descobri-las?

Busque conhecimento

Da mesma forma que você está lendo este artigo para informar-se e aprender a se adaptar a perda auditiva, busque informar-se sobre as causas da perda dela e os tratamentos para tal. Sobre os avanços em relação aos aparelhos auditivos hoje e outros assuntos relacionados. O nosso blog conta com conteúdos informativos sobre o tema, que podem trazer esclarecimento a respeito do assunto. Dessa forma, você perceberá que não está sozinho e de que é possível reverter quadros, situações, como também a sua perspectiva da perda de audição.

Seja honesto com amigos e familiares 

Quando pessoas próximas, sejam amigos ou familiares estão cientes da sua perda auditiva, farão o que for possível para facilitar a sua compreensão e entender um pouco mais sobre o tema. Portanto, falar a verdade para aqueles que estão ao seu redor e explicar o que você precisa deles, é a melhor alternativa. Você pode pedir para que eles chamam a sua atenção antes de iniciar uma fala, que olhem para você ao conversar ou que fiquem mais próximos quando estiverem falando com você. É certo que essas pequenas mudanças nos hábitos farão um bem e te ajudarão.

Busque melhores situações para ouvir

Talvez você não saiba, mas nós usamos ouvidos, olhos e cérebro para dar sentido a nossa fala. E isso significa que se você tem dificuldades ou alguma limitação para ouvir, pode usar os outros sentidos no intuito de entender o que está sendo dito. Para isso, procure estar em locais com menos ruídos de fundo, se estiver em casa, por exemplo, pode desligar a TV ou outro aparelho de som quando for conversar. Em locais públicos, você pode procurar uma área com menor fluxo de pessoas para minimizar os barulhos.

LEIA TAMBÉM: 6 medidas para a prevenção da surdez em crianças? 

Procure um profissional de saúde auditiva 

Nenhuma das dicas acima serão validas se você não procurar a ajuda de um especialista. A perda auditiva é um problema de saúde, o que significa que você precisa buscar um profissional da área. Ele pode identificar as causas dessa perda, o que consequentemente, permitem um tratamento adequado. Afinal, ele pode indicar os aparelhos auditivos que atendam as suas especificidades. Não subestime a importância da sua saúde auditiva e procure um especialista.

 

Fonte: Direito de Ouvir

 

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Conheça as principais causas do ouvido entupido

A sensação do ouvido entupido costuma incomodar bastante e pode ter diversas causas, desde as mais simples, como por exemplo, a mudança de altitude, seja na decolagem de um avião ou descida de uma serra, como outras causas que precisam de orientação médica.

O excesso de cera no canal auditivo é também um dos fatores que pode trazer esse incômodo. A entrada de água e uso de hastes flexíveis podem empurrar a cera para o fundo do conduto, causando assim, o entupimento e dores no ouvido. Nesses casos, é importante buscar um especialista para que o cerume seja removido.

LEIA TAMBÉM: 9 curiosidades sobre perda auditiva e formas de prevenção

Outro caso comum de entupimento, é na prática de natação ou mesmo no banho, e o ideal, é que não seja tomada nenhuma medida caseira para o problema, visto que, pode-se agravar a situação. O acúmulo de água pode gerar infecção no ouvido, que são o caso das otites. A procura do otorrinolaringologista é fundamental para saber se houve algum dano.

A disfunção na trompa de Eustáquio também tem como sintoma o ouvido entupido. Problema que atinge, aproximadamente 30% da população, causando obstruções recorrentes, como também otite, meningite e até mesmo perda auditiva. A trompa de Eustáquio faz comunicação entre o nariz com o ouvido e tem a função de ventilar e drenar o ouvido médio. Quando está obstruída, o ar não passa, provocando sintomas como autofonia, sensação de ouvido tapado e zumbido. Geralmente, a solução é cirúrgica.

LEIA TAMBÉM: Disfunção da trompa de Eustáquio: o que é e como tratar?

Seja qual for a causa do entupimento do ouvido, vale ressaltar que é contraindicado o uso de remédios sem orientação médica, visto que, sem entendimento da causa do problema, podem haver implicações por conta de uso inadequado. Assim como a introdução de outros objetos ou hastes flexíveis também não é recomendado, pois podem haver danos irreversíveis a membrana timpânica, provocando perda auditiva. Ao menor sinal de ouvido entupido, procure um especialista.

 

Fonte: Direito de ouvir

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Ronco e o risco de Acidente Vascular Cerebral: existe alguma relação?

Num pequeno artigo recém-publicado na revista Laryngoscope, pesquisadores canadenses fazem uma pergunta: Os pacientes que roncam devem fazer um exame para investigar obstrução das suas carótidas?

A pergunta é baseada na análise da literatura científica crescente em torno dos distúrbios respiratórios do sono (como o ronco) e seus riscos vasculares. Um estudo de 2014 publicado na mesma revista já tinha encontrado uma maior obstrução (causada por espessamento da camada interna das artérias carótidas) nos pacientes que roncam, mesmo naqueles que não têm a doença da apneia do sono. Esses dados se juntam a outras pesquisas com o mesmo achado.

Num outro estudo muito interessante realizado em coelhos, os autores descobriram que a vibração no nível do pescoço é capaz de desencadear uma disfunção no endotélio das artérias carótidas, sugerindo que esse pode ser o mecanismo causador da estenose desses vasos nos pacientes que roncam.

 

Obstrução das Carótidas e o Acidente Vascular Cerebral

Há muito a obstrução das carótidas é reconhecida como um fator de risco bem estabelecido para acidentes vasculares cerebrais e também está relacionada ao risco aumentado de infarto agudo do miocárdio. Mesmo na ausência de outros fatores de risco, como história familiar, hipertensão arterial ou tabagismo, a obstrução parcial das carótidas está relacionado a um risco aumentado de AVC.

LEIA TAMBÉM: QUAIS AS CAUSAS DE PERDA AUDITIVA E COMO DESCOBRI-LAS?

Unindo esses pontos, parece bastante razoável a preocupação dos autores sobre a saúde vascular dos pacientes que aparecem em nossos consultórios com queixa de ronco. A resposta a pergunta proposta no título do artigo não poderia ser outra.

Os autores concluem que os dados científicos disponíveis já são suficientes para se recomendar a investigação de obstruções carotídeas nos indivíduos que ronco importante, mesmo nos que não têm a doença da apneia do sono.

Descobrindo o Ronco e a Obstrução das Carótidas

Captura de tela do aplicativo SnoreLab

Muitas pessoas não sabem que roncam. Para os que dormem acompanhados, quase sempre o ronco pode ser percebido pela pessoa que está perto. Casos mais sérios e de ronco muito alto, não é raro que o ronco seja ouvido de outros cômodos da casa.

Me lembro de uma paciente que me contou que seu vizinho do apartamento de baixo frequentemente batia no teto do seu quarto durante a madrugada incomodado com o seu ronco!

Já para aqueles que moram ou dormem sozinhos – e roncam num volume mais baixo – nem sempre é fácil saber que estão roncando a noite. Para esses, uma dica prática é o uso de aplicativos que gravam e monitoram o ronco durante a noite. Alguns deles, como o SnoreLab (imagem) fornecem informações como tempo e gravidade do ronco.

Quanto às artérias carótidas, o exame realizado para investigar obstruções é o Doppler, uma espécie de ultrassom capaz de avaliar a espessura das paredes das artérias e o fluxo sanguíneo no seu interior. É um exame bastante solicitado por cardiologistas e neurologistas para avaliar o risco de eventos vasculares. O Doppler não usa radiação, não oferecendo nenhum risco aqueles que o realizam.

Se você ronca com frequência a noite, não deixe de relatar isso ao seu médico!

 

Fonte: Portal Otorrino

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Quais as causas de Perda Auditiva e como descobri-las?

Descobrir a origem da sua perda auditiva é uma das maiores preocupações dos pacientes que nos procuram. Faz parte da natureza humana querer explicações, especialmente para os males da saúde. Pela lógica, descobrir a origem da queixa poderia nos abrir caminho para “consertar” o que está errado, recuperando a audição.

Esse raciocínio funciona muito bem nos casos de perda auditiva condutiva, quando há algo visível para ser reparado, como o fechamento de uma perfuração do tímpano. Já nos casos de surdez neurossensorial não estamos em condições de tratar de modo curativo a quase totalidade dos casos. Nesses, o uso de aparelhos auditivos ou implantes cocleares é quase sempre indicado. Mesmo assim, descobrir a origem de um quadro de surdez pode fazer diferença no tratamento, bem como saber se a perda pode progredir no futuro.

Recentemente, os exames de imagem (tomografia computadorizada e ressonância magnética) somados à descoberta de muitas mutações genéticas causadoras de surdez, aumentaram muito nossa capacidade de descobrir a causa das perdas auditivas neurossensoriais. Ainda assim, em cerca de metade dos pacientes submetidos à cirurgia do implante coclear na atualidade, não somos capazes de descobrir a causa.

 

LEIA TAMBÉM: Como será o aparelho auditivo no futuro? 

 

Quais são as Causas Possíveis das Perdas Auditivas?

Surdez Condutiva

A perdas de audição são classificadas em tipos (conforme a localização anatômica do dano causador) e em graus (de acordo com a gravidade, ou “tamanho”, da perda). Os quadros de surdez condutiva são causados por problemas na orelha externa ou média e podem ser causados por:

  • Acúmulo de cerumen
  • Otites externas e médias
  • Otosclerose
  • Tumores
  • Perfurações da membrana timpânica
  • Erosão e malformações dos ossículos da audição

     

     

Surdez Neurossensorial

Neste tipo de perda auditiva, o acometimento do aparato auditivo situa-se na orelha interna (cóclea) ou nervo auditivo. Dentre as causas possiveis estão:

  • Surdez genética
  • Tramatismos
  • Auto-imunes
  • Infecções virais
  • Meningites
  • Displasias
  • Presbiacusia (envelhecimento)
  • Exposição ao ruído
  • Ototoxicidade
  • Síndrome de Ménière
  • Tumores

As causas acima descritas representam a quase totalidade dos quadros de surdez existentes. Entretanto, muitas vezes os exames disponíveis não nos permite identificar a origem da perda. É importante que a equipe médica e os pacientes não transformem a busca origem da surdez na sua única preocupação, já que a reabilitação auditiva – com aparelhos auditivos ou implantes cocleares – deve começar o quanto antes, afim de se evitar as diversas consequências decorrentes da surdez não tratada.

 

Fonte: portalotorrino

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Como será o aparelho auditivo no futuro?

Há cerca de 10 anos, audiologistas e otorrinolaringologistas festejavam a chegada da tecnologia digital aos aparelhos auditivos. No já distante ano de 2007, vislumbrou-se que o “aparelho auditivo do futuro”  teria vários canais independentes de frequência, microfones direcionais, filtros abafadores de ruído, conexão à internet… E o futuro chegou com essas e outras possibilidades!

Apesar dos benefícios acima descritos, os usuários de aparelhos auditivos e implantes cocleares continuam vivenciando uma enorme dificuldade: compreender a fala em ambientes com ruído, num mundo cada vez mais barulhento.

Os autores do editorial deste mês da revista The Hearing Journal entendem que poderemos finalmente vencer essa dificuldade, inaugurando uma nova década de avanços para a tecnologia auditiva. Essa expectativa baseia-se nos mais recentes achados em pelo menos 3 linhas de pesquisas: A interação cognitiva, o “beamformer” binaural e o direcionamento visual do foco auditivo.

 

Tecnologia Auditiva Cognitiva

Os aparelhos auditivos com tecnologia digital já são capazes de abafar ou reduzir o ruído ambiente. Entretanto, num ambiente em que hajam várias pessoas falando, pouco pode ser feito atualmente para ajudar o usuário a ouvir exatamente a voz que ele deseja.

Uma das soluções para isso pode ser o uso de aparelhos auditivos controlados cognitivamente através da decodificação da atenção auditiva (em inglês, auditory attention deconding – AAD)

Num artigo de agosto deste ano na Journal of Neural Engeneering os pesquisadores foram capazes de usar sinais captados da atividade cerebral dos ouvintes para separar a voz desejada das demais. Seguindo esse modelo, os aparelhos auditivos do futuro – munidos de sensores cerebrais – serão capazes de distinguir exatamente a voz na qual o usuário está tentando se concentrar,  aplicando a amplificação apenas a ela e descartando as demais.

Segundo a pesquisadora Nima Mesgarani, várias empresas já demonstraram interesse nessa abordagem. Entretanto ela adverte dos desafios que ainda estão pela frente: “Nós precisamos de uma maneira robusta e pouco invasiva de medir os sinais neurais, de algoritmos poderosos o suficiente para analisar os sons do ambiente dependendo da tarefa que ele está envolvido, além de conseguir colocar todas essa capacidade de processamento no dispositivo pequeno.”

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Tecnologia de Beamformimg Binaural

Beamforming (ou filtragem espacial) é uma técnica de processamento para transmissão ou recepção direcional de sinais. Como exemplo, ela já utilizada em alguns roteadores Wi-Fi (figura). A conjugação entre as antenas permite levar o sinal de internet mais longe em direção a um dispositivo específico.

No caso dos aparelhos auditivos, a filtragem espacial (ou beamforming) pode fazer uso dos vários microfones nos dois aparelhos auditivos, um de cada lado, de maneira ainda mais efetiva. Pelo menos uma empresa de aparelhos auditivos (Phonak) e de implantes cocleares (Advanced Bionics) já fazem uso dessa técnica para aplicação de captação direcionada de som.

A novidade está na possibilidade observada num estudo do  pesquisador Jorge Mejia, do HEARing Cooperative Center, em Melbourne. No artigo sobre aparelhos auditivos controlados pela mente os autores utilizaram um eletrodo originalmente desenvolvido para a indústria de jogos eletrônicos. Com isso, eles foram capazes de captar a atividade cerebral para medir o esforço auditivo em diferentes simulações.

É bem provável que o aparelho auditivo do futuro será capaz de reconhecer o nível de esforço que seu usuário está fazendo para tentar entender a fala. Com essa informação, ele poderá usar a filtragem espacial altamente direcionada quando for o caso. Contrariamente, caso os sensores cerebrais demostrem pouco esforço auditivo, os microfones permaneceriam captando os sons de todas as direções.

 

Aparelhos Guiados pela Visão

A terceira linha de pesquisa parte de um estudo publicado em julho deste ano. Nele, os pesquisadores associaram a filtragem espacial (beamforming) descrita anteriormente a um mecanismo para rastrear o olhar do usuário dos aparelhos.

Segundo essa técnica, 16 microfones (8 de cada um dos aparelhos, lado a lado) formariam um campo altamente direcionado para captação do som. Tendo a informação da direção em que o usuário do aparelhos está olhando, os aparelhos do futuro serão capazes de realizar um “foco auditivo” amparados por uma mira visual.

 

Quarto Desafio: O Preço

Tecnologia de ponta quase sempre significa dólares, muitos dólares… Num país onde boa parte das pessoas não tem acesso às necessidades básicas de saúde, o avanço da tecnologia nos dispositivos médicos eleva enormemente o custo de todo o sistema. Assim, é importante que os governos guiem os centros de pesquisa também para o barateamento das tecnologias já consagradas, sem diminuir a busca por novas soluções. Esse investimento pode levar aparelhos auditivos para um grande número de pessoas que precisam, mas não têm como pagar os altíssimos preços atualmente praticados.

 

Fonte: Portal Otorrino 

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Disfunção da Trompa de Eustáquio: O que é e como tratar?

Em 1562, o médico e anatomista Bartolomeu Eustachi descreveu o que chamou de De auditus organis, ou como é conhecido hoje, Trompa de Eustáquio. O também médico e anatomista italiano Antonio Maria Valsalva, no século 18, focou seu estudo na comunicação entre a orelha média e a nasofaringe, continuando as explicações do colega anterior.

A Trompa de Eustáquio ou Tuba Auditiva (TA) liga o ouvido médio à nasofaringe e é composta por uma parte cartilaginosa, próxima à nasofaringe e muito variável anatomicamente, e uma óssea, próxima à orelha média. Em corte axial, sua porção mais anterior é paralela à artéria carótida interna e na transição entre a parte óssea da cartilaginosa, seu lúmen é mais estreito.

Em 2015, o UK NIHR Health Technology Assessment – HTA Programme reuniu especialistas europeus e americanos, que concordaram que a tuba auditiva é responsável, basicamente, por:

  • Ventilação e equalização da pressão entre a nasofaringe e orelha média;
  • Clearance mucociliar de secreções da orelha média;
  • Proteção da orelha média de ruídos, patógenos e secreções da nasofaringe.
  • A pressão na orelha média é mantida através da troca de gás da orelha média e a abertura da TA para equilibrar a pressão entre as duas estruturas.

A disfunção da TA é uma condição bastante comum no consultório Otorrinolaringológico e, embora os dados epidemiológicos sejam incertos, o impacto desta condição clínica pode ser substancial. Como sintomas, os pacientes queixam-se de plenitude aural, sensação de “entupimento” do ouvido, como se estivesse descendo a serra ou embaixo d’água. Zumbido, a inabilidade de “compensar” a pressão no ouvido médio e autofonia podem acontecer.

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Os especialistas chegaram, ainda, à conclusão de que existem três subtipos de disfunção de TA e que seus sintomas podem ser agudos, quando duram menos de três meses, ou crônicos, quando ultrapassam este período. São eles:

  • Disfunção dilatadora (explicada por obstrução funcional, disfunção dinâmica – fala muscular, obstrução anatômica);
  • Disfunção induzida por barotraumas;
  • Disfunção por TA patente.

A primeira situação é geralmente precedida por Infecção de Vias Aéreas Superiores (IVAS) ou crise de Rinite Alérgica. Quando existem mudanças pressóricas no ambiente, como no mergulho com profundidade, o barotrauma pode acontecer. Pacientes que, recentemente, perderam muito peso (ex.: pós-bariátrica) ou alteração craniofacial como fenda palatina, podem apresentar autofonia ou plenitude auricular pela TA ficar patente.

Foi consenso que para o diagnóstico de Disfunção da Tuba Auditiva (DTA), o relato do paciente com os sintomas descritos deve estar acompanhado de sinais otoscópicos de retração timpânica e/ou audiométricos de pressão negativa da orelha média. Testes para avaliação da função ventilatória da TA foram desenvolvidos, mas, hoje em dia, sua acurácia e validade ainda são incertos. Entretanto, podem ser instrumentos úteis, quando disponíveis. O único questionário em processo de validação para avaliação da disfunção é o Questionário de Disfunção de Tuba Auditiva com 7 itens (ETDQ-7), que avaliou 50 pacientes com diagnóstico de disfunção por Timpanometria e/ou achados otoscópicos e clínicos e 25 controles, que não apresentavam os critérios de inclusão.  A confiança do teste-reteste apresentou boa correlação entre o questionário respondido pelo mesmo paciente com um mês de diferença. Além disso, o ETDQ-7 foi capaz de distinguir os pacientes com DTA dos que não apresentavam tal diagnóstico.

A fisiopatologia de origem da DTA e da otite média tem origem, geralmente, a partir de infecções virais, hipertrofia adenoideana e até predisposição genética. O distúrbio persistente da TA pode apresentar-se como otite média, crônica e serosa.

Nos anos 90, a ideia de cateterização da tuba com um fio de metal foi aplicada com resultados satisfatórios inicialmente. Entretanto, estudos retrospectivos de uma amostra grande de pacientes demonstraram que, após 18 meses, mais de 80% dos pacientes mantinham a disfunção. Os tubos foram então retirados dos pacientes.

Atualmente, a dilatação da tuba auditiva com uso de balão, têm se mostrado uma opção terapêutica interessante e com resultados bons a longo prazo. A satisfação subjetiva dos pacientes foi em torno de 80% em estudos de cinco anos de seguimento.

Entretanto, metanálises revelaram que os resultados e prognósticos ainda não podem ser previstos com este tipo de procedimento. Talvez pela falta do paciente que se beneficiará com a dilatação. Uso de laser também foi testado na tuba auditiva, mas sem evidência clínica significativa.

Tratamentos com evidência para tratamento da otite média incluem o uso de antimicrobianos, adenoidectomia, colocação de tubos de ventilação, dentre outros.

Para o tratamento da ventilação da tuba e otite média, diversos procedimentos terapêuticos estão disponíveis. Entretanto, a evidência atual é de que não há uma única ou a melhor opção terapêutica, em detrimento da outra. Mais estudos são necessários para estabelecer melhores recomendações.

Fonte: PebMed

 

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