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Conheça os diferentes tipos de deficiência auditiva

Pode-se definir a deficiência auditiva como a “perda completa ou parcial da capacidade de ouvir de uma ou ambas as orelhas”, segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde. Isso quer dizer que o deficiente auditivo perdeu a capacidade de ouvir sons de 25 dB a 90 dB tão bem quanto uma pessoa com audição em seu estado normal.

Podendo se desenvolver em qualquer época da vida, o problema auditivo pode ser causado por diversos e diferentes fatores. Mas você sabia que apenas 5% dos casos de perda auditiva pode ser melhorada com medicação ou cirurgia? A grande maioria de deficiente auditivo conseguem tratar o problema apenas com aparelhos auditivos.

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Embora cada perda auditiva seja única para cada indivíduo, ela pode ser categorizada em diferentes tipos, dependendo da parte do ouvido que é afetada e das consequências auditivas.

A deficiência auditiva neurossensorial é a mais comum no mundo todo e, geralmente, resulta em uma perda de audição lenta e gradual. Nesse tipo de perda auditiva, os minúsculos nervos do ouvido interno (células ciliadas) estão danificados e não conseguem enviar com precisão os sinais auditivos ao cérebro.

O deficiente auditivo com essa condição pode sentir falta de sensibilidade nos ouvidos, falta de interpretação ou clareza do som. A compreensão da fala de outras pessoas fica complicada quando há ruído de fundo e é mais fácil escutar tons baixos do que sons agudos.

As causas da perda auditiva neurossensorial são variadas, entre elas:

● Envelhecimento (presbiacusia);

● Surdez hereditária;

● Surdez congênita;

● Doença de Ménière;

● Doenças autoimunes;

● Infecções, como caxumba, meningite e sarampo;

● Exposição ao ruído intenso;

● Efeito colateral de medicamentos ototóxicos;

● Trauma no ouvido interno;

● Doenças dos vasos sanguíneos;

● Neuroma acústico ou outros tumores no ouvido interno.

Não existe um método clínico ou cirúrgico para reparar as células ciliadas quando elas são danificadas, por isso, a perda auditiva neurossensorial costuma ser permanente. O tratamento pode ser feito com a tecnologia dos aparelhos auditivos ou implantes cocleares, dependendo da gravidade do problema auditivo. Os dispositivos não restauram os nervos, mas conseguem amplificar o som e possibilitar que o indivíduo compreenda os sons e a fala de outras pessoas.

Perda auditiva condutiva

A perda auditiva condutiva é menos comum e ocorre quando há um dano ou obstrução no ouvido externo ou médio que interfere na maneira como o som passa para o ouvido interno. Esse tipo de deficiência auditivapode ser temporária ou permanente, dependendo do que originou a condição. Entre as possíveis causas da perda auditiva condutiva, podemos citar:

● Otite externa (ou orelha de nadador);

● Otite média (infecção no ouvido);

● Malformação congênita da orelha;

● Excesso de cera de ouvido;

● Obstrução causada por objetos no ouvido;

● Sequelas de trauma no ouvido médio;

● Otosclerose;

● Estenose (estreitamento do canal auditivo);

● Ruptura do tímpano que pode ser causada por lesões, infecções no ouvido ou mudanças extremas de pressão de ar;

● Tumores no ouvido médio.

Em geral, a perda auditiva condutiva acontece muito rapidamente e a pessoa sente uma queda no volume dos sons. Como consequência, ela aumenta o volume do rádio e da televisão, mas isso não é o suficiente para ouvir tudo com clareza. No início, ela consegue ouvir sua voz normalmente, mas com o tempo a sensação é que a própria voz está mais alta ou diferente. Em alguns casos, os indivíduos sentem dores em um ou ambos os ouvidos e um odor desagradável no canal auditivo.

O deficiente auditivo que sofre com essa condição pode melhorar a sua capacidade auditiva com o acompanhamento médico adequado. Quando a perda auditiva é causada por infecções, acúmulo de cera ou corpos estranhos, por exemplo, é possível fazer tratamentos, como procedimentos cirúrgicos, antibióticos e extração da cera de ouvido. Depois de tratar a causa da perda auditiva, o médico poderá determinar algum tratamento específico para a perda auditiva.

Quando o problema de audição é causado por outras complicações, como otosclerose, estenose e fatores hereditários, o tratamento é mais complexo e é mais comum ocorrer uma perda auditiva permanente. Nessas situações, os aparelhos auditivos ou implantes cocleares podem ajudar a melhorar a capacidade auditiva do indivíduo.

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Perda auditiva mista

A deficiência auditiva mista é uma combinação da perda auditiva neurossensorial e condutiva. Suas características também combinam os dois tipos de problemas auditivos: incapacidade de transmitir sons para o ouvido interno, além de danos no ouvido interno ou no nervo auditivo.

A perda auditiva mista pode ocorrer quando o ouvido sofre algum trauma ou ao longo do tempo, quando uma perda auditiva é intensificada por outra. Por exemplo, uma pessoa que tem perda auditiva hereditária e que também sofre com uma infecção no ouvido ou um indivíduo com perda auditiva condutiva de longa duração que pode sofrer com presbiacusia à medida que envelhece.

O tratamento para esse tipo de deficiência auditiva depende de qual perda auditiva é dominante em cada indivíduo. Quando a maior parte da perda auditiva é causa por um fator condutivo, é mais comum realizar procedimentos cirúrgicos e outros tratamentos. Mas, quando a perda auditiva neurossensorial é mais grave, os aparelhos auditivos ou implantes cocleares costumam ser o tratamento mais indicado.

Perda auditiva neural 

A perda auditiva neural é rara e resulta de danos ou comprometimento do sistema nervoso central. Geralmente, esse tipo de perda auditiva é permanente e profundo. Como o nervo não consegue enviar as informações sonoras ao cérebro, os aparelhos auditivos e implantes cocleares não são eficazes em quem sofre com esse tipo de deficiência auditiva.

Como você pôde perceber, existem vários tipos de perda auditiva, causados por diversos fatores e, cada um deles precisa de acompanhamento profissional e tratamento específico. Portanto, se você ou algum familiar está apresentando alguma dificuldade auditiva, é recomendável procurar um otorrinolaringologista ou fonoaudiólogo para fazer uma avaliação auditiva completa.

 

Fonte: Direito de Ouvir

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Deficiência Auditiva: Causas, Consequências e Tratamentos

Tecnicamente, a deficiência auditiva pode ser chamada por 3 termos: Surdez, perda auditiva e disacusia. O termo deficiência auditiva (DA) é aqui usado como qualquer alteração ou redução na capacidade natural de ouvir.

A audição é um dos mais frágeis dentre os 5 sentidos humanos mais conhecidos. Devido a essa fragilidade, não é raro aparecer nos consultórios pacientes que perderam a audição num curto período de tempo subitamente. Perdas auditivas assim podem ser resultado de barulhos muito altos ou uso de medicamentos tóxicos para a audição, dentre outras causas. Essas e outras situações podem – de um dia para o outro – transformar alguém que ouve perfeitamente, num deficiente auditivo para sempre.

 

Tipos e Graus de Deficiência Auditiva

deficiência auditiva pode ser classificada em graus, de acordo com a medida dos limiares auditivos. Limiares auditivos são os sons mais baixos que cada pessoa consegue ouvir. Aqueles que têm audição normal, possuem um limiares em torno de 20-25 decibéis em todas as frequências. A medida que esses limiares vão aumentando, a audição piora.  Assim, classificamos o grau de perda segundo a tabela ao lado.

Também podemos classificar a deficiência auditiva em tipos: Condutiva, neurossensorial ou mista.

DA condutiva é causada por um problema mecânico na transmissões das ondas sonoras. Para chegar ao seu destino, as vibrações devem passar através do conduto auditivo externo, tímpano e ossículos da orelha média. O acúmulo de cerúmen e as otites são exemplos de causas de DA do tipo condutivo. A maior parte das deficiências desse tipo pode ser corrigida com algum tratamento.

DA neurossensorial acontece por lesão de estruturas neurais, principalmente as células ciliadas presentes dentro da cóclea. Elas desempenham o papel de receptores das ondas sonoras vibratórias, transformando-as em impulsos elétricos que são enviados pelo nervo auditivo ao cérebro. As perdas auditivas desse tipo podem ter várias causas (tabela abaixo) e quase sempre são irreversíveis.

As DA mistas são uma soma dos dois mecanismos anteriormente descritos.

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Fala e Linguagem

Outra classificação tem a ver com o momento do aparecimento da deficiência auditiva em relação à aquisição da fala e da linguagem. Nela, chamamos de surdez pré-lingual as DA que surgem antes da criança aprender a falar e/ou ler. De forma oposta, a DA que surge após a criança adquirir alguma habilidade linguística oral ou escrita é chamada de pós-lingual. Essa classificação é da maior importância no tratamento e na expectativa de resultado da reabilitação auditiva. Isso acontece pela falta de estímulos sonoros e de fala durante os primeiros anos, impedindo a boa formação das conexões neuronais da via auditiva e do processamento cerebral da fala.

 

Causas de Deficiência Auditiva

Embora não consigamos descobrir a origem da deficiência auditiva em todas as pessoas que buscam tratamento, enumero abaixo suas principais causas conhecidas:

Surdez Condutiva Surdez Neurossensorial
Acúmulo de cerúmen ou corpos estranhos Genética
Otites externas e médias Envelhecimento
Otosclerose Medicamentos tóxicos para o ouvido
Malformações da orelha média e externa Exposição a sons muito altos
Perfurações do tímpano Doença de Ménière
Traumatismos Malformações da orelha interna
Tumores Traumatismos
Alergias Autoimune
Tumores do sistema nervoso central

 

Consequências da Deficiência Auditiva

A consequência mais evidente das perdas de audição é a incapacidade de ouvir os sons ambientes, especialmente a fala. Entretanto, muitos outros prejuízos menos óbvios começam a se instalar na sequência da incapacidade de se engajar em conversas. A medida em que a deficiência auditiva se instala, seus desdobramentos passam a afetar a vida social, familiar, o trabalho, além da saúde mental e física.

Nesse sentido, vale destacar dois dos achados mais recentes, de consequências cognitivas das perdas auditivas, um em idosos e outro em crianças. Nos mais velhos, já está claro que a deficiência auditiva é um dos principais fatores de risco evitáveis para o desenvolvimento de demências como o Alzheimer.

Já nas crianças, inúmeros estudos vêm demonstrando que aquelas com perdas auditivas estão sujeitas a alterações nas funções executivas do cérebro, um conjunto muito importante de mecanismos cerebrais responsáveis pelo planejamento e execução de atividades.

As consequências da perda auditiva são listadas abaixo:

  • Dificuldade de comunicação
  • Vergonha, culpa, raiva
  • Isolamento social
  • Dificuldade de relacionamento
  • Dificuldades acadêmicas
  • Dificuldade familiar
  • Dificuldades no trabalho
  • Alterações do humor
  • Alterações de memória
  • Demências e Alzheimer
  • Baixa auto-estima
  • Pouca autonomia
  • Disfunção sexual

Tratamentos da Deficiência Auditiva

Não existe um tratamento único para a deficiência auditiva. A escolha do método terapêutico depende pelo menos dos seguintes fatores: idade, duração, tipo e grau de perda auditiva, causa da perda.

Um grande número de pessoas com perdas auditivas condutivas pode ser tratada de maneira curativa, através de medicamentos ou cirurgias. Como exemplo, existem as timpanoplastias usadas para corrigir perfurações no tímpano ou a estapedectomia para tratar a surdez decorrente da otosclerose. Os diferentes tipos de otites medias também podem ser bem tratadas. Nessas inflamações, o uso de medicamentos ou de tubos de ventilação pode tratar também a audição.

Já os casos de deficiências auditivas neurossensoriais quase sempre serão tratados com auxílio de dispositivos tecnológicos desenvolvidos para a reabilitação auditiva. São eles:

  • Aparelhos Auditivos
  • Implantes Cocleares
  • Implantes de orelha média
  • Próteses Auditivas Ancoradas ao Osso (surdez unilateral)

Além dos tratamentos mencionados, grande parte dos pacientes podem ter benefício das diferentes técnicas de terapia fonoaudiológica direcionadas a reabilitação e ao treinamento auditivo.

 

Fonte: Portal Otorrino

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