Dicas Gerais

9 curiosidades sobre perda auditiva e formas de prevenção

A audição é ameaçada constantemente pela poluição sonora. O barulho do trânsito, o som alto das festas e de aparelhos como o MP3 player prejudicam muito a saúde auditiva e podem causar danos irreversíveis.

Para saber mais sobre a perda auditiva e formas de prevenção, confira nove pontos importantes listados pelo otorrinolaringologista Julio Miranda Gil, membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial (ABORL-CCF):

1) Os traumas auditivos ou perdas auditivas induzidas por níveis de pressão sonora elevados eram considerados doenças ocupacionais, já que costumavam surgir por conta de empregos que envolviam altos ruídos sem o uso de equipamento de proteção adequado pelo trabalhador.

O que se vê hoje em dia é que o problema também é causado pelo barulho causado pelo trânsito e por diversas atividades de lazer, como ouvir música alta e utilizar fones de ouvido, e ainda frequentar discotecas;

2) Os principais fatores envolvidos com a perda auditiva são exposição a ruídos e predisposição individual, sendo que se sabe que pessoas brancas são mais suscetíveis que as negras, principalmente as com olhos azuis;

3) Quem fala alto deve ser submetido a uma audiometria, embora, na maioria dos casos, é apenas um costume individual ou familiar, como deixar o som alto do rádio ou TV;

4) A perda auditiva pode permanecer e tende a ser maior quanto mais tempo a pessoa é exposta a ruídos.

Costuma ser neurossensorial, ou seja, acomete o nervo auditivo, é irreversível e pode ser de leve a moderada, com perda de até 40% da audição;

5) A prevenção começa a partir do conhecimento de que a perda auditiva está relacionada com o volume do barulho e o tempo de exposição.

Então, se a pessoa está em uma discoteca, onde o volume da música e dos ruídos pode chegar a 100dB (decibéis), especialmente próximo às caixas de som, deve ir a uma área externa ou mais calma por cerca de 15 minutos com o intuito de que o sistema auditivo se repare.

Isso vale também para o trânsito, que pode chegar até 105dB. Quem trabalha próximo a pontos de ônibus ou ruas movimentadas, por exemplo, deve fazer uso de abafadores de ouvido.

Aqueles que estão só de passagem podem ficar nesse ambiente por, no máximo, uma hora;

6) Perto de 5% das perdas auditivas são creditadas ao uso de MP3 ou outros aparelhos eletrônicos. A orientação é de que o volume do fone de ouvido seja ajustado em um ambiente silencioso.

Quando a pessoa vai à rua ou a algum lugar com ruído externo, o volume não deve ser aumentado. A mesma dica vale para quando se escuta música dentro do carro.

Se o som do fone de ouvido é percebido por alguém a mais de um metro de distância, é sinal de que está muito alto. Opte sempre pelos aparelhos mais modernos que possuem limitador de volume e, mesmo assim, acerte o volume para 60% do limite, no máximo;

LEIA TAMBÉM: OS DIVERSOS PROBLEMAS DE SAÚDE RELACIONADOS A NOITES MAL DORMIDAS

7) Os limites de tolerância para ruído ou barulho variam de acordo com a intensidade (volume) e o tempo de exposição. Começa a ser lesivo a partir de 85dB.

Pode-se ficar até oito horas a 85dB, quatro horas a 90dB, uma hora a 100dB, 15 minutos a 110dB e sete minutos a 115dB;

8) O diagnóstico de perda auditiva é realizado por meio de consulta médica (com exame físico específico dos ouvidos) e exame audiométrico;

9) Se o paciente tem um trauma auditivo agudo, pode-se apostar em algumas medicações para reverter o quadro. Caso seja crônico, é irreversível.

 

Fonte: gazetaweb.com

Leia mais...

Aspiração de corpo estranho é a 3ª maior causa de acidentes fatais com crianças no Brasil

Existe uma enorme variedade de corpos estranhos que podem ser aspirados por crianças. Alimentos como amendoim, feijão e milho, bem como balões de látex e tampas de caneta estão entre os responsáveis pela maioria dos casos de sufocamento causadores de morte por conta da aspiração. A faixa etária mais acometida é entre um e três anos e o sexo masculino o mais prevalente.

O problema ocorre quando há a entrada de objetos dentro do trato respiratório, sendo esta uma causa comum de emergência respiratória em crianças. O reconhecimento e tratamento imediatos são necessários para minimizar as consequências sérias e potencialmente fatais, além de reduzir possíveis complicações e gastos hospitalares relativos a internações.

“Por possuírem vias aéreas menores e uma menor reserva respiratória, as crianças têm maior predisposição a uma rápida e significativa obstrução, com possibilidade de progressão veloz para insuficiência respiratória e parada cardíaca”, explica a otorrinolaringologista Dra. Melissa Avelino.

Segundo a médica, diversos fatores estão envolvidos na ocorrência do problema, entre comportamentais, anatômicos e fisiológicos. “Crianças entre um e três anos estão na fase oral do desenvolvimento psicossexual, apresentando um comportamento exploratório, com a colocação de objetos na boca e no nariz; a dentição incompleta e a presença de vias aéreas mais estreitas também influenciam; bem como, em alguns casos, uma falha no mecanismo de fechamento da laringe, ou o controle inadequado da deglutição e da mastigação; todos esses fatores podem facilitar a aspiração de um corpo estranho” detalha Dra. Melissa.

Membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial (ABORL-CCF), a especialista revela que a maioria dos acidentes dessa natureza ocorre em ambiente doméstico, local onde se encontram inúmeros objetos e situações de risco. “Nem mesmo a presença de um adulto no local é capaz de impedir que os acidentes ocorram, assim, prevenir é fundamental. O risco depende principalmente da facilidade de acesso da criança aos diversos objetos e alimentos que podem ser aspirados, ou seja, é indispensável que pais e cuidadores estejam cientes dos fatores de risco que predispõe a aspiração de corpo estranho, a identificação da aspiração e as noções básicas de desobstrução de via aérea alta”, conclui Dra. Melissa Avelino.

 

Fonte: São Paulo Times

 

Leia mais...

Como prevenir otite, rinite e sinusite nesse verão?

As férias estão aí e muita gente aproveita para viajar, visitar amigos e curtir os dias de céu aberto e tempo agradável. Nada melhor, certo? Exceto quando aquela dor de garganta ou de ouvido atrapalha o recesso tão aguardado. Como prevenir as famosas otites, rinites e sinusites durante o verão?

A assistente social Rute Alves de Souza, de 48 anos, sabe bem o que é isso. Ela coleciona algumas histórias de visitas ao pediatra com o filho, Lucas, durante a infância, por causa desses passeios. “Ele teve infecções de ouvido por causa da água. Reclamava muito da dor e tinha dificuldade para dormir. Tinha sempre que levar ao médico e comprar antibiótico”, lembra.

Segundo o otorrinolaringologista Caio Athayde, do Centro de Otorrinolaringologia (Ceol), esse é um dos principais motivos das queixas que recebe em seu consultório nesta época do ano. “As crises de otite aguda, sem dúvida, são as campeãs”, diz. Mas ele explica que, nem sempre, a culpa é apenas da água. “Se você tiver um acúmulo de cera no ouvido, por exemplo, a água fica retida lá dentro”, acrescenta.

Ele também lembra que o clima quente é muito propício a crises de rinite e sinusite. Além disso, a variação de ambiente, ou simplesmente de temperatura, são suficientes para desencadear uma inflamação. “Pacientes assim devem ter um cuidado redobrado, pois o nariz reage muito mais intensamente a pequenos estímulos”, diz.

O médico dá algumas sugestões de prevenção para pais, pessoas alérgicas ou que têm problemas crônicos de rinite e sinusite:

1) Em dias de piscina ou praia, procure fazer intervalos fora da água. Quanto maior a permeabilidade da pele, mais os ouvidos ficam suscetíveis a infecções causadas pelas próprias bactérias do corpo.

2) Use toalhas molhadas ou bacias com água para diminuir o ar seco durante a estiagem. Isso também vale para quem usa ar condicionado. A falta de umidade resseca as vias aéreas superiores e aumenta as chances de infecções respiratórias.

3) Evite os choques térmicos. Nada de chegar ao hotel e colocar o ar condicionado no mínimo. Segundo estudo realizado pela USP, os choques térmicos são os principais responsáveis por crises alérgicas em pessoas que passam longos períodos em ambientes climatizados.

4) Mantenha os ambientes bem ventilados. Alugar casas que ficaram fechadas por muito tempo pode agravar a asma ou a rinite. O calor e a umidade fazem os ácaros se proliferarem em espaços fechados.

5) Utilize tampões de ouvido ou protetores de silicone quando nadar. É uma boa saída para pessoas que têm predisposição a infecções auriculares.

6) Consulte um otorrinolaringologista antes de viajar, pois ele pode ajudar a tratar inflamações que já começaram e podem se agravar durante as férias no primeiro contato com poeira, água, mofo ou outros agentes.

 

Leia mais...

Ar condicionado: como enfrentar o calor sem colocar a saúde em risco?

Mal entramos no verão e já estamos sofrendo com o calor há muito mais tempo. E para aplacar o calor intenso, dá-lhe ar condicionado – em casa, no trabalho, no carro, no ônibus (quando este último funciona, é claro).  Mas é bom ter cuidado porque esta sensação de alívio pode ser acompanhada de consequências perigosas à saúde.

De acordo com o otorrinolaringologista Marco Antônio Ferraz de Barros Baptista, membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), o ideal é que, para evitar choque térmico, seja mantida uma diferença de até 8°C entre a temperatura do ambiente externo e do local onde o ar condicionado está ligado.

“Porém, sabemos que em muitas regiões do país a temperatura ultrapassa os 35°C, dessa forma, é pouco provável que as pessoas aceitem manter o equipamento funcionando em 27°C. Assim, uma alternativa é nunca ficar em frente à saída de ar do aparelho, pois o ar frio paralisa os mecanismos de defesa do nariz, pode gerar dilatação e congestão nasal, resultando em predisposição a inflamações, infecções e crises de rinite e rinossinusite”, alerta o otorrinolaringologista.

Saiba como evitar o choque térmico e quais são os perigos da falta de manutenção do aparelho. Além disso, conheça os cuidados necessários com o filtro no automóvel e a importância da qualidade do ar no ambiente interno. O médico dá ainda dicas de saúde para as vias respiratórias nesta época do ano.

 

1 – Atenção ao prazo para manutenção

Segundo Marco Antônio Ferraz de Barros Baptista, o ar condicionado deve passar por uma manutenção regular, efetuada por profissional especializado, seguindo o manual do fabricante. “Quando isso não ocorre, os micro-organismos e poluentes ficam circulando no ar, aumentando a ocorrência de doenças respiratórias. A exposição prolongada das pessoas a esses ambientes pode desencadear ou agravar alergias respiratórias, como rinite e asma, além de infecções, como pneumonia e pneumonite por hipersensibilidade”, destaca o médico.

 

2 – Ar condicionado do automóvel

Os veículos também requerem cuidados especiais, principalmente nas grandes cidades, já que, devido ao volume intenso de trânsito, a maioria das pessoas fica muitas horas dentro dos carros, ou seja, mais expostas aos riscos. “O filtro do ar condicionado do automóvel também precisa ser limpo regularmente, pois, com o uso, as impurezas captadas no ambiente externo saturam o filtro e contaminam o ambiente”, explica Marco Antônio Ferraz de Barros Baptista.

O membro da ABORL-CCF ressalta mais um detalhe que aumenta a necessidade de precaução em relação ao ar em veículos. “O gás expelido pelo motor pode contaminar o ambiente interno do automóvel – fora isso, quanto maior for o número de pessoas dentro do carro, maior será a saturação da qualidade do ar. É recomendado, além da manutenção e regulagem adequada do sistema, abrir as janelas por alguns momentos, alternando o modo de ventilação periodicamente”, afirma.

 

3 – Baixa umidade do ar

O uso constante do ar condicionado causa ressecamento do ar no ambiente. Uma maneira de minimizar esse problema é utilizar recursos que ajudem a umidificar as vias respiratórias. “Aplique soro fisiológico isotônico a 0,9% ou gel nasal (soro fisiológico em gel) sempre que sentir necessidade, beba água de forma regular – um copo de hora em hora, no mínimo dois litros por dia -, e para aqueles que trabalham em locais onde há ar condicionado central e não é possível controlar a temperatura do ambiente, vale a pena ter um agasalho à mão para se proteger do frio e manter o corpo aquecido”, finaliza o especialista.

 

Fonte: Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF)

Leia mais...

Lavagem nasal com soro e seringa em bebês: quais cuidados tomar?

Muitos profissionais da saúde têm recomendado usar de jatos de soro fisiológico na seringa para descongestionar as vias nasais dos bebês.

Mas, segundo alguns profissionais e especialistas, esse procedimento pode ser nocivo e também pode agravar o quadro do bebê. Os vídeos que estão circulando pelas redes sociais não estão revelando os riscos desta prática,e muitas mães estão adotando esse método sem consultar um pediatra ou otorrino.

limpeza-nariz-soro-seringa

A prática consiste em jogar 10 ml de soro fisiológico no nariz do bebê, limpando assim as vias respiratórias, e no vídeo parece ser inofensiva. O soro fisiológico pode até ser bom para hidratar a mucosa, mas o problema é o jeito que a lavagem é feita. A otorrinolaringologista Dra. Vania Paz não concorda com este tipo de descongestionamento caseiro. De acordo com a médica, o nariz dos bebês tem a mucosa nasal muito sensível, e isso pode acabar ferindo a parede das vias aéreas e até romper vasinhos,o que poderia causar sangramentos.

Em casos piores, pode até causar otite se aplicado de maneira errada. Em contrapartida, a otorrino Gabriele Leão Stralliotto aponta que a lavagem até pode ser feita, mas de forma extremamente delicada. Ele orienta é usar no máximo 1 ml de soro para bebês e 5 ml para crianças, com uma seringa menor e tomando muito cuidado. Basta empurrar o êmbolo devagar para não pressionar muito, pois isso faz com que o catarro vá para os ouvidos.

Ela também recomenda que, nos bebês de até 6 meses, essa prática seja feita com um conta-gotas ao invés de uma seringa. Uma dica importante é que quando for lavar o nariz de uma criança, ela deve estar com a cabeça abaixada para frente e nunca para trás, pois assim será mais difícil do soro ir parar no ouvido. Se o nariz de seu filho estiver muito entupido, sempre peça ajuda ao pediatra ou um médico especializado.

 

Fonte: jornalciencia

Leia mais...

Como lidar com a Rinite Alérgica?

A rinite alérgica é um problema de origem hereditária, ou seja, transmitida geneticamente. Algumas pessoas ao herdarem dos pais certas características genéticas ficam sujeitas a desenvolverem vários tipos de alergia, como: rinite alérgica, urticária, alergia a medicamentos, dermatites de contato, eczemas etc. Essas pessoas são denominadas atópicas.

A intensidade da reação alérgica é variável de pessoa para pessoa e isso se deve ao grau de herança genética que ela herdou.

Os elementos do meio ambiente que desencadeiam a crise alérgica são denominados  alergênicos.

Ao entrar em contato com os alergênicos, o organismo reconhece-o como agente agressor e desenvolve uma reação antígeno-anticorpo, sendo liberadas nos tecidos, substâncias responsáveis pelos sintomas da alergia. Entre estas substâncias está, principalmente, a HISTAMINA, que provoca uma reação inflamatória muito forte, levando a prurido (coceira), hiperemia (vermelhidão), edema (inchaço), espirros e coriza. Portanto, é fundamental que as pessoas alérgicas evitem contato com os elementos que, para elas, são desencadeantes de crise alérgica.

Normalmente no tratamento são utilizados medicamentos anti-histamínicos que bloqueiam a ação da histamina, e consequentemente, os sintomas da crise alérgica. Eventualmente, poderá ser realizado tratamento com vacinas, onde a finalidade é fazer com que o organismo passe a não reconhecer os alergênicos como agentes agressores. Evidentemente que modificar uma resposta imunológica não é fácil, o que torna muitas vezes esses tratamentos ineficazes.

No Brasil, os alergênicos mais frequentes são os Dermatofagóides (carrapatinhos microscópicos), existentes em todos os ambientes. Em residências com carpetes, as populações desses seres microscópicos são infinitamente maiores. Casas bem arejada, com maior facilidade de limpeza, e, com boa insolação apresentam uma menor população de Dermatofagóides, portanto, são melhores para os alérgicos viverem.

O fator emocional é agravante das crises alérgicas. Pacientes com maior estabilidade emocional, que praticam esportes e vivem menos estressados, com certeza desenvolverão menos crises alérgicas.

orientacoes-rinite

Existem algumas situações que favorecem um menor contato com alergênicos, e, portanto, diminuem as reações alérgicas, como:

  • Limpar diariamente toda a residência, sobretudo os locais onde a pessoa passa mais horas do dia. O quarto do alérgico deve ser limpo com muito cuidado; deve ser de fácil limpeza, não possuir muitos objetos onde possa haver acúmulo de pó. Deve sempre ser passado pano úmido, pois diminui a população de Dermatofagóides.
  • Em limpezas onde haverá contato com muito pó, a pessoa deverá amarrar um pano úmido na face ou usar máscara.
  • Evitar entrar em locais fechados há muito tempo ou onde a higiene é precária.
  • Evitar usar cobertores com pelos (mesmos os ditos antialérgicos) substitui-los por colchas ou edredons. Os travesseiros devem ser de espuma inteiriça de preferência usada com duas fronhas.
  • Fundamental uma vida saudável, com prática frequente de esportes, menos stress e evitar fumar.
  • Os inseticidas devem ser evitados, mesmos o elétrico, que apesar de não terem cheiro, tem o princípio ativo.
  • Todos os produtos com cheiros fortes devem ser evitados, desde que a pessoa note que o produto lhe causa irritação.
  • Procurar usar tecidos que não soltem pelos ou acumulem pó.
  • Aula de natação para o alérgico é uma atividade polêmica, pois ao mesmo tempo em que pode ser benéfica, devido à atividade física, pode ser um fator desencadeante de crise alérgica. O bom senso deve ser seguido.
  • No combate aos fungos (mofo ou bolor) pode ser usada uma solução de ácido fênico a 5%, facilmente adquirido em farmácias de manipulação, que diluído em água pode ser aplicado nos locais de proliferação desses microrganismos.

 

Fonte: Clínica Fávaro 

Leia mais...

A automedicação e os seus perigos!

Dor de cabeça, dor de estômago, dor nas costas. Gases, má digestão, queimação. Resfriado, coriza, febre. O pulso ainda pulsa. E a vida segue.

Todo mundo tem uma farmácia particular de remédios sem tarja (ou de plantas medicinais) para lidar com esses contratempos de saúde. Se a população fosse ao pronto-socorro ao primeiro sinal de azia, os hospitais estariam ­sobrecarregados de pacientes com sintomas leves que provavelmente serão curados sozinhos. O comprimido acelera a recuperação ou ajuda a atenuar o desconforto até o ciclo chegar ao fim.

Mas a automedicação começa a se tornar um problema sério quando vira rotina. Ou então, que ninguém nos ouça, se tiver remédio tarjado nesse balaio. Não só porque sintomas recorrentes podem indicar algo mais sério, mas porque todo medicamento tem potencial de delinquência quando corre solto nas suas veias. Hora de saber mais sobre a vida secreta das drogas autoprescritas mais populares do Brasil.

 

Tylenol

PRINCÍPIO ATIVO: Paracetamol

EFEITOS DESEJADOS: O remédio diminui o envio de mensagens aos receptores de dor e atua na regulação da temperatura do corpo, baixando a febre. Quando o paracetamol é metabolizado pelo fígado, uma pequena parte se transforma em uma substância tóxica, a NAPQI, que na maioria dos casos é rapidamente eliminada.

EFEITOS INDESEJADOS: Para adultos, a partir de 4 gramas por dia ou 1 g de uma vez só, o fígado pode não dar conta de toda a NAPQI produzida. Nesse caso, aumenta o risco de lesões irreversíveis e falência do órgão. As crianças são ainda mais vulneráveis.

Parte das overdoses de paracetamol é intencional, mas existe um grande número de pessoas que passa da medida sem perceber. Ou porque acha que a droga é 100% segura — e nenhuma é — ou por desconhecer que muitos outros remédios para dor, coriza, febre, alergia e inflamação contêm o princípio ativo.

Digamos que você tome um Tylenol para febre (750 mg de paracetamol) e um Resfenol (400 mg) para coriza, congestão nasal e outros desconfortos do resfriado. É 1,55 grama por dose, o que já traz riscos para o fígado, já que o órgão metaboliza melhor até 1 grama de cada vez.

Bom, essa dosagem quatro vezes ao dia dá 6,2 gramas, enquanto o ideal para não sobrecarregar o fígado é de 4 gramas para baixo. Se você ainda por cima mandar aquele remedinho para relaxar a musculatura depois de um dia tenso no trabalho, a conta aumenta. Um comprimido de Torsilax, o décimo medicamento mais vendido no Brasil em 2015 e o segundo em faturamento, coloca 300 mg de paracetamol a mais na sua corrente sanguínea. Se suas noites forem frequentemente banhadas a três doses de álcool, o fígado, que a essa altura estará tomando uma lavada das NAPQIs, vai pedir para sair. Tomar paracetamol para curar ressaca, então, é apagar fogo com gasolina.

Em 2011  e 2014 , o FDA alertou os médicos para que deixem de prescrever drogas que contenham mais de 325 mg de paracetamol em combinação com outras substâncias. É uma tentativa de desestimular o consumo casado, de mais de um remédio com o mesmo princípio ativo, que pode levar a uma overdose acidental.

 

 

Neosaldina

PRINCÍPIOS ATIVOS: Dipirona, mucato de isometepteno e cafeína.

EFEITOS DESEJADOS: A dipirona diminui a dor e a febre, o isometepteno e a cafeína reduzem o calibre dos vasos sanguíneos do cérebro, enfraquecendo a dor.

EFEITOS INDESEJADOS: Não precisa nem exagerar no consumo para se expor a dois efeitos colaterais raros, mas potencialmente fatais da dipirona. Um é a diminuição da quantidade de células do sangue, como glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. Outro, especialmente em asmáticos, é o choque anafilático, reação alérgica grave que pode acontecer mesmo em quem está acostumado a usar a medicação. Esses riscos levaram muitos países129 a proibir a dipirona, como os EUA e a Austrália.

Outro problema com os remédios contra dor de cabeça é que eles podem diminuir a capacidade do corpo de liberar endorfinas, nossos analgésicos interiores. O uso exagerado cria resistência, quando é preciso uma dose maior para surtir efeito, e mascara outros distúrbios, que se tornam crônicos. Por exemplo, se o incômodo vem de uma sinusite mal curada, o comprimido alivia o sintoma, mas não resolve a causa. A ­inflamação na face vai ficando cada vez mais difícil de tratar. E a dor só piora.

 

Dorflex

PRINCÍPIOS ATIVOS: Dipirona, citrato de orfenadrina e cafeína.

EFEITOS DESEJADOS: A dipirona e a cafeína reduzem a dor e a orfenadrina inibe os comandos de contração involuntária dos músculos, produzindo relaxamento.

EFEITOS INDESEJADOS: Além dos problemas da dipirona, a superdosagem de orfenadrina é potencialmente tóxica. A ingestão de 2 g a 3 g dessa substância pode levar à morte. Os efeitos colaterais do Dorflex vão de boca seca e alterações nos batimentos do coração até alucinações, tremor, agitação e, em doses altas, delírio e coma.

 

 

Aspirina

PRINCÍPIO ATIVO: Ácido acetilsalicílico.

EFEITOS DESEJADOS: A aspirina é três em um. Em baixas dosagens, até 1 g, funciona contra dor e estágios leves de febre. Acima dessa quantidade, inibe processos inflamatórios, principalmente as artrites.

EFEITOS INDESEJADOS: A overdose costuma acontecer de forma acidental, principalmente com idosos, que usam doses maiores do remédio, e crianças pequenas. Oito comprimidos são suficientes para aumentar o risco de excesso de acidez no sangue e baixa acentuada de glicose, causando choque cardiovascular e insuficiência respiratória — distúrbios que podem levar à morte. Por causar queda nos níveis de açúcar, qualquer dosagem de aspirina pode causar hipoglicemia em diabéticos que tomam medicamentos para controlar a doença.

A aspirina e outros anti-inflamatórios também não devem ser usados antes de procedimentos cirúrgicos, mesmo os mais simples, como arrancar um dente ou uma unha encravada. Quando existe um corte na pele, as plaquetas se juntam e formam tampões para não deixar o sangue escapar. A aspirina inibe essa agregação e deixa a porta aberta para hemorragias.

Usar o remédio junto com outro anti-inflamatório ou álcool também é mau negócio: aumenta as chances de úlcera e sangramentos estomacais e intestinais severos.

 

Neosoro

PRINCÍPIO ATIVO: Cloridrato de nafazolina.

EFEITOS DESEJADOS: Desentupidor de nariz não é tudo igual. Alguns são soluções estéreis, sem químicos nem conservantes, apenas com água e 0,9% ou 3% de sal (cloreto de sódio). Outros têm também o cloreto de benzalcônio. E os mais vendidos carregam um terceiro ingrediente na fórmula, a nafazolina, que é um remédio. A água com sal hidrata a mucosa e dissolve o muco, desgrudando a meleca para que ela saia dali. O benzalcônio é um conservante com ação germicida. E a nafazolina é um químico que contrai os vasos sanguíneos, diminuindo o inchaço das mucosas e facilitando a passagem do ar.

EFEITOS INDESEJADOS: Os sprays de água e cloreto de sódio não têm contraindicação a não ser para quem é sensível aos componentes ou para hipertensos que usam as formulações com concentração maior de sal, de 3%. O benzalcônio pode causar alergia. A nafazolina tende a induzir tolerância, efeito rebote e dependência psicológica. É que, poucas horas depois da aplicação, o edema volta e é preciso repetir a dose. Com o tempo, o corpo acostuma e pede uma quantidade maior para entregar o mesmo efeito. Aí acontece a rinite medicamentosa, causada pela droga. Você nunca sara e ainda passa a acreditar que só vai conseguir respirar com a medicação. Provavelmente, a essa altura já estará devorando nafazolina pelo nariz, o que pode aumentar a pressão sanguínea e trazer problemas para o coração.

 

 

A automedicação e a autoprescrição, de qualquer forma, alimentam uma cultura enganosa, que acredita no poder supremo dos comprimidos — uma crença ruim, já que nos faz usar remédios de forma errada e em momentos em que eles são desnecessários.

 

Fonte: Superinteressante

Leia mais...

O quanto a privação do sono afeta o seu desempenho profissional

A privação do sono impacta significativamente o rendimento profissional, inclusive de executivos. Uma noite mal dormida compromete a produtividade e diminui a disposição, nos deixando mais lentos com dificuldade de raciocínio.

Enquanto dormimos, o cérebro recupera as informações que perdeu durante o dia e as reorganiza e armazena em seu devido lugar. No período que a mente está em repouso, o cérebro edita a si mesmo. Guarda o que pode ser útil e também joga fora o que considera desnecessário, deixando o órgão pronto para encarar a próxima jornada. Quando isso não ocorro, algumas informações ficam desorganizadas e outras são perdidas, sem contar que a facilidade de assimilação diminui. É como um computador lento, cheio de arquivos inúteis.

De acordo com a pesquisa realizada, no ano passado, pela consultoria Mckinley, 66% dos 196 líderes de negócios entrevistados estão insatisfeitos com a quantidade de horas que dormem, enquanto 55% sofrem com a qualidade do sono. Porém, metade dos executivos não acha que seu desempenho está sendo afetado. Segundo a doutora Luciane Mello, especialista do sono, e responsável pelo Ambulatório do Ronco e Apneia e pelo Serviço de Polissonografia, ambos do Hospital Federal da Lagoa (RJ) o recomendado pela Academia Americana do Sono é que as pessoas tenham pelo menos sete horas de sono.

“O sono está ligado à capacidade de restaurar as diferentes partes do sistema nervoso central, com a conservação do metabolismo energético, a cognição, a maturação neural e a saúde mental”, explica. “Ele restaura a atenção e a facilidade do indivíduo de aprender novas tarefas quando acordado. Além disso, tem um papel fundamental na consolidação da memória”, completa a especialista.

63% dos entrevistados têm algum problema de sono, conforme pesquisa.

Atualmente, os brasileiros dormem em média 1h30min a menos do que há 20 anos, segundo uma pesquisa feita pelo Instituto do Sono de São Paulo com 1.024 pessoas. São apenas 6 horas e 30 minutos por noite, bem menos do que os entrevistados desejariam dormir (em média, 8 horas e 10 minutos). E 63% têm algum problema de sono. “Muitos profissionais não percebem, mas acabam dedicando 18 horas do dia em atividades. Trabalham 12 horas, passam boa parte do tempo no trânsito e o que resta dedicam à família e aos exercícios. Isso significa que sobram  apenas seis horas de sono”, explica Luciane. É importante ressaltar que os efeitos de um sono curto e de má qualidade são muitos e incluem, por exemplo, o aumento dos níveis de cortisol, o hormônio do estresse, causando irritabilidade, ansiedade e maior risco de ganho de peso.

A doutora Luciane Mello é otorrinolaringologista graduada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e especialista do Sono pela Sociedade Brasileira do Sono. Membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial e da Academia Americana de Medicina do Sono, é médica responsável pelo Ambulatório do Ronco e Apneia e pelo Serviço de Polissonografia, ambos no Hospital Federal da Lagoa (RJ).

 

 

  • Recomendações:
  1. Deixe de utilizar aparelhos eletrônicos entre 30 e 60 minutos antes de dormir;
  2. Evite atividades estimulantes antes de dormir, como ver televisão ou acessar o computador;
  3. Crie um ambiente ideal, silencioso e escuro para dormir;
  4. O estresse e a ansiedade podem atrapalhar o sono, então procure técnicas que o acalmem, como a meditação;
  5. Tomar banho minutos antes de dormir ajuda a relaxar;
  6. Evite a prática de exercícios físicos à noite, pois, além de aumentar a temperatura corporal, estimula muito o indivíduo e prejudica o início do sono;
  7. Horários regulares de ir para a cama e acordar também são importantes.

 

Fonte: ABORL-CCF

 

Leia mais...