Tag - perda auditiva

Problema no ouvido pode ser sinal de patologia ou infecção

O que é um problema no ouvido?


Uma dor anormal dentro da orelha ou um zumbido incômodo podem significar que a saúde do seu ouvido está comprometida. Alguns tipos de infecções no canal auditivo acometem a população brasileira diariamente, a mais comum entre elas é a chamada otite média aguda, que tem como fator principal a inflamação do ouvido médio, diretamente encontrado atrás do tímpano. Costuma ser uma patologia dolorosa e é comumente encontrada em crianças.

Segundo um estudo realizado por professos especialistas em Otorrinolaringologia da faculdade de medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), pelo menos 80% de crianças apresentam ou apresentarão um episódio de otite média aguda durante o período da infância.
Outros tipos de doenças também podem aumentar a chance de infecções devido a contração de determinados vírus e bactérias. Veja a seguir uma lista de possíveis causas de problemas nos ouvidos e como trata-las da maneira correta.

+ Conheça os diferentes tipos de deficiência auditiva

Ouvido com água:


Alguns profissionais da área da fonoaudiologia tendem a dizer que pelo menos 40% das infecções auditivas que acomete um ser humano pode ser causado devido ao acúmulo de água no canal auditivo.
Uma grande maioria da população já experienciou um momento em que o líquido entra no ouvido, como em piscina ou praias. O que poucas pessoas sabem é que o gesto de chacoalhar a cabeça ou curvar para desobstruir a orelha pode acarretar em um problema ainda pior. Outra maneira comum é o ato de utilizar álcool ou acetona para eliminar a água, mas esse tipo de manuseamento tende a falhar na maioria dos casos.
A melhor maneira de lidar com esse tipo de situação e deitando-se e esperar que o líquido escorra natural do canal auditivo. Caso o incômodo ainda perdure por um período excessivo de dias, o correto é procurar a orientação de um profissional.


Acúmulo de cerume no ouvido:


É normal que em alguma parte da vida você se sinta com a audição diminuída devido ao excesso de cera que pode acumular dentro do sistema auditivo. O errado é pensar que objetos pontiagudos como cotonetes ou chaves podem tirar esse acúmulo de cerume da orelha. Isso pode resultar em uma infecção ou até mesmo na perfuração do tímpano.
O tratamento ideal é procurar o auxílio de um profissional ou especialista e realizar a lavagem no ouvido. Dessa forma, todo o cerume é retirado e o canal auditivo é limpo de maneira higiênica e sem o risco de infecções.


Dor dentro dos ouvidos:


Sentir uma dor no ouvido é normal, principalmente na época do verão e é mais possível notar em crianças. Pode estar relacionado com variados tipos de patologias ou traumas, como a perfuração do tímpano.
Apesar de ser normal, nunca deixe de consultar um especialista caso haja um incômodo doloroso, pode ser sinal de um problema, de alguma patologia que ainda não é de seu conhecimento. Veja por que acontece a dor no ouvido.


Ouvido obstruído:


Algumas pessoas relatam terem a sensação de estar com o ouvido completamente tampado, conhecido mais como “ouvido entupido”. É algo comum e pode acontecer em vários tipos de situações, como em mudanças bruscas de altitude (aviões, prédios, etc).
Dentre as causas da obstrução do ouvido, a mais comum é o acúmulo de cera que se forma no canal auditivo, consequentemente tampando e diminuindo a audição. Como mencionado acima, o ideal é a realização de uma lavagem performada por um especialista da área.


Mau cheiro oriundo do ouvido:


O mau cheiro emanado dos ouvidos pode ter relação especificamente com secreções recorrentes de variadas infecções. Nesse caso, é necessário fazer uma análise e especificar o tipo de secreção, se há a presença de pus ou sangue, e se é sentido algo doloroso juntamente com chiados no ouvido.
Nesse tipo de quadro, é estritamente recomendado uma consulta urgente com um especialista, pois certas patologias infecções levam até a surdez irreversível.


Quais são os fatores de risco para a contração de doenças?


Alguns fatores e situações podem aumentar subitamente as chances de um indivíduo contrair determinadas patologias no canal auditivo. Veja abaixo:


• Ciclos de idade: crianças mais novas com idades entre seis meses até dois anos costumam estarem mais vulneráveis a contração de doenças que afetam os ouvidos. Isso acontece porque nesses períodos a tuba auditiva ainda é muito pequena e o sistema imunológico muito fraco.


• Acumulação dos grandes centros: o hábito frequente de ir a locais com uma quantidade excessiva de pessoas pode ajudar na obtenção de gripes e resfriados.


• Alimentação infantil: pode não parecer, mas bebês e crianças que fazem uso de mamadeiras quando estão deitados, tem maiores chances de contrair inflamações auditivas do que crianças que se alimentam exclusivamente e diretamente pelo leite materno.


• Mudanças climáticas: em épocas como outono e inverno, a incidência de gripes resfriados é ainda maior devido a queda de temperatura. O ideal é não ficar aglomerado em um ambiente repleto de pessoas que possam estar com o vírus. Saiba dos cuidados que devemos ter nessas épocas do ano.


• Poluição do ar: outro ponto em questão é a qualidade do ar em que você está. Ficar exposto a fumaças de cigarros ou ambientes poluídos, podem colaborar para possíveis infecções no canal auditivo.

Quais os sintomas das infecções nos ouvidos?

+ 6 tipos de surdez


Crianças são as maiores afetadas por determinadas infecções no aparelho auditivo devido ao sistema imunológico fraco e pouco desenvolvido. Alguns dos sintomas que são apresentados por elas são:


• Incômodo e choros na hora de dormir;
• Dores aguda e intensas dentro da orelha interna;
• Crianças tem o costume de apertar, empurrar e puxar os ouvidos como uma for de “aliviar” as dores;
• A presença de irritação e choro excessivo;
• Algumas crianças apresentam dificuldades em captar e decodificar sons que foram emitidas a elas por outras pessoas;
• Perda gradativa do equilíbrio;
• Febre com níveis altos;
• Cefaleias;
• Incapacidade de ingerir qualquer tipo de alimento;
• Escorrimentos de secreções pelo ouvido.


Em adultos, os sintomas costumam ser diferentes e em menos proporções, como:


• Dores agudas e intensas dentro da orelha interna;
• Escorrimento de secreções pelo ouvido;
• Dificuldade em captar e decodificar sons emitidos por outras pessoas.


Todos esses fatores citados são um alerta para que os devidos cuidados sejam tomados quando aparecer algum sintoma. Por isso é muito importante passar por um otorrinolaringologista e também fonoaudiólogos. O problema está em não se cuidar.

Fonte: Direito de Ouvir

Leia mais...

Zumbido em jovens pode indicar futura perda auditiva

Pode reparar: atualmente, os fones de ouvido são quase uma extensão do corpo dos jovens. Só que não desgrudar do aparelho cobra consequências. Ainda mais quando o barulho que sai dele é similar ao de uma casa de show – algo recorrente hoje, como evidencia um trabalho da Associação de Pesquisa Interdisciplinar e Divulgação do Zumbido. Entre os 170 estudantes de 12 a 17 anos que participaram da análise, 95% relataram ouvir música com os fones.

Desses, 77% assumiram que deixam o volume alto. Até aí, pouca novidade, certo? Mas, ao serem questionados se já tinham ouvido um zumbido nos últimos 12 meses, 54,7% dos voluntários soltaram um sonoro sim. “O número é alarmante”, diz a otorrinolaringologista Tanit Ganz Sanchez, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e coordenadora da pesquisa.

+ Zumbido afeta 28 milhões de brasileiros

De bate-pronto, pode-se concluir que há uma relação direta entre os jovens escutarem música em volumes ensurdecedores e o zunido. O refinamento dos dados revelou, no entanto, que outro fator contribuiria para o problema: uma menor tolerância natural a sons por uma parcela dos adolescentes. Mas calma! Nada de achar que a barulheira está liberada. Ora, não dá para identificar facilmente quais são os indivíduos mais sensíveis ao zunzunzum. Portanto, a exposição a ruídos altíssimos e por longo tempo permanece um dos fatores capazes de causar ou agravar o tinnitus, nome técnico do problema.

Embora faça questão de ressaltar que estamos falando de um sintoma e não de uma doença, o otorrinolaringologista Ricardo Testa, presidente da Sociedade Brasileira de Otologia, diz que esse mal parece mesmo estar mais frequente. “E o hábito de ouvir sons altos com fone de ouvido só piora a situação”, salienta. O motivo é relativamente simples: quando as células ciliadas, localizadas no ouvido interno, recebem vibrações sonoras, elas se alongam e encurtam repetidamente. O bicho pega quando nossa música favorita toca e subimos o som sem pudor. Daí, essas estruturas sofrem lesões temporárias ou definitivas. Com isso, as células vizinhas precisam trabalhar em dobro. Como efeito colateral, surge o zumbido.

+Por que os jovens gostam de ouvir música alta e quais os prejuízos disso?

Por essas e outras, ele é um sinal de que a saúde auditiva não anda 100%. E, de acordo com Tanit, se os jovens continuarem nesse ritmo, há grande probabilidade de simplesmente ficarem surdos lá pelos 30 ou 40 anos. Ainda bem que dá para prevenir esse desfecho. “Recomendamos deixar o volume até a metade do nível máximo. Não mais do que isso”, aconselha a fonoaudióloga Patrícia Cotta Mancini, da Universidade Federal de Minas Gerais.

Desligar o aparelho a cada hora de exposição também ajuda. Escute: ninguém precisa abrir mão da trilha sonora para embalar o dia a dia. Mas é essencial zelar pelos ouvidos. Só assim eles continuarão a postos para apreciar os novos estilos e artistas que vão entrar na moda.

 

Fonte: Saúde

Leia mais...

Conheça os diferentes tipos de deficiência auditiva

Pode-se definir a deficiência auditiva como a “perda completa ou parcial da capacidade de ouvir de uma ou ambas as orelhas”, segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde. Isso quer dizer que o deficiente auditivo perdeu a capacidade de ouvir sons de 25 dB a 90 dB tão bem quanto uma pessoa com audição em seu estado normal.

Podendo se desenvolver em qualquer época da vida, o problema auditivo pode ser causado por diversos e diferentes fatores. Mas você sabia que apenas 5% dos casos de perda auditiva pode ser melhorada com medicação ou cirurgia? A grande maioria de deficiente auditivo conseguem tratar o problema apenas com aparelhos auditivos.

Leia também: Como lidar com pessoas que possuem perda auditiva?

Embora cada perda auditiva seja única para cada indivíduo, ela pode ser categorizada em diferentes tipos, dependendo da parte do ouvido que é afetada e das consequências auditivas.

A deficiência auditiva neurossensorial é a mais comum no mundo todo e, geralmente, resulta em uma perda de audição lenta e gradual. Nesse tipo de perda auditiva, os minúsculos nervos do ouvido interno (células ciliadas) estão danificados e não conseguem enviar com precisão os sinais auditivos ao cérebro.

O deficiente auditivo com essa condição pode sentir falta de sensibilidade nos ouvidos, falta de interpretação ou clareza do som. A compreensão da fala de outras pessoas fica complicada quando há ruído de fundo e é mais fácil escutar tons baixos do que sons agudos.

As causas da perda auditiva neurossensorial são variadas, entre elas:

● Envelhecimento (presbiacusia);

● Surdez hereditária;

● Surdez congênita;

● Doença de Ménière;

● Doenças autoimunes;

● Infecções, como caxumba, meningite e sarampo;

● Exposição ao ruído intenso;

● Efeito colateral de medicamentos ototóxicos;

● Trauma no ouvido interno;

● Doenças dos vasos sanguíneos;

● Neuroma acústico ou outros tumores no ouvido interno.

Não existe um método clínico ou cirúrgico para reparar as células ciliadas quando elas são danificadas, por isso, a perda auditiva neurossensorial costuma ser permanente. O tratamento pode ser feito com a tecnologia dos aparelhos auditivos ou implantes cocleares, dependendo da gravidade do problema auditivo. Os dispositivos não restauram os nervos, mas conseguem amplificar o som e possibilitar que o indivíduo compreenda os sons e a fala de outras pessoas.

Perda auditiva condutiva

A perda auditiva condutiva é menos comum e ocorre quando há um dano ou obstrução no ouvido externo ou médio que interfere na maneira como o som passa para o ouvido interno. Esse tipo de deficiência auditivapode ser temporária ou permanente, dependendo do que originou a condição. Entre as possíveis causas da perda auditiva condutiva, podemos citar:

● Otite externa (ou orelha de nadador);

● Otite média (infecção no ouvido);

● Malformação congênita da orelha;

● Excesso de cera de ouvido;

● Obstrução causada por objetos no ouvido;

● Sequelas de trauma no ouvido médio;

● Otosclerose;

● Estenose (estreitamento do canal auditivo);

● Ruptura do tímpano que pode ser causada por lesões, infecções no ouvido ou mudanças extremas de pressão de ar;

● Tumores no ouvido médio.

Em geral, a perda auditiva condutiva acontece muito rapidamente e a pessoa sente uma queda no volume dos sons. Como consequência, ela aumenta o volume do rádio e da televisão, mas isso não é o suficiente para ouvir tudo com clareza. No início, ela consegue ouvir sua voz normalmente, mas com o tempo a sensação é que a própria voz está mais alta ou diferente. Em alguns casos, os indivíduos sentem dores em um ou ambos os ouvidos e um odor desagradável no canal auditivo.

O deficiente auditivo que sofre com essa condição pode melhorar a sua capacidade auditiva com o acompanhamento médico adequado. Quando a perda auditiva é causada por infecções, acúmulo de cera ou corpos estranhos, por exemplo, é possível fazer tratamentos, como procedimentos cirúrgicos, antibióticos e extração da cera de ouvido. Depois de tratar a causa da perda auditiva, o médico poderá determinar algum tratamento específico para a perda auditiva.

Quando o problema de audição é causado por outras complicações, como otosclerose, estenose e fatores hereditários, o tratamento é mais complexo e é mais comum ocorrer uma perda auditiva permanente. Nessas situações, os aparelhos auditivos ou implantes cocleares podem ajudar a melhorar a capacidade auditiva do indivíduo.

Leia também: Por que os jovens gostam de ouvir música alta e quais os prejuízos disso?

Perda auditiva mista

A deficiência auditiva mista é uma combinação da perda auditiva neurossensorial e condutiva. Suas características também combinam os dois tipos de problemas auditivos: incapacidade de transmitir sons para o ouvido interno, além de danos no ouvido interno ou no nervo auditivo.

A perda auditiva mista pode ocorrer quando o ouvido sofre algum trauma ou ao longo do tempo, quando uma perda auditiva é intensificada por outra. Por exemplo, uma pessoa que tem perda auditiva hereditária e que também sofre com uma infecção no ouvido ou um indivíduo com perda auditiva condutiva de longa duração que pode sofrer com presbiacusia à medida que envelhece.

O tratamento para esse tipo de deficiência auditiva depende de qual perda auditiva é dominante em cada indivíduo. Quando a maior parte da perda auditiva é causa por um fator condutivo, é mais comum realizar procedimentos cirúrgicos e outros tratamentos. Mas, quando a perda auditiva neurossensorial é mais grave, os aparelhos auditivos ou implantes cocleares costumam ser o tratamento mais indicado.

Perda auditiva neural 

A perda auditiva neural é rara e resulta de danos ou comprometimento do sistema nervoso central. Geralmente, esse tipo de perda auditiva é permanente e profundo. Como o nervo não consegue enviar as informações sonoras ao cérebro, os aparelhos auditivos e implantes cocleares não são eficazes em quem sofre com esse tipo de deficiência auditiva.

Como você pôde perceber, existem vários tipos de perda auditiva, causados por diversos fatores e, cada um deles precisa de acompanhamento profissional e tratamento específico. Portanto, se você ou algum familiar está apresentando alguma dificuldade auditiva, é recomendável procurar um otorrinolaringologista ou fonoaudiólogo para fazer uma avaliação auditiva completa.

 

Fonte: Direito de Ouvir

Leia mais...

Como lidar com pessoas que possuem perda auditiva?

Com a chegada da idade, a qualidade de vida tende a ter um declínio. Um dos problemas que podem chegar com o envelhecimento é a perda auditiva. Pessoas que começam a sentir os primeiros sintomas dessa perda – como a dificuldade em ouvir sons – tendem a se isolar de interações sociais, pois podem se sentir desconfortáveis. Se o suporte da família também não for positivo, o indivíduo tende a se sentir excluído e cada vez mais isolado.

Sabemos que as pessoas que estão em volta de alguém que detém a perda auditiva tem um papel muito importante para que nada mude nas comunicações. É necessário o apoio incondicional desses familiares para que a outra pessoa não se isole ou se sinta excluída por não conseguir escutar mais com tanta facilidade. Confira algumas dicas de como lidar com alguém nestas condições:

Leia também: Água no ouvido após banho de mar ou piscina

1) Proponha uma consulta a um profissional

Primeiramente, é importante ressaltar a relevância de um especialista na área para ajudar a pessoa com perda auditiva. É ele que vai diagnosticar o tratamento e identificar o melhor tipo de aparelho. Proponha à pessoa uma visita a um otorrinolaringologista ou fonoaudiólogo, sempre o motivando positivamente.

Tenha conhecimento sobre os sintomas do paciente antes de chegar ao consultório, fale abertamente sobre como é a comunicação com o mesmo, assim será fácil chegar em um diagnóstico concreto e um bom tratamento.

Comunique ao profissional caso o idoso tenha tido uma vida exposta a ruídos, períodos longos em ondas sonoras intensas, isso vai ajudar para que o especialista também ofereça um tratamento mais especializado para o paciente.

2) Tenha cautela ao se comunicar com alguém que tem perda auditiva

Com a devida avaliação médica realizada e o tratamento em andamento, é necessário mudanças em algumas situações rotineiras que antes faziam parte da comunicação dentro de casa.

Acredite, falar alto – ou gritar – não é nem de longe algo eficiente para que a pessoa te escute. O ideal é olhar diretamente para o rosto do idoso e falar pausadamente, para que o mesmo absorva todas as informações que você está querendo transmitir. O hábito de gritar não afeta positivamente a comunicação, mas sim prejudica o diálogo.

É melhor que os contatos sejam feitos em ambientes sem ruídos ou superlotações, além de distrações visuais. É interessante também o uso de gestos com os braços para que a pessoa compreenda melhor a mensagem que está sendo passada.

Leia também: Por que os jovens gostam de música alta e quais os prejuízos disso?

3) Paciência é a chave para uma boa comunicação

Lembre-se que a pessoa com perda auditiva não tem culpa de estar nesta posição, ou seja, é necessário que tenha compreensão e principalmente paciência. Não se irrite se precisar repetir as mesmas frases algumas vezes ou fazer uso de repetição de palavras, é preciso se colocar no lugar do outro.

Tente não dizer frases muito longas e cansativas, a pessoa pode não entender algo no meio da conversa e acabar sem compreender o restante do diálogo. Mostre-se prestativo e empático, jamais deixe o indivíduo se sentir excluído ou se isolar. A perda auditiva é um problema comum e que pode ser tratado. Veja como a perda auditiva pode causar isolamento.

Com o devido tratamento em dia, a utilização correta de aparelhos auditivos e um ambiente cercado de pessoas positivas, o idoso vai conseguir se sentir acolhido e aceito. O envelhecimento é algo natural e devemos tratar todas as pessoas como gostaríamos de ser tratados, seja no presente ou no futuro.

Fonte: Direito de Ouvir

Leia mais...

Por que os jovens gostam de música alta e quais os prejuízos disso?

Aquela música alta que o seu filho ou filha escuta no fone de ouvido não é para te enlouquecer. Embora exista esse bônus, há razões científicas que justificam a preferência pelo som alto.

Lá atrás, quando surgiram os primeiros aparelhos portáteis para ouvir músicas, já era comum a imagem os pais pedindo pra que os filhos diminuíssem o volume. Porém, só recentemente começaram a surgir pesquisas tentando entender a causa de adolescentes gostarem tanto de ouvir música no último volume. Como também os efeitos positivos e negativos por trás disso.

Leia também: Você sabia que o teste auditivo previne danos permanentes?

Um estudo dinamarquês cita que os três principais motivos pelos quais os adolescentes amam música alta são: eles se sentem bem, podem apreciar melhor a música e obter mais energia e disposição.

Os 3 motivos para os jovens preferirem música alta:

Alívio do estresse

Estudos sobre o sáculo, uma minúscula parte do ouvido interno, explicam porque bons sentimentos e energia aparecem ao ouvir música alta. Resumidamente, o volume alto estimula o sáculo, que tem conexões diretas com áreas de prazer no cérebro. Quanto mais alta a música, mais o cérebro libera endorfinas, o “hormônio do prazer”.

Bloqueio do mundo externo

Na adolescência, muitas vezes, passamos pela sensação de ser incompreendido, sem seu lugar no mundo. Nesses casos, a música alta funciona como um escudo capaz de bloquear as coisas ao redor, mantendo o indivíduo em seu próprio espaço por um momento.

Isso acontece porque a música toma conta do cérebro, sobrecarregando os outro sentidos de maneira semelhante ao álcool ou as drogas. É como se a pessoa não pudesse se concentrar em outras coisas ao ouvir música alta.

Por vezes, bloquear o mundo e aproveitar as sensações proporcionadas pela música é um instrumento de defesa ou até mesmo uma experiência necessária quando somos jovens.

É um estimulante

Como a música alta pode ser comparada a outros estímulos como cafeína, exercícios e álcool, ela aumenta a freqüência cardíaca e a freqüência corporal. E isso te deixa mais animado(a) e disposto(a) a gastar sua energia. Mas qual a consequência desse ato a médio/longo prazo?

Prejuízos para audição 

Apesar de causar sensações positivas, ouvir música alta excessivamente pode causar problemas auditivos. E é uma das principais causas da perda auditiva em jovens.

Por possuírem hábitos arriscados para audição, incluindo ouvir música alta nos fones de ouvido e maior freqüência em festas e shows, nesses locais, os níveis de som podem chegar a 120 dB. O limite confortável para audição humana é de até 85 dB.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), essa prática (música alta nos fones de ouvido ou em eventos) pode levar 1,1 bilhão de jovens a perda auditiva nos próximos anos. Na maioria dos casos, a perda auditiva induzida por ruídos pode ser tratada com aparelhos auditivos.

É importante o cuidado para essas questões e os exames de rotina para verificar a qualidade da audição.

 

Fonte: Direito de Ouvir

Leia mais...

Você sabia que o teste auditivo previne danos permanentes?

Os danos as células nervosas do aparelho auditivo podem ser causados por coisas simples e cotidianas, principalmente nos tempos de hoje. Como por exemplo, fazendo uso de fones de ouvido para assistir vídeos, músicas e séries favoritas.

Para evitas esses danos, que são irreversíveis, é importante fazer o teste de audição, conhecido também como audiometria. Ele identificará qualquer tipo de distúrbio, avaliando a qualidade de audição do paciente.

Caso seja identificado qualquer tipo de anormalidade durante o teste, o médico especialista avalia o tipo da alteração, medindo também o grau do mesmo. Com esse diagnóstico, haverá uma orientação ao paciente sobre o tratamento adequado, a fim de evitar o seu agravamento.

Leia também: A importância do olfato e paladar na sua saúde geral

É necessária a realização do teste auditivo?

Somente no Brasil, cerca de 10 milhões de pessoas possuem algum tipo de deficiência auditiva, e as causas são diversas, por pessoas de idades distintas. Por esta razão, o acompanhamento é fundamental no primeiro sinal de dificuldade para ouvir.

Quando negligenciado os sintomas e a realização do teste de audição, as complicações podem ser maiores, como a surdez permanente.

Mesmo que não haja um sintoma específico, é fundamental o teste. Você pode inseri-lo na lista de check-up anual. Pois, o exame é capaz de detectar distúrbios silenciosos que se apresentam discretamente até a sua evolução,e, identificados precocemente, serão corrigidos de forma simples com os aparelhos auditivos.

A importância da audiometria 

Como estamos constantemente expostos a poluição sonora, principalmente nas grandes cidades, os cuidados e acompanhamento com o sistema auditivo devem ter relevância.

Buzinas, músicas, os sons no percurso do trabalho, faculdade e casa, motores; ao nosso entendimento, são vistos como parte do cotidiano, porém, causam prejuízos. E ainda, se aliados aos maus hábitos, que adquirimos ao longo dos anos, como: fone de ouvido no volume máximo, conversas em excesso ao telefone, exposição em ambientes com ata freqüência sonora sem a devida proteção, são uma das principais causas da perda auditiva moderna.

Cuidando da sua saúde auditiva, através de medidas simples, como o teste auditivo, você previne e evita danos maiores e garante qualidade de vida.

 

 

Fonte: Direito de Ouvir

Leia mais...

Obesidade e perda auditiva: você sabia que há relação?

Que obesidade é coisa séria todos já sabem. E os benefícios de perder peso são muitos, além de se manter saudável, voltar a usar aquele velho jeans pode ser motivo de muita satisfação. E agora, você tem mais uma razão: é uma forma de ajudar a proteger a sua saúde auditiva.

É isso mesmo. Embora muitas causas da perda auditiva sejam obvias, como envelhecimento e exposição prolongada a sons altos, outros fatores não são tao aparentes, entre eles, o seu peso.

Muitos estudos demonstram que a obesidade pode se tornar uma causa da perda auditiva, apontando que a sua audição está conectada a sua saúde de forma geral e como é importante manter um estilo de vida saudável.

Obesidade e perda auditiva

Você deve estar se perguntando como o seu peso interfere no que você ouve. A resposta não é tao complicada quanto você pode estar imaginando.

Nosso ouvido tem minúscula células ciliadas que detectam o som no ouvido interno e enviam para o cérebro. Mas, para funcionar perfeitamente, o ouvido precisa de um fluxo estável de sangue e de oxigênio.

O problema é que a obesidade causa uma série de problemas de saúde, incluindo os problemas vasculares que prejudicam o fluxo sangüíneo nos ouvidos e afetam diretamente a sua capacidade de ouvir.

Um estudo americano acompanhou cerca de 68 mil mulheres ao longo de 20 anos. O resultado mostrou que aquelas com menor índice corporal e que realizaram mais atividades físicas tiveram 17% a menos de chances de desenvolver perda auditiva. Já aquelas com sinais de obesidade foram até 27% mais propensas a perder a audição. O resultado variou de acordo com a gravidade e de suas preocupações com o peso.

LEIA TAMBÉM: Como se adaptar a perda de audição?

Outras condições relacionadas a obesidade

A questão cardiovascular é apenas uma causa da perda auditiva relacionada a obesidade. Estar acima do peso pode contribuir para o surgimento de outras doenças que prejudicam a audição.

Um exemplo é a diabetes: cerca de 90% dos pacientes com diabetes tipo 2 estão com sobrepeso ou obesidade e possuem o dobro de chances de desenvolver perda auditiva.

Outro exemplo é a doença cardíaca: condição reduz a circulação no corpo, prejudicando o fornecimento de sangue e oxigênio necessários para manter a sua audição saudável.

Corpo saudável, audição saudável 

Se alimentar de forma equilibrada e fazer exercícios regularmente, é a melhor maneira de se manter uma boa saúde. Caminhadas e corridas, exercícios cardiovasculares, manterão a sua audição em perfeito estado.

Vale salientar que é importante que a mudança de habito seja feita com acompanhamento profissional, garantindo assim, o equilíbrio entre as suas necessidades e limitações.

Quaisquer alterações na sua audição, procure o seu profissional de saúde auditiva para que seja feito o monitoramento correto, com a devida assistência.

 

Fonte: Direito de Ouvir

Leia mais...

Como se adaptar a perda de audição?

Apesar do avanço tecnológico, a perda de audição ainda traz um estigma. E se for necessária a utilização de aparelhos auditivos, a receptividade costuma ser negativa. As pessoas sentem que estão ficando velhas ou que a sua vida vai mudar drasticamente.

Se por acaso você está passando por isso, é importante que saiba que não precisa sofrer em silencio. Pois, é possível se adaptar a perda auditiva e ter uma vida normal. Separamos cinco dicas que podem ser úteis caso esteja passando por essa fase.

Seja realista com a sua perda auditiva 

Através do reconhecimento e aceitação da sua dificuldade auditiva, dá-se o primeiro passo para que você se adapte a ela. Se sentir envergonhado ou se recusar a aceitar os sintomas da perda de audição te levam a sentimentos ligados a perda e escassez, que te leva ao negativismo. A aceitação te prepara para reagir e procurar a ajuda necessária para se adaptar a sua nova realidade.

LEIA TAMBÉM: Quais são as causas da perda auditiva e como descobri-las?

Busque conhecimento

Da mesma forma que você está lendo este artigo para informar-se e aprender a se adaptar a perda auditiva, busque informar-se sobre as causas da perda dela e os tratamentos para tal. Sobre os avanços em relação aos aparelhos auditivos hoje e outros assuntos relacionados. O nosso blog conta com conteúdos informativos sobre o tema, que podem trazer esclarecimento a respeito do assunto. Dessa forma, você perceberá que não está sozinho e de que é possível reverter quadros, situações, como também a sua perspectiva da perda de audição.

Seja honesto com amigos e familiares 

Quando pessoas próximas, sejam amigos ou familiares estão cientes da sua perda auditiva, farão o que for possível para facilitar a sua compreensão e entender um pouco mais sobre o tema. Portanto, falar a verdade para aqueles que estão ao seu redor e explicar o que você precisa deles, é a melhor alternativa. Você pode pedir para que eles chamam a sua atenção antes de iniciar uma fala, que olhem para você ao conversar ou que fiquem mais próximos quando estiverem falando com você. É certo que essas pequenas mudanças nos hábitos farão um bem e te ajudarão.

Busque melhores situações para ouvir

Talvez você não saiba, mas nós usamos ouvidos, olhos e cérebro para dar sentido a nossa fala. E isso significa que se você tem dificuldades ou alguma limitação para ouvir, pode usar os outros sentidos no intuito de entender o que está sendo dito. Para isso, procure estar em locais com menos ruídos de fundo, se estiver em casa, por exemplo, pode desligar a TV ou outro aparelho de som quando for conversar. Em locais públicos, você pode procurar uma área com menor fluxo de pessoas para minimizar os barulhos.

LEIA TAMBÉM: 6 medidas para a prevenção da surdez em crianças? 

Procure um profissional de saúde auditiva 

Nenhuma das dicas acima serão validas se você não procurar a ajuda de um especialista. A perda auditiva é um problema de saúde, o que significa que você precisa buscar um profissional da área. Ele pode identificar as causas dessa perda, o que consequentemente, permitem um tratamento adequado. Afinal, ele pode indicar os aparelhos auditivos que atendam as suas especificidades. Não subestime a importância da sua saúde auditiva e procure um especialista.

 

Fonte: Direito de Ouvir

 

Leia mais...

Quem sofre com enxaqueca pode ter mais chance de perda auditiva

A enxaqueca tem algumas características marcantes, que, para quem costuma ter crises, não é nenhuma novidade. estão entre a intensa dor de cabeça, acompanhada a sensibilidade a luz e som, náuseas e problemas de visão, entre outros.

Essa doença atinge creca de 31 milhões de brasileiros e pode abrir portas para outros problemas de saúde, e a perda auditiva, é uma delas.

Diversos estudos demonstram que pessoas que sofrem de enxaqueca podem ter mais chances de desenvolver alguma dificuldade auditiva, do que aqueles que não padecem com as dores de cabeça.

LEIA TAMBÉM: Como será o aparelho auditivo no futuro?

Enxaqueca e e perda auditiva

E de que forma uma doença neurológica poderia estar associada a sua audição? De diversas formas, é o que responde um estudo publicado no American Journal of Otolaryngology.

Entre as descobertas, os pesquisadores evidenciaram que dois terços dos pacientes com enxaqueca tinham mais anormalidades nos testes eletrofisiológicos auditivos – inclusive entre aqueles com audição normal. É utilizado no teste emissões otoacústicas, que serve para identificar alterações precoces na orelha interna, que futuramente, podem aparecer como perda auditiva.

A sugestão dos pesquisadores é de que a falta de fluxo sangüíneo nas células ciliadas da cóclea causada pela enxaqueca pode prejudicar o funcionamento do sistema auditivo. Com o passar do tempo, isso pode resultar em perda auditiva neurossensorial, o tipo mais comum e que geralmente é tratada com aparelhos auditivos.

Também foi realizado um outro estudo em Taiwan comprovando a ligação entre as duas as duas doenças. Segundo os pesquisadores, a enxaqueca aumenta em ate 50% as chances de uma adquirir perda auditiva neurossensorial súbita (SSHL – sigla em inglês).

Essa condição rara é caracterizada por uma perda de audição rápida e sem explicação em uma ou ambas orelhas,  que ocorre imediatamente ou em alguns dias. Embora seja difícil determinar uma causa da perda auditiva súbita, a associação desse problema auditivo e a enxaqueca fornecem algumas pistas para os cientistas.

Além de que, as pessoas que sofrem com enxaqueca, costumam ter uma maior incidência de zumbido no ouvido, em comparação com a população comum.

O que fazer?

O apontamento desses dados não serve para assustar você, que tem enxaqueca, e sim, para alertá-lo. Se você costuma ter essas crises, é importante intensificar a atenção com a sua saúde auditiva.

Se esse é o seu caso, o mais recomendável é que você faca um acompanhamento neurológico, visando encontrar um tratamento adequado de acordo com a gravidade da enxaqueca.

LEIA TAMBÉM: 9 curiosidades sobre a perda auditiva e formas de prevenção 

Também é importante realizar o teste de audiometria  com freqüência para evitar que a dor de cabeça se torne uma causa da perda auditiva. Com o tratamento adequado é possível identificar problemas auditivos precocemente.

No caso da perda auditiva súbita, é primordial que você busque ajuda médica imediatamente para realizar testes de audição e uma ressonância magnética do cérebro, caso necessário. O tratamento envolve esteróides e, quando a perda é irreversível, os aparelhos auditivos ou implantes cocleares podem ajudar a recuperar parte da audição.

Fonte: Direito de Ouvir 

Leia mais...

Quais as causas de Perda Auditiva e como descobri-las?

Descobrir a origem da sua perda auditiva é uma das maiores preocupações dos pacientes que nos procuram. Faz parte da natureza humana querer explicações, especialmente para os males da saúde. Pela lógica, descobrir a origem da queixa poderia nos abrir caminho para “consertar” o que está errado, recuperando a audição.

Esse raciocínio funciona muito bem nos casos de perda auditiva condutiva, quando há algo visível para ser reparado, como o fechamento de uma perfuração do tímpano. Já nos casos de surdez neurossensorial não estamos em condições de tratar de modo curativo a quase totalidade dos casos. Nesses, o uso de aparelhos auditivos ou implantes cocleares é quase sempre indicado. Mesmo assim, descobrir a origem de um quadro de surdez pode fazer diferença no tratamento, bem como saber se a perda pode progredir no futuro.

Recentemente, os exames de imagem (tomografia computadorizada e ressonância magnética) somados à descoberta de muitas mutações genéticas causadoras de surdez, aumentaram muito nossa capacidade de descobrir a causa das perdas auditivas neurossensoriais. Ainda assim, em cerca de metade dos pacientes submetidos à cirurgia do implante coclear na atualidade, não somos capazes de descobrir a causa.

 

LEIA TAMBÉM: Como será o aparelho auditivo no futuro? 

 

Quais são as Causas Possíveis das Perdas Auditivas?

Surdez Condutiva

A perdas de audição são classificadas em tipos (conforme a localização anatômica do dano causador) e em graus (de acordo com a gravidade, ou “tamanho”, da perda). Os quadros de surdez condutiva são causados por problemas na orelha externa ou média e podem ser causados por:

  • Acúmulo de cerumen
  • Otites externas e médias
  • Otosclerose
  • Tumores
  • Perfurações da membrana timpânica
  • Erosão e malformações dos ossículos da audição

     

     

Surdez Neurossensorial

Neste tipo de perda auditiva, o acometimento do aparato auditivo situa-se na orelha interna (cóclea) ou nervo auditivo. Dentre as causas possiveis estão:

  • Surdez genética
  • Tramatismos
  • Auto-imunes
  • Infecções virais
  • Meningites
  • Displasias
  • Presbiacusia (envelhecimento)
  • Exposição ao ruído
  • Ototoxicidade
  • Síndrome de Ménière
  • Tumores

As causas acima descritas representam a quase totalidade dos quadros de surdez existentes. Entretanto, muitas vezes os exames disponíveis não nos permite identificar a origem da perda. É importante que a equipe médica e os pacientes não transformem a busca origem da surdez na sua única preocupação, já que a reabilitação auditiva – com aparelhos auditivos ou implantes cocleares – deve começar o quanto antes, afim de se evitar as diversas consequências decorrentes da surdez não tratada.

 

Fonte: portalotorrino

Leia mais...