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Problema no ouvido pode ser sinal de patologia ou infecção

O que é um problema no ouvido?


Uma dor anormal dentro da orelha ou um zumbido incômodo podem significar que a saúde do seu ouvido está comprometida. Alguns tipos de infecções no canal auditivo acometem a população brasileira diariamente, a mais comum entre elas é a chamada otite média aguda, que tem como fator principal a inflamação do ouvido médio, diretamente encontrado atrás do tímpano. Costuma ser uma patologia dolorosa e é comumente encontrada em crianças.

Segundo um estudo realizado por professos especialistas em Otorrinolaringologia da faculdade de medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), pelo menos 80% de crianças apresentam ou apresentarão um episódio de otite média aguda durante o período da infância.
Outros tipos de doenças também podem aumentar a chance de infecções devido a contração de determinados vírus e bactérias. Veja a seguir uma lista de possíveis causas de problemas nos ouvidos e como trata-las da maneira correta.

+ Conheça os diferentes tipos de deficiência auditiva

Ouvido com água:


Alguns profissionais da área da fonoaudiologia tendem a dizer que pelo menos 40% das infecções auditivas que acomete um ser humano pode ser causado devido ao acúmulo de água no canal auditivo.
Uma grande maioria da população já experienciou um momento em que o líquido entra no ouvido, como em piscina ou praias. O que poucas pessoas sabem é que o gesto de chacoalhar a cabeça ou curvar para desobstruir a orelha pode acarretar em um problema ainda pior. Outra maneira comum é o ato de utilizar álcool ou acetona para eliminar a água, mas esse tipo de manuseamento tende a falhar na maioria dos casos.
A melhor maneira de lidar com esse tipo de situação e deitando-se e esperar que o líquido escorra natural do canal auditivo. Caso o incômodo ainda perdure por um período excessivo de dias, o correto é procurar a orientação de um profissional.


Acúmulo de cerume no ouvido:


É normal que em alguma parte da vida você se sinta com a audição diminuída devido ao excesso de cera que pode acumular dentro do sistema auditivo. O errado é pensar que objetos pontiagudos como cotonetes ou chaves podem tirar esse acúmulo de cerume da orelha. Isso pode resultar em uma infecção ou até mesmo na perfuração do tímpano.
O tratamento ideal é procurar o auxílio de um profissional ou especialista e realizar a lavagem no ouvido. Dessa forma, todo o cerume é retirado e o canal auditivo é limpo de maneira higiênica e sem o risco de infecções.


Dor dentro dos ouvidos:


Sentir uma dor no ouvido é normal, principalmente na época do verão e é mais possível notar em crianças. Pode estar relacionado com variados tipos de patologias ou traumas, como a perfuração do tímpano.
Apesar de ser normal, nunca deixe de consultar um especialista caso haja um incômodo doloroso, pode ser sinal de um problema, de alguma patologia que ainda não é de seu conhecimento. Veja por que acontece a dor no ouvido.


Ouvido obstruído:


Algumas pessoas relatam terem a sensação de estar com o ouvido completamente tampado, conhecido mais como “ouvido entupido”. É algo comum e pode acontecer em vários tipos de situações, como em mudanças bruscas de altitude (aviões, prédios, etc).
Dentre as causas da obstrução do ouvido, a mais comum é o acúmulo de cera que se forma no canal auditivo, consequentemente tampando e diminuindo a audição. Como mencionado acima, o ideal é a realização de uma lavagem performada por um especialista da área.


Mau cheiro oriundo do ouvido:


O mau cheiro emanado dos ouvidos pode ter relação especificamente com secreções recorrentes de variadas infecções. Nesse caso, é necessário fazer uma análise e especificar o tipo de secreção, se há a presença de pus ou sangue, e se é sentido algo doloroso juntamente com chiados no ouvido.
Nesse tipo de quadro, é estritamente recomendado uma consulta urgente com um especialista, pois certas patologias infecções levam até a surdez irreversível.


Quais são os fatores de risco para a contração de doenças?


Alguns fatores e situações podem aumentar subitamente as chances de um indivíduo contrair determinadas patologias no canal auditivo. Veja abaixo:


• Ciclos de idade: crianças mais novas com idades entre seis meses até dois anos costumam estarem mais vulneráveis a contração de doenças que afetam os ouvidos. Isso acontece porque nesses períodos a tuba auditiva ainda é muito pequena e o sistema imunológico muito fraco.


• Acumulação dos grandes centros: o hábito frequente de ir a locais com uma quantidade excessiva de pessoas pode ajudar na obtenção de gripes e resfriados.


• Alimentação infantil: pode não parecer, mas bebês e crianças que fazem uso de mamadeiras quando estão deitados, tem maiores chances de contrair inflamações auditivas do que crianças que se alimentam exclusivamente e diretamente pelo leite materno.


• Mudanças climáticas: em épocas como outono e inverno, a incidência de gripes resfriados é ainda maior devido a queda de temperatura. O ideal é não ficar aglomerado em um ambiente repleto de pessoas que possam estar com o vírus. Saiba dos cuidados que devemos ter nessas épocas do ano.


• Poluição do ar: outro ponto em questão é a qualidade do ar em que você está. Ficar exposto a fumaças de cigarros ou ambientes poluídos, podem colaborar para possíveis infecções no canal auditivo.

Quais os sintomas das infecções nos ouvidos?

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Crianças são as maiores afetadas por determinadas infecções no aparelho auditivo devido ao sistema imunológico fraco e pouco desenvolvido. Alguns dos sintomas que são apresentados por elas são:


• Incômodo e choros na hora de dormir;
• Dores aguda e intensas dentro da orelha interna;
• Crianças tem o costume de apertar, empurrar e puxar os ouvidos como uma for de “aliviar” as dores;
• A presença de irritação e choro excessivo;
• Algumas crianças apresentam dificuldades em captar e decodificar sons que foram emitidas a elas por outras pessoas;
• Perda gradativa do equilíbrio;
• Febre com níveis altos;
• Cefaleias;
• Incapacidade de ingerir qualquer tipo de alimento;
• Escorrimentos de secreções pelo ouvido.


Em adultos, os sintomas costumam ser diferentes e em menos proporções, como:


• Dores agudas e intensas dentro da orelha interna;
• Escorrimento de secreções pelo ouvido;
• Dificuldade em captar e decodificar sons emitidos por outras pessoas.


Todos esses fatores citados são um alerta para que os devidos cuidados sejam tomados quando aparecer algum sintoma. Por isso é muito importante passar por um otorrinolaringologista e também fonoaudiólogos. O problema está em não se cuidar.

Fonte: Direito de Ouvir

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Como será o aparelho auditivo no futuro?

Há cerca de 10 anos, audiologistas e otorrinolaringologistas festejavam a chegada da tecnologia digital aos aparelhos auditivos. No já distante ano de 2007, vislumbrou-se que o “aparelho auditivo do futuro”  teria vários canais independentes de frequência, microfones direcionais, filtros abafadores de ruído, conexão à internet… E o futuro chegou com essas e outras possibilidades!

Apesar dos benefícios acima descritos, os usuários de aparelhos auditivos e implantes cocleares continuam vivenciando uma enorme dificuldade: compreender a fala em ambientes com ruído, num mundo cada vez mais barulhento.

Os autores do editorial deste mês da revista The Hearing Journal entendem que poderemos finalmente vencer essa dificuldade, inaugurando uma nova década de avanços para a tecnologia auditiva. Essa expectativa baseia-se nos mais recentes achados em pelo menos 3 linhas de pesquisas: A interação cognitiva, o “beamformer” binaural e o direcionamento visual do foco auditivo.

 

Tecnologia Auditiva Cognitiva

Os aparelhos auditivos com tecnologia digital já são capazes de abafar ou reduzir o ruído ambiente. Entretanto, num ambiente em que hajam várias pessoas falando, pouco pode ser feito atualmente para ajudar o usuário a ouvir exatamente a voz que ele deseja.

Uma das soluções para isso pode ser o uso de aparelhos auditivos controlados cognitivamente através da decodificação da atenção auditiva (em inglês, auditory attention deconding – AAD)

Num artigo de agosto deste ano na Journal of Neural Engeneering os pesquisadores foram capazes de usar sinais captados da atividade cerebral dos ouvintes para separar a voz desejada das demais. Seguindo esse modelo, os aparelhos auditivos do futuro – munidos de sensores cerebrais – serão capazes de distinguir exatamente a voz na qual o usuário está tentando se concentrar,  aplicando a amplificação apenas a ela e descartando as demais.

Segundo a pesquisadora Nima Mesgarani, várias empresas já demonstraram interesse nessa abordagem. Entretanto ela adverte dos desafios que ainda estão pela frente: “Nós precisamos de uma maneira robusta e pouco invasiva de medir os sinais neurais, de algoritmos poderosos o suficiente para analisar os sons do ambiente dependendo da tarefa que ele está envolvido, além de conseguir colocar todas essa capacidade de processamento no dispositivo pequeno.”

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Tecnologia de Beamformimg Binaural

Beamforming (ou filtragem espacial) é uma técnica de processamento para transmissão ou recepção direcional de sinais. Como exemplo, ela já utilizada em alguns roteadores Wi-Fi (figura). A conjugação entre as antenas permite levar o sinal de internet mais longe em direção a um dispositivo específico.

No caso dos aparelhos auditivos, a filtragem espacial (ou beamforming) pode fazer uso dos vários microfones nos dois aparelhos auditivos, um de cada lado, de maneira ainda mais efetiva. Pelo menos uma empresa de aparelhos auditivos (Phonak) e de implantes cocleares (Advanced Bionics) já fazem uso dessa técnica para aplicação de captação direcionada de som.

A novidade está na possibilidade observada num estudo do  pesquisador Jorge Mejia, do HEARing Cooperative Center, em Melbourne. No artigo sobre aparelhos auditivos controlados pela mente os autores utilizaram um eletrodo originalmente desenvolvido para a indústria de jogos eletrônicos. Com isso, eles foram capazes de captar a atividade cerebral para medir o esforço auditivo em diferentes simulações.

É bem provável que o aparelho auditivo do futuro será capaz de reconhecer o nível de esforço que seu usuário está fazendo para tentar entender a fala. Com essa informação, ele poderá usar a filtragem espacial altamente direcionada quando for o caso. Contrariamente, caso os sensores cerebrais demostrem pouco esforço auditivo, os microfones permaneceriam captando os sons de todas as direções.

 

Aparelhos Guiados pela Visão

A terceira linha de pesquisa parte de um estudo publicado em julho deste ano. Nele, os pesquisadores associaram a filtragem espacial (beamforming) descrita anteriormente a um mecanismo para rastrear o olhar do usuário dos aparelhos.

Segundo essa técnica, 16 microfones (8 de cada um dos aparelhos, lado a lado) formariam um campo altamente direcionado para captação do som. Tendo a informação da direção em que o usuário do aparelhos está olhando, os aparelhos do futuro serão capazes de realizar um “foco auditivo” amparados por uma mira visual.

 

Quarto Desafio: O Preço

Tecnologia de ponta quase sempre significa dólares, muitos dólares… Num país onde boa parte das pessoas não tem acesso às necessidades básicas de saúde, o avanço da tecnologia nos dispositivos médicos eleva enormemente o custo de todo o sistema. Assim, é importante que os governos guiem os centros de pesquisa também para o barateamento das tecnologias já consagradas, sem diminuir a busca por novas soluções. Esse investimento pode levar aparelhos auditivos para um grande número de pessoas que precisam, mas não têm como pagar os altíssimos preços atualmente praticados.

 

Fonte: Portal Otorrino 

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Deficiência Auditiva: Causas, Consequências e Tratamentos

Tecnicamente, a deficiência auditiva pode ser chamada por 3 termos: Surdez, perda auditiva e disacusia. O termo deficiência auditiva (DA) é aqui usado como qualquer alteração ou redução na capacidade natural de ouvir.

A audição é um dos mais frágeis dentre os 5 sentidos humanos mais conhecidos. Devido a essa fragilidade, não é raro aparecer nos consultórios pacientes que perderam a audição num curto período de tempo subitamente. Perdas auditivas assim podem ser resultado de barulhos muito altos ou uso de medicamentos tóxicos para a audição, dentre outras causas. Essas e outras situações podem – de um dia para o outro – transformar alguém que ouve perfeitamente, num deficiente auditivo para sempre.

 

Tipos e Graus de Deficiência Auditiva

deficiência auditiva pode ser classificada em graus, de acordo com a medida dos limiares auditivos. Limiares auditivos são os sons mais baixos que cada pessoa consegue ouvir. Aqueles que têm audição normal, possuem um limiares em torno de 20-25 decibéis em todas as frequências. A medida que esses limiares vão aumentando, a audição piora.  Assim, classificamos o grau de perda segundo a tabela ao lado.

Também podemos classificar a deficiência auditiva em tipos: Condutiva, neurossensorial ou mista.

DA condutiva é causada por um problema mecânico na transmissões das ondas sonoras. Para chegar ao seu destino, as vibrações devem passar através do conduto auditivo externo, tímpano e ossículos da orelha média. O acúmulo de cerúmen e as otites são exemplos de causas de DA do tipo condutivo. A maior parte das deficiências desse tipo pode ser corrigida com algum tratamento.

DA neurossensorial acontece por lesão de estruturas neurais, principalmente as células ciliadas presentes dentro da cóclea. Elas desempenham o papel de receptores das ondas sonoras vibratórias, transformando-as em impulsos elétricos que são enviados pelo nervo auditivo ao cérebro. As perdas auditivas desse tipo podem ter várias causas (tabela abaixo) e quase sempre são irreversíveis.

As DA mistas são uma soma dos dois mecanismos anteriormente descritos.

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Fala e Linguagem

Outra classificação tem a ver com o momento do aparecimento da deficiência auditiva em relação à aquisição da fala e da linguagem. Nela, chamamos de surdez pré-lingual as DA que surgem antes da criança aprender a falar e/ou ler. De forma oposta, a DA que surge após a criança adquirir alguma habilidade linguística oral ou escrita é chamada de pós-lingual. Essa classificação é da maior importância no tratamento e na expectativa de resultado da reabilitação auditiva. Isso acontece pela falta de estímulos sonoros e de fala durante os primeiros anos, impedindo a boa formação das conexões neuronais da via auditiva e do processamento cerebral da fala.

 

Causas de Deficiência Auditiva

Embora não consigamos descobrir a origem da deficiência auditiva em todas as pessoas que buscam tratamento, enumero abaixo suas principais causas conhecidas:

Surdez Condutiva Surdez Neurossensorial
Acúmulo de cerúmen ou corpos estranhos Genética
Otites externas e médias Envelhecimento
Otosclerose Medicamentos tóxicos para o ouvido
Malformações da orelha média e externa Exposição a sons muito altos
Perfurações do tímpano Doença de Ménière
Traumatismos Malformações da orelha interna
Tumores Traumatismos
Alergias Autoimune
Tumores do sistema nervoso central

 

Consequências da Deficiência Auditiva

A consequência mais evidente das perdas de audição é a incapacidade de ouvir os sons ambientes, especialmente a fala. Entretanto, muitos outros prejuízos menos óbvios começam a se instalar na sequência da incapacidade de se engajar em conversas. A medida em que a deficiência auditiva se instala, seus desdobramentos passam a afetar a vida social, familiar, o trabalho, além da saúde mental e física.

Nesse sentido, vale destacar dois dos achados mais recentes, de consequências cognitivas das perdas auditivas, um em idosos e outro em crianças. Nos mais velhos, já está claro que a deficiência auditiva é um dos principais fatores de risco evitáveis para o desenvolvimento de demências como o Alzheimer.

Já nas crianças, inúmeros estudos vêm demonstrando que aquelas com perdas auditivas estão sujeitas a alterações nas funções executivas do cérebro, um conjunto muito importante de mecanismos cerebrais responsáveis pelo planejamento e execução de atividades.

As consequências da perda auditiva são listadas abaixo:

  • Dificuldade de comunicação
  • Vergonha, culpa, raiva
  • Isolamento social
  • Dificuldade de relacionamento
  • Dificuldades acadêmicas
  • Dificuldade familiar
  • Dificuldades no trabalho
  • Alterações do humor
  • Alterações de memória
  • Demências e Alzheimer
  • Baixa auto-estima
  • Pouca autonomia
  • Disfunção sexual

Tratamentos da Deficiência Auditiva

Não existe um tratamento único para a deficiência auditiva. A escolha do método terapêutico depende pelo menos dos seguintes fatores: idade, duração, tipo e grau de perda auditiva, causa da perda.

Um grande número de pessoas com perdas auditivas condutivas pode ser tratada de maneira curativa, através de medicamentos ou cirurgias. Como exemplo, existem as timpanoplastias usadas para corrigir perfurações no tímpano ou a estapedectomia para tratar a surdez decorrente da otosclerose. Os diferentes tipos de otites medias também podem ser bem tratadas. Nessas inflamações, o uso de medicamentos ou de tubos de ventilação pode tratar também a audição.

Já os casos de deficiências auditivas neurossensoriais quase sempre serão tratados com auxílio de dispositivos tecnológicos desenvolvidos para a reabilitação auditiva. São eles:

  • Aparelhos Auditivos
  • Implantes Cocleares
  • Implantes de orelha média
  • Próteses Auditivas Ancoradas ao Osso (surdez unilateral)

Além dos tratamentos mencionados, grande parte dos pacientes podem ter benefício das diferentes técnicas de terapia fonoaudiológica direcionadas a reabilitação e ao treinamento auditivo.

 

Fonte: Portal Otorrino

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