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6 medidas para a prevenção da surdez em crianças

Um dos pilares mais importantes e conhecidos da medicina – a prevenção – não é menos importante quando se fala da mais comum das deficiências sensoriais – a perda de audição. A pouca atenção e divulgação dos mecanismos de prevenção da surdez tem raízes não só nas falhas da medicina contemporânea, ávida por tratamentos inovadores, mas também nas na natureza humana: Não costumamos dar muita atenção ao que pode acontecer. Assim, acabamos encarando os problemas a medida que eles acontecem, apagando “incêndios”, feito bombeiros…

Se por um lado essa postura curativa pode ser entendida, por outro não deve ser desejada. Sobretudo por nós, profissionais da saúde. Temos como obrigação primeira promover a saúde, antes de precisar tratá-la.

 

Organização Mundial da Saúde

Fonte: Organização Mundial da Saúde, 2016.

 

VEJA TAMBÉM: IMPLANTE COCLEAR: O GUIA COMPLETO

 

Prevenção da Surdez pela Organização Mundial de Saúde

No relatório “Surdez na Infância”, divulgado ano passado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) apresenta estatísticas mundias de causas de surdez na infância e as divide em preveníveis e não-preveníveis.

Os dados fornecem um diagnóstico bastante completo das causas de surdez na infância, permitindo a OMS apresentar 6 importantes recomendações visando a prevenção e o tratamento da surdez.

São elas:

Fortalecer programas e organizações destinadas a:

  1. Vacinação das doenças potencialmente causadoras de surdez (rubéola, caxumba, meningites e sarampo).
  2. Cuidados durante a gestação e o parto, capazes de prevenir a prematuridade, icterícia neonatal, citomegalovirose congênita, baixo peso e hipóxia ao nascer.
  3. Grupos de suporte a famílias e pessoas com perda auditiva.

Criação de programas de triagem e de intervenção

Adoção da triagem auditiva neonatal (teste da orelhinha e/ou BERA) em todos os bebês, com o devido acompanhamento que permitam:

  1. Intervenção apropriada nos bebês com perda auditiva até no máximo 6 meses de idade.
  2. Suporte a conselhamento familiar
  3. Reabilitação com aparelhos auditivos ou implantes cocleares
  4. Terapia fonoaudiológica nas suas diferentes técnicas

Criação de programas de identificação e encaminhamento e de problemas auditivos nas escolas.

Treinamento

  1. Treinar profissionais da atenção primária a saúde sobre os métodos de prevenção e identificação dos problemas auditivos
  2. Capacitar médicos otologistas e fonoaudiólogos para as melhores práticas em reabilitação auditiva

Tornar as tecnologias e tratamentos acessíveis

  1. Aparelhos auditivos e implantes cocleares são desenvolvidos e melhorados em grande velocidade, assim como seus preços. Embora a tecnologia atual seja capaz de mitigar enormemente os enormes prejuízos da surdez, uma enorme parcela da população mundial não tem acesso à elas.
  2. Crianças surdas, usuárias de aparelhos auditivos e implantes cocleares ou não, precisam de terapia fonoaudiológica apropriada, intensiva e específica para cada caso. Infelizmente número de profissionais capacitados está longe do ideal.

Regulação e Fiscalização

  1. Controle do uso indiscriminado de medicações ototóxicas
  2. Conscientização e controle sobre a exposição de sons de volume elevado, especialmente os recreativos, como shows de música e eventos esportivos

Divulgar Informações

  1. Os profissionais de saúde capacitados para lidar com as doenças do ouvido e da audição devem ser promotores de informação na sua região,  nos seus círculos profissionais e sociais, evitando a automedicação e a propagação de práticas tratamentos sem embasamento científico
  2. Médicos, fonoaudiólogos e professores devem alertar crianças e adolescentes sobre o alto risco de exposição a sons elevados, seja em atividades esportivas, shows, salas de aula, com especial atenção ao uso de fones de ouvido.
  3. Ajudar a reduzir o estigma associado à surdez e o uso de aparelhos auditivos e implante coclear

 

Fonte: Portal Otorrino

 

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Implante Coclear: O Guia Completo

O implante coclear, ou  ouvido biônico, é um aparelho eletrônico de alta complexidade tecnológica, que tem sido utilizado nos últimos anos para restaurar a função auditiva nos pacientes portadores de surdez severa a profunda que não se beneficiam do uso de próteses auditivas convencionais.

Trata-se de um equipamento eletrônico computadorizado que substitui a função do ouvido interno de pessoas que têm surdez total ou quase total. Assim, o implante estimula diretamente o nervo auditivo através de pequenos eletrodos que são colocados dentro da cóclea. Estes estímulos são levados via nervo auditivo para o cérebro. É um aparelho muito sofisticado  e é considerado uma das maiores conquistas da engenharia ligada à medicina do nosso século. Já existe há alguns anos e hoje mais de 200.000 pessoas no mundo já o estão usando e 7.000 no Brasil.

 

Quais são as partes do que compõem o implante coclear?

O implante coclear é composto por duas partes: uma unidade interna e outra externa.

 

A unidade interna

É implantada cirurgicamente dentro o ouvido do paciente. Esta unidade possui um feixe de eletrodos que será posicionado dentro da cóclea (órgão da audição com formato de caracol). Este feixe de eletrodos se conecta a um receptor (decodificador) que ficará localizado na região atrás da orelha, implantado por baixo da pele. Junto ao receptor fica a antena e o imã que servem para fixar a unidade externa e captar os sinais elétricos.

 

A unidade externa

A unidade externa é constituída por um processador de fala, uma antena transmissora e um microfone. A unidade externa é a parte do implante que fica aparente e pode ser de dois tipos: retroauricular ou tipo caixa. A antena transmissora possui um imã que serve para fixá-lo magneticamente junto a antena da unidade interna ( que também possui um imã).

O microfone capta o som do meio ambiente e o transmite ao processador de fala. O processador de fala seleciona e analisa os elementos sonoros, principalmente os elementos da fala, e os codifica em impulsos elétricos que serão transmitidos através de um a cabo até a antena transmissora. A partir da antena transmissora o sinal é transmitido através da pele por meio de radiofreqüência e chega até a unidade interna. Na unidade interna temos o receptor estimulador interno, que está sob a pele. O receptor estimulador contém um “chip” que converte os códigos em sinais eletrônicos e libera os impulsos elétricos para os eletrodos intracocleares estimulando diretamente as fibras no nervo auditivo.Esta estimulação é percebida pelo nosso cérebro como som. Desse modo, o paciente recupera parte da audição e pode voltar a se comunicar com as pessoas.

 

 

Quais são os Benefícios de um Implante Coclear?

Alguns benefícios relatados são:

– Melhora dos níveis de audição para próximos ao do ouvinte normal.
– Desenvolvimento de fala e linguagem compatíveis com a idade em crianças que nasceram com surdez e foram implantados precocemente.
– Aumento da confiança em situações sociais.
– Melhoria da comunicação com a família, amigos e professores.

 

Quem pode se beneficiar do Implante Coclear?

Pessoas que apresentam uma perda de audição do tipo sensório-neural de grau severo a profundo e/ou profundo nos dois ouvidos. Em geral, pessoas que não obtiveram resultados com aparelhos auditivos convencionais são fortes candidatos ao implante coclear.

Lembrando que uma parte importante do processo, é a reabilitação auditiva fonoaudiológica após a realização da cirurgia. Essa etapa visa maior integração do sistema auditivo com as novas informações sonoras, fundamental para o desenvolvimento auditivo e o aprendizado da linguagem.

 

PACIENTES QUE SE BENEFICIAM COM O IMPLANTE COCLEAR:

O paciente candidato ao implante coclear é aquele que possui perda auditiva severa a profunda, que fez uso de próteses auditivas, mas não se beneficiou do seu uso.
Nós dividimos os pacientes em dois grupos que apresentam indicações e resultados bastantes distintos.
Existem aqueles pacientes que ouviam e que por algum motivo perderam a audição, que nós denominamos de pacientes pós-linguais. E existem também aqueles pacientes que são surdos desde o nascimento ou perderam a audição muito cedo antes mesmo de aprenderem a falar, que nós denominamos de pacientes pré-linguais.

 

VEJA TAMBÉM: COMO LIDAR COM A RINITE ALÉRGICA?

 

CRITÉRIOS DE INDICAÇÃO BÁSICOS DO IMPLANTE COCLEAR:

Pacientes pós-linguais (adquiram a surdez depois de certa idade):

Deficiência auditiva neurosensorial bilateral de grau severo a profundo que não se beneficiarem do aparelho de amplificação sonora individual (AASI), ou seja, apresentarem escores inferiores a 50% em testes de reconhecimento de sentenças com o uso da melhor protetização bilateral possível.
Não existe limite de tempo para a realização do implante coclear neste grupo, porém quanto maior o tempo de surdez, piores serão os resultados.

 

Pacientes pré-linguais (nasceram com surdez):

Deficiência auditiva neurosensorial bilateral de grau severo a profundo, com reabilitação fonoaudiológica efetiva há pelo menos 3 meses (crianças de 0 a 18 meses) ou desde a realização do diagnóstico (crianças maiores de 18 meses), que não se beneficiarem do aparelho de amplificação sonora individual (AASI).
Neste grupo a idade do paciente é importante.
Nas crianças, a idade ideal é até 2 anos de idade, quanto mais precocemente o paciente é implantado, melhores serão os resultados.
Entre 2 e 5 anos os resultados também podem ser bons, porém são inferiores aos pacientes implantados até 2 anos.
A partir dos 5 anos os pacientes também podem ser implantados, porém os resultados dependerão de outros fatores como o grau de desenvolvimento da linguagem já adquirida e do trabalho de estimulação auditiva prévia, como uso de prótese auditiva e capacidade de realização de leitura orofacial e linguagem de sinais. Em pacientes adolescentes e adultos com surdez congênita (de nascença) o implante terá algum benefício se o paciente for oralizado, aqueles que se comunicam exclusivamente por LIBRAS têm pouco benefício e geralmente abandonam o uso do implante.

 

ETAPAS A SEREM SEGUIDAS ATÉ A REALIZAÇÃO DO IMPLANTE COCLEAR:

O implante coclear é um processo complexo que exige a atuação conjunta de um equipe multidisciplinar (vários profissionais de especialidades diferentes) para que se alcance o sucesso do tratamento.
A equipe é composta por um médico otorrinolaringologista, um fonoaudiólogo e um psicólogo (todos os membros da equipe têm que ter especialização em implante coclear).
A avaliação do paciente candidato ao implante coclear é um processo complexo e pode ser demorado pois existem etapas que devem ser obrigatoriamente seguidas e cumpridas em todos os pacientes, para que seja conseguido o melhor resultado possível em benefício do paciente.

 

Avaliação médica:

Inicialmente o paciente deve ser avaliado pelo otorrinolaringologista para o diagnóstico da causa, tipo e a gravidade da surdez.
O médico avalia se a causa que levou a surdez permite que seja realizado o implante coclear.
Também é importante que seja estudada a existência de outras doenças, pois o paciente deve ser avaliado como um todo e não apenas a audição.

 

Avaliação fonoaudiológica:

A próxima etapa é a avaliação pela fonoaudióloga, que realizará uma série de testes auditivos e de linguagem, assim como exercícios que prepararão o paciente para receber o implante coclear.
A avaliação da fonoaudióloga pode ser demorada e depende muito de cada caso e da motivação do paciente, esta avaliação é composta por:

  • Avaliação do grau de surdez: temos que ter certeza que a surdez é mesmo profunda.
  • Avaliação da adaptação do paciente com a prótese auditiva convencional: temos que ter certeza que uma prótese convencional já não seria suficiente para atender a necessidade do paciente.
  • Avaliação de linguagem emissiva (fala, uso de língua de sinais e escrita – em pacientes já alfabetizados) e receptiva (realização efetiva de leitura orofacial, uso de língua de sinais e escrita).

Quando algum destes aspectos não é satisfatoriamente atendido o paciente pode ser encaminhado para reabilitação fonoaudiológica por período determinado, e posterior retorno para avaliação. Neste período poderá ser necessário:

  • Treinamento em leitura orofacial para crianças maiores e adultos: Este treinamento é essencial na fase pré implante e muda muito o resultado final quando bem realizado.
  • Treinamento auditivo (melhorando muitas vezes o desempenho do paciente com prótese convencional, ou o resultado final com implante)
  • Terapia de estimulação de linguagem

 

Avaliação psicológica:

É muito importante que sejam avaliados os aspectos psicológicos do paciente e das pessoas que convivem com ele no dia a dia. É importante que o psicólogo avalie se o paciente está preparado para ser submetido a uma cirurgia, se aceita o fato de viver com uma prótese implantada dentro da cabeça, se os familiares estão motivados e apoiam esta decisão (nós consideramos o apoio e a participação da família fundamentais). Devemos avaliar também o grau de expectativa do paciente e se ele tem consciência dos resultados que podem ser atingidos. O paciente tem que estar ciente de tudo o que está acontecendo e a equipe deve expor tudo de uma forma clara e sincera, pois nós acreditamos que uma relação de confiança mútua entre o paciente e a equipe seja fundamental.

No final do processo pré cirúrgico o paciente é submetido a avaliação pré operatória para que seja avaliada todos os possíveis riscos cirúrgicos e a cirurgia seja realizada da forma mais segura possível.

 

PROCEDIMENTO CIRÚRGICO:

A colocação da unidade interna é realizada através de uma cirurgia que tem duração aproximada de 2 horas.
É realizado sob anestesia geral, ou seja, o paciente estará entubado e inconsciente e não sentirá nada durante todo procedimento.

1) O corte (incisão):
A cirurgia é realizada toda atrás da orelha e um pequeno corte na pele de aproximadamente 4 cm.

2) Colocação dos eletrodos:
É realizado uma abertura na cóclea (órgão da audição com formato de caracol) e os eletrodos são inseridos dentro da cóclea perfazendo uma volta completa em seu interior.

3) Fixação do processador interno:

O processador interno é colocado embaixo do couro cabeludo atrás da orelha (o paciente sentirá uma pequena elevação no local).

 

4) No final da cirurgia:
Fecha-se a pele com pontos e um curativo compressivo é colocado no local.

 

Rotina pós-operatória:

Na maioria dos casos o paciente recebe alta no dia seguinte da cirurgia.
O curativo com faixa por 72 horas e os pontos serão retirados em 2 semanas.
A ativação do implante coclear ocorre 30 a 40 dias após o procedimento.
Depois inicia-se o processo de programação e adaptação do paciente ao implante coclear com consultas com a fonoaudióloga. Essas avaliações no início serão semanais e depois quinzenais e mensais.

 

Cuidados que devem ser tomados no pós operatório:

Não lavar a cabeça por 3 dias. Após 3 dias pode lavar a cabeça mas deve-se tomar cuidado pra não deixar entrar água dentro do ouvido operado protegendo-o com um tampão até o retorno com o cirurgião.
Dormir com o ouvido operado para o lado de cima por 14 dias.
Não fazer esforço físico ou tomar sol por 30 dias.
Não deixar de tomar corretamente a medicação prescrita pelo médico e não deixar de comparecer ao retorno pós operatório.
Não existem restrições à alimentação.
Se fizer uso de prótese auditiva no outro ouvido pode colocá-la logo no primeiro dia após a cirurgia.

 

Fonte: portal otorrinolaringologia

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A automedicação e os seus perigos!

Dor de cabeça, dor de estômago, dor nas costas. Gases, má digestão, queimação. Resfriado, coriza, febre. O pulso ainda pulsa. E a vida segue.

Todo mundo tem uma farmácia particular de remédios sem tarja (ou de plantas medicinais) para lidar com esses contratempos de saúde. Se a população fosse ao pronto-socorro ao primeiro sinal de azia, os hospitais estariam ­sobrecarregados de pacientes com sintomas leves que provavelmente serão curados sozinhos. O comprimido acelera a recuperação ou ajuda a atenuar o desconforto até o ciclo chegar ao fim.

Mas a automedicação começa a se tornar um problema sério quando vira rotina. Ou então, que ninguém nos ouça, se tiver remédio tarjado nesse balaio. Não só porque sintomas recorrentes podem indicar algo mais sério, mas porque todo medicamento tem potencial de delinquência quando corre solto nas suas veias. Hora de saber mais sobre a vida secreta das drogas autoprescritas mais populares do Brasil.

 

Tylenol

PRINCÍPIO ATIVO: Paracetamol

EFEITOS DESEJADOS: O remédio diminui o envio de mensagens aos receptores de dor e atua na regulação da temperatura do corpo, baixando a febre. Quando o paracetamol é metabolizado pelo fígado, uma pequena parte se transforma em uma substância tóxica, a NAPQI, que na maioria dos casos é rapidamente eliminada.

EFEITOS INDESEJADOS: Para adultos, a partir de 4 gramas por dia ou 1 g de uma vez só, o fígado pode não dar conta de toda a NAPQI produzida. Nesse caso, aumenta o risco de lesões irreversíveis e falência do órgão. As crianças são ainda mais vulneráveis.

Parte das overdoses de paracetamol é intencional, mas existe um grande número de pessoas que passa da medida sem perceber. Ou porque acha que a droga é 100% segura — e nenhuma é — ou por desconhecer que muitos outros remédios para dor, coriza, febre, alergia e inflamação contêm o princípio ativo.

Digamos que você tome um Tylenol para febre (750 mg de paracetamol) e um Resfenol (400 mg) para coriza, congestão nasal e outros desconfortos do resfriado. É 1,55 grama por dose, o que já traz riscos para o fígado, já que o órgão metaboliza melhor até 1 grama de cada vez.

Bom, essa dosagem quatro vezes ao dia dá 6,2 gramas, enquanto o ideal para não sobrecarregar o fígado é de 4 gramas para baixo. Se você ainda por cima mandar aquele remedinho para relaxar a musculatura depois de um dia tenso no trabalho, a conta aumenta. Um comprimido de Torsilax, o décimo medicamento mais vendido no Brasil em 2015 e o segundo em faturamento, coloca 300 mg de paracetamol a mais na sua corrente sanguínea. Se suas noites forem frequentemente banhadas a três doses de álcool, o fígado, que a essa altura estará tomando uma lavada das NAPQIs, vai pedir para sair. Tomar paracetamol para curar ressaca, então, é apagar fogo com gasolina.

Em 2011  e 2014 , o FDA alertou os médicos para que deixem de prescrever drogas que contenham mais de 325 mg de paracetamol em combinação com outras substâncias. É uma tentativa de desestimular o consumo casado, de mais de um remédio com o mesmo princípio ativo, que pode levar a uma overdose acidental.

 

 

Neosaldina

PRINCÍPIOS ATIVOS: Dipirona, mucato de isometepteno e cafeína.

EFEITOS DESEJADOS: A dipirona diminui a dor e a febre, o isometepteno e a cafeína reduzem o calibre dos vasos sanguíneos do cérebro, enfraquecendo a dor.

EFEITOS INDESEJADOS: Não precisa nem exagerar no consumo para se expor a dois efeitos colaterais raros, mas potencialmente fatais da dipirona. Um é a diminuição da quantidade de células do sangue, como glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. Outro, especialmente em asmáticos, é o choque anafilático, reação alérgica grave que pode acontecer mesmo em quem está acostumado a usar a medicação. Esses riscos levaram muitos países129 a proibir a dipirona, como os EUA e a Austrália.

Outro problema com os remédios contra dor de cabeça é que eles podem diminuir a capacidade do corpo de liberar endorfinas, nossos analgésicos interiores. O uso exagerado cria resistência, quando é preciso uma dose maior para surtir efeito, e mascara outros distúrbios, que se tornam crônicos. Por exemplo, se o incômodo vem de uma sinusite mal curada, o comprimido alivia o sintoma, mas não resolve a causa. A ­inflamação na face vai ficando cada vez mais difícil de tratar. E a dor só piora.

 

Dorflex

PRINCÍPIOS ATIVOS: Dipirona, citrato de orfenadrina e cafeína.

EFEITOS DESEJADOS: A dipirona e a cafeína reduzem a dor e a orfenadrina inibe os comandos de contração involuntária dos músculos, produzindo relaxamento.

EFEITOS INDESEJADOS: Além dos problemas da dipirona, a superdosagem de orfenadrina é potencialmente tóxica. A ingestão de 2 g a 3 g dessa substância pode levar à morte. Os efeitos colaterais do Dorflex vão de boca seca e alterações nos batimentos do coração até alucinações, tremor, agitação e, em doses altas, delírio e coma.

 

 

Aspirina

PRINCÍPIO ATIVO: Ácido acetilsalicílico.

EFEITOS DESEJADOS: A aspirina é três em um. Em baixas dosagens, até 1 g, funciona contra dor e estágios leves de febre. Acima dessa quantidade, inibe processos inflamatórios, principalmente as artrites.

EFEITOS INDESEJADOS: A overdose costuma acontecer de forma acidental, principalmente com idosos, que usam doses maiores do remédio, e crianças pequenas. Oito comprimidos são suficientes para aumentar o risco de excesso de acidez no sangue e baixa acentuada de glicose, causando choque cardiovascular e insuficiência respiratória — distúrbios que podem levar à morte. Por causar queda nos níveis de açúcar, qualquer dosagem de aspirina pode causar hipoglicemia em diabéticos que tomam medicamentos para controlar a doença.

A aspirina e outros anti-inflamatórios também não devem ser usados antes de procedimentos cirúrgicos, mesmo os mais simples, como arrancar um dente ou uma unha encravada. Quando existe um corte na pele, as plaquetas se juntam e formam tampões para não deixar o sangue escapar. A aspirina inibe essa agregação e deixa a porta aberta para hemorragias.

Usar o remédio junto com outro anti-inflamatório ou álcool também é mau negócio: aumenta as chances de úlcera e sangramentos estomacais e intestinais severos.

 

Neosoro

PRINCÍPIO ATIVO: Cloridrato de nafazolina.

EFEITOS DESEJADOS: Desentupidor de nariz não é tudo igual. Alguns são soluções estéreis, sem químicos nem conservantes, apenas com água e 0,9% ou 3% de sal (cloreto de sódio). Outros têm também o cloreto de benzalcônio. E os mais vendidos carregam um terceiro ingrediente na fórmula, a nafazolina, que é um remédio. A água com sal hidrata a mucosa e dissolve o muco, desgrudando a meleca para que ela saia dali. O benzalcônio é um conservante com ação germicida. E a nafazolina é um químico que contrai os vasos sanguíneos, diminuindo o inchaço das mucosas e facilitando a passagem do ar.

EFEITOS INDESEJADOS: Os sprays de água e cloreto de sódio não têm contraindicação a não ser para quem é sensível aos componentes ou para hipertensos que usam as formulações com concentração maior de sal, de 3%. O benzalcônio pode causar alergia. A nafazolina tende a induzir tolerância, efeito rebote e dependência psicológica. É que, poucas horas depois da aplicação, o edema volta e é preciso repetir a dose. Com o tempo, o corpo acostuma e pede uma quantidade maior para entregar o mesmo efeito. Aí acontece a rinite medicamentosa, causada pela droga. Você nunca sara e ainda passa a acreditar que só vai conseguir respirar com a medicação. Provavelmente, a essa altura já estará devorando nafazolina pelo nariz, o que pode aumentar a pressão sanguínea e trazer problemas para o coração.

 

 

A automedicação e a autoprescrição, de qualquer forma, alimentam uma cultura enganosa, que acredita no poder supremo dos comprimidos — uma crença ruim, já que nos faz usar remédios de forma errada e em momentos em que eles são desnecessários.

 

Fonte: Superinteressante

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Quais são os sintomas e principais tratamentos da LABIRINTITE?

Tontura, vertigem, perda da noção de espaço e de equilíbrio e sensação de desmaio… Esses são os sintomas mais comuns da labirintite, distúrbio que afeta milhares de pessoas diariamente ao redor mundo.  Esse distúrbio é gerado pela inflamação dos labirintos que estão localizados no sistema vestibular, órgão que fica dentro do ouvido interno e é responsável por gerar e manter o equilíbrio e a orientação espacial do corpo humano.

Além disso, a labirintite atinge pessoas em todas as faixas etárias, e nem sempre possuí cura. Muitos convivem com a doença durante grande parte de sua vida, tendo que aprender a conviver com as crises.

 

 

SINTOMAS E TRATAMENTO

Os sintomas mais comuns são os mesmos para todas as pessoas que sofrem com a labirintite: diminuição da audição, vertigens e tonturas. Por esses motivos, o mais indicado é procurar um médico assim que os sintomas surgirem, já que isso facilitará o diagnóstico e possibilitará que o tratamento comece o mais rápido possível.

Outros Sintomas da Labirintite são:

  • Sensação de pressão dentro do ouvido;
  • Zumbidos no ouvido;
  • Líquido ou secreções saindo do ouvido;
  • Diminuição da audição;
  • Dor de cabeça;
  • Enjoos e vômito;
  • Febre acima de 38º C;
  • Diminuição do equilíbrio e tontura;
  • Queda de cabelo.

 

A intensidade de cada sintoma varia de organismo para organismo, além disso, os gatilhos para as crises de tontura também são diferentes para cada pessoa. Contudo, de modo geral, é recomendado que quem está passando por uma crise de tontura evite movimentos bruscos com a cabeça e busque ficar em repouso em local com pouca luminosidade e livre de barulhos.

 

IMPACTO NO COTIDIANO

Com isso, fica impossível prever quando ou mesmo a frequência com que a labirintite ocorrerá, gerando ainda mais incômodos para quem sofre com esse problema. O impacto no cotidiano é grande. “Já passei por situações constrangedoras quando cai ou quase cai…”, afirma Juliana, que hoje já está mais habituada com as crises. “Consigo levar numa boa porque não é tão frequente, mas quando acontece é incapacitante. A única dica que posso dar para outras pessoas é sentar no escuro e tomar algum remédio”.

Alguns procedimentos caseiros podem amenizar os sintomas, como a ingestão de líquidos (água, chá ou sucos) e de alguns alimentos. Mas, eles não substituem a devida medicação.

Por isso, é importante lembrar que a medicação adequada e o tratamento para labirintite devem ser indicados por um otorrinolaringologista. A automedicação não deve ser feita, já que se trata de um problema que pode afetar diversas estruturas importantes responsáveis pela audição e pelo equilíbrio.

Ao sentir os sintomas, consulte um médico!

 

Fonte: Direito de Ouvir

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Dificuldade para dormir atinge 45% da população mundial

Quantas vezes você já bocejou hoje? Está se sentindo cansado? Se as respostas indicarem que as horas de sono não são prioridade na sua rotina, cuidado. Não dormir adequadamente causa sérios danos à saúde — de alteração do humor a doenças como hipertensão. Pensando nisso, especialistas alertam a população dos riscos da insônia e outros problemas relacionados.

Os distúrbios do sono já atingem cerca de 45% da população do planeta, segundo a Organização Mundial da Saúde, o que configura uma epidemia.

Um dos transtornos mais comuns é a insônia, a dificuldade para iniciar e manter o sono. Outro problema recorrente é a apneia, pausas respiratórias durante a noite.

Para avaliar a qualidade do sono e diagnosticar se há distúrbio, indica-se o exame de polissonografia, que pode ser feito em casa ou no laboratório e monitora as variáveis do sono, como atividade cerebral, cardíaca, respiratória e a arquitetura do sono.

O indivíduo que dorme menos de seis horas por noite tem quatro vezes mais chance de morte. Não se pode abrir mão do sono. Essa conta vai ser paga um dia — alerta Andrea Bacelar, da Associação Brasileira do Sono.

 

 

Ansiedade e estresse causam insônia

Segundo a Associação Mundial de Medicina do Sono, três elementos são essenciais para a boa qualidade do sono: a duração, que deve ser suficiente para que se sinta descansado e alerta no dia seguinte; a continuidade: o período de sono não deve ter interrupções; e a profundidade: deve ser profundo para ser restaurador.

Muitos aspectos podem levar a um quadro de insônia, como problemas emocionais, ansiedade e estresse. Além desses, os estímulos externos, como barulho ou temperatura inadequada, prejudicam a qualidade do sono.

O otorrinolaringologista Edilson Zancanella, da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, lembra que o uso indiscriminado de medicação para insônia pode causar dependência. Muitas vezes, ele explica, essa medida não é necessária.

Depois, não se dorme com ou sem a medicação. Tem que entender o que está causando o problema, tentar mudar hábitos, como horário desregulado e consumo de cafeína — diz o médico.

Ele acrescenta que, se o uso for necessário, a orientação médica é indispensável.

 

 

Consequências

O sono de má qualidade pode causar irritabilidade, memória ruim, baixa imunidade, falta de reflexos e de atenção.

A longo e médio prazos, não priorizar o sono pode aumentar os riscos de hipertensão, diabetes, sobrepeso, enfarte e depressão.

 

Via O Globo

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Aparelhos auditivos podem salvar o seu cérebro!

Nos últimos anos surgiram muitas evidências científicas dos danos cerebrais causados pela perda de audição. Um número crescente de publicações vem relacionando a surdez em idosos com o aumento do risco de demência, Alzheimer, depressão e outras alterações do humor. Já falei sobre isso neste post escrito em março deste ano. Mas até agora faltava responder uma pergunta-chave: O uso de aparelhos auditivos pode evitar que esses prejuízos cerebrais da surdez aconteçam?

Diante dessa questão, merece nosso destaque o estudo recém-publicado no Journal of the American Geriatrics Society. Os números do estudo chefiado pela professora Hélène Amieva, do departamento de neuropsicologia e epidemiologia do envelhecimento da Universidade de Bordeaux, impressionam. Foram 3670 pacientes acima de 65 anos acompanhados durante 25 anos. O estudo faz parte de uma linha de pesquisa que avalia os efeitos do envelhecimento sobre o cérebro humano e foi financiado pela empresa Oticon.

 

COGNIÇÃO E MINI-MENTAL

Para compreensão dos resultados da pesquisa é importante entender o conceito de cognição ou capacidade cognitiva. Para simplificar, poderíamos dizer que a cognição é o conjunto de funções do cérebro. Assim como o estado dos músculos é medido pela sua força, dos olhos pela acuidade visual e dos ouvidos pela capacidade auditiva, o estado de funcionamento do cérebro pode ser avaliado pela sua capacidade cognitiva. Entretanto, sendo o cérebro um órgão extremamente complexo, sua funções são bem mais sofisticadas do que puramente força, visão ou audição. Seu funcionamento envolve cálculos, orientação no tempo e no espaço, memória, raciocínio lógico, capacidade de abstração, aprendizado, dentre outras capacidades. Para medir e avaliar esse estado cognitivo, existe o Mini-exame do Estado mental, mais conhecido como Mini mental. Através da quantificação das respostas para um conjunto de questões subdivididas para cada capacidade cognitiva, o examinador pode rapidamente dar um resultado de 0 à 30, classificando o paciente num nível entre o pior e o melhor estado cognitivo.

 

 

RESULTADOS DO ESTUDO

No estudo de Bordeaux, os pacientes foram avaliados em 3 grupos: 1. Pacientes sem perda auditiva. 2. Pacientes com perda auditiva em uso de aparelhos, 3. Pacientes com queixa de perda auditiva e que não usam aparelhos. Ao longo de todo o período, os pacientes de todos os grupos foram submetidos repetidamente ao Mini-mental e os resultados foram avaliados ao final.

Os achados foram contundentes: Pacientes que se queixavam de perda auditiva e não usavam aparelhos apresentavam  uma queda cognitiva  superior à média avaliada pelo mini-mental , quando comparados aos pacientes sem queixas auditivas. Já no grupo de pacientes com perda de audição e que fazem uso de aparelhos, a evolução dos testes cognitivos manteve-se no mesmo padrão do grupo-controle, dos pacientes sem surdez.

 

 

CÉREBRO QUE OUVE

Os resultados dessa pesquisa vêm de encontro a um dos conceitos mais importantes dos últimos anos em termos de reabilitação auditiva: A “audição cerebral“. Esse entendimento, somado ao conceito de plasticidade neural, vem mudando a forma como entendemos e tratamos a surdez. Mais do que nunca, restabelecer a melhor audição possível através de aparelhos auditivos e implantes, além de proporcionar melhor audição e compreensão da fala, tem um papel fundamental na manutenção da saúde cerebral.

 

 

Fonte: Portal Otorrino

 

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Seu nariz não está deixando você trabalhar?

14502870_1821923568094393_5530612536841236876_nNariz escorrendo, entupido e crises de espirro não combinam com o ambiente de trabalho e comprometem significativamente a produtividade de qualquer um!

Seja por rinite, sinusite ou apenas um resfriado, o tratamento adequado alivia, abrevia e evita a recorrência desses sintomas tão incômodos e constrangedores. Procure um otorrino!

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