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Conheça os diferentes tipos de deficiência auditiva

Pode-se definir a deficiência auditiva como a “perda completa ou parcial da capacidade de ouvir de uma ou ambas as orelhas”, segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde. Isso quer dizer que o deficiente auditivo perdeu a capacidade de ouvir sons de 25 dB a 90 dB tão bem quanto uma pessoa com audição em seu estado normal.

Podendo se desenvolver em qualquer época da vida, o problema auditivo pode ser causado por diversos e diferentes fatores. Mas você sabia que apenas 5% dos casos de perda auditiva pode ser melhorada com medicação ou cirurgia? A grande maioria de deficiente auditivo conseguem tratar o problema apenas com aparelhos auditivos.

Leia também: Como lidar com pessoas que possuem perda auditiva?

Embora cada perda auditiva seja única para cada indivíduo, ela pode ser categorizada em diferentes tipos, dependendo da parte do ouvido que é afetada e das consequências auditivas.

A deficiência auditiva neurossensorial é a mais comum no mundo todo e, geralmente, resulta em uma perda de audição lenta e gradual. Nesse tipo de perda auditiva, os minúsculos nervos do ouvido interno (células ciliadas) estão danificados e não conseguem enviar com precisão os sinais auditivos ao cérebro.

O deficiente auditivo com essa condição pode sentir falta de sensibilidade nos ouvidos, falta de interpretação ou clareza do som. A compreensão da fala de outras pessoas fica complicada quando há ruído de fundo e é mais fácil escutar tons baixos do que sons agudos.

As causas da perda auditiva neurossensorial são variadas, entre elas:

● Envelhecimento (presbiacusia);

● Surdez hereditária;

● Surdez congênita;

● Doença de Ménière;

● Doenças autoimunes;

● Infecções, como caxumba, meningite e sarampo;

● Exposição ao ruído intenso;

● Efeito colateral de medicamentos ototóxicos;

● Trauma no ouvido interno;

● Doenças dos vasos sanguíneos;

● Neuroma acústico ou outros tumores no ouvido interno.

Não existe um método clínico ou cirúrgico para reparar as células ciliadas quando elas são danificadas, por isso, a perda auditiva neurossensorial costuma ser permanente. O tratamento pode ser feito com a tecnologia dos aparelhos auditivos ou implantes cocleares, dependendo da gravidade do problema auditivo. Os dispositivos não restauram os nervos, mas conseguem amplificar o som e possibilitar que o indivíduo compreenda os sons e a fala de outras pessoas.

Perda auditiva condutiva

A perda auditiva condutiva é menos comum e ocorre quando há um dano ou obstrução no ouvido externo ou médio que interfere na maneira como o som passa para o ouvido interno. Esse tipo de deficiência auditivapode ser temporária ou permanente, dependendo do que originou a condição. Entre as possíveis causas da perda auditiva condutiva, podemos citar:

● Otite externa (ou orelha de nadador);

● Otite média (infecção no ouvido);

● Malformação congênita da orelha;

● Excesso de cera de ouvido;

● Obstrução causada por objetos no ouvido;

● Sequelas de trauma no ouvido médio;

● Otosclerose;

● Estenose (estreitamento do canal auditivo);

● Ruptura do tímpano que pode ser causada por lesões, infecções no ouvido ou mudanças extremas de pressão de ar;

● Tumores no ouvido médio.

Em geral, a perda auditiva condutiva acontece muito rapidamente e a pessoa sente uma queda no volume dos sons. Como consequência, ela aumenta o volume do rádio e da televisão, mas isso não é o suficiente para ouvir tudo com clareza. No início, ela consegue ouvir sua voz normalmente, mas com o tempo a sensação é que a própria voz está mais alta ou diferente. Em alguns casos, os indivíduos sentem dores em um ou ambos os ouvidos e um odor desagradável no canal auditivo.

O deficiente auditivo que sofre com essa condição pode melhorar a sua capacidade auditiva com o acompanhamento médico adequado. Quando a perda auditiva é causada por infecções, acúmulo de cera ou corpos estranhos, por exemplo, é possível fazer tratamentos, como procedimentos cirúrgicos, antibióticos e extração da cera de ouvido. Depois de tratar a causa da perda auditiva, o médico poderá determinar algum tratamento específico para a perda auditiva.

Quando o problema de audição é causado por outras complicações, como otosclerose, estenose e fatores hereditários, o tratamento é mais complexo e é mais comum ocorrer uma perda auditiva permanente. Nessas situações, os aparelhos auditivos ou implantes cocleares podem ajudar a melhorar a capacidade auditiva do indivíduo.

Leia também: Por que os jovens gostam de ouvir música alta e quais os prejuízos disso?

Perda auditiva mista

A deficiência auditiva mista é uma combinação da perda auditiva neurossensorial e condutiva. Suas características também combinam os dois tipos de problemas auditivos: incapacidade de transmitir sons para o ouvido interno, além de danos no ouvido interno ou no nervo auditivo.

A perda auditiva mista pode ocorrer quando o ouvido sofre algum trauma ou ao longo do tempo, quando uma perda auditiva é intensificada por outra. Por exemplo, uma pessoa que tem perda auditiva hereditária e que também sofre com uma infecção no ouvido ou um indivíduo com perda auditiva condutiva de longa duração que pode sofrer com presbiacusia à medida que envelhece.

O tratamento para esse tipo de deficiência auditiva depende de qual perda auditiva é dominante em cada indivíduo. Quando a maior parte da perda auditiva é causa por um fator condutivo, é mais comum realizar procedimentos cirúrgicos e outros tratamentos. Mas, quando a perda auditiva neurossensorial é mais grave, os aparelhos auditivos ou implantes cocleares costumam ser o tratamento mais indicado.

Perda auditiva neural 

A perda auditiva neural é rara e resulta de danos ou comprometimento do sistema nervoso central. Geralmente, esse tipo de perda auditiva é permanente e profundo. Como o nervo não consegue enviar as informações sonoras ao cérebro, os aparelhos auditivos e implantes cocleares não são eficazes em quem sofre com esse tipo de deficiência auditiva.

Como você pôde perceber, existem vários tipos de perda auditiva, causados por diversos fatores e, cada um deles precisa de acompanhamento profissional e tratamento específico. Portanto, se você ou algum familiar está apresentando alguma dificuldade auditiva, é recomendável procurar um otorrinolaringologista ou fonoaudiólogo para fazer uma avaliação auditiva completa.

 

Fonte: Direito de Ouvir

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Como lidar com pessoas que possuem perda auditiva?

Com a chegada da idade, a qualidade de vida tende a ter um declínio. Um dos problemas que podem chegar com o envelhecimento é a perda auditiva. Pessoas que começam a sentir os primeiros sintomas dessa perda – como a dificuldade em ouvir sons – tendem a se isolar de interações sociais, pois podem se sentir desconfortáveis. Se o suporte da família também não for positivo, o indivíduo tende a se sentir excluído e cada vez mais isolado.

Sabemos que as pessoas que estão em volta de alguém que detém a perda auditiva tem um papel muito importante para que nada mude nas comunicações. É necessário o apoio incondicional desses familiares para que a outra pessoa não se isole ou se sinta excluída por não conseguir escutar mais com tanta facilidade. Confira algumas dicas de como lidar com alguém nestas condições:

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1) Proponha uma consulta a um profissional

Primeiramente, é importante ressaltar a relevância de um especialista na área para ajudar a pessoa com perda auditiva. É ele que vai diagnosticar o tratamento e identificar o melhor tipo de aparelho. Proponha à pessoa uma visita a um otorrinolaringologista ou fonoaudiólogo, sempre o motivando positivamente.

Tenha conhecimento sobre os sintomas do paciente antes de chegar ao consultório, fale abertamente sobre como é a comunicação com o mesmo, assim será fácil chegar em um diagnóstico concreto e um bom tratamento.

Comunique ao profissional caso o idoso tenha tido uma vida exposta a ruídos, períodos longos em ondas sonoras intensas, isso vai ajudar para que o especialista também ofereça um tratamento mais especializado para o paciente.

2) Tenha cautela ao se comunicar com alguém que tem perda auditiva

Com a devida avaliação médica realizada e o tratamento em andamento, é necessário mudanças em algumas situações rotineiras que antes faziam parte da comunicação dentro de casa.

Acredite, falar alto – ou gritar – não é nem de longe algo eficiente para que a pessoa te escute. O ideal é olhar diretamente para o rosto do idoso e falar pausadamente, para que o mesmo absorva todas as informações que você está querendo transmitir. O hábito de gritar não afeta positivamente a comunicação, mas sim prejudica o diálogo.

É melhor que os contatos sejam feitos em ambientes sem ruídos ou superlotações, além de distrações visuais. É interessante também o uso de gestos com os braços para que a pessoa compreenda melhor a mensagem que está sendo passada.

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3) Paciência é a chave para uma boa comunicação

Lembre-se que a pessoa com perda auditiva não tem culpa de estar nesta posição, ou seja, é necessário que tenha compreensão e principalmente paciência. Não se irrite se precisar repetir as mesmas frases algumas vezes ou fazer uso de repetição de palavras, é preciso se colocar no lugar do outro.

Tente não dizer frases muito longas e cansativas, a pessoa pode não entender algo no meio da conversa e acabar sem compreender o restante do diálogo. Mostre-se prestativo e empático, jamais deixe o indivíduo se sentir excluído ou se isolar. A perda auditiva é um problema comum e que pode ser tratado. Veja como a perda auditiva pode causar isolamento.

Com o devido tratamento em dia, a utilização correta de aparelhos auditivos e um ambiente cercado de pessoas positivas, o idoso vai conseguir se sentir acolhido e aceito. O envelhecimento é algo natural e devemos tratar todas as pessoas como gostaríamos de ser tratados, seja no presente ou no futuro.

Fonte: Direito de Ouvir

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Água no ouvido após banho de mar ou piscina: o que fazer?

Depois de tomar um banho de mar, piscina ou uma simples chuveirada, quem nunca teve aquela sensação chata e irritante de água no ouvido acumulada, causando dor? Há quem dê uns pulinhos, umas batidinhas na cabeça, um assopro.

Alguns preferem prender a respiração, outros esquentam uma toalha com ferro e a encostam na orelha.

O incômodo, o abafamento e a dor podem ser ainda maiores se a água for doce – de rio ou lagoa. Isso porque é onde se proliferam as bactérias Pseudomonas sp, um dos micro-organismos causadores da otite. Mais de 70% das infecções são por exposição à água, que empurra a cera pelo canal auditivo. Se a água estiver contaminada, pior ainda, pois ela tira a proteção natural que é a membrana do tímpano.

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Outras formas para tirar água no ouvido, como usar vinagre ou álcool, devem ser evitadas pois além de não serem formas seguras de retirar a água, aumentam o risco de infecção no ouvido.

Como prevenção, é indicada ida a um médico antes de uma temporada na praia ou na piscina. Ele pode sugerir o uso de protetores, dependendo de cada caso. E não se deve esperar muito para marcar a consulta, pois o que começa com uma simples umidade pode terminar em infecção. Isso ocorre porque a cera deixa o pH do ouvido ácido, e a água o torna mais alcalino, criando um ambiente favorável à entrada de bactérias.

Como tirar água do ouvido do bebê

A melhor forma para tirar água do ouvido de bebê é apenas secar o ouvido com a toalha, porém, caso o bebê continue com desconforto deve-se levá-lo ao pediatra para evitar agravar a dor no ouvido ou permitir o desenvolvimento de uma infecção.

Para evitar que a água entre no ouvido do bebê uma boa dica é, durante o banho, colocar um pedacinho de algodão na orelha de forma a tapar o ouvido e passar um creme hidratante sobre o algodão, pois a gordura presente no creme não permite que a água entre com facilidade.

 

Fonte: Bem estar (G1)

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Por que os jovens gostam de música alta e quais os prejuízos disso?

Aquela música alta que o seu filho ou filha escuta no fone de ouvido não é para te enlouquecer. Embora exista esse bônus, há razões científicas que justificam a preferência pelo som alto.

Lá atrás, quando surgiram os primeiros aparelhos portáteis para ouvir músicas, já era comum a imagem os pais pedindo pra que os filhos diminuíssem o volume. Porém, só recentemente começaram a surgir pesquisas tentando entender a causa de adolescentes gostarem tanto de ouvir música no último volume. Como também os efeitos positivos e negativos por trás disso.

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Um estudo dinamarquês cita que os três principais motivos pelos quais os adolescentes amam música alta são: eles se sentem bem, podem apreciar melhor a música e obter mais energia e disposição.

Os 3 motivos para os jovens preferirem música alta:

Alívio do estresse

Estudos sobre o sáculo, uma minúscula parte do ouvido interno, explicam porque bons sentimentos e energia aparecem ao ouvir música alta. Resumidamente, o volume alto estimula o sáculo, que tem conexões diretas com áreas de prazer no cérebro. Quanto mais alta a música, mais o cérebro libera endorfinas, o “hormônio do prazer”.

Bloqueio do mundo externo

Na adolescência, muitas vezes, passamos pela sensação de ser incompreendido, sem seu lugar no mundo. Nesses casos, a música alta funciona como um escudo capaz de bloquear as coisas ao redor, mantendo o indivíduo em seu próprio espaço por um momento.

Isso acontece porque a música toma conta do cérebro, sobrecarregando os outro sentidos de maneira semelhante ao álcool ou as drogas. É como se a pessoa não pudesse se concentrar em outras coisas ao ouvir música alta.

Por vezes, bloquear o mundo e aproveitar as sensações proporcionadas pela música é um instrumento de defesa ou até mesmo uma experiência necessária quando somos jovens.

É um estimulante

Como a música alta pode ser comparada a outros estímulos como cafeína, exercícios e álcool, ela aumenta a freqüência cardíaca e a freqüência corporal. E isso te deixa mais animado(a) e disposto(a) a gastar sua energia. Mas qual a consequência desse ato a médio/longo prazo?

Prejuízos para audição 

Apesar de causar sensações positivas, ouvir música alta excessivamente pode causar problemas auditivos. E é uma das principais causas da perda auditiva em jovens.

Por possuírem hábitos arriscados para audição, incluindo ouvir música alta nos fones de ouvido e maior freqüência em festas e shows, nesses locais, os níveis de som podem chegar a 120 dB. O limite confortável para audição humana é de até 85 dB.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), essa prática (música alta nos fones de ouvido ou em eventos) pode levar 1,1 bilhão de jovens a perda auditiva nos próximos anos. Na maioria dos casos, a perda auditiva induzida por ruídos pode ser tratada com aparelhos auditivos.

É importante o cuidado para essas questões e os exames de rotina para verificar a qualidade da audição.

 

Fonte: Direito de Ouvir

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Obesidade e perda auditiva: você sabia que há relação?

Que obesidade é coisa séria todos já sabem. E os benefícios de perder peso são muitos, além de se manter saudável, voltar a usar aquele velho jeans pode ser motivo de muita satisfação. E agora, você tem mais uma razão: é uma forma de ajudar a proteger a sua saúde auditiva.

É isso mesmo. Embora muitas causas da perda auditiva sejam obvias, como envelhecimento e exposição prolongada a sons altos, outros fatores não são tao aparentes, entre eles, o seu peso.

Muitos estudos demonstram que a obesidade pode se tornar uma causa da perda auditiva, apontando que a sua audição está conectada a sua saúde de forma geral e como é importante manter um estilo de vida saudável.

Obesidade e perda auditiva

Você deve estar se perguntando como o seu peso interfere no que você ouve. A resposta não é tao complicada quanto você pode estar imaginando.

Nosso ouvido tem minúscula células ciliadas que detectam o som no ouvido interno e enviam para o cérebro. Mas, para funcionar perfeitamente, o ouvido precisa de um fluxo estável de sangue e de oxigênio.

O problema é que a obesidade causa uma série de problemas de saúde, incluindo os problemas vasculares que prejudicam o fluxo sangüíneo nos ouvidos e afetam diretamente a sua capacidade de ouvir.

Um estudo americano acompanhou cerca de 68 mil mulheres ao longo de 20 anos. O resultado mostrou que aquelas com menor índice corporal e que realizaram mais atividades físicas tiveram 17% a menos de chances de desenvolver perda auditiva. Já aquelas com sinais de obesidade foram até 27% mais propensas a perder a audição. O resultado variou de acordo com a gravidade e de suas preocupações com o peso.

LEIA TAMBÉM: Como se adaptar a perda de audição?

Outras condições relacionadas a obesidade

A questão cardiovascular é apenas uma causa da perda auditiva relacionada a obesidade. Estar acima do peso pode contribuir para o surgimento de outras doenças que prejudicam a audição.

Um exemplo é a diabetes: cerca de 90% dos pacientes com diabetes tipo 2 estão com sobrepeso ou obesidade e possuem o dobro de chances de desenvolver perda auditiva.

Outro exemplo é a doença cardíaca: condição reduz a circulação no corpo, prejudicando o fornecimento de sangue e oxigênio necessários para manter a sua audição saudável.

Corpo saudável, audição saudável 

Se alimentar de forma equilibrada e fazer exercícios regularmente, é a melhor maneira de se manter uma boa saúde. Caminhadas e corridas, exercícios cardiovasculares, manterão a sua audição em perfeito estado.

Vale salientar que é importante que a mudança de habito seja feita com acompanhamento profissional, garantindo assim, o equilíbrio entre as suas necessidades e limitações.

Quaisquer alterações na sua audição, procure o seu profissional de saúde auditiva para que seja feito o monitoramento correto, com a devida assistência.

 

Fonte: Direito de Ouvir

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A importância do olfato e paladar na sua saúde geral

Olfato e paladar (juntamente com o tato) são sentidos frequentemente menosprezados diante dos seus primos mais importantes: audição e visão. Embora poder enxergar e ouvir nos confira vantagens maiores do que a percepção de odores e sabores, é incorreto os deixarmos esses dois sentidos esquecidos.

Existem dados que mostram com clareza a relação importante entre saúde geral e olfato.  Em grande parte dos casos as alterações do olfato são causadas por problemas mais simples da via aérea, como desvios de septo, pólipo nasal, rinite alérgica ou sinusites. Entretanto, num número menor de vezes, a diminuição do olfato e do paladar pode estar relacionada a doenças neurológicas degenerativas, tumores do sistema nervoso central ou traumatismos cranianos.

Definindo as Alterações do Olfato e Paladar

As alterações do olfato podem ser quantitativas ou qualitativas. As alterações qualitativas referem-se a “quanto” se sente do olfato. Assim, chamamos de anosmia a perda total do olfato. Curiosamente (e bem mais raramente), há as anosmias específicas, que significa a perda da capacidade de sentir um odor específico. Há ainda o quadro de hiposmia, ou perda parcial do olfato, bastante frequente no dia-a-dia em nossos consultórios. E por fim existe a rara hiperosmia (sensibilidade exagerada do olfato), que pode ser causada por inalação de vapores tóxicos ou na enxaqueca.

Já as alterações qualitativas do olfato podem ser a fantosmia, quando a pessoa tem a percepção de um cheiro que não existe.  Já a parosmia refere-se a percepção alterada do olfato. Nesta situação, o odor de uma flor por exemplo, pode ser sentido como cheiro diferente. Na maiorias das vezes, pacientes com fantosmia e parosmia tem a percepção de cheiros desagradáveis. As alterações qualitativas do olfato podem ser causadas por infecções virais, traumatismos cranianos ou estarem relacionadas à sintomas depressivos.

LEIA TAMBÉM: Recomendações para pacientes com rinite alérgica

Já alterações do paladar podem ser classificadas como:

  • Ageusia: Perda completa do paladar, bastante rara.
  • Hipogeusia: Diminuição do paladar
  • Hipergeusia: Hipersensibilidade gustativa
  • Disgeusia: É a mais comum.  Trata-se da alteração do paladar, normalmente com sensação “metálica” ou de “amargor”.

As queixas do paladar são bem menos frequente do que do olfato e podem ser causadas por: Trauma craniano, infecções das vias aéreas, exposição à substâncias tóxicas, secundárias à cirurgias do ouvido ou procedimentos dentários, medicamentos (quadro abaixo), glossodinia (síndrome da ardência bucal).  Mais raramente, alucinações gustativas podem estar relacionadas à quadros esquizofrênicos ou de epilepsia. Uma disgeusia adocicada pode também representar o primeiro sintoma de tumores do pulmão.

Olfato: Marcador de Boa Saúde

Aproximadamente 5% da população apresenta alguma alteração do olfato. Assim como para a audição e a visão, essas alterações aumentam com o envelhecimento. Acima dos 50 anos, um quarto das pessoas têm algum grau de dificuldade com o olfato. Esse aumento pode ser causado pelo envelhecimento, mas também pelo maior tempo submetidos à infecções, traumas, medicamentos e outros agentes tóxicos. Entretanto, embora a presbiosmia (perda do olfato com a idade) seja comum, ela não pode ser considerada inevitável, mas antes um marcador da saúde geral. Paciente que “envelhecem bem” e sem tomar medicações costumam não apresentar alterações do olfato.

Pesquisadores de Chicago, liderados por Robert Wilson, divulgaram num artigo os resultados de de um estudo com 1162 indivíduos, com idade média de 79 anos. Eles foram acompanhados por 4 anos. Neste período, 27,6% dos participantes morreram. Vários fatores foram então analisados e correlacionados. Além de fatores como sexo, idade, doenças psiquiátricas e outros dados, também se analisou a função olfatória como fator de risco. Os pacientes que desempenharam pior na medida do olfato no início do estudo tiveram 36% mais chances de morrer no período analisado.

Além disso é sabido que doenças degenerativas do sistema nervoso podem estar relacionada a diminuição do olfato. No caso da doença de Parkinson e também no Alzheimer, a perda do olfato é uma queixa importante e pode anteceder os demais sintomas em 4-6 anos.

Causas de Perda do Olfato

As condições que levam a piora do olfato com maior frequência são:

  • Trauma craniano: Por secção do nervo olfatório
  • Infecções virais: Por lesão das fibras do nervo olfatório
  • Polipose nasal e sinusite: Por inflamação da mucosa nasal e obstrução do fluxo aéreo
  • Envelhecimento e doenças neurológicas: Como Alzheimer e Parkingson
  • Medicamentos: (quadro ao lado)

Cuidando do Olfato e do Paladar

Embora o olfato e paladar sejam muito importantes para a qualidade de vida e a saúde em geral, sua avaliação clínica não é simples. Enquanto a audição e a visão podem ser mais facilmente avaliadas e quantificadas por exames simples no consultório, métodos de aferição do olfato e do paladar tende a ser complexos e imprecisos.

Além disso, quase não existem tratamentos específicos para as doenças isoladas do olfato e paladar. Assim, o foco deve ser no diagnóstico, identificando e eliminando os fatores causais. Essa busca passa por uma anamnese cuidadosa, com exame clínico e video-endoscópico da cavidade nasal.

 

Fonte: Portal Otorrino

 

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Como se adaptar a perda de audição?

Apesar do avanço tecnológico, a perda de audição ainda traz um estigma. E se for necessária a utilização de aparelhos auditivos, a receptividade costuma ser negativa. As pessoas sentem que estão ficando velhas ou que a sua vida vai mudar drasticamente.

Se por acaso você está passando por isso, é importante que saiba que não precisa sofrer em silencio. Pois, é possível se adaptar a perda auditiva e ter uma vida normal. Separamos cinco dicas que podem ser úteis caso esteja passando por essa fase.

Seja realista com a sua perda auditiva 

Através do reconhecimento e aceitação da sua dificuldade auditiva, dá-se o primeiro passo para que você se adapte a ela. Se sentir envergonhado ou se recusar a aceitar os sintomas da perda de audição te levam a sentimentos ligados a perda e escassez, que te leva ao negativismo. A aceitação te prepara para reagir e procurar a ajuda necessária para se adaptar a sua nova realidade.

LEIA TAMBÉM: Quais são as causas da perda auditiva e como descobri-las?

Busque conhecimento

Da mesma forma que você está lendo este artigo para informar-se e aprender a se adaptar a perda auditiva, busque informar-se sobre as causas da perda dela e os tratamentos para tal. Sobre os avanços em relação aos aparelhos auditivos hoje e outros assuntos relacionados. O nosso blog conta com conteúdos informativos sobre o tema, que podem trazer esclarecimento a respeito do assunto. Dessa forma, você perceberá que não está sozinho e de que é possível reverter quadros, situações, como também a sua perspectiva da perda de audição.

Seja honesto com amigos e familiares 

Quando pessoas próximas, sejam amigos ou familiares estão cientes da sua perda auditiva, farão o que for possível para facilitar a sua compreensão e entender um pouco mais sobre o tema. Portanto, falar a verdade para aqueles que estão ao seu redor e explicar o que você precisa deles, é a melhor alternativa. Você pode pedir para que eles chamam a sua atenção antes de iniciar uma fala, que olhem para você ao conversar ou que fiquem mais próximos quando estiverem falando com você. É certo que essas pequenas mudanças nos hábitos farão um bem e te ajudarão.

Busque melhores situações para ouvir

Talvez você não saiba, mas nós usamos ouvidos, olhos e cérebro para dar sentido a nossa fala. E isso significa que se você tem dificuldades ou alguma limitação para ouvir, pode usar os outros sentidos no intuito de entender o que está sendo dito. Para isso, procure estar em locais com menos ruídos de fundo, se estiver em casa, por exemplo, pode desligar a TV ou outro aparelho de som quando for conversar. Em locais públicos, você pode procurar uma área com menor fluxo de pessoas para minimizar os barulhos.

LEIA TAMBÉM: 6 medidas para a prevenção da surdez em crianças? 

Procure um profissional de saúde auditiva 

Nenhuma das dicas acima serão validas se você não procurar a ajuda de um especialista. A perda auditiva é um problema de saúde, o que significa que você precisa buscar um profissional da área. Ele pode identificar as causas dessa perda, o que consequentemente, permitem um tratamento adequado. Afinal, ele pode indicar os aparelhos auditivos que atendam as suas especificidades. Não subestime a importância da sua saúde auditiva e procure um especialista.

 

Fonte: Direito de Ouvir

 

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Quem sofre com enxaqueca pode ter mais chance de perda auditiva

A enxaqueca tem algumas características marcantes, que, para quem costuma ter crises, não é nenhuma novidade. estão entre a intensa dor de cabeça, acompanhada a sensibilidade a luz e som, náuseas e problemas de visão, entre outros.

Essa doença atinge creca de 31 milhões de brasileiros e pode abrir portas para outros problemas de saúde, e a perda auditiva, é uma delas.

Diversos estudos demonstram que pessoas que sofrem de enxaqueca podem ter mais chances de desenvolver alguma dificuldade auditiva, do que aqueles que não padecem com as dores de cabeça.

LEIA TAMBÉM: Como será o aparelho auditivo no futuro?

Enxaqueca e e perda auditiva

E de que forma uma doença neurológica poderia estar associada a sua audição? De diversas formas, é o que responde um estudo publicado no American Journal of Otolaryngology.

Entre as descobertas, os pesquisadores evidenciaram que dois terços dos pacientes com enxaqueca tinham mais anormalidades nos testes eletrofisiológicos auditivos – inclusive entre aqueles com audição normal. É utilizado no teste emissões otoacústicas, que serve para identificar alterações precoces na orelha interna, que futuramente, podem aparecer como perda auditiva.

A sugestão dos pesquisadores é de que a falta de fluxo sangüíneo nas células ciliadas da cóclea causada pela enxaqueca pode prejudicar o funcionamento do sistema auditivo. Com o passar do tempo, isso pode resultar em perda auditiva neurossensorial, o tipo mais comum e que geralmente é tratada com aparelhos auditivos.

Também foi realizado um outro estudo em Taiwan comprovando a ligação entre as duas as duas doenças. Segundo os pesquisadores, a enxaqueca aumenta em ate 50% as chances de uma adquirir perda auditiva neurossensorial súbita (SSHL – sigla em inglês).

Essa condição rara é caracterizada por uma perda de audição rápida e sem explicação em uma ou ambas orelhas,  que ocorre imediatamente ou em alguns dias. Embora seja difícil determinar uma causa da perda auditiva súbita, a associação desse problema auditivo e a enxaqueca fornecem algumas pistas para os cientistas.

Além de que, as pessoas que sofrem com enxaqueca, costumam ter uma maior incidência de zumbido no ouvido, em comparação com a população comum.

O que fazer?

O apontamento desses dados não serve para assustar você, que tem enxaqueca, e sim, para alertá-lo. Se você costuma ter essas crises, é importante intensificar a atenção com a sua saúde auditiva.

Se esse é o seu caso, o mais recomendável é que você faca um acompanhamento neurológico, visando encontrar um tratamento adequado de acordo com a gravidade da enxaqueca.

LEIA TAMBÉM: 9 curiosidades sobre a perda auditiva e formas de prevenção 

Também é importante realizar o teste de audiometria  com freqüência para evitar que a dor de cabeça se torne uma causa da perda auditiva. Com o tratamento adequado é possível identificar problemas auditivos precocemente.

No caso da perda auditiva súbita, é primordial que você busque ajuda médica imediatamente para realizar testes de audição e uma ressonância magnética do cérebro, caso necessário. O tratamento envolve esteróides e, quando a perda é irreversível, os aparelhos auditivos ou implantes cocleares podem ajudar a recuperar parte da audição.

Fonte: Direito de Ouvir 

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Recomendações para pacientes com rinite alérgica

Espirros, coriza e nariz entupido: todo mundo tem, já teve ou ainda vai ter pelo menos um episódio de rinite. Basta pegar uma gripe ou um resfriado passageiro. Mas, para uma parcela da população, ela faz parte da rotina. É só entar em contato com pó, mofo, ácaros, pólen, pelos de animais ou produtos químicos que o organismo reage com tudo, anticorpos são liberados e a mucosa nasal, inflamada, sofre as consequências.

Por se tratar de uma condição crônica e que muitas vezes repele o tratamento receitado, a Academia Americana de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial acaba de atualizar suas diretrizes para o controle da rinite alérgica. Além de nortear a detecção e o plano terapêutico, o guia propõe orientações para adotar em casa e ainda dá uma palavra sobre o papel da acupuntura e da fitoterapia. Segure o espirro e conheça essas 10 recomendações.

  1. A importância do diagnóstico

Um dos desafios que a rinite alérgica impõe é o diagnóstico e como flagrar o que desperta as crises. É fundamental que seu médico possa traçar minuciosamente seu histórico, apurando os gatilhos e a presença de doenças relacionadas. Asmáticos, por exemplo, tendem a ter mais rinite. Se o fator desencadeante não é identificado nas consultas, testes de alergia (exames de sangue ou os que usam a pele) são bem-vindos.

  1. Pets: cada um no seu quadrado

Sabemos que é difícil manter distância dos animais se você tem um deles em casa. Mas o novo guia pede atenção diante dos pets. Isso porque cães e gatos têm alérgenos que são liberados na saliva, na pele e na urina, além de acumular ácaros nos pelos. O ideal é definir um espaço para o bicho, para evitar que os pelos se espalhem pela casa, e lavar as mãos depois dos afagos.

  1. O ar que você respira

O ar-condicionado pode ser um aliado porque serve como filtro contra a poluição que vem da rua. Isso desde que a manutenção do aparelho esteja em dia. O ar mais gelado e seco em si não provoca rinite, mas pode deixar a mucosa nasal sensível. Daí o conselho de programar uma temperatura amena (entre 24 e 25 ºC) e adotar um umidificador.

  1. Extermínio de ácaros

Esses aracnídeos invisíveis a olho nu são responsáveis pela rinite de boa parte dos brasileiros. Gostam de lugares úmidos e quentes e se alimentam de restos de pele que se misturam à poeira. Para acabar com a festa, conservar a casa limpa e os armários secos é fundamental – e, de bônus, se evita outro patrocinador de alergias, o mofo. Na batalha contra o pó entram pano úmido e aspirador com filtros, que retêm melhor a poeira. Produtos contra ácaros também podem ser requisitados.

LEIA TAMBÉM: Lavagem nasal com soro e seringa em bebês: quais cuidados tomar?

  1. A cama pode ser a fonte do problema

Lençóis, cobertores, colchões e travesseiros são um prato cheio para os ácaros. Assim, trocar e lavar a roupa de cama com frequência (pelo menos uma vez por semana) é a primeira regra de ouro. O manual americano propõe o uso de capas impermeáveis e hipoalergênicas em colchões e travesseiros. Manter os quartos ventilados e a cama exposta ao sol também ajuda.

  1. Para tratar sem sedar

Como antialérgicos têm fama de gerar aquela soneira, as novas diretrizes priorizam a prescrição de anti-histamínicos de segunda geração, que não têm o efeito sedativo típico da primeira classe dessas drogas. Essa nova geração tem outras vantagens: age mais rápido, pode ser usada por um período maior e não interfere no apetite.

  1. Remédios da pesada

Há medicações que só devem entrar em cena  em casos mais graves ou durante as crises. E o principal exemplo aqui são os corticoides, potentes anti-inflamatórios. Os especialistas prescrevem por poucos dias, uma vez que o uso prolongado pode causar retenção de líquido, aumento de peso, mal-estar e até osteoporose. Convém reforçar: como os antialérgicos, eles só devem ser empregados sob orientação.

  1.  Educação imunológica

E se treinássemos o sistema imune para ele deixar de hiper-reagir toda vez que o corpo tem contato com ácaros ou pelos de animais? Esse é o princípio da imunoterapia, uma espécie de vacina que injeta baixas doses de alérgenos com o objetivo de neutralizar a resposta das nossas defesas diante desses corpos estranhos. O manual a coloca como opção quando a alergia é refratária a tratamentos convencionais – e as aplicações podem durar de dois a três anos.

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  1. Apoio das agulhas

Pela primeira vez, o consenso da Academia Americana de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial se posiciona quanto ao uso da acupuntura: ela pode, sim, integrar o combate não medicamentoso à rinite alérgica. A aplicação das agulhas em pontos mapeados pela medicina tradicional chinesa poderia ser utilizada sozinha ou como complemento aos remédios. No Brasil, a técnica ainda não é reconhecida para substituir o tratamento padrão, e o que se alega é a carência de mais pesquisas comprovando seus benefícios. No entanto, ela está longe de ser contraindicada pelos especialistas.

  1. O chá não vai resolver 

Se a acupuntura recebeu o aval contra a rinite, o mesmo não se pode dizer da fitoterapia. O guia desencoraja o uso de ervas medicinais como tratamento, independentemente do meio (infusão, cápsula…). Faltam provas sobre sua segurança e eficiência e ainda existe o risco de efeitos colaterais e interações com remédios prescritos no consultório. Veja: não é que o chá da vovó está proibido, mas é importante saber que não será uma xícara quentinha que resolverá de vez uma crise de rinite.

 

Fonte: Saúde

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Conheça as principais causas do ouvido entupido

A sensação do ouvido entupido costuma incomodar bastante e pode ter diversas causas, desde as mais simples, como por exemplo, a mudança de altitude, seja na decolagem de um avião ou descida de uma serra, como outras causas que precisam de orientação médica.

O excesso de cera no canal auditivo é também um dos fatores que pode trazer esse incômodo. A entrada de água e uso de hastes flexíveis podem empurrar a cera para o fundo do conduto, causando assim, o entupimento e dores no ouvido. Nesses casos, é importante buscar um especialista para que o cerume seja removido.

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Outro caso comum de entupimento, é na prática de natação ou mesmo no banho, e o ideal, é que não seja tomada nenhuma medida caseira para o problema, visto que, pode-se agravar a situação. O acúmulo de água pode gerar infecção no ouvido, que são o caso das otites. A procura do otorrinolaringologista é fundamental para saber se houve algum dano.

A disfunção na trompa de Eustáquio também tem como sintoma o ouvido entupido. Problema que atinge, aproximadamente 30% da população, causando obstruções recorrentes, como também otite, meningite e até mesmo perda auditiva. A trompa de Eustáquio faz comunicação entre o nariz com o ouvido e tem a função de ventilar e drenar o ouvido médio. Quando está obstruída, o ar não passa, provocando sintomas como autofonia, sensação de ouvido tapado e zumbido. Geralmente, a solução é cirúrgica.

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Seja qual for a causa do entupimento do ouvido, vale ressaltar que é contraindicado o uso de remédios sem orientação médica, visto que, sem entendimento da causa do problema, podem haver implicações por conta de uso inadequado. Assim como a introdução de outros objetos ou hastes flexíveis também não é recomendado, pois podem haver danos irreversíveis a membrana timpânica, provocando perda auditiva. Ao menor sinal de ouvido entupido, procure um especialista.

 

Fonte: Direito de ouvir

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