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O que é adenoide e como tratar?

A adenoide ou “carne esponjosa”, como é popularmente conhecida, causa muitas dúvidas, como por exemplo, se há necessidade de cirurgia, se é comum em crianças ou não. Pensando nisso tudo, reunimos aqui algumas perguntas frequentes, onde respondemos se é mito ou verdade.

Carne esponjosa e adenoide é a mesma coisa?

Verdade. Ela é um conglomerado de tecido linfoide (defesa) que quando olhamos parece muito uma esponja. Por isso o nome popular pegou.

Nem todo mundo tem adenoide?

Mito. Todos temos esse tecido na infância. Ele regride e desaparece espontaneamente durante o crescimento. Algumas vezes ela cresce muito rápido na infância e causa problemas respiratórios como nariz tampado e roncos. Na adolescência normalmente ela já regrediu. Quando isso não acontece a respiração pode ser comprometida.

 

Pode causar infecções?

Verdade. A adenoide e as amígdalas tem papel de defesa do organismo durante a infância. Ambas podem ter infecções.

A adenoide pode ter uma adenoidite, exatamente como temos a amigdalite nas amígdalas. Os sintomas são semelhantes ao da sinusite com secreção nasal, nariz tampado e febre. Além disso, a adenoide aumentada pode causar otites (infecções de ouvido).

Adenoide aumentada pode causar problemas de audição? 

Verdade. Ela está posicionada ao lado das tubas auditivas. Essa proximidade facilita a obstrução da drenagem de secreções do ouvido e infeções nessa região.

Além disso, apenas a retenção de secreção no ouvido já provoca alteração da audição. Isso ocorre com mais frequência nas crianças e pode atrapalhar o desenvolvimento da linguagem e alfabetização escolar.

Quando aumentada sempre tem de ser operada?

Mito. A cirurgia  está indicada em casos de obstrução (quando a respiração fica comprometida, o nariz obstruído, respiração ocorre mais pela boca e há roncos a noite) ou quando ocorrem infecções de repetição como adenoidites e otites. Portanto a indicação para a cirurgia depende do quadro clinico do paciente.

Alergia piora a adenoide?

Verdade. Pessoas com rinite alérgica possuem um fator inflamatório aumentado (relacionado a alergia). O aumento da inflamação provoca um aumento da adenoide. Essas pessoas têm então dois fatores para causar obstrução nasal: a rinite e a adenoide.

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Operar e tirar a amígdala e adenóide pode causar danos a imunidade?

Mito. O sistema imunológico do organismo está situado em vários locais. Ao remover uma parte dele, o restante assume totalmente a defesa do corpo.

Outro ponto importante é considerar que a cirurgia só será indicada em pessoas nas quais essa glândula cause problemas (obstrução e/ou infecção). Dessa maneira há benefício ao organismo e não malefício.

 

Fonte: MedPrimus

 

 

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Água no ouvido após banho de mar ou piscina: o que fazer?

Depois de tomar um banho de mar, piscina ou uma simples chuveirada, quem nunca teve aquela sensação chata e irritante de água no ouvido acumulada, causando dor? Há quem dê uns pulinhos, umas batidinhas na cabeça, um assopro.

Alguns preferem prender a respiração, outros esquentam uma toalha com ferro e a encostam na orelha.

O incômodo, o abafamento e a dor podem ser ainda maiores se a água for doce – de rio ou lagoa. Isso porque é onde se proliferam as bactérias Pseudomonas sp, um dos micro-organismos causadores da otite. Mais de 70% das infecções são por exposição à água, que empurra a cera pelo canal auditivo. Se a água estiver contaminada, pior ainda, pois ela tira a proteção natural que é a membrana do tímpano.

Leia também: Você sabia que o teste auditivo previne danos permanentes?

Outras formas para tirar água no ouvido, como usar vinagre ou álcool, devem ser evitadas pois além de não serem formas seguras de retirar a água, aumentam o risco de infecção no ouvido.

Como prevenção, é indicada ida a um médico antes de uma temporada na praia ou na piscina. Ele pode sugerir o uso de protetores, dependendo de cada caso. E não se deve esperar muito para marcar a consulta, pois o que começa com uma simples umidade pode terminar em infecção. Isso ocorre porque a cera deixa o pH do ouvido ácido, e a água o torna mais alcalino, criando um ambiente favorável à entrada de bactérias.

Como tirar água do ouvido do bebê

A melhor forma para tirar água do ouvido de bebê é apenas secar o ouvido com a toalha, porém, caso o bebê continue com desconforto deve-se levá-lo ao pediatra para evitar agravar a dor no ouvido ou permitir o desenvolvimento de uma infecção.

Para evitar que a água entre no ouvido do bebê uma boa dica é, durante o banho, colocar um pedacinho de algodão na orelha de forma a tapar o ouvido e passar um creme hidratante sobre o algodão, pois a gordura presente no creme não permite que a água entre com facilidade.

 

Fonte: Bem estar (G1)

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Você sabia que o teste auditivo previne danos permanentes?

Os danos as células nervosas do aparelho auditivo podem ser causados por coisas simples e cotidianas, principalmente nos tempos de hoje. Como por exemplo, fazendo uso de fones de ouvido para assistir vídeos, músicas e séries favoritas.

Para evitas esses danos, que são irreversíveis, é importante fazer o teste de audição, conhecido também como audiometria. Ele identificará qualquer tipo de distúrbio, avaliando a qualidade de audição do paciente.

Caso seja identificado qualquer tipo de anormalidade durante o teste, o médico especialista avalia o tipo da alteração, medindo também o grau do mesmo. Com esse diagnóstico, haverá uma orientação ao paciente sobre o tratamento adequado, a fim de evitar o seu agravamento.

Leia também: A importância do olfato e paladar na sua saúde geral

É necessária a realização do teste auditivo?

Somente no Brasil, cerca de 10 milhões de pessoas possuem algum tipo de deficiência auditiva, e as causas são diversas, por pessoas de idades distintas. Por esta razão, o acompanhamento é fundamental no primeiro sinal de dificuldade para ouvir.

Quando negligenciado os sintomas e a realização do teste de audição, as complicações podem ser maiores, como a surdez permanente.

Mesmo que não haja um sintoma específico, é fundamental o teste. Você pode inseri-lo na lista de check-up anual. Pois, o exame é capaz de detectar distúrbios silenciosos que se apresentam discretamente até a sua evolução,e, identificados precocemente, serão corrigidos de forma simples com os aparelhos auditivos.

A importância da audiometria 

Como estamos constantemente expostos a poluição sonora, principalmente nas grandes cidades, os cuidados e acompanhamento com o sistema auditivo devem ter relevância.

Buzinas, músicas, os sons no percurso do trabalho, faculdade e casa, motores; ao nosso entendimento, são vistos como parte do cotidiano, porém, causam prejuízos. E ainda, se aliados aos maus hábitos, que adquirimos ao longo dos anos, como: fone de ouvido no volume máximo, conversas em excesso ao telefone, exposição em ambientes com ata freqüência sonora sem a devida proteção, são uma das principais causas da perda auditiva moderna.

Cuidando da sua saúde auditiva, através de medidas simples, como o teste auditivo, você previne e evita danos maiores e garante qualidade de vida.

 

 

Fonte: Direito de Ouvir

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Aspiração de corpo estranho é a 3ª maior causa de acidentes fatais com crianças no Brasil

Existe uma enorme variedade de corpos estranhos que podem ser aspirados por crianças. Alimentos como amendoim, feijão e milho, bem como balões de látex e tampas de caneta estão entre os responsáveis pela maioria dos casos de sufocamento causadores de morte por conta da aspiração. A faixa etária mais acometida é entre um e três anos e o sexo masculino o mais prevalente.

O problema ocorre quando há a entrada de objetos dentro do trato respiratório, sendo esta uma causa comum de emergência respiratória em crianças. O reconhecimento e tratamento imediatos são necessários para minimizar as consequências sérias e potencialmente fatais, além de reduzir possíveis complicações e gastos hospitalares relativos a internações.

“Por possuírem vias aéreas menores e uma menor reserva respiratória, as crianças têm maior predisposição a uma rápida e significativa obstrução, com possibilidade de progressão veloz para insuficiência respiratória e parada cardíaca”, explica a otorrinolaringologista Dra. Melissa Avelino.

Segundo a médica, diversos fatores estão envolvidos na ocorrência do problema, entre comportamentais, anatômicos e fisiológicos. “Crianças entre um e três anos estão na fase oral do desenvolvimento psicossexual, apresentando um comportamento exploratório, com a colocação de objetos na boca e no nariz; a dentição incompleta e a presença de vias aéreas mais estreitas também influenciam; bem como, em alguns casos, uma falha no mecanismo de fechamento da laringe, ou o controle inadequado da deglutição e da mastigação; todos esses fatores podem facilitar a aspiração de um corpo estranho” detalha Dra. Melissa.

Membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial (ABORL-CCF), a especialista revela que a maioria dos acidentes dessa natureza ocorre em ambiente doméstico, local onde se encontram inúmeros objetos e situações de risco. “Nem mesmo a presença de um adulto no local é capaz de impedir que os acidentes ocorram, assim, prevenir é fundamental. O risco depende principalmente da facilidade de acesso da criança aos diversos objetos e alimentos que podem ser aspirados, ou seja, é indispensável que pais e cuidadores estejam cientes dos fatores de risco que predispõe a aspiração de corpo estranho, a identificação da aspiração e as noções básicas de desobstrução de via aérea alta”, conclui Dra. Melissa Avelino.

 

Fonte: São Paulo Times

 

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Como prevenir otite, rinite e sinusite nesse verão?

As férias estão aí e muita gente aproveita para viajar, visitar amigos e curtir os dias de céu aberto e tempo agradável. Nada melhor, certo? Exceto quando aquela dor de garganta ou de ouvido atrapalha o recesso tão aguardado. Como prevenir as famosas otites, rinites e sinusites durante o verão?

A assistente social Rute Alves de Souza, de 48 anos, sabe bem o que é isso. Ela coleciona algumas histórias de visitas ao pediatra com o filho, Lucas, durante a infância, por causa desses passeios. “Ele teve infecções de ouvido por causa da água. Reclamava muito da dor e tinha dificuldade para dormir. Tinha sempre que levar ao médico e comprar antibiótico”, lembra.

Segundo o otorrinolaringologista Caio Athayde, do Centro de Otorrinolaringologia (Ceol), esse é um dos principais motivos das queixas que recebe em seu consultório nesta época do ano. “As crises de otite aguda, sem dúvida, são as campeãs”, diz. Mas ele explica que, nem sempre, a culpa é apenas da água. “Se você tiver um acúmulo de cera no ouvido, por exemplo, a água fica retida lá dentro”, acrescenta.

Ele também lembra que o clima quente é muito propício a crises de rinite e sinusite. Além disso, a variação de ambiente, ou simplesmente de temperatura, são suficientes para desencadear uma inflamação. “Pacientes assim devem ter um cuidado redobrado, pois o nariz reage muito mais intensamente a pequenos estímulos”, diz.

O médico dá algumas sugestões de prevenção para pais, pessoas alérgicas ou que têm problemas crônicos de rinite e sinusite:

1) Em dias de piscina ou praia, procure fazer intervalos fora da água. Quanto maior a permeabilidade da pele, mais os ouvidos ficam suscetíveis a infecções causadas pelas próprias bactérias do corpo.

2) Use toalhas molhadas ou bacias com água para diminuir o ar seco durante a estiagem. Isso também vale para quem usa ar condicionado. A falta de umidade resseca as vias aéreas superiores e aumenta as chances de infecções respiratórias.

3) Evite os choques térmicos. Nada de chegar ao hotel e colocar o ar condicionado no mínimo. Segundo estudo realizado pela USP, os choques térmicos são os principais responsáveis por crises alérgicas em pessoas que passam longos períodos em ambientes climatizados.

4) Mantenha os ambientes bem ventilados. Alugar casas que ficaram fechadas por muito tempo pode agravar a asma ou a rinite. O calor e a umidade fazem os ácaros se proliferarem em espaços fechados.

5) Utilize tampões de ouvido ou protetores de silicone quando nadar. É uma boa saída para pessoas que têm predisposição a infecções auriculares.

6) Consulte um otorrinolaringologista antes de viajar, pois ele pode ajudar a tratar inflamações que já começaram e podem se agravar durante as férias no primeiro contato com poeira, água, mofo ou outros agentes.

 

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6 medidas para a prevenção da surdez em crianças

Um dos pilares mais importantes e conhecidos da medicina – a prevenção – não é menos importante quando se fala da mais comum das deficiências sensoriais – a perda de audição. A pouca atenção e divulgação dos mecanismos de prevenção da surdez tem raízes não só nas falhas da medicina contemporânea, ávida por tratamentos inovadores, mas também nas na natureza humana: Não costumamos dar muita atenção ao que pode acontecer. Assim, acabamos encarando os problemas a medida que eles acontecem, apagando “incêndios”, feito bombeiros…

Se por um lado essa postura curativa pode ser entendida, por outro não deve ser desejada. Sobretudo por nós, profissionais da saúde. Temos como obrigação primeira promover a saúde, antes de precisar tratá-la.

 

Organização Mundial da Saúde

Fonte: Organização Mundial da Saúde, 2016.

 

VEJA TAMBÉM: IMPLANTE COCLEAR: O GUIA COMPLETO

 

Prevenção da Surdez pela Organização Mundial de Saúde

No relatório “Surdez na Infância”, divulgado ano passado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) apresenta estatísticas mundias de causas de surdez na infância e as divide em preveníveis e não-preveníveis.

Os dados fornecem um diagnóstico bastante completo das causas de surdez na infância, permitindo a OMS apresentar 6 importantes recomendações visando a prevenção e o tratamento da surdez.

São elas:

Fortalecer programas e organizações destinadas a:

  1. Vacinação das doenças potencialmente causadoras de surdez (rubéola, caxumba, meningites e sarampo).
  2. Cuidados durante a gestação e o parto, capazes de prevenir a prematuridade, icterícia neonatal, citomegalovirose congênita, baixo peso e hipóxia ao nascer.
  3. Grupos de suporte a famílias e pessoas com perda auditiva.

Criação de programas de triagem e de intervenção

Adoção da triagem auditiva neonatal (teste da orelhinha e/ou BERA) em todos os bebês, com o devido acompanhamento que permitam:

  1. Intervenção apropriada nos bebês com perda auditiva até no máximo 6 meses de idade.
  2. Suporte a conselhamento familiar
  3. Reabilitação com aparelhos auditivos ou implantes cocleares
  4. Terapia fonoaudiológica nas suas diferentes técnicas

Criação de programas de identificação e encaminhamento e de problemas auditivos nas escolas.

Treinamento

  1. Treinar profissionais da atenção primária a saúde sobre os métodos de prevenção e identificação dos problemas auditivos
  2. Capacitar médicos otologistas e fonoaudiólogos para as melhores práticas em reabilitação auditiva

Tornar as tecnologias e tratamentos acessíveis

  1. Aparelhos auditivos e implantes cocleares são desenvolvidos e melhorados em grande velocidade, assim como seus preços. Embora a tecnologia atual seja capaz de mitigar enormemente os enormes prejuízos da surdez, uma enorme parcela da população mundial não tem acesso à elas.
  2. Crianças surdas, usuárias de aparelhos auditivos e implantes cocleares ou não, precisam de terapia fonoaudiológica apropriada, intensiva e específica para cada caso. Infelizmente número de profissionais capacitados está longe do ideal.

Regulação e Fiscalização

  1. Controle do uso indiscriminado de medicações ototóxicas
  2. Conscientização e controle sobre a exposição de sons de volume elevado, especialmente os recreativos, como shows de música e eventos esportivos

Divulgar Informações

  1. Os profissionais de saúde capacitados para lidar com as doenças do ouvido e da audição devem ser promotores de informação na sua região,  nos seus círculos profissionais e sociais, evitando a automedicação e a propagação de práticas tratamentos sem embasamento científico
  2. Médicos, fonoaudiólogos e professores devem alertar crianças e adolescentes sobre o alto risco de exposição a sons elevados, seja em atividades esportivas, shows, salas de aula, com especial atenção ao uso de fones de ouvido.
  3. Ajudar a reduzir o estigma associado à surdez e o uso de aparelhos auditivos e implante coclear

 

Fonte: Portal Otorrino

 

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