Tag - otorrino

Problema no ouvido pode ser sinal de patologia ou infecção

O que é um problema no ouvido?


Uma dor anormal dentro da orelha ou um zumbido incômodo podem significar que a saúde do seu ouvido está comprometida. Alguns tipos de infecções no canal auditivo acometem a população brasileira diariamente, a mais comum entre elas é a chamada otite média aguda, que tem como fator principal a inflamação do ouvido médio, diretamente encontrado atrás do tímpano. Costuma ser uma patologia dolorosa e é comumente encontrada em crianças.

Segundo um estudo realizado por professos especialistas em Otorrinolaringologia da faculdade de medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), pelo menos 80% de crianças apresentam ou apresentarão um episódio de otite média aguda durante o período da infância.
Outros tipos de doenças também podem aumentar a chance de infecções devido a contração de determinados vírus e bactérias. Veja a seguir uma lista de possíveis causas de problemas nos ouvidos e como trata-las da maneira correta.

+ Conheça os diferentes tipos de deficiência auditiva

Ouvido com água:


Alguns profissionais da área da fonoaudiologia tendem a dizer que pelo menos 40% das infecções auditivas que acomete um ser humano pode ser causado devido ao acúmulo de água no canal auditivo.
Uma grande maioria da população já experienciou um momento em que o líquido entra no ouvido, como em piscina ou praias. O que poucas pessoas sabem é que o gesto de chacoalhar a cabeça ou curvar para desobstruir a orelha pode acarretar em um problema ainda pior. Outra maneira comum é o ato de utilizar álcool ou acetona para eliminar a água, mas esse tipo de manuseamento tende a falhar na maioria dos casos.
A melhor maneira de lidar com esse tipo de situação e deitando-se e esperar que o líquido escorra natural do canal auditivo. Caso o incômodo ainda perdure por um período excessivo de dias, o correto é procurar a orientação de um profissional.


Acúmulo de cerume no ouvido:


É normal que em alguma parte da vida você se sinta com a audição diminuída devido ao excesso de cera que pode acumular dentro do sistema auditivo. O errado é pensar que objetos pontiagudos como cotonetes ou chaves podem tirar esse acúmulo de cerume da orelha. Isso pode resultar em uma infecção ou até mesmo na perfuração do tímpano.
O tratamento ideal é procurar o auxílio de um profissional ou especialista e realizar a lavagem no ouvido. Dessa forma, todo o cerume é retirado e o canal auditivo é limpo de maneira higiênica e sem o risco de infecções.


Dor dentro dos ouvidos:


Sentir uma dor no ouvido é normal, principalmente na época do verão e é mais possível notar em crianças. Pode estar relacionado com variados tipos de patologias ou traumas, como a perfuração do tímpano.
Apesar de ser normal, nunca deixe de consultar um especialista caso haja um incômodo doloroso, pode ser sinal de um problema, de alguma patologia que ainda não é de seu conhecimento. Veja por que acontece a dor no ouvido.


Ouvido obstruído:


Algumas pessoas relatam terem a sensação de estar com o ouvido completamente tampado, conhecido mais como “ouvido entupido”. É algo comum e pode acontecer em vários tipos de situações, como em mudanças bruscas de altitude (aviões, prédios, etc).
Dentre as causas da obstrução do ouvido, a mais comum é o acúmulo de cera que se forma no canal auditivo, consequentemente tampando e diminuindo a audição. Como mencionado acima, o ideal é a realização de uma lavagem performada por um especialista da área.


Mau cheiro oriundo do ouvido:


O mau cheiro emanado dos ouvidos pode ter relação especificamente com secreções recorrentes de variadas infecções. Nesse caso, é necessário fazer uma análise e especificar o tipo de secreção, se há a presença de pus ou sangue, e se é sentido algo doloroso juntamente com chiados no ouvido.
Nesse tipo de quadro, é estritamente recomendado uma consulta urgente com um especialista, pois certas patologias infecções levam até a surdez irreversível.


Quais são os fatores de risco para a contração de doenças?


Alguns fatores e situações podem aumentar subitamente as chances de um indivíduo contrair determinadas patologias no canal auditivo. Veja abaixo:


• Ciclos de idade: crianças mais novas com idades entre seis meses até dois anos costumam estarem mais vulneráveis a contração de doenças que afetam os ouvidos. Isso acontece porque nesses períodos a tuba auditiva ainda é muito pequena e o sistema imunológico muito fraco.


• Acumulação dos grandes centros: o hábito frequente de ir a locais com uma quantidade excessiva de pessoas pode ajudar na obtenção de gripes e resfriados.


• Alimentação infantil: pode não parecer, mas bebês e crianças que fazem uso de mamadeiras quando estão deitados, tem maiores chances de contrair inflamações auditivas do que crianças que se alimentam exclusivamente e diretamente pelo leite materno.


• Mudanças climáticas: em épocas como outono e inverno, a incidência de gripes resfriados é ainda maior devido a queda de temperatura. O ideal é não ficar aglomerado em um ambiente repleto de pessoas que possam estar com o vírus. Saiba dos cuidados que devemos ter nessas épocas do ano.


• Poluição do ar: outro ponto em questão é a qualidade do ar em que você está. Ficar exposto a fumaças de cigarros ou ambientes poluídos, podem colaborar para possíveis infecções no canal auditivo.

Quais os sintomas das infecções nos ouvidos?

+ 6 tipos de surdez


Crianças são as maiores afetadas por determinadas infecções no aparelho auditivo devido ao sistema imunológico fraco e pouco desenvolvido. Alguns dos sintomas que são apresentados por elas são:


• Incômodo e choros na hora de dormir;
• Dores aguda e intensas dentro da orelha interna;
• Crianças tem o costume de apertar, empurrar e puxar os ouvidos como uma for de “aliviar” as dores;
• A presença de irritação e choro excessivo;
• Algumas crianças apresentam dificuldades em captar e decodificar sons que foram emitidas a elas por outras pessoas;
• Perda gradativa do equilíbrio;
• Febre com níveis altos;
• Cefaleias;
• Incapacidade de ingerir qualquer tipo de alimento;
• Escorrimentos de secreções pelo ouvido.


Em adultos, os sintomas costumam ser diferentes e em menos proporções, como:


• Dores agudas e intensas dentro da orelha interna;
• Escorrimento de secreções pelo ouvido;
• Dificuldade em captar e decodificar sons emitidos por outras pessoas.


Todos esses fatores citados são um alerta para que os devidos cuidados sejam tomados quando aparecer algum sintoma. Por isso é muito importante passar por um otorrinolaringologista e também fonoaudiólogos. O problema está em não se cuidar.

Fonte: Direito de Ouvir

Leia mais...

Zumbido em jovens pode indicar futura perda auditiva

Pode reparar: atualmente, os fones de ouvido são quase uma extensão do corpo dos jovens. Só que não desgrudar do aparelho cobra consequências. Ainda mais quando o barulho que sai dele é similar ao de uma casa de show – algo recorrente hoje, como evidencia um trabalho da Associação de Pesquisa Interdisciplinar e Divulgação do Zumbido. Entre os 170 estudantes de 12 a 17 anos que participaram da análise, 95% relataram ouvir música com os fones.

Desses, 77% assumiram que deixam o volume alto. Até aí, pouca novidade, certo? Mas, ao serem questionados se já tinham ouvido um zumbido nos últimos 12 meses, 54,7% dos voluntários soltaram um sonoro sim. “O número é alarmante”, diz a otorrinolaringologista Tanit Ganz Sanchez, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e coordenadora da pesquisa.

+ Zumbido afeta 28 milhões de brasileiros

De bate-pronto, pode-se concluir que há uma relação direta entre os jovens escutarem música em volumes ensurdecedores e o zunido. O refinamento dos dados revelou, no entanto, que outro fator contribuiria para o problema: uma menor tolerância natural a sons por uma parcela dos adolescentes. Mas calma! Nada de achar que a barulheira está liberada. Ora, não dá para identificar facilmente quais são os indivíduos mais sensíveis ao zunzunzum. Portanto, a exposição a ruídos altíssimos e por longo tempo permanece um dos fatores capazes de causar ou agravar o tinnitus, nome técnico do problema.

Embora faça questão de ressaltar que estamos falando de um sintoma e não de uma doença, o otorrinolaringologista Ricardo Testa, presidente da Sociedade Brasileira de Otologia, diz que esse mal parece mesmo estar mais frequente. “E o hábito de ouvir sons altos com fone de ouvido só piora a situação”, salienta. O motivo é relativamente simples: quando as células ciliadas, localizadas no ouvido interno, recebem vibrações sonoras, elas se alongam e encurtam repetidamente. O bicho pega quando nossa música favorita toca e subimos o som sem pudor. Daí, essas estruturas sofrem lesões temporárias ou definitivas. Com isso, as células vizinhas precisam trabalhar em dobro. Como efeito colateral, surge o zumbido.

+Por que os jovens gostam de ouvir música alta e quais os prejuízos disso?

Por essas e outras, ele é um sinal de que a saúde auditiva não anda 100%. E, de acordo com Tanit, se os jovens continuarem nesse ritmo, há grande probabilidade de simplesmente ficarem surdos lá pelos 30 ou 40 anos. Ainda bem que dá para prevenir esse desfecho. “Recomendamos deixar o volume até a metade do nível máximo. Não mais do que isso”, aconselha a fonoaudióloga Patrícia Cotta Mancini, da Universidade Federal de Minas Gerais.

Desligar o aparelho a cada hora de exposição também ajuda. Escute: ninguém precisa abrir mão da trilha sonora para embalar o dia a dia. Mas é essencial zelar pelos ouvidos. Só assim eles continuarão a postos para apreciar os novos estilos e artistas que vão entrar na moda.

 

Fonte: Saúde

Leia mais...

Quais as causas de Perda Auditiva e como descobri-las?

Descobrir a origem da sua perda auditiva é uma das maiores preocupações dos pacientes que nos procuram. Faz parte da natureza humana querer explicações, especialmente para os males da saúde. Pela lógica, descobrir a origem da queixa poderia nos abrir caminho para “consertar” o que está errado, recuperando a audição.

Esse raciocínio funciona muito bem nos casos de perda auditiva condutiva, quando há algo visível para ser reparado, como o fechamento de uma perfuração do tímpano. Já nos casos de surdez neurossensorial não estamos em condições de tratar de modo curativo a quase totalidade dos casos. Nesses, o uso de aparelhos auditivos ou implantes cocleares é quase sempre indicado. Mesmo assim, descobrir a origem de um quadro de surdez pode fazer diferença no tratamento, bem como saber se a perda pode progredir no futuro.

Recentemente, os exames de imagem (tomografia computadorizada e ressonância magnética) somados à descoberta de muitas mutações genéticas causadoras de surdez, aumentaram muito nossa capacidade de descobrir a causa das perdas auditivas neurossensoriais. Ainda assim, em cerca de metade dos pacientes submetidos à cirurgia do implante coclear na atualidade, não somos capazes de descobrir a causa.

 

LEIA TAMBÉM: Como será o aparelho auditivo no futuro? 

 

Quais são as Causas Possíveis das Perdas Auditivas?

Surdez Condutiva

A perdas de audição são classificadas em tipos (conforme a localização anatômica do dano causador) e em graus (de acordo com a gravidade, ou “tamanho”, da perda). Os quadros de surdez condutiva são causados por problemas na orelha externa ou média e podem ser causados por:

  • Acúmulo de cerumen
  • Otites externas e médias
  • Otosclerose
  • Tumores
  • Perfurações da membrana timpânica
  • Erosão e malformações dos ossículos da audição

     

     

Surdez Neurossensorial

Neste tipo de perda auditiva, o acometimento do aparato auditivo situa-se na orelha interna (cóclea) ou nervo auditivo. Dentre as causas possiveis estão:

  • Surdez genética
  • Tramatismos
  • Auto-imunes
  • Infecções virais
  • Meningites
  • Displasias
  • Presbiacusia (envelhecimento)
  • Exposição ao ruído
  • Ototoxicidade
  • Síndrome de Ménière
  • Tumores

As causas acima descritas representam a quase totalidade dos quadros de surdez existentes. Entretanto, muitas vezes os exames disponíveis não nos permite identificar a origem da perda. É importante que a equipe médica e os pacientes não transformem a busca origem da surdez na sua única preocupação, já que a reabilitação auditiva – com aparelhos auditivos ou implantes cocleares – deve começar o quanto antes, afim de se evitar as diversas consequências decorrentes da surdez não tratada.

 

Fonte: portalotorrino

Leia mais...

9 curiosidades sobre perda auditiva e formas de prevenção

A audição é ameaçada constantemente pela poluição sonora. O barulho do trânsito, o som alto das festas e de aparelhos como o MP3 player prejudicam muito a saúde auditiva e podem causar danos irreversíveis.

Para saber mais sobre a perda auditiva e formas de prevenção, confira nove pontos importantes listados pelo otorrinolaringologista Julio Miranda Gil, membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial (ABORL-CCF):

1) Os traumas auditivos ou perdas auditivas induzidas por níveis de pressão sonora elevados eram considerados doenças ocupacionais, já que costumavam surgir por conta de empregos que envolviam altos ruídos sem o uso de equipamento de proteção adequado pelo trabalhador.

O que se vê hoje em dia é que o problema também é causado pelo barulho causado pelo trânsito e por diversas atividades de lazer, como ouvir música alta e utilizar fones de ouvido, e ainda frequentar discotecas;

2) Os principais fatores envolvidos com a perda auditiva são exposição a ruídos e predisposição individual, sendo que se sabe que pessoas brancas são mais suscetíveis que as negras, principalmente as com olhos azuis;

3) Quem fala alto deve ser submetido a uma audiometria, embora, na maioria dos casos, é apenas um costume individual ou familiar, como deixar o som alto do rádio ou TV;

4) A perda auditiva pode permanecer e tende a ser maior quanto mais tempo a pessoa é exposta a ruídos.

Costuma ser neurossensorial, ou seja, acomete o nervo auditivo, é irreversível e pode ser de leve a moderada, com perda de até 40% da audição;

5) A prevenção começa a partir do conhecimento de que a perda auditiva está relacionada com o volume do barulho e o tempo de exposição.

Então, se a pessoa está em uma discoteca, onde o volume da música e dos ruídos pode chegar a 100dB (decibéis), especialmente próximo às caixas de som, deve ir a uma área externa ou mais calma por cerca de 15 minutos com o intuito de que o sistema auditivo se repare.

Isso vale também para o trânsito, que pode chegar até 105dB. Quem trabalha próximo a pontos de ônibus ou ruas movimentadas, por exemplo, deve fazer uso de abafadores de ouvido.

Aqueles que estão só de passagem podem ficar nesse ambiente por, no máximo, uma hora;

6) Perto de 5% das perdas auditivas são creditadas ao uso de MP3 ou outros aparelhos eletrônicos. A orientação é de que o volume do fone de ouvido seja ajustado em um ambiente silencioso.

Quando a pessoa vai à rua ou a algum lugar com ruído externo, o volume não deve ser aumentado. A mesma dica vale para quando se escuta música dentro do carro.

Se o som do fone de ouvido é percebido por alguém a mais de um metro de distância, é sinal de que está muito alto. Opte sempre pelos aparelhos mais modernos que possuem limitador de volume e, mesmo assim, acerte o volume para 60% do limite, no máximo;

LEIA TAMBÉM: OS DIVERSOS PROBLEMAS DE SAÚDE RELACIONADOS A NOITES MAL DORMIDAS

7) Os limites de tolerância para ruído ou barulho variam de acordo com a intensidade (volume) e o tempo de exposição. Começa a ser lesivo a partir de 85dB.

Pode-se ficar até oito horas a 85dB, quatro horas a 90dB, uma hora a 100dB, 15 minutos a 110dB e sete minutos a 115dB;

8) O diagnóstico de perda auditiva é realizado por meio de consulta médica (com exame físico específico dos ouvidos) e exame audiométrico;

9) Se o paciente tem um trauma auditivo agudo, pode-se apostar em algumas medicações para reverter o quadro. Caso seja crônico, é irreversível.

 

Fonte: gazetaweb.com

Leia mais...

Aspiração de corpo estranho é a 3ª maior causa de acidentes fatais com crianças no Brasil

Existe uma enorme variedade de corpos estranhos que podem ser aspirados por crianças. Alimentos como amendoim, feijão e milho, bem como balões de látex e tampas de caneta estão entre os responsáveis pela maioria dos casos de sufocamento causadores de morte por conta da aspiração. A faixa etária mais acometida é entre um e três anos e o sexo masculino o mais prevalente.

O problema ocorre quando há a entrada de objetos dentro do trato respiratório, sendo esta uma causa comum de emergência respiratória em crianças. O reconhecimento e tratamento imediatos são necessários para minimizar as consequências sérias e potencialmente fatais, além de reduzir possíveis complicações e gastos hospitalares relativos a internações.

“Por possuírem vias aéreas menores e uma menor reserva respiratória, as crianças têm maior predisposição a uma rápida e significativa obstrução, com possibilidade de progressão veloz para insuficiência respiratória e parada cardíaca”, explica a otorrinolaringologista Dra. Melissa Avelino.

Segundo a médica, diversos fatores estão envolvidos na ocorrência do problema, entre comportamentais, anatômicos e fisiológicos. “Crianças entre um e três anos estão na fase oral do desenvolvimento psicossexual, apresentando um comportamento exploratório, com a colocação de objetos na boca e no nariz; a dentição incompleta e a presença de vias aéreas mais estreitas também influenciam; bem como, em alguns casos, uma falha no mecanismo de fechamento da laringe, ou o controle inadequado da deglutição e da mastigação; todos esses fatores podem facilitar a aspiração de um corpo estranho” detalha Dra. Melissa.

Membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial (ABORL-CCF), a especialista revela que a maioria dos acidentes dessa natureza ocorre em ambiente doméstico, local onde se encontram inúmeros objetos e situações de risco. “Nem mesmo a presença de um adulto no local é capaz de impedir que os acidentes ocorram, assim, prevenir é fundamental. O risco depende principalmente da facilidade de acesso da criança aos diversos objetos e alimentos que podem ser aspirados, ou seja, é indispensável que pais e cuidadores estejam cientes dos fatores de risco que predispõe a aspiração de corpo estranho, a identificação da aspiração e as noções básicas de desobstrução de via aérea alta”, conclui Dra. Melissa Avelino.

 

Fonte: São Paulo Times

 

Leia mais...

Como prevenir otite, rinite e sinusite nesse verão?

As férias estão aí e muita gente aproveita para viajar, visitar amigos e curtir os dias de céu aberto e tempo agradável. Nada melhor, certo? Exceto quando aquela dor de garganta ou de ouvido atrapalha o recesso tão aguardado. Como prevenir as famosas otites, rinites e sinusites durante o verão?

A assistente social Rute Alves de Souza, de 48 anos, sabe bem o que é isso. Ela coleciona algumas histórias de visitas ao pediatra com o filho, Lucas, durante a infância, por causa desses passeios. “Ele teve infecções de ouvido por causa da água. Reclamava muito da dor e tinha dificuldade para dormir. Tinha sempre que levar ao médico e comprar antibiótico”, lembra.

Segundo o otorrinolaringologista Caio Athayde, do Centro de Otorrinolaringologia (Ceol), esse é um dos principais motivos das queixas que recebe em seu consultório nesta época do ano. “As crises de otite aguda, sem dúvida, são as campeãs”, diz. Mas ele explica que, nem sempre, a culpa é apenas da água. “Se você tiver um acúmulo de cera no ouvido, por exemplo, a água fica retida lá dentro”, acrescenta.

Ele também lembra que o clima quente é muito propício a crises de rinite e sinusite. Além disso, a variação de ambiente, ou simplesmente de temperatura, são suficientes para desencadear uma inflamação. “Pacientes assim devem ter um cuidado redobrado, pois o nariz reage muito mais intensamente a pequenos estímulos”, diz.

O médico dá algumas sugestões de prevenção para pais, pessoas alérgicas ou que têm problemas crônicos de rinite e sinusite:

1) Em dias de piscina ou praia, procure fazer intervalos fora da água. Quanto maior a permeabilidade da pele, mais os ouvidos ficam suscetíveis a infecções causadas pelas próprias bactérias do corpo.

2) Use toalhas molhadas ou bacias com água para diminuir o ar seco durante a estiagem. Isso também vale para quem usa ar condicionado. A falta de umidade resseca as vias aéreas superiores e aumenta as chances de infecções respiratórias.

3) Evite os choques térmicos. Nada de chegar ao hotel e colocar o ar condicionado no mínimo. Segundo estudo realizado pela USP, os choques térmicos são os principais responsáveis por crises alérgicas em pessoas que passam longos períodos em ambientes climatizados.

4) Mantenha os ambientes bem ventilados. Alugar casas que ficaram fechadas por muito tempo pode agravar a asma ou a rinite. O calor e a umidade fazem os ácaros se proliferarem em espaços fechados.

5) Utilize tampões de ouvido ou protetores de silicone quando nadar. É uma boa saída para pessoas que têm predisposição a infecções auriculares.

6) Consulte um otorrinolaringologista antes de viajar, pois ele pode ajudar a tratar inflamações que já começaram e podem se agravar durante as férias no primeiro contato com poeira, água, mofo ou outros agentes.

 

Leia mais...

Ar condicionado: como enfrentar o calor sem colocar a saúde em risco?

Mal entramos no verão e já estamos sofrendo com o calor há muito mais tempo. E para aplacar o calor intenso, dá-lhe ar condicionado – em casa, no trabalho, no carro, no ônibus (quando este último funciona, é claro).  Mas é bom ter cuidado porque esta sensação de alívio pode ser acompanhada de consequências perigosas à saúde.

De acordo com o otorrinolaringologista Marco Antônio Ferraz de Barros Baptista, membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), o ideal é que, para evitar choque térmico, seja mantida uma diferença de até 8°C entre a temperatura do ambiente externo e do local onde o ar condicionado está ligado.

“Porém, sabemos que em muitas regiões do país a temperatura ultrapassa os 35°C, dessa forma, é pouco provável que as pessoas aceitem manter o equipamento funcionando em 27°C. Assim, uma alternativa é nunca ficar em frente à saída de ar do aparelho, pois o ar frio paralisa os mecanismos de defesa do nariz, pode gerar dilatação e congestão nasal, resultando em predisposição a inflamações, infecções e crises de rinite e rinossinusite”, alerta o otorrinolaringologista.

Saiba como evitar o choque térmico e quais são os perigos da falta de manutenção do aparelho. Além disso, conheça os cuidados necessários com o filtro no automóvel e a importância da qualidade do ar no ambiente interno. O médico dá ainda dicas de saúde para as vias respiratórias nesta época do ano.

 

1 – Atenção ao prazo para manutenção

Segundo Marco Antônio Ferraz de Barros Baptista, o ar condicionado deve passar por uma manutenção regular, efetuada por profissional especializado, seguindo o manual do fabricante. “Quando isso não ocorre, os micro-organismos e poluentes ficam circulando no ar, aumentando a ocorrência de doenças respiratórias. A exposição prolongada das pessoas a esses ambientes pode desencadear ou agravar alergias respiratórias, como rinite e asma, além de infecções, como pneumonia e pneumonite por hipersensibilidade”, destaca o médico.

 

2 – Ar condicionado do automóvel

Os veículos também requerem cuidados especiais, principalmente nas grandes cidades, já que, devido ao volume intenso de trânsito, a maioria das pessoas fica muitas horas dentro dos carros, ou seja, mais expostas aos riscos. “O filtro do ar condicionado do automóvel também precisa ser limpo regularmente, pois, com o uso, as impurezas captadas no ambiente externo saturam o filtro e contaminam o ambiente”, explica Marco Antônio Ferraz de Barros Baptista.

O membro da ABORL-CCF ressalta mais um detalhe que aumenta a necessidade de precaução em relação ao ar em veículos. “O gás expelido pelo motor pode contaminar o ambiente interno do automóvel – fora isso, quanto maior for o número de pessoas dentro do carro, maior será a saturação da qualidade do ar. É recomendado, além da manutenção e regulagem adequada do sistema, abrir as janelas por alguns momentos, alternando o modo de ventilação periodicamente”, afirma.

 

3 – Baixa umidade do ar

O uso constante do ar condicionado causa ressecamento do ar no ambiente. Uma maneira de minimizar esse problema é utilizar recursos que ajudem a umidificar as vias respiratórias. “Aplique soro fisiológico isotônico a 0,9% ou gel nasal (soro fisiológico em gel) sempre que sentir necessidade, beba água de forma regular – um copo de hora em hora, no mínimo dois litros por dia -, e para aqueles que trabalham em locais onde há ar condicionado central e não é possível controlar a temperatura do ambiente, vale a pena ter um agasalho à mão para se proteger do frio e manter o corpo aquecido”, finaliza o especialista.

 

Fonte: Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF)

Leia mais...

Lavagem nasal com soro e seringa em bebês: quais cuidados tomar?

Muitos profissionais da saúde têm recomendado usar de jatos de soro fisiológico na seringa para descongestionar as vias nasais dos bebês.

Mas, segundo alguns profissionais e especialistas, esse procedimento pode ser nocivo e também pode agravar o quadro do bebê. Os vídeos que estão circulando pelas redes sociais não estão revelando os riscos desta prática,e muitas mães estão adotando esse método sem consultar um pediatra ou otorrino.

limpeza-nariz-soro-seringa

A prática consiste em jogar 10 ml de soro fisiológico no nariz do bebê, limpando assim as vias respiratórias, e no vídeo parece ser inofensiva. O soro fisiológico pode até ser bom para hidratar a mucosa, mas o problema é o jeito que a lavagem é feita. A otorrinolaringologista Dra. Vania Paz não concorda com este tipo de descongestionamento caseiro. De acordo com a médica, o nariz dos bebês tem a mucosa nasal muito sensível, e isso pode acabar ferindo a parede das vias aéreas e até romper vasinhos,o que poderia causar sangramentos.

Em casos piores, pode até causar otite se aplicado de maneira errada. Em contrapartida, a otorrino Gabriele Leão Stralliotto aponta que a lavagem até pode ser feita, mas de forma extremamente delicada. Ele orienta é usar no máximo 1 ml de soro para bebês e 5 ml para crianças, com uma seringa menor e tomando muito cuidado. Basta empurrar o êmbolo devagar para não pressionar muito, pois isso faz com que o catarro vá para os ouvidos.

Ela também recomenda que, nos bebês de até 6 meses, essa prática seja feita com um conta-gotas ao invés de uma seringa. Uma dica importante é que quando for lavar o nariz de uma criança, ela deve estar com a cabeça abaixada para frente e nunca para trás, pois assim será mais difícil do soro ir parar no ouvido. Se o nariz de seu filho estiver muito entupido, sempre peça ajuda ao pediatra ou um médico especializado.

 

Fonte: jornalciencia

Leia mais...

O quanto a privação do sono afeta o seu desempenho profissional

A privação do sono impacta significativamente o rendimento profissional, inclusive de executivos. Uma noite mal dormida compromete a produtividade e diminui a disposição, nos deixando mais lentos com dificuldade de raciocínio.

Enquanto dormimos, o cérebro recupera as informações que perdeu durante o dia e as reorganiza e armazena em seu devido lugar. No período que a mente está em repouso, o cérebro edita a si mesmo. Guarda o que pode ser útil e também joga fora o que considera desnecessário, deixando o órgão pronto para encarar a próxima jornada. Quando isso não ocorro, algumas informações ficam desorganizadas e outras são perdidas, sem contar que a facilidade de assimilação diminui. É como um computador lento, cheio de arquivos inúteis.

De acordo com a pesquisa realizada, no ano passado, pela consultoria Mckinley, 66% dos 196 líderes de negócios entrevistados estão insatisfeitos com a quantidade de horas que dormem, enquanto 55% sofrem com a qualidade do sono. Porém, metade dos executivos não acha que seu desempenho está sendo afetado. Segundo a doutora Luciane Mello, especialista do sono, e responsável pelo Ambulatório do Ronco e Apneia e pelo Serviço de Polissonografia, ambos do Hospital Federal da Lagoa (RJ) o recomendado pela Academia Americana do Sono é que as pessoas tenham pelo menos sete horas de sono.

“O sono está ligado à capacidade de restaurar as diferentes partes do sistema nervoso central, com a conservação do metabolismo energético, a cognição, a maturação neural e a saúde mental”, explica. “Ele restaura a atenção e a facilidade do indivíduo de aprender novas tarefas quando acordado. Além disso, tem um papel fundamental na consolidação da memória”, completa a especialista.

63% dos entrevistados têm algum problema de sono, conforme pesquisa.

Atualmente, os brasileiros dormem em média 1h30min a menos do que há 20 anos, segundo uma pesquisa feita pelo Instituto do Sono de São Paulo com 1.024 pessoas. São apenas 6 horas e 30 minutos por noite, bem menos do que os entrevistados desejariam dormir (em média, 8 horas e 10 minutos). E 63% têm algum problema de sono. “Muitos profissionais não percebem, mas acabam dedicando 18 horas do dia em atividades. Trabalham 12 horas, passam boa parte do tempo no trânsito e o que resta dedicam à família e aos exercícios. Isso significa que sobram  apenas seis horas de sono”, explica Luciane. É importante ressaltar que os efeitos de um sono curto e de má qualidade são muitos e incluem, por exemplo, o aumento dos níveis de cortisol, o hormônio do estresse, causando irritabilidade, ansiedade e maior risco de ganho de peso.

A doutora Luciane Mello é otorrinolaringologista graduada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e especialista do Sono pela Sociedade Brasileira do Sono. Membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial e da Academia Americana de Medicina do Sono, é médica responsável pelo Ambulatório do Ronco e Apneia e pelo Serviço de Polissonografia, ambos no Hospital Federal da Lagoa (RJ).

 

 

  • Recomendações:
  1. Deixe de utilizar aparelhos eletrônicos entre 30 e 60 minutos antes de dormir;
  2. Evite atividades estimulantes antes de dormir, como ver televisão ou acessar o computador;
  3. Crie um ambiente ideal, silencioso e escuro para dormir;
  4. O estresse e a ansiedade podem atrapalhar o sono, então procure técnicas que o acalmem, como a meditação;
  5. Tomar banho minutos antes de dormir ajuda a relaxar;
  6. Evite a prática de exercícios físicos à noite, pois, além de aumentar a temperatura corporal, estimula muito o indivíduo e prejudica o início do sono;
  7. Horários regulares de ir para a cama e acordar também são importantes.

 

Fonte: ABORL-CCF

 

Leia mais...