Tag - Ouvido

Disfunção da Trompa de Eustáquio: O que é e como tratar?

Em 1562, o médico e anatomista Bartolomeu Eustachi descreveu o que chamou de De auditus organis, ou como é conhecido hoje, Trompa de Eustáquio. O também médico e anatomista italiano Antonio Maria Valsalva, no século 18, focou seu estudo na comunicação entre a orelha média e a nasofaringe, continuando as explicações do colega anterior.

A Trompa de Eustáquio ou Tuba Auditiva (TA) liga o ouvido médio à nasofaringe e é composta por uma parte cartilaginosa, próxima à nasofaringe e muito variável anatomicamente, e uma óssea, próxima à orelha média. Em corte axial, sua porção mais anterior é paralela à artéria carótida interna e na transição entre a parte óssea da cartilaginosa, seu lúmen é mais estreito.

Em 2015, o UK NIHR Health Technology Assessment – HTA Programme reuniu especialistas europeus e americanos, que concordaram que a tuba auditiva é responsável, basicamente, por:

  • Ventilação e equalização da pressão entre a nasofaringe e orelha média;
  • Clearance mucociliar de secreções da orelha média;
  • Proteção da orelha média de ruídos, patógenos e secreções da nasofaringe.
  • A pressão na orelha média é mantida através da troca de gás da orelha média e a abertura da TA para equilibrar a pressão entre as duas estruturas.

A disfunção da TA é uma condição bastante comum no consultório Otorrinolaringológico e, embora os dados epidemiológicos sejam incertos, o impacto desta condição clínica pode ser substancial. Como sintomas, os pacientes queixam-se de plenitude aural, sensação de “entupimento” do ouvido, como se estivesse descendo a serra ou embaixo d’água. Zumbido, a inabilidade de “compensar” a pressão no ouvido médio e autofonia podem acontecer.

LEIA TAMBÉM: 9 curiosidades sobre perda auditiva e formas de prevenção

Os especialistas chegaram, ainda, à conclusão de que existem três subtipos de disfunção de TA e que seus sintomas podem ser agudos, quando duram menos de três meses, ou crônicos, quando ultrapassam este período. São eles:

  • Disfunção dilatadora (explicada por obstrução funcional, disfunção dinâmica – fala muscular, obstrução anatômica);
  • Disfunção induzida por barotraumas;
  • Disfunção por TA patente.

A primeira situação é geralmente precedida por Infecção de Vias Aéreas Superiores (IVAS) ou crise de Rinite Alérgica. Quando existem mudanças pressóricas no ambiente, como no mergulho com profundidade, o barotrauma pode acontecer. Pacientes que, recentemente, perderam muito peso (ex.: pós-bariátrica) ou alteração craniofacial como fenda palatina, podem apresentar autofonia ou plenitude auricular pela TA ficar patente.

Foi consenso que para o diagnóstico de Disfunção da Tuba Auditiva (DTA), o relato do paciente com os sintomas descritos deve estar acompanhado de sinais otoscópicos de retração timpânica e/ou audiométricos de pressão negativa da orelha média. Testes para avaliação da função ventilatória da TA foram desenvolvidos, mas, hoje em dia, sua acurácia e validade ainda são incertos. Entretanto, podem ser instrumentos úteis, quando disponíveis. O único questionário em processo de validação para avaliação da disfunção é o Questionário de Disfunção de Tuba Auditiva com 7 itens (ETDQ-7), que avaliou 50 pacientes com diagnóstico de disfunção por Timpanometria e/ou achados otoscópicos e clínicos e 25 controles, que não apresentavam os critérios de inclusão.  A confiança do teste-reteste apresentou boa correlação entre o questionário respondido pelo mesmo paciente com um mês de diferença. Além disso, o ETDQ-7 foi capaz de distinguir os pacientes com DTA dos que não apresentavam tal diagnóstico.

A fisiopatologia de origem da DTA e da otite média tem origem, geralmente, a partir de infecções virais, hipertrofia adenoideana e até predisposição genética. O distúrbio persistente da TA pode apresentar-se como otite média, crônica e serosa.

Nos anos 90, a ideia de cateterização da tuba com um fio de metal foi aplicada com resultados satisfatórios inicialmente. Entretanto, estudos retrospectivos de uma amostra grande de pacientes demonstraram que, após 18 meses, mais de 80% dos pacientes mantinham a disfunção. Os tubos foram então retirados dos pacientes.

Atualmente, a dilatação da tuba auditiva com uso de balão, têm se mostrado uma opção terapêutica interessante e com resultados bons a longo prazo. A satisfação subjetiva dos pacientes foi em torno de 80% em estudos de cinco anos de seguimento.

Entretanto, metanálises revelaram que os resultados e prognósticos ainda não podem ser previstos com este tipo de procedimento. Talvez pela falta do paciente que se beneficiará com a dilatação. Uso de laser também foi testado na tuba auditiva, mas sem evidência clínica significativa.

Tratamentos com evidência para tratamento da otite média incluem o uso de antimicrobianos, adenoidectomia, colocação de tubos de ventilação, dentre outros.

Para o tratamento da ventilação da tuba e otite média, diversos procedimentos terapêuticos estão disponíveis. Entretanto, a evidência atual é de que não há uma única ou a melhor opção terapêutica, em detrimento da outra. Mais estudos são necessários para estabelecer melhores recomendações.

Fonte: PebMed

 

Leia mais...

Cera no ouvido não é sujeira!

otorrino_recifeO cerúmen e uma substância produzida por glândulas da pele do conduto auditivo externo. Portanto a afirmação: “meu ouvido está sujo porque está com cera” pode ser equivocada”

A cera desempenha funções importantes, como proteção e lubrificação do canal auditivo, além de ser barreira contra proliferações de bactérias e fungos. Queixas como: sensação de perda auditiva e abafamento na suspeita de cera, procure um otorrino!

Leia mais...

Aparelho auditivo na terceira idade

audiometria
Convencido o idoso de que o aparelho auditivo vai melhorar a qualidade de vida, a família deve prestar atenção aos sinais de que a adaptação está indo bem ou não tão bem assim. Esse processo deve levar algumas semanas, nas quais o idoso pode reclamar do som muito alto, dos zumbidos e mesmo da falta de compreensão nas conversas – sinais de que o aparelho amplificador de som ou o ouvido precisam ser revistos.

Durante esse processo de adaptação, os familiares precisam ser compreensivos e lembrar que voltar a ouvir é tão complicado quanto ligar a luz depois de horas no escuro. Entre o diagnóstico da perda auditiva e a aceitação do uso do aparelho pelo idoso se passam, em média, sete anos e o cérebro “desaprende” a ouvir certos tons, começando pelos mais agudos. Alguns idosos precisam, inclusive, mesclar as consultas no otorrinolaringologista com visitas ao fonoaudiólogo, para reaprenderem a identificar as fontes sonoras e até mesmo a falar certas palavras.

Quando o idoso tenta se enganar de que não está “tão surdo assim”, algumas situações são comuns e são as mesmas de quando o aparelho não está bem adaptado. Em reuniões com muitas pessoas, ele fica isolado ou culpa os outros por não compreender o assunto da conversa; em casa, tenta aumentar o volume da tevê, do rádio; reclama ou retira constantemente o aparelho e não percebe os benefícios do amplificador.

Mesmo entre aqueles muito bem adaptados ao aparelho, a família precisa tomar certos cuidados. O custo do aparelho varia de R$ 2 mil a R$ 14 mil, e qualquer estrago não tem conserto. Por isso, atenção redobrada nos momentos do banho ou da piscina, quando o idoso esquece que está com o amplificador no ouvido e pode umedecer a peça.

Muita cera

Quem tem muitos pelos no ouvido pode ter mais dificuldade em se adaptar ao amplificador. Isso porque os pelos agem como bloqueadores do som, prejudicando a percepção do idoso. O mesmo acontece com o excesso de cera de ouvido. Para tanto, uma visita mensal ao médico é de grande ajuda.

Até que o período de adaptação passe, e mesmo depois, a indicação dos especialistas é visitar o médico otorrinolaringologista pelo menos duas vezes ao ano.

Fonte: Gazeta do Povo

Leia mais...

Zumbido afeta 28 milhões de brasileiros

zumbidoCerca de 28 milhões de brasileiros sofrem com o zumbido, aquele barulhinho no ouvido que lembra um apito, chiado ou panela de pressão.

São muitas as causas que provocam o barulho, que não tem uma real fonte externa e é percebido nas orelhas ou na cabeça. “Trata-se de um sintoma, e não uma doença, passível de cura”, explica a otorrinolaringologista Clarice Saba, Vice-Presidente da Sociedade de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Bahia.

Em todo o mundo, 278 milhões de pessoas são afetadas pelo sintoma, segundo a Organização Mundial de Saúde. A médica, que já ganhou o mais importante prêmio científico internacional na área de estudos sobre zumbido, o Jack Vernon Awards, conta que uma das explicações da percepção do barulho está relacionada ao aumento de impulsos elétricos que a via auditiva manda para o cérebro.

Clique aqui e se informe sobre cirurgia no ouvido

As causas e os tratamentos são múltiplos, e por isso é imprescindível descobrir o que desencadeou o zumbido para realizar um tratamento personalizado.

“Muitas doenças podem causar zumbido, como a perda auditiva parcial ou total, questões anatômicas referentes à cabeça, face e pescoço, postura, alterações nos níveis de triglicerídeos e colesterol, pré-diabetes, alto consumo de cafeína e açúcar, alteração de tireoide, dentre outros fatores”, conta.

A médica ressalta que, no paciente portador de zumbido, o organismo reage como se estivesse constantemente ameaçado, podendo ocorrer um estado de esgotamento.

“Entre as consequências, o paciente pode reagir tendo alterações de humor, falta de concentração, perturbações do sono, estresse, irritabilidade e depressão ? podendo levar até mesmo ao suicídio. O sintoma também agrava patologias, como hipertensão e diabetes”, explica a otorrinolaringologista

Dicas que mostram que o ambiente não está sendo saudável para os ouvidos:
– se você tem que gritar para ser ouvido;
– se você não entende o que estão falando a um metro de distância;
– se a música tocada no seu fone de ouvido pode ser ouvida por uma pessoa próxima a você;
– se após exposição ao barulho você apresentou zumbido

Fonte: Tribuna da Bahia

Leia mais...

Teste de prótese auditiva Unimed Recife

teste_de_protese_auditiva_unimed_recifeAtravés do plano de saúde Unimed Recife, o paciente poderá fazer seu teste de prótese auditiva na Otocenter Recife.

Pacientes com perda auditiva são beneficiados com adaptação da prótese, na medida em que a mesma otimiza a compreensão do som e notadamente da voz humana.

Clique aqui e tire suas dúvidas.

Agende sua consulta > (81) 3039-5005 / (81) 3033-5010

Leia mais...

Otorrino pediatria Unimed Recife

otorrino_pediatria_unimed_recifeAtravés do plano de saúde Unimed Recife, o paciente poderá fazer sua consulta de Otorrino pediatria na Otocenter Recife.

O otorrinolaringologista assume papel fundamental no acompanhamento de pacientes nessa idade, tanto na identificação precoce de deficiência auditiva como no tratamento adequado dos distúrbios respiratórios. Clique aqui e tire suas dúvidas.

Agende sua consulta > (81) 3039-5005 / (81) 3033-5010

Leia mais...

Otorrino Unimed

otorrino_unimed_recifeAtravés do plano de saúde Unimed Recife, o paciente poderá fazer na Otocenter Recife:

CONSULTAS de Otorrinolaringologia geral, Otorrino pediatria, Reabilitação vestibular, Teste de prótese auditiva e Terapia da fala e estudo da voz.

EXAMES, como o Teste da orelhinha, Videoendoscopia nasal (Nasofibroscopia), Videolaringoscopia, Videoendoscopia da deglutição, Exame Vestibular e Audiometria.

CIRURGIAS de Amígdalas e adenoides, Ouvido (Timpanoplastia e Timpanomastoidectomia), Nariz (Septoplastia e turbinectomia, Cirurgia endoscópica dos seios paranasais, Redução de fratura nasal e Cirurgia de base de crânio), Laringe (Microcirurgia de laringe e Tireoplastia),

Agende sua consulta com um especialista > (81) 3039-5005 / (81) 3033-5010

Clique aqui e entre em contato.

Leia mais...

Seis causas comuns de labirintite

labirintiteDistúrbio no labirinto pode ser desencadeado por mais de 300 fatores. Entre os principais estão:

1) Hipertensão
A hipertensão aumenta a pressão no interior das artérias e dificulta a chegada de sangue no labirinto. Com menos sangue, faltam nutrientes e oxigênio para nutrir as células da região. Esse desequilíbrio faz com o cérebro tenha dificuldade em decodificar a posição da cabeça no espaço por não conseguir se comunicar adequadamente com o labirinto.

2) Diabetes, pré-diabetes e hipoglicemia
Qualquer desajuste na quantidade de açúcar no sangue altera a vascularização do labirinto. “Além disso, essa disfunção pode mudar a constituição do líquido que há dentro do labirinto, que ajuda na percepção do equilíbrio”, diz o otorrinolaringologista Fernando Ganança, presidente da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e de Cirurgia Cérvico-Facial.

3) Açúcar refinado
O consumo exagerado de açúcar refinado altera o funcionamento do labirinto e as mensagens que ele envia ao cérebro. Um dos sintomas da falha e comunicação entre o cérebro e o labirinto é a tontura. Por isso, a recomendação é ingerir doces e guloseimas com moderação.

4) Medicamentos
O uso recorrente de quimioterápicos, anti-inflamatórios, antibióticos e anti-hipertensivos modifica o funcionamento do labirinto e prejudica o envio de mensagens para o cérebro sobre a posição da cabeça.

5) Café em excesso
A cafeína, presente no café, em chás e refrigerantes, é uma substância estimulante e tóxica para o labirinto. “Ela aumenta a densidade do líquido do labirinto, e isso atrapalha a percepção do cérebro sobre a posição da cabeça”, diz Ganança.

6) Bebida alcoólica
Bebidas alcoólicas são estimulantes, como o café. O álcool em excesso causa uma irritação aguda no labirinto e prejudica a percepção do cérebro sobre a posição da cabeça.

Fonte: Veja

Leia mais...

Brasileiros ignoram riscos da perda auditiva

fotoSem buscar informações, sem saber como se prevenir, desconsiderando os sintomas e abusando de maus hábitos diários, os brasileiros estão, de forma lenta e progressiva, prejudicando a saúde e ignorando os riscos da perda auditiva e suas consequências. O cenário foi verificado em cinco capitais brasileiras, após levantamento feito por empresa de soluções auditivas, e mostrou que os belo-horizontinos se destacam negativamente por sua alta exposição a barulhos por períodos maiores que oito horas.

Sem buscar informações, sem saber como se prevenir, desconsiderando os sintomas e abusando de maus hábitos diários, os brasileiros estão, de forma lenta e progressiva, prejudicando a saúde e ignorando os riscos da perda auditiva e suas consequências. O cenário foi verificado em cinco capitais brasileiras, após levantamento feito por empresa de soluções auditivas, e mostrou que os belo-horizontinos se destacam negativamente por sua alta exposição a barulhos por períodos maiores que oito horas.

Prevenção > Utilizar protetores, evitar a exposição ao barulho e realizar exames com frequência foram as principais formas mencionadas pelos entrevistados.

Situação > Cerca de 800 milhões de pessoas no mundo sofrem de perda auditiva. Estima-se que este número pode chegar a 1,1 bilhão até o final de 2015 – aproximadamente 16% da população mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Matéria: Litza Mattos
Fonte: O Tempo

Leia mais...